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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Pesquisa revela uma das causas de morte prematura na Rússia: a vodca



Uma nova pesquisa revelou que 25% de todos os homens russos morrem antes dos 55 anos – e o principal culpado por essa alta taxa de mortalidade precoce é o álcool, especialmente a vodca. O estudo foi publicado nesta sexta-feira na revista médica The Lancet.

A pesquisa foi feita com cerca de 151 000 homens, que foram acompanhados durante até dez anos. Durante esse tempo, 8 000 participantes morreram. Com base em informações como hábitos de consumo de álcool e de tabagismo, além das causas das mortes, os autores fizeram uma estimativa sobre fatores de risco de mortalidade em um período de 20 anos.

Entre homens de 35 e 54 anos, o maior risco de morte foi observado entre os que fumavam e bebiam mais de 1,5 litro de vodca por semana: eles tiveram 35% de chances de morrer ao longo de 20 anos. É mais do que o dobro do risco apresentado por aqueles que também fumavam, mas bebiam menos de meio litro de vodca por semana, que foi de 16%.

Causas — As principais causas de mortes relacionadas ao excesso de vodca incluíram envenenamento por álcool, acidentes e suicídio, além de doenças como câncer de garganta e fígado, tuberculose, pneumonia, pancreatite e doenças hepáticas.

A pesquisa foi conduzida por especialistas do Centro do Câncer de Moscou, na Rússia, da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, e pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No artigo, os autores lembram que, embora o risco de morte prematura ainda seja alto na Rússia ele vem diminuindo desde 2006, quando reformas na política sobre o álcool foram introduzidas no país, fazendo com que o consumo de destilados caísse em cerca de um terço.

De acordo com David Zaridze, um dos autores do estudo, porém, a relação entre consumo de vodca e risco de morte na Rússia deve ser considerada como uma “crise de saúde” no país. Para ele, esse problema pode ser revertido caso as pessoas passem a beber com moderação. "A queda significativa nas taxas de mortalidade russas após a introdução de controles moderados sobre o álcool em 2006 demonstra essa reversibilidade", diz.

VEJA

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Beber mais de dois drinks ao dia acelera perda de memória, diz estudo

 

Homens de meia idade que ingerem mais de dois drinks por dia podem sofrer uma perda acelerada da memória, alertou um estudo publicado nesta quarta-feira (15).

Não se observou diferença, no entanto, na função mental ou de memória entre abstêmios e aqueles que ingeriram menos de dois drinks ou 20 gramas de álcool por dia, segundo as descobertas publicadas no periódico "Neurology".

Para fazer este estudo, mais de 5 mil homens de meia idade foram entrevistados sobre seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas três vezes ao longo de 10 anos. Em seguida, eles se submeteram a testes de memória e outros testes cognitivos na idade média de 56 anos. Esses testes foram repetidos duas vezes nos 10 anos seguintes.

"Nosso estudo se concentrou em participantes da meia idade e sugere que o consumo excessivo de álcool está associado a um declínio mais rápido em todas as áreas da função cognitiva nos homens", afirmou a autora do estudo, Severine Sabia, da University College de Londres.

As habilidades mentais dos bebedores inveterados decaíram entre 1,5 e seis anos mais rápido do que aqueles que consumiram menos álcool diariamente.

Os homens que consumiram 36 gramas de álcool ou mais por dia sofreram as perdas mais abruptas de memória e função cerebral.

Duas mil mulheres também foram incluídas do estudo, mas não havia suficientes consumidoras em excesso de álcool para permitir analisar sua decadência mental em comparação com bebedoras moderadas ou abstêmias.

G1

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Consumo abusivo de bebidas energéticas traz danos ao coração e sobe a pressão arterial

Trabalho, estudo, buscar filhos na escola, frequentar academias. No final de semana, churrasco em casas de amigos, festas, atividades de lazer. Para aguentar tantas atividades, milhares de pessoas consomem bebidas energéticas ou produtos naturais, como o guaraná em pó. Porém, se forem consumidos em excessos, podem trazer danos à saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite a venda de bebidas energéticas no país desde 1998, depois de analisar a segurança desses produtos. Atualmente, as bebidas energéticas são dispensadas da obrigatoriedade de registro junto a Anvisa e regulamentadas como alimentos pela Resolução RDC 273/2005.

A nutricionista Leilane Fernandes, da Gerência de Alimentos da agência, afirma que as embalagens devem conter obrigatoriamente as seguintes advertências, em destaque e em negrito: “Crianças, gestantes, nutrizes, idosos e portadores de enfermidades: consultar o médico antes de consumir o produto” e “Não é recomendado o consumo com bebida alcoólica”.

Ela esclarece que ainda há o suplemento de cafeína para atletas e o suplemento energético para atletas que são regulamentados pela Resolução RDC n. 18/2010. O suplemento de cafeína para atletas é o produto destinado a aumentar a resistência aeróbia em exercícios físicos de longa duração, enquanto suplemento energético para atletas é o produto destinado a complementar as necessidades energéticas em virtude do gasto calórico aumentado.

