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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

‘Gordinho saudável’ é um mito, diz pesquisa

Defendida por uma corrente de endocrinologistas e nutricionistas, a ideia de que um indíviduo com sobrepeso possa ser um 'gordinho saudável' não passa de um mito, segundo uma nova pesquisa.

O estudo, conduzido por cientistas canadenses com mais de 60 mil pessoas, mostrou que o excesso de gordura ainda traz riscos à saúde, mesmo quando os níveis de colesterol, pressão arterial e açúcar são normais.

Divulgada na publicação científica Annals of Internal Medicine, a pesquisa analisou resultados de mais de 1 mil outros estudos publicados sobre o tema.

Os pesquisadores do Hospital Mount Sinai, em Toronto, terminaram por contradizer a máxima de que o excesso de peso não implicaria necessariamente em riscos para a saúde desde que os indivíduos se mantivessem saudáveis de outras maneiras.

Mito

O levantamento concluiu que pacientes com sobrepeso cujo coração foi monitorado por mais de 10 anos não apresentaram qualquer melhora na saúde.

Os cientistas argumentam que os 'gordinhos', apesar de metabolicamente saudáveis, têm, provavelmente, fatores de risco subjacentes que pioram com o tempo.

Responsável pelo estudo, Ravi Retnakaran disse à BBC: "Nossos resultados realmente colocam em dúvida a existência desse conceito obesidade saudável".

"Os dados sugerem que tanto os pacientes que são obesos e metabolicamente doentes quanto os que são obesos, mas metabolicamente saudáveis têm risco elevado de morte por doenças cardiovasculares. Nesse sentido, a 'obesidade saudável' pode ser considerada um mito."

A Fundação Britânica do Coração diz que a obesidade é um conhecido fator de risco para doenças cardiovasculares e as pesquisas mostram que não há nível saudável de obesidade.

Para a enfermeira chefe de doenças cardíacas Doireann Maddock, "mesmo se os níveis de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue estiverem normais, a obesidade ainda pode colocar o coração em risco".

Ela destaca a necessidade de uma mudança no estilo de vida em detrimento de uma preocupação exagerada com os fatores de risco individuais.

"Além de acompanhar seu peso, se você parar de fumar, começar uma atividade física regular e mantiver a pressão arterial e o nível de colesterol a um nível saudável, você pode fazer uma diferença na redução de seu risco de doença cardíaca."

"Se você está preocupado com seu peso e quer saber mais sobre as mudanças que você deve fazer , marque uma visita com o seu médico."

BBC

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Vegetarianos são mais magros, independentemente da ingestão calórica

Pesquisas feitas nos últimos anos mostraram que os vegetarianos tendem a usufruir de uma melhor saúde e de uma vida mais longa do que as outras pessoas. Agora, um novo estudo americano sugere que indivíduos que seguem uma dieta vegetariana são, em média, mais magros do que aqueles que comem carne, mesmo consumindo a mesma quantidade de calorias que os demais. O trabalho, desenvolvido na Universidade Loma Linda, na Califórnia, será publicado em dezembro no periódico Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics.

De acordo com a universidade, a pesquisa se baseou nos dados de 71.751 pessoas com uma média de 59 anos de idade. Essas informações foram coletadas entre 2002 e 2007. Os autores dividiram os participantes em cinco grupos: o dos consumidores de carne; dos semi-vegetarianos (comem carne ocasionalmente); dos pescovegetarianos (consomem apenas peixe); dos ovolactovegetarianos (comem laticínios); e veganos (não consomem nenhum produto de origem animal).

Segundo a pesquisa, com exceção dos semi-vegetarianos, que consumiam uma média de 1.700 calorias por dia, todos os participantes apresentaram a mesma média de ingestão calórica: 2.000 calorias ao dia. Os autores do estudo observaram que, mesmo assim, os veganos foram aqueles que apresentaram, no geral, o menor índice de massa corporal (IMC) entre todos os participantes. O maior IMC foi apresentado por aqueles que consumiam carne regularmente.

Obesidade — Além disso, o estudo mostrou que o grupo dos vegetarianos foi aquele que apresentou o menor porcentual de pessoas obesas: 9,4% dos membros tinham um IMC maior do que 30, o que caracteriza a obesidade. Essa taxa foi de 16,7% entre os ovolactovegetarianos; 17,9% entre os pescovegetarianos; 24% entre os semi-vegetarianos; e 33,3% entre os consumidores de carne.

