sábado, 21 de agosto de 2010

CONDESCENDÊNCIAS

Há sempre, porém, uma reação. O sistema nervoso, havendo sido indevidamente estimulado, tomou emprestado para o uso presente, energias reservadas para o futuro. Todo esse temporário fortalecimento do organismo é seguido de depressão. Proporcional a esse passageiro aumento de forças do organismo, será a depressão dos órgãos assim estimulados, após haver cessado o efeito do estímulo. O apetite educa-se a desejar algo mais forte, que tenda a manter e acrescentar o aprazível entusiasmo, até que a condescendência se tome um hábito, havendo contínuo e intenso desejo de mais forte estímulo, como seja o fumo, vinhos e outras bebidas alcoólicas. Quanto mais se satisfizer ao apetite, tanto mais freqüente será sua exigência, e mais difícil de o controlar. Quanto mais enfraquecido se tornar o organismo, e menos capaz se tornar de passar sem tais estimulantes, tanto mais aumenta a paixão por eles, até que a vontade é levada de vencida, e parece impossível resistir ao forte e falso desejo dessas condescendências.

O único caminho seguro. O único caminho seguro é não tocar, não provar, não manusear o chá [aqui se fala de chás contendo cafeína, estimulantes ou alucinógenos], o café, vinhos, o fumo, o ópio e as bebidas alcoólicas. A necessidade de os homens desta geração chamarem em seu auxilio a força de vontade fortalecida pela graça de Deus, a fim de resistir às tentações de Satanás, e vencer a mínima condescendência com o apetite pervertido, é duas vezes maior que a de algumas gerações passadas.
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A intemperança jaz à base da depravação moral do mundo. Pela satisfação do apetite pervertido, perde o homem seu poder de resistir à tentação.
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O beber moderadamente, eis a escola em que se estão hoje educando homens para a carreira de alcoólatra. Tão gradualmente desvia Satanás das fortalezas da temperança, tão traiçoeiramente o inofensivo vinho e a sidra exercem sua influência no gosto, que, eles entram na senda da embriaguez sem o suspeitar.
O gosto pelos estimulantes é cultivado; o sistema nervoso fica em desordem; Satanás conserva a mente numa febre de desassossego, e a pobre vítima, imaginando-se perfeitamente segura, vai prosseguindo, até que toda barreira é derribada, sacrificado todo princípio.

As mais firmes resoluções são minadas; e os interesses eternos não são suficientemente fortes para manter o aviltado desejo sob o domínio da razão.

Alguns nunca chegam a ser alcoólatras, mas encontram-se sempre sob a influência da sidra ou do vinho fermentado. Acham-se febris, mente fora de equilíbrio, não realmente delirantes, mas em condição identicamente má, pois todas as nobres faculdades da mente se acham pervertidas. Do uso habitual da sidra ácida resulta a tendência para doenças de várias espécies, como hidropisia, enfermidades do fígado, nervos trêmulos e diminuição do fluxo sangüíneo para a cabeça. Pelo uso dessas bebidas, muitos trazem doenças permanentes sobre si. Uns morrem de tuberculose ou tombam ao golpe da apoplexia, unicamente por essa razão. Alguns sofrem dispepsia. Toda função vital é amortecida, e os médicos lhes dizem que sofrem do fígado, quando se eles arrebentassem o barril de sidra, não o substituindo nunca mais, suas maltratadas forças vitais recuperariam o primitivo vigor.

O beber sidra conduz às bebidas mais fortes. O estômago perde o natural vigor, e é necessário alguma coisa mais forte para o estimular à ação. ... Vemos o poder que tem a sede de bebida forte sobre os homens; vemos quantos, pessoas de todas as profissões e de sérias responsabilidades - homens de posições elevadas e privilegiados talentos, de grandes realizações, de finas sensibilidades, nervos fortes e boas faculdades de raciocínio - sacrificam tudo pela satisfação do apetite, até que são reduzidos ao nível dos animais; e em muitos, muitos casos, sua trajetória decadente começou com o uso do vinho ou da sidra.

E.G.W. C.S.R.A PG 427, 428, 429, 433 E 434