Em relação ao guaraná em pó, Leilane explica que o produto é classificado como novo alimento e não possui e não tem comprovação de efeitos energéticos. A quantidade de cafeína no guaraná em pó varia de acordo com a matéria-prima utilizada dependendo do estágio de maturação do fruto, condições de cultivo, processo de obtenção. A regulamentação sobre o tema não exige uma padronização dos componentes ativos desse produto, visto que não há necessidade de ter um limite mínimo para que se alegue algum efeito, nem limite máximo considerando que quantidades de cafeína naturalmente presentes no guaraná são consideradas seguras.

Por determinação de Anvisa, os rótulos das bebidas consideradas energéticas devem trazer orientações sobre o consumo e advertências para grupos específicos. Isto porque qualquer alimento usado em excesso pode trazer danos à saúde. O cardiologista Stephan Lachtermacher, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), vinculado aoMinistério da Saúde, os energéticos são ricos em cafeína, que é um estimulante do sistema nervoso.

Segundo ele, as pessoas não costumam ler os rótulos e, se não tivesse qualquer tipo de perigo, não teriam advertências nas embalagens dos produtos. O risco maior está na dose, principalmente para quem tem sensibilidade à cafeína ou predisposição às arritmias ou faz parte do grupo citado nas embalagens (crianças, idosos, nutrizes, grávidas, com problemas de saúde). Ele alerta: “A cafeína pode estimular o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos”. Por isso, pacientes cardíacos, hipertensos e renais não devem usar estas substâncias.

O médico acrescenta que também é arriscado o consumo da bebida com álcool. “Essa associação pode aumentar os efeitos excitatórios e reduzir os depressores no sistema nervoso e também precipitar ou predispor arritmias cardíacas”, diz o cardiologista.

BLOG DA SAÚDE

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Evitar cigarro e álcool, comer bem e fazer exercício pode prevenir câncer

Praticar exercícios físicos regularmente, comer bem e evitar cigarro e bebida alcoólica são atitudes que podem diminuir o risco de câncer, como explicaram o oncologista Paulo Hoff e a nutricionista oncológica Thaís Miola no Bem Estar desta segunda-feira (24).

Frutas, verduras e legumes têm nutrientes e substâncias que reduzem o risco da doença em, pelo menos, 40%, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No entanto, alimentos com alto teor de gordura ou sódio, carnes vermelhas e processadas oferecem risco e devem ser evitados. O consumo de carne vermelha deve ser de até 3 vezes por semana. Mais que isso, o risco de câncer de intestino aumenta em até 35%.



Por outro lado, as vitaminas, fibras e antioxidantes das frutas, verduras e legumes ajudam a defesa natural do organismo a destruir agentes cancerígenos antes mesmo que eles causem danos graves às células. Além disso, esses alimentos podem bloquear ou reverter estágios iniciais da formação de um tumor.

Os antioxidantes, por exemplo, interrompem a chegada dos radicais livres às células, mas caso eles cheguem, também auxiliam o material genético a reparar o dano. Já as fibras auxiliam no bom funcionamento intestinal e evitam que as fezes fiquem muito tempo presas no intestino, prevenindo a liberação de substâncias causadoras de câncer nessa região.

 A alimentação saudável também pode consertar o DNA e promover a morte seletiva das células defeituosas. Alguns alimentos, como a soja, liberam os fitoestrógenos, que competem com o hormônio estrógeno.

O estrógeno não causa câncer de mama, mas estimula o crescimento das células mamárias. O fitoestrógeno inibe esse crescimento e previne a doença, caso uma dessas células seja cancerígena.

No caso da atividade física, além do menor risco de câncer, diminui também a chance de outras doenças, como as cardiovasculares e o diabetes. Manter o peso ideal previne doenças já que a obesidade é fator de risco para diversos tipos de câncer, principalmente os de mama, intestino, próstata e endométrio.

Já o hábito de fumar e beber aumenta muito o risco de cânceres de boca, laringe, esôfago, estômago, intestino, fígado e pâncreas porque o cigarro e a bebida alcoólica têm diversas substâncias cancerígenas.

Dieta anticâncer

Os especialistas alertaram para mudanças de hábito que podem reduzir muito o risco do surgimento de um câncer. Aumentar o consumo de frutas e vegetais pode ajudar porque esses alimentos têm alto poder preventivo, por causa das fibras, antioxidantes e da variedade de fitoquímicos (em alimentos como o alho, cebola, soja, chá verde e gengibre).

Além disso, comer mais fibras também é importante e a recomendação é de 35g por dia. Consumir 6 porções diárias de grãos integrais, pães e cereais ricos em fibras já ajuda a atingir este objetivo. Por outro lado, gorduras e carnes vermelhas devem ser reduzidas ou trocadas por alimentos assados, grelhados ou cozidos ou carnes brancas, como filé de peito de frango ou peixe.

A nutricionista oncológica Thaís Miola recomenda comer de 4 a 5 porções por dia de hortaliças. No caso das frutas, o ideal é que se coma de 3 a 4 porções diárias. A soja deve ser consumida de acordo com a necessidade de nutrientes do organismo. Em uma xícara de grãos de soja, a pessoa já tem a quantidade ideal para extrair benefícios. Os especialistas deram dicas de como preparar a soja temperada. Veja a receita:

G1

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Consumo de álcool antecipa derrame em 15 anos

Álcool e AVC

Existe uma forte correlação entre a ingestão de álcool e a ocorrência de derrames cerebrais.
Um novo estudo mostrou que indivíduos que bebem mais de três doses de bebidas alcoólicas por dia têm o risco de sofrer acidentes vasculares cerebrais (AVC) equivalente ao de indivíduos 15 anos mais velhos.
"O consumo pesado de álcool tem sido identificado de forma consistente como fator de risco para este tipo hemorrágico de AVC, que é causado por um sangramento no cérebro, em vez de um coágulo de sangue como ocorre no AVC isquêmico", disse Charlotte Cordonnier, da Universidade de Lille-Nord (França).
O estudo foi publicado na revista Neurology.