Como a pesquisa não levou em consideração outros fatores que interferem no peso – como prática de atividade física, por exemplo —, ainda não é possível dizer que uma dieta vegetariana causa diretamente uma redução do peso, mas sim que existe uma forte associação entre esses dois fatores.

VEJA

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dormir pouco - ou muito - aumenta a chance de desenvolver doenças do coração, obesidade e diabetes

Segundo pesquisadores, poucas horas de sono costumam causar problemas psicológicos como ansiedade, stress e depressão, além de favorecer a obesidade. Isso pode acarretar em uma série de doenças crônicas

Um novo estudo realizado por pesquisadores americanos encontrou uma relação entre o pouco ou muito tempo de sono e uma série de problemas crônicos de saúde. Segundo os cientistas, pessoas que dormem menos de seis ou mais de dez horas por dia têm maiores chances de desenvolver doença coronariana, diabetes, AVC, ansiedade e obesidade. O estudo foi realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, agência responsável por realizar pesquisas de saúde pública que possam embasar decisões do governo, e publicado na revista SLEEP.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Sleep Duration and Chronic Diseases among US Adults Age 45 Years and Older: Evidence From the 2010 Behavioral Risk Factor Surveillance System
Onde foi divulgada: periódico SLEEP
Quem fez: Janet Croft, entre outros
Instituição: Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Estados Unidos
Dados de amostragem: 54.000 americanos com 45 anos ou mais
Resultado: Os pesquisadores descobriram que as pessoas que dormiam menos de seis ou mais de dez horas por noite tinham maiores chances de apresentar sofrimento mental ou obesidade, o que aumentava suas chances de desenvolver diabetes, AVC e doença coronária

Uma série de pesquisas já tentou medir a relação entre os problemas de sono e doenças como AVC e diabetes. Dessa vez, no entanto, os pesquisadores pretenderam analisar como os dois maiores problemas causados pela falta de sono — obesidade e ansiedade — poderiam se relacionar com uma série de doenças crônicas que atingem a população. "Algumas das relações que existem entre o sono não saudável e as doenças crônicas podem ser parcialmente explicadas pelo sofrimento mental frequente causado por esse problema, além do ganho de peso que costuma acontecer entre esses pacientes", diz Janet Croft, pesquisador do CDC e um dos autores do estudo.

Para chegar ao resultado, os cientistas analisaram a saúde de 54.000 americanos com 45 anos ou mais. Quase um terço dos participantes (31%) afirmaram que dormiam poucas horas por dia, ou seja, que não costumavam ter mais de seis horas de sono. Mais de 64% dos participantes afirmaram que tinham um sono ideal e apenas 4% disseram que dormiam demais — mais de dez horas por noite.

Como resultado, os pesquisadores descobriram que os voluntários que dormiam poucas horas registravam um índice maior de obesidade e sofrimento mental, caracterizado por um período grande de ansiedade, stress e depressão. Além disso, eles possuíam uma maior prevalência de doença coronariana , AVC e diabetes do que os indivíduos com horas normais de sono.

Já os voluntários que dormiam muito tiveram índices semelhantes de obesidade e sofrimento mental em comparação aos que dormiam pouco, mas apresentaram quantidades ainda maiores de doença coronária, AVC e diabetes. “Dormir mais não significa necessariamente que você está dormindo bem. É importante entender que tanto a quantidade quanto a qualidade de sono impactam a saúde", afirma Safwan Badr, presidente da Academia Americana para Medicina do Sono. "Um estilo de vida saudável e equilibrado não se limita a dieta e exercícios; quando e como você dorme é tão importante quanto o que você come ou como se exercita."

Os pesquisadores sugerem que os pacientes que sofrem de alguma dessas doenças crônicas procure, além do tratamento adequado, um médico que possa avaliar seus padrões de sono. "É fundamental que os adultos busquem ter de sete a nove horas de sono por noite para receber seus benefícios de saúde, mas isso é especialmente verdadeiro para aqueles que possuem alguma dessas condições crônicas. Doenças comuns do sono — incluindo a apneia e insônia — ocorrem com frequência entre essas pessoas e podem dificultar sua capacidade de dormir tranquilamente", diz Badr.

VEJA

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Estudo diz que frutose pode favorecer descontrole na alimentação

Cientistas realizaram testes que mostraram pela primeira vez que a frutose, um açúcar comum em alimentos industrializados e na dieta dos americanos, pode causar alterações no cérebro que levariam a um descontrole maior na hora de comer.

Após tomar uma bebida com frutose, o cérebro não registra a sensação de saciedade de forma tão eficaz quanto o faz com o consumo de glicose, apontam os cientistas. Eles ressaltam que a pesquisa não prova que a frutose ou açúcares semelhantes podem levar à obesidade, mas destacam o papel que a substância deve ter no consumo excessivo de comida e em refeições exageradas.

Para o estudo, cientistas usaram ressonância magnética para monitorar o fluxo sanguíneo no cérebro de 20 jovens de peso normal, antes e depois de eles consumirem bebidas com glicose e frutose, durante várias semanas.

Os testes mostraram que a glicose nas bebidas "desliga ou suprime a atividade de áreas do cérebro ligadas intimamente ao desejo por comida", disse o endocrinologista da Universidade Yale, Robert Sherwin, um dos líderes da pesquisa.

Já com a frutose, "nós não constatamos estas mudanças", afirmou Sherwin. "Como resultado [da ingestão de frutose], a vontade de comer continua. Ela não é suprimida."

"Isso [a descoberta] implica que a frutose, pelo menos com relação ao controle do peso e do consumo de comida, tem um papel muito ruim na comparação com a glicose", ressaltou Jonathan Purnell, da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon.

O estudo foi publicado dia 2, no periódico "Journal of the American Medical Association". Os pesquisadores agora estão fazendo testes com pessoas obesas, para descobrir se elas reagem da mesma forma com a frutose e a glicose.

A frutose é adicionada em dezenas de bebidas e comidas industrializadas, e seu consumo cresceu desde 1970, ao mesmo tempo em que a obesidade nos EUA, aponta a agência Associated Press.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Diabetes: casos entre crianças e adolescentes preocupam médicos; obesidade é maior vilã

O avanço da obesidade infantil tem alterado a incidência do diabetes tipo 2 na população brasileira. A doença, que geralmente se manifesta na maturidade, já registra diversos casos entre crianças e adolescentes. No Instituto da Criança com Diabetes, centro especializado que atende a 2.500 pacientes em Porto Alegre (RS), 3% dos casos são de diabetes tipo 2.

Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista Gustavo Francklin explicou que o diabetes é uma doença decorrente da alteração na produção e na ação da insulina. No tipo 1, o próprio organismo reage contra células do pâncreas, responsáveis pela produção da insulina. No tipo 2, o problema é a resistência do organismo à ação da insulina, que aparece sobretudo em pessoas obesas e sedentárias.

“Houve mudanças nos hábitos das crianças. Elas convivem muito com videogame e computador e reduziram as atividades físicas. A alimentação também mudou, elas comem muito enlatado, fast food”, disse.

De acordo com o especialista, crianças e adolescentes diabéticos devem praticar atividade física regular pelo menos quatro vezes por semana e manter uma alimentação saudável, comendo de cinco a seis vezes por dia. Devem ser evitados gorduras e carboidratos.

“Batata frita, sanduíche, sorvete, chocolate e biscoito são alimentos hipercalóricos e geralmente atrativos. São guloseimas e os pais acabam cedendo, já que é tudo mais fácil, mais prático”, completou.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduino Tschiedel, o aumento da obesidade entre crianças e adolescentes e o aumento de casos de diabetes tipo 2 nessa faixa etária podem significar o aparecimento de complicações ainda mais cedo, como problemas renais crônicos e amputação de membros.

“O diferencial do tipo 2, além de ser [possível prevenir], é que ele é tratável com mudanças de estilo de vida. Para o tipo 1 isso não adianta muito, já que foi uma doença autoimune que provocou o quadro”, explicou. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que cerca de 12 milhões de pessoas no Brasil sofrem da doença, dos quais 90% a 95% têm o tipo 2.

Lucimeire da Silva Sampaio, 38 anos, é uma dessas pessoas. A dona de casa foi diagnosticada com a doença aos 13 anos, quando se preparava para uma cirurgia de retirada do apêndice.