Consumo pesado de álcool

Cerca de 25% dos participantes apresentaram comportamento de "consumo pesado de álcool" - o consumo de três ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia, ou o equivalente a 47,3 mililitros diários de álcool puro.
Os indivíduos que fizeram consumo pesado de álcool sofreram AVC com uma idade média de 60 anos - cerca de 14 anos antes da idade média de idade dos participantes que não faziam consumo pesado de álcool.
"É importante destacar que o consumo de grandes quantidades de álcool contribui para uma forma mais grave de AVC em idade precoce em pessoas que não tinham histórico médico significativo", disse Cordonnier.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cientistas obtêm primeira prova de que álcool aumenta risco de câncer

Cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, informaram nesta quarta-feira (22) a primeira evidência em humanos de que o consumo de bebidas alcoólicas aumenta o risco de alguns tipos de câncer, como o de esôfago.

A descoberta surge quase 30 anos depois dos primeiros estudos que levantaram a possibilidade de um elo entre o álcool e tumores.

Os resultados foram apresentados no 244º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.

Segundo a autora Silvia Balbo, que liderou o trabalho, o corpo humano metaboliza – ou seja, quebra – as moléculas de álcool contidas em cervejas, vinhos e destilados. Uma das substâncias formadas a partir desse metabolismo é chamada de "acetaldeído", que tem estrutura semelhante a um conhecido composto cancerígeno, o "formaldeído" -- ligado a tumores nos pulmões, nariz, cérebro e sangue (leucemia).

Por meio de experimentos em laboratório com voluntários, os pesquisadores observaram que o acetaldeído também pode danificar o DNA, o que pode levar ao câncer.

Para testar a hipótese, dez voluntários tiveram que beber doses crescentes de vodka (até três) uma vez por semana, durante três semanas. Os pesquisadores descobriram que, horas após a ingestão de álcool, os níveis de alterações no DNA aumentavam até 100 vezes nas células da boca dos indivíduos, e diminuíam depois de 24 horas. O mesmo efeito foi observado nas células sanguíneas.

De acordo com Silvia, a maioria das pessoas tem um mecanismo de proteção natural altamente eficaz contra o efeito do álcool no DNA – uma enzima chamada "desidrogenase" converte o acetaldeído em acetato, uma substância relativamente inofensiva. No entanto, alguns são mais suscetíveis a terem problemas.

Entre esse grupo, estão 1,6 bilhão de pessoas de origem asiática que não têm essa enzima. Além dos orientais, alguns americanos (incluindo nativos do Alasca) apresentam uma deficiência na produção da desidrogenase.

Os cientistas dizem, no entanto, que a maior parte dos indivíduos não desenvolverá câncer por beber socialmente, mas é importante lembrar que o álcool traz outros problemas de saúde – ao fígado, cérebro e outros órgãos – e aumenta os riscos de acidentes no trânsito.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Álcool pode acentuar em até três vezes efeito de remédios, diz estudo

Ingerir bebida alcoólica enquanto há uso de medicamentos pode ser mais perigoso do que se imagina, afirma um estudo divulgado nesta quinta-feira (16) no jornal científico “Molecular Pharmaceutics”.

De acordo com os pesquisadores, o álcool pode aumentar em até três vezes a dose original de medicamento e seu efeito no corpo.

Segundo Christel Berstrom, autor do estudo, o álcool pode alterar a interação de enzimas e outras substâncias corporais quando entra em contato com ao menos 5 mil medicamentos disponíveis no mercado, vendidos com ou sem prescrição médica.

Alguns desses remédios não se dissolvem totalmente no trato gastrointestinal – especialmente no estômago e no intestino. Os pesquisadores testaram então se com o álcool, essas drogas poderiam se dissolver mais facilmente e descobriu-se que a combinação intensificava o efeito do medicamento.

Foram testados 22 remédios e 60% deles apresentaram mostras que teriam os efeitos superdimensionados. Alguns tipos de substâncias, principalmente as ácidas, são as mais afetadas – como o anticoagulante varfarina ,o tamoxifeno, usado para tratamento de cânceres e o naproxeno, responsável por aliviar dores e inflamações.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ÁLCOOL PODE FAZER MAL ATÉ EM PEQUENAS QUANTIDADES

Depois de tantas pesquisas, já não é novidade para ninguém que o alcoolismo por longo período leva a uma doença hepática chamada cirrose, que é o “coroamento” dos danos que o álcool paulatinamente causa ao corpo. Pesquisas recentes de universidades britânicas, no entanto, têm dado mais atenção a outros órgãos que também são danificados pela bebida.

O mais afetado é o coração. Um centro de medicina da Inglaterra aponta, em um estudo, que o alcoolismo pode levar a um pacote de problemas nesse quesito. Aumento de pressão sanguínea, insuficiência cardíaca e infarto são exemplos, além da temível miocardiopatia, na qual o músculo do coração incha e torna a vida do portador um eterno sobressalto quanto à chance de uma parada cardíaca. O álcool, aparentemente, aumenta o nível de gordura circulante no sangue.

Outro centro médico britânico, este especializado em fatores cancerígenos, afirma que o risco de câncer de mama aumenta entre 7% e 12% para cada 10g de álcool ingerido por dia. Em uma semana, 100g de álcool no organismo representam 19% a mais de chances de câncer colorretal. De acordo com um estudo da entidade, a cada ano 13 mil britânicos (dos quais 4 mil mulheres) contraem câncer devido ao consumo exagerado de bebidas.

Mais dois focos de preocupação: imunidade e fertilidade. No primeiro quesito, uma pesquisa aponta o álcool como redutor da nossa resistência a doenças virais. Quanto à capacidade reprodutora, as bebidas alcoólicas tornariam mais difícil o período fértil da mulher e diminuiriam a quantidade de esperma produzida pelo homem.

Um dos fatores mais agravantes, segundo esta nova onda de estudos, diz respeito à quantidade. Nas últimas décadas, tornou-se senso comum que o álcool só faz realmente danos se for ingerido em excesso, e chega a ser aconselhável quando consumido com parcimônia. Mas um estudo da Universidade de Cambridge, também no Reino Unido, coloca até isso em cheque.

Segundo esta pesquisa, que teve uma etapa clínica com ratos de laboratório, o álcool pode ser danoso inclusive em pequenas quantidades.

No delicado quesito da genética, os pesquisadores garantem que poucas doses de álcool durante a gravidez já podem causar danos permanentes ao feto. Um problema de saúde pouco pesquisado, a síndrome fetal alcoólica, aumenta a chance de deficiência mental e física no bebê que vai nascer.

Isso sem mencionar, é claro, que os danos do álcool para o fígado em si continuam crescendo em número de casos e preocupação dos médicos. Uma pesquisa de um hospital em Southamptom, também na Grã-Bretanha, afirma que as mortes por doença no fígado aumentaram em 500%. Deste número de mortes, 85% foram diretamente relacionadas ao álcool.

Segundo os registros de Southampton, 2010 marcou a primeira vez em que mais de um milhão de pacientes foram internados por problemas de alcoolismo em um período de doze meses. Apenas sete anos antes, em 2003, esse número ainda era de 510 mil casos, pouco mais do que a metade.

http://www.bbc.co.uk/news/health-15114325

http://hypescience.com/descubra-novos-males-do-alcool/

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Divórcio ou desinteresse dos pais aumenta risco de bebedeira em filhos

Segundo um novo estudo, o divórcio dos pais pode aumentar o risco dos filhos de cair na bebedeira. No entanto, o estilo dos pais, mesmo juntos, pode importar ainda mais quando se trata desse risco.
A pesquisa britânica revela que crianças cujos pais se divorciam antes dos cinco anos são mais propensas a beber mais tarde na vida. Porém, não é apenas se seus pais estão juntos o que importa.
Os cientistas também estudaram os efeitos de diferentes estilos parentais, e descobriram que crianças de dezesseis anos de idade cujos pais são “desligados” – sem envolvimento com seus filhos, que não estrutura suas atividades nem estabelece padrões para o seu comportamento – são oito vezes mais propensos a beber ainda adolescentes, e duas vezes mais propensos a continuar fazendo isso na casa dos trinta.

A melhor maneira para os pais de evitar o consumo excessivo de álcool por parte dos filhos é usando uma abordagem que os pesquisadores definiram como “duro amor”. Os pais que se inserem nesta categoria tendem a esperar que seus filhos sigam regras da casa e tenham limites, mas estes são definidos e negociados dentro de um contexto que encoraja a autonomia das crianças na tomada de decisão. Esses pais têm padrões elevados, mas sustentam seus filhos calorosamente em aderir a eles, e aplicam regras sem serem agressivos.
Segundo os cientistas, o divórcio não fará com que seu filho seja um bebedor, mas a instabilidade e o estresse em torno de um relacionamento afetam pais e filhos.
Relacionamentos difíceis e altos níveis de estresse para os pais com crianças pequenas as compromete mais tarde, e sua relação com o álcool não é exceção.

Porém, enquanto o divórcio pode ter um efeito sobre as crianças, os pais podem atenuar este efeito, mantendo relações amorosas com seus filhos – mas sendo rigorosos, quando necessário.
Os pais que se tornam “desinteressados” como resultado do estresse do divórcio podem aumentar o risco de seus filhos de beber em excesso. Mas se eles forem capazes de manter uma abordagem de “duro amor”, podem também ser capazes de ajudar seus filhos a desenvolver uma relação saudável com o álcool, independentemente da sua separação.

http://jezebel.com/5835372/parents-divorce-disengagement-raises-kids-risk-of-binge-drinking

http://hypescience.com/divorcio-ou-desinteresse-dos-pais-aumenta-risco-de-bebedeira-em-filhos/

terça-feira, 19 de julho de 2011

Álcool pode danificar memória de meninas adolescentes

Adolescentes, especialmente do sexo feminino, que bebem grandes quantidades de álcool de uma só vez podem danificar a parte do cérebro que controla a memória e a percepção espacial, de acordo com um estudo americano.
Os cérebros de mulheres jovens são mais vulneráveis aos danos causados pelo álcool porque se desenvolvem mais cedo que os dos homens.
Por isso, segundo a pesquisa publicada na revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research, aquelas que bebem demais em um curto espaço de tempo podem acabar tendo problemas ao dirigir, jogar esportes com movimentos complexos, usar mapas e ao tentar lembrar o caminho para os lugares.