“Assim que foi dado o diagnóstico, comecei a tomar insulina diariamente e a prestar mais a atenção na alimentação. Tento também me exercitar mais. Quando era mais nova, costumava trapacear, comendo besteiras, mas percebi logo que não podia mais comprometer minha saúde", contou.

Quando tinha 16 anos, Keila Oliveira de Melo, técnica de enfermagem, começou a sentir-se mal, mas decidiu não procurar atendimento. “Achei que fosse um mal-estar passageiro, mas fui perdendo os sentidos, até que entrei em coma”. Os exames constataram que ela tinha diabetes. “Passei a controlar a alimentação, com os horários certos de cada refeição e a me exercitar mais. Nunca tive complicações, nem mesmo quando engravidei”.

Ana Carolina Luz Bezerra, de 18 anos, foi diagnosticada quando tinha apenas 9 anos. Ela apresentou sintomas clássicos da doença, como perda de peso, aumento da vontade de urinar e muita sede.

“Como eu era muito novinha, tive dificuldades para seguir o tratamento. Na escola, via meus colegas com lanches como salgadinhos, suco e eu não podia mais comer essas coisas, pois passava muito mal. Ainda assim, extrapolava de vez em quando. Até que tomei consciência do que tenho e passei a me controlar mais. Hoje, não tenho muitos problemas em cuidar da alimentação”, contou.

AGENCIA BRASIL

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Dormir pouco aumenta o apetite e a obesidade, aponta revisão de estudos

Uma grande revisão de artigos médicos publicados entre 1996 e 2011 comprova que dormir menos que o necessário mexe com hormônios que podem aumentar o apetite e favorecer a obesidade. As conclusões são de cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia, que publicaram o estudo na revista "Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics".

Segundo os autores, que elaboraram tabelas comparativas sobre o funcionamento do metabolismo e o consumo energético dos pacientes, os níveis de hormônios como grelina (que controla e fome) subiram e os de leptina (que age sobre o apetite e o gasto de energia) diminuíram durante a privação de sono, o que pode agir sobre o ganho de peso.

A equipe também analisou as taxas de insulina (hormônio do pâncreas, que quebra o açúcar), glicose (açúcar) e cortisol (hormônio do estresse) das pessoas. Foi encontrada uma menor sensibilidade à insulina, o que pode elevar o risco de diabetes.

Os pesquisadores, liderados pela professora de ciências da nutrição Sharon Nickols-Richardson, destacam que mudar o estilo de vida, como foco na alimentação e na atividade física, é importante para controlar a gordura corporal, mas alterações na rotina diária, como a adoção de melhores hábitos de sono, também ajudam a regular o balanço energético.

O estudo diz que novos trabalhos são necessários para determinar os efeitos da privação de sono sobre a composição corporal – quanto há de gordura e músculos em cada pessoa.

Dados americanos apontam que mais de 35% dos adultos estão obesos e 28% dormem menos de 6 horas por noite.

Sono (Foto: Arte/G1)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Obesidade na Idade Adulta Pode Ser Reflexo da Infância

Duas pesquisas, recentemente publicadas no The Journal of Pediatrics, apontam a importância da observação dos pais sobre como as crianças se relacionam com a alimentação. Esse fator pode ser decisivo no desenvolvimento da obesidade na idade adulta.

No primeiro estudo, pesquisadores da Universidade de Wisconsin (Estados Unidos) e de outros centros de estudos descobriram que crianças que exercem algum nível de autocontrole para comer terão uma boa chance de não se tornarem adultos obesos. A conclusão é baseada em três décadas de análises com mais de 650 pessoas.

Já a segunda pesquisa mostra que uma autoimagem negativa também pode representar um fator importante na condução de adolescentes para a obesidade.