Os pesquisadores de diversas universidades dos Estados Unidos fizeram testes neuropsicológicos e de memória espacial com 95 adolescentes entre 16 e 19 anos de idade.
Entre eles, 40 (27 do sexo masculino e 13 do sexo feminino) bebiam muito de uma só vez (Mais de 1,5 litro de cerveja ou quatro taças de vinho para mulheres ou mais de 2 litros de cerveja ou uma garrafa de vinho para os homens).
Os mesmos testes foram repetidos com 31 rapazes e 24 moças que não bebiam em grandes quantidades e os resultados foram então comparados.

Usando aparelhos de ressonância magnética, os pesquisadores descobriram que as adolescentes que bebiam muito tinham menos atividade em várias áreas do cérebro que as que não bebiam, durante o mesmo teste de percepção espacial.
Segundo Susan Tapert, professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia e autora do estudo, estas diferenças na atividade cerebral podem afetar negativamente outras funções, como concentração e o tipo de memória usado na hora de fazer cálculos, o que também seria fundamental para o pensamento lógico e capacidade de raciocínio.
Já os rapazes jovens não teriam sido afetados da mesma forma, de acordo com Tapert.
"Os adolescentes que bebiam demais mostraram alguma anormalidade, mas menos, na comparação com os rapazes que não bebiam. Isso indica que as jovens do sexo feminino são particularmente vulneráveis aos efeitos negativos do excesso de álcool."

Com informações da BBC
diariodasaude

quinta-feira, 14 de julho de 2011

GOVERNO É LENIENTE COM BEBIDAS ALCOÓLICAS

Em audiência na Câmara, o relator da comissão criada para discutir o aumento do consumo de álcool no Brasil, deputado Vanderlei Macris (SP), defendeu a regulamentação da publicidade de bebida como forma de inibir seu uso excessivo. Na opinião do tucano, o governo continua anestesiado em relação ao cumprimento da lei, em especial da que proíbe a venda de álcool para menores de 18 anos. “Fica cada vez mais claro que o Executivo está absolutamente leniente quanto à aplicação da legislação”, reprovou.
Presente ao encontro, o presidente do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), Gilberto Leifert, afirmou que o programa Bolsa Família não impõe restrição para a compra do produto com dinheiro do benefício, o que facilita a comercialização. Para Macris, o Executivo precisa adotar providências para impedir a comercialização com essa verba.

“Usou bebidas alcoólicas com o Bolsa Família? Cancela o benefício. O governo precisa atuar na criação de leis restritivas ao consumo de bebidas, especialmente para menores”, avaliou.
O tucano questionou Leifert sobre a declaração de que a publicidade não traz consequências à saúde. A avaliação vai contra apresentações de outros especialistas, alerta o deputado. Segundo ele, em audiências passadas, ficou evidenciado que o excesso de propaganda em determinados horários induz jovens à ingestão do produto.
Macris ressalta a omissão do Executivo. “O Estado brasileiro não faz absolutamente nada faz muitíssimo pouco em relação a programa de combate ao excesso do uso de álcool”, reforçou. Segundo ele, o país precisa ter regras fortes de penalização para quem vende bebidas para menores. Participaram ainda do evento, os representantes do Grupo Musical Inquérito, Renan Lelis Gomes e Valmir Puertas Rodrigues.

→ Dados do Ministério da Saúde de 2010 apontam que 30% dos casos de violência contra mulheres e 80% de violência doméstica estão associados ao consumo de álcool. A bebida ainda é responsável por 25% dos homicídios, conforme revela a Organização Mundial de Saúde (OMS) e 50% dos casos de suicídios no Brasil;
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→ O governo federal investe, por minuto, R$ 390 no tratamento e recuperação dos dependentes, ou seja, a cada três minutos, o Ministério da Saúde gasta R$ 1,1 mil com tratamentos;

→ Já de acordo com o Ibovespa, a indústria do álcool fatura R$ 4 bilhões no Brasil.