Segundo especialistas, é preciso estar atento ao problema da obesidade desde muito cedo. Para incentivar os filhos, eles sugerem que os pais podem, por exemplo, reservar um tempo diariamente para jogos e outras atividades físicas com as crianças. Além, é claro, de oferecer uma alimentação centrada em frutas, cereais, legumes e verduras.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem cerca de 1,6 bilhão de adultos comsobrepeso e pelo menos 400 milhões estão obesos. Estima-se que até o ano de 2020, 8% dos homens e 18 % das mulheres serão obesos e também 46% dos homens e 53% das mulheres estarão com sobrepeso.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Custos de Doenças Ligadas à Obesidade para o SUS

Artigo publicado recentemente no jornal científico BMC Public Health, voltado para os aspectos epidemiológicos das doenças, revela que o custo total, para o SUS, estimado para um ano com todas as doenças relacionadas ao sobrepeso e à obesidade – câncer, diabetes e cardiológicas - é de US$ 20.152.102.171. As hospitalizações custam US$ 1.472.742.952, e os procedimentos de ambulatório, US$ 679.353.348.

O artigo, realizado na Universidade do Estado do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) por uma equipe de especialistas , teve seus dados coletados entre 2008 e 2010. Trata-se de um dos raros estudos sobre o assunto no país.

O trabalho começa com uma constatação: nas últimas décadas, a obesidade avançou para umaepidemia global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou, em 2005, que aproximadamente 1,6 bilhões de adultos estavam acima do peso e, ao menos 400 milhões, eramobesos. A OMS também previu que, até 2015, cerca de 2,3 bilhões de adultos estarão acima do peso e mais de 700 milhões serão obesos. No Brasil, duas pesquisas nacionais da população adulta mostraram que a taxa de sobrepeso e obesidade cresceu, nos últimos quatro anos, de 43% para 48.1% e de 11% para 15% para o sobrepeso e a obesidade, respectivamente.

O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para doenças crônicas, como câncer, diabetese doenças relacionadas ao coração que, por sua vez, são responsáveis por despesas com asaúde, deficiências e morte. O número estimado de obesidade levando ao câncer é alto e inclui câncer no pâncreas, cólon, seios e endometriose.

Os custos econômicos com obesidade têm se tornado preocupantes nos últimos anos. O custo de uma doença pode ser medido pelo impacto financeiro no sistema de saúde (custos diretos) e pela perda da produtividade e qualidade de vida (custos indiretos) da sociedade e do indivíduo.

A obesidade se mostra o maior desafio da saúde, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, e os custos são substanciais, mesmo que desconhecidos na maior parte dossistemas de saúde. O objetivo principal do estudo é fornecer uma estimativa dos custos diretos associados nos cuidados de ambulatório e hospitalização de pacientes acima do peso e obesos na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Obesidade Pode Piorar Condição de Cerca de 30% dos Cânceres

Cerca de 30% dos cânceres estão relacionados à obesidade. A afirmação é de uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O estudo teve como base a utilização dainflamação provocada pelo tecido gorduroso do desenvolvimento do câncer colorretal.
A pesquisa analisou os mecanismos do desenvolvimento desta patologia e identificou que este tipo da doença afeta 30 mil brasileiros por ano, causando oito mil mortes.
Segundo o estudo, o tumor pode ser curado por meio de cirurgia, em 90% dos casos diagnosticados no estágio inicial da doença.
Quatro grupos de camundongos receberam substâncias que induzem ao câncer colorretal. Eles foram assim nomeados pelos cientistas: os de controle (magros); os que receberam dietas hipercalóricas; os geneticamente obesos; e os com defesas baixas e câncer.
Os que apresentaram os menores tumores e lesões foram os grupos de controle. Por outro lado, os animais que receberam dietas hipercalóricas e os obesos, por causa da genética, tiveram tumores em maior quantidade e tamanho.

Inflamação

Dessa forma, os resultados comprovaram a tese dos pesquisadores, de que a inflamação da gordura corporal é a grande causadora do câncer colorretal.
Com o objetivo de controlar a inflamação, os pesquisadores utilizaram uma droga usada em doenças autoimunes. Segundo eles, a substância tem o poder de deter o crescimento do tumor.
O Dr. José Barreto Carvalheira, professor de oncologia da Unicamp e coordenador do trabalho, afirmou ser possível que o bloqueio dessa via de sinalização abra possibilidades para novas formas de prevenção. No entanto, considera que outros estudos devem ser feitos para avaliar a segurança disso em seres humanos.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estudo mede impacto de cada hora adicional de TV na obesidade infantil