(Reportagem: Laize Andrade)

blogpsdb

segunda-feira, 20 de junho de 2011

INTERAÇÕES ENTRE ÁLCOOL E MEDICAMENTOS

Saiba quais são as possíveis consequências da mistura de álcool com remédios:

Analgésicos

Dipirona - Potencializa o efeito do álcool
Paracetamol - Danos no fígado
Aspirina - Sangramentos no estômago

ANTIBIÓTICOS

Metronidazol,Trimetoprim,Tinidazol e Griseofulvin - Vômitos, palpitação, pressão baixa, dificuldade respiratória
Cetoconazol,Nitrofurantoína,Eritromicina,Rifampicina e Isoniazida - Inibe o efeito do remédio

ANTI-INFLAMATÓRIOS - Sangramentos no estômago

ANTIDEPRESSIVOS - Inibe o efeito do remédio, aumenta o efeito sedativo

CALMANTES

Ansiolíticos (benzodiazepínicos) - Dificuldade respiratória, aumenta o efeito sedativo, risco de coma

INIBIDORES DE APETITE

Sibutramina, Anfetamínicos - Tontura, Vertigem, Fraqueza Síncope, Confusão

HIPOGLICEMINANTES

Insulina - Vômitos, Palpitação, Cefaleia, Hipoglicemia

ANTICONVULSIVANTES

Fenobarbital, Diazepem, Clonazepam - Dificuldade respiratória, inibe o efeito do remédio, Intoxicação

ANTI-HIPERTENSIVOS - Tontura, desmaios, arritima cardíaca

PARA COLESTEROL ALTO

Estatinas - Danos no fígado, sangramentos no estômago

tudofarma

segunda-feira, 6 de junho de 2011

GOTA

Considerada a "doença dos reis" por estar associada a uma dieta rica em carnes e álcool, a gota tornou-se um problema mais plebeu. O número de americanos com gota está aumentando conforme a população envelhece, torna-se mais pesada e exposta a alimentos e substâncias que podem precipitar a doença, que também cresce em nível global.
Historicamente uma doença masculina, a gota tem aumentado em mulheres mais velhas, que, até a menopausa, são protegidas pelo hormônio estrogênio.
A gota é causada por um alto nível de ácido úrico no sangue. O ácido forma cristais de urato irritantes que se instalam nas articulações ou nos tecidos moles, causando dor intensa. O ácido úrico é produzido quando o corpo metaboliza as purinas, componentes comuns de muitos alimentos, especialmente carne de vísceras, anchovas, arenques, aspargos e cogumelos. O consumo excessivo de álcool e possivelmente bebidas que contêm fructose também está envolvido.
Níveis elevados de ácido úrico podem ser consequência de sua produção excessiva pelo corpo ou da incapacidade dos rins de eliminá-lo adequadamente.
A doutora Tuhina Neogi, reumatologista da Escola de Medicina da Universidade de Boston, explicou que os humanos não têm a enzima uricase e, portanto, são incapazes de transformar o urato em alantoína, o produto final do metabolismo da purina.
Entre os medicamentos ligados a um risco maior de causar gota estão os diuréticos tiazidas, usados para tratar a alta pressão sanguínea; ciclosporina, um imunossupressor usado para evitar a rejeição de órgãos em pacientes de transplante; e a aspirina de baixa dosagem.
Até as drogas usadas para reduzir o ácido úrico podem provocar um ataque de gota, ela disse.
O risco da gota também é maior entre pessoas com distúrbios que são comuns na sociedade moderna, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, aterosclerose e insuficiência cardíaca congestiva, obesidade e a chamada síndrome metabólica, que inclui a resistência à insulina.
Um histórico de gota na família é um fator de risco, pois vários genes já foram relacionados à doença. A doutora Neogi disse que a reação das pessoas ao ácido úrico varia muito. Nem sempre há altos níveis dele no sangue durante uma crise de gota, e algumas pessoas com altos níveis nunca desenvolvem a doença.
Embora os sintomas sejam geralmente característicos -o rápido desenvolvimento de dor forte, vermelhidão e inchaço, principalmente no dedão do pé-, um diagnóstico mais preciso exige a detecção de cristais de urato em uma articulação inflamada. Às vezes, nos mais velhos, diversas juntas podem ser afetadas.
Se a gota não for tratada, depósitos de cristais de urato podem se formar em nódulos embaixo da pele. Esses podem inchar e ficar doloridos nas crises de gota. Os depósitos de urato também podem causar pedras nos rins.
O tratamento começa com mudanças para limitar o consumo de purinas, o que significa evitar carnes de vísceras e reduzir o consumo de aves e frutos do mar. É melhor consumir mais laticínios com baixo teor de gordura, ovos e proteína vegetal.
Suco de cereja (ou comer cerejas e outras frutas de cor escura) pode ser uma proteção. Beber bastante água limita o acúmulo de urato e mantém os rins limpos. O álcool deve ser evitado.
Altas doses de ibuprofeno reduzem a dor e a inflamação. Um médico poderia prescrever colchicina. Infelizmente, essa pode causar efeitos colaterais como náusea, vômito e diarreia. Um corticosteroide como a prednisona pode ser tomado oralmente ou injetado para reduzir a dor e a inflamação.

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 06/06/2011
Autor: JANE E. BRODY

tudofarma

quinta-feira, 3 de março de 2011

Consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama

Um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos constatou que o consumo moderado de álcool aumenta o risco da mulher desenvolver o câncer de mama.

Para as mulheres que estão na pré-menopausa, dois drinques por dia causam um aumento dos níveis de estrogênio no corpo, o que seria o responsável pelo surgimento do câncer de mama. As mulheres que bebem de forma moderada, de uma ou duas doses diárias de álcool, aumentam em 32% as chances de desenvolver os tumores.

Aquelas que bebem menos de uma dose diária aumentam os riscos em 7%. As mulheres que bebem três ou mais doses diárias podem aumentar em até 51% os riscos de desenvolver o câncer de mama. A relação entre álcool e câncer não é de hoje e o tipo de bebida que causa a doença é indiferente.

Cerveja, vinho ou destilado, o responsável pela doença é o etanol contido neles.

Fonte: Portal R7
Notícia publicada em: 01/03/2011
Autor: Indefinido

abcfarma

sábado, 12 de fevereiro de 2011

OMS PUBLICA RELATÓRIO SOBRE CONSUMO DE ÁLCOOL

11 de fevereiro de 2011 | Genebra - É necessária a implementação de políticas para salvar vidas e reduzir o impacto sobre a saúde do consumo nocivo de álcool, diz um novo relatório lançado hoje pela OMS. O consumo nocivo de álcool resulta na morte de 2,5 milhão de pessoas anualmente, provoca doenças e lesões a muitos mais, e cada vez mais afeta as gerações mais jovens e consumidores nos países em desenvolvimento.

"Muitos países reconhecem a graves problemas de saúde pública causados pelo uso nocivo de álcool e tomaram medidas para evitar os encargos sociais e de saúde e tratamento para os que precisam de cuidados. Mas precisa ser feito mais para reduzir a perda de vidas e o sofrimento associados com o uso nocivo de álcool ", diz o Dr. Ala Alwan, Diretor-Geral Adjunto para Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OMS.

Quase 4% dos óbitos estão relacionados ao álcool. A maioria das mortes relacionadas ao álcool são causados pelo álcool resultado de acidentes, câncer, doenças cardiovasculares e cirrose hepática.
Em termos globais, 6,2% do total de óbitos masculinos relacionados a álcool, comparado com 1,1% dos óbitos femininos. Um em cada cinco homens na Federação da Rússia e dos países vizinhos morrem devido a causas relacionadas com o álcool.
Globalmente, 320 000 jovens de 15-29 anos morrem anualmente por causas relacionadas ao álcool, resultando em 9% dos óbitos nessa faixa etária.

O consumo mundial em 2005 foi igual a 6,13 litros de álcool puro consumidos por pessoa com 15 anos ou mais, segundo o relatório. Análise a partir de 2001-2005 mostrou os países das Américas, Europa, Mediterrâneo Oriental e Pacífico Ocidental regiões apresentaram níveis de consumo relativamente estável durante esse tempo, mas aumentos acentuados foram observados na África e no Sudeste Asiático durante o período de cinco anos.

Aqueles que bebem em países com taxas de abstenção elevada consomem álcool em níveis elevados.

O consumo nocivo de álcool é um dos quatro fatores de risco comuns, juntamente com o uso do tabaco, má alimentação e inatividade física, para os quatro principais grupos de doenças não transmissíveis (DNT) - doenças cardiovasculares, câncer, doenças pulmonares crônicas e diabetes.
Para responder à saúde e impactos sócio-econômicos das doenças não transmissíveis, a Assembléia Geral da ONU está realizando uma Reunião sobre a Prevenção e Controle de DNT, em 19-20 de setembro de 2011, em Nova York.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

FATORES CONTRA O CÂNCER

Muitos estudos e declarações oficiais indicam que comer pelo menos cinco porções de frutas e legumes por dia melhora a saúde e pode diminuir substancialmente o risco de câncer.
Agora, uma revisão de uma década de pesquisas sobre as ligações entre frutas e produtos hortícolas e o desenvolvimento do câncer conclui que as evidências ainda não são convincentes.
Segundo os pesquisadores, embora existam incontestáveis benefícios de comer frutas e verduras, há poucas evidências sólidas de que elas protegem contra o câncer.
Os pesquisadores afirmam que o risco do câncer não se reflete no que as pessoas comem, e sim está muito mais relacionado ao quanto as pessoas comem e bebem. Os resultados do novo estudo apontam que os únicos fatores relacionados com a dieta que definitivamente afetam o risco de câncer são a obesidade e o álcool.
A única evidência incontestável encontrada nas pesquisas revisadas é que o câncer está fortemente ligado ao excesso de peso ou obesidade, e a beber mais álcool do que o limite diário recomendado.
Também, o tabaco é ainda a maior causa de câncer. Embora o tabagismo aumente o risco de câncer em até 50 vezes, mesmo grandes consumos de frutas e verduras só reduzem o risco de câncer em um máximo de 10%. Depois do tabagismo, estar acima do peso e a ingestão de álcool são dois dos maiores provocadores de câncer.
As pessoas obesas produzem altos níveis de certos hormônios em comparação com pessoas de um peso saudável, e isso pode contribuir para um aumento do risco de câncer de mama.
Ter excesso de peso também pode aumentar o risco de outros cânceres comuns, como do intestino, e outras formas da doença difíceis de tratar, como o câncer de pâncreas, esôfago e rins.
Já o álcool, quando é quebrado pelo organismo produz uma substância química que pode danificar as células aumentando o risco de câncer de boca, garganta, mama, intestino e fígado.
Ou seja, enquanto parar de fumar continua a ser a melhor maneira de reduzir as chances de desenvolver câncer, a importância de manter um peso saudável e reduzir a quantidade de álcool não deve ser menosprezada. [Telegraph]

hypescience

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bebidas energéticas aumentam risco de alcoolismo

O consumo regular de bebidas energéticas com altos índices de cafeína favorecem o alcoolismo, revela um estudo publicado na terça-feira (16).