Um estudo canadense aponta que cada hora adicional à qual uma criança entre dois e quatro anos é exposta semanalmente à TV poderia aumentar em meio milímetro sua circunferência abdominal e consequentemente reduzir seu tônus muscular.
O estudo, publicado no periódico científicoBioMed, analisou o comportamento de 1.314 crianças e concluiu que o máximo de exposição à televisão deve ser de duas horas diárias nessa faixa etária.
Os pesquisadores concluíram que, no início do estudo, a maioria das crianças assistia a uma média de 8,8 horas de TV por semana.
O valor aumentou em seis horas nos próximos dois anos até chegar a uma média de 14,8 horas por semana quando as crianças atingiram a idade de quatro anos e meio.
Entre os participantes do estudo, 50% já estavam assistindo a 18 horas semanais nesta idade, de acordo com os pais.
A pesquisa concluiu que crianças de quatro anos e meio que assistiam a 18 horas semanais de TV tiveram um aumento de 7,6 milímetros em suas circunferências abdominais até chegarem aos dez anos de idade.

Tônus muscular

Além do aumento de circunferência abdominal, os pesquisadores analisaram os efeitos do hábito de assistir à TV sobre o tônus muscular e capacidade atlética da criança.
O estudo concluiu que cada hora além das duas estabelecidas como máximo por dia pode diminuir em 0,36 centímetros a distância que uma criança consegue saltar.
Os especialistas admitem que é necessário aprofundar as pesquisas para esclarecer se o comportamento das crianças diante da TV é, de fato, o único fator a influenciar os aspectos analisados.
Linda Pagani, da Universidade de Montreal, disse que os resultados servem de alerta sobre os fatores que podem levar à obesidade infantil.
"Na prática, o resultado é que assistir muita televisão – além da quantidade recomendada como o máximo não faz bem", disse.
O valor de duas horas diárias citadas pelo estudo é o estipulado como o máximo saudável pela Academia Americana de Pediatria.

Hábitos

"Nas últimas décadas, em todo o mundo ocidental houve um aumento drámatico nos níveis de peso além do saudável tanto em crianças como adultos. Nosso padrão de vida também mudou, priorizando práticas sedentárias e alimentos de preparo fácil e ricos em calorias", acrescenta Pagani.
Para a especialista é necessário que os pais prestem mais atenção aos hábitos de seus filhos diante da TV.
"Assistir televisão demais não só coloca em segundo lugar outras formas de educação e a busca por atividades de lazer mais ativas, mas também aumenta o risco de as crianças aprenderem informações incorretas sobre hábitos alimentares saudáveis."
O estudo diz que os hábitos adquiridos na infância podem tornar-se parte do comportamento na idade adulta, afetando, por exemplo, a prática de esportes.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Obesas São Mais Hospitalizadas do que os Homens

Oscilações hormonais, episódios de compulsão alimentar em fases pré-menstruais e metabolismo com gasto calórico menor do que o dos homens. Especialistas apontam esses três fatores como os grandes motivos pelos quais mulheres obesas são sete vezes mais hospitalizadas do que pessoas do sexo masculino.

Segundo dados de 2011 do Ministério da Saúde (MS), ao mesmo tempo em que 545 homens foram internados por problemas acarretados pelas gorduras a mais, quase 4 mil pacientes do sexo feminino chegaram às emergências médicas do País.

Além disso, em comparação com o mesmo período de 2010, houve um aumento de 18,2% das hospitalizações de mulheres obesas (3.269), mais suscetíveis a problemas cardíacos, acidente vascular cerebral, diabetes e transtornos psíquicos.

Outro motivo citado pelos especialistas para o alto índice de internação das mulheres é a pressão psicológica que sofrem por estarem acima do peso, que pode causar depressão e falta de controle nas refeições.

http://www.abeso.org.br/lenoticia/861/obesas-sao-mais-hospitalizadas-do-que-os-homens.shtml

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Obesidade provoca perda de vasos sanguíneos

A má alimentação combinada com a falta de atividade física regular faz com que os vasos sanguíneos de indivíduos obesos se fechem com o passar dos anos.
O processo pode prosseguir até o desaparecimento parcial desses vasos, comprometendo de forma significativa a microcirculação do fluxo sanguíneo.
Dependendo do excesso de gordura, os microvasos podem entupir e "secar", gerando pane no sistema circulatório responsável pelo transporte e distribuição do