A pesquisa, baseada em cerca de mil estudantes de universidades americanas, concluiu que consumidores frequentes de energéticos cafeinados bebem álcool mais regularmente e em maior quantidade que os demais, aumentando seu risco de alcoolismo.

Os consumidores frequentes de bebidas energéticas correm ainda mais risco de sofrer problemas relacionados ao álcool, como desmaios e ressaca, e são mais suscetíveis a se machucar, revela o estudo, liderado por Amelia Arria, pesquisadora da Universidade de Maryland.

O trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla sobre o alcoolismo, que será divulgada no próximo ano.

O relatório é divulgado em meio a um intenso debate nos Estados Unidos sobre os riscos de bebidas que combinam álcool e cafeína e são especialmente direcionadas aos jovens.

Michigan, Nova York, Oklahoma, Utah e Washington preparam medidas que proíbem bebidas que combinam cafeína ao álcool, do mesmo modo que muitas universidades americanas.

Fonte: Folha Online
Notícia publicada em: 18/11/2010
Autor: Indefinido

abcfarma

sábado, 21 de agosto de 2010

CONDESCENDÊNCIAS

Há sempre, porém, uma reação. O sistema nervoso, havendo sido indevidamente estimulado, tomou emprestado para o uso presente, energias reservadas para o futuro. Todo esse temporário fortalecimento do organismo é seguido de depressão. Proporcional a esse passageiro aumento de forças do organismo, será a depressão dos órgãos assim estimulados, após haver cessado o efeito do estímulo. O apetite educa-se a desejar algo mais forte, que tenda a manter e acrescentar o aprazível entusiasmo, até que a condescendência se tome um hábito, havendo contínuo e intenso desejo de mais forte estímulo, como seja o fumo, vinhos e outras bebidas alcoólicas. Quanto mais se satisfizer ao apetite, tanto mais freqüente será sua exigência, e mais difícil de o controlar. Quanto mais enfraquecido se tornar o organismo, e menos capaz se tornar de passar sem tais estimulantes, tanto mais aumenta a paixão por eles, até que a vontade é levada de vencida, e parece impossível resistir ao forte e falso desejo dessas condescendências.

O único caminho seguro. O único caminho seguro é não tocar, não provar, não manusear o chá [aqui se fala de chás contendo cafeína, estimulantes ou alucinógenos], o café, vinhos, o fumo, o ópio e as bebidas alcoólicas. A necessidade de os homens desta geração chamarem em seu auxilio a força de vontade fortalecida pela graça de Deus, a fim de resistir às tentações de Satanás, e vencer a mínima condescendência com o apetite pervertido, é duas vezes maior que a de algumas gerações passadas.
...
A intemperança jaz à base da depravação moral do mundo. Pela satisfação do apetite pervertido, perde o homem seu poder de resistir à tentação.
...
O beber moderadamente, eis a escola em que se estão hoje educando homens para a carreira de alcoólatra. Tão gradualmente desvia Satanás das fortalezas da temperança, tão traiçoeiramente o inofensivo vinho e a sidra exercem sua influência no gosto, que, eles entram na senda da embriaguez sem o suspeitar.
O gosto pelos estimulantes é cultivado; o sistema nervoso fica em desordem; Satanás conserva a mente numa febre de desassossego, e a pobre vítima, imaginando-se perfeitamente segura, vai prosseguindo, até que toda barreira é derribada, sacrificado todo princípio.

As mais firmes resoluções são minadas; e os interesses eternos não são suficientemente fortes para manter o aviltado desejo sob o domínio da razão.

Alguns nunca chegam a ser alcoólatras, mas encontram-se sempre sob a influência da sidra ou do vinho fermentado. Acham-se febris, mente fora de equilíbrio, não realmente delirantes, mas em condição identicamente má, pois todas as nobres faculdades da mente se acham pervertidas. Do uso habitual da sidra ácida resulta a tendência para doenças de várias espécies, como hidropisia, enfermidades do fígado, nervos trêmulos e diminuição do fluxo sangüíneo para a cabeça. Pelo uso dessas bebidas, muitos trazem doenças permanentes sobre si. Uns morrem de tuberculose ou tombam ao golpe da apoplexia, unicamente por essa razão. Alguns sofrem dispepsia. Toda função vital é amortecida, e os médicos lhes dizem que sofrem do fígado, quando se eles arrebentassem o barril de sidra, não o substituindo nunca mais, suas maltratadas forças vitais recuperariam o primitivo vigor.

O beber sidra conduz às bebidas mais fortes. O estômago perde o natural vigor, e é necessário alguma coisa mais forte para o estimular à ação. ... Vemos o poder que tem a sede de bebida forte sobre os homens; vemos quantos, pessoas de todas as profissões e de sérias responsabilidades - homens de posições elevadas e privilegiados talentos, de grandes realizações, de finas sensibilidades, nervos fortes e boas faculdades de raciocínio - sacrificam tudo pela satisfação do apetite, até que são reduzidos ao nível dos animais; e em muitos, muitos casos, sua trajetória decadente começou com o uso do vinho ou da sidra.

E.G.W. C.S.R.A PG 427, 428, 429, 433 E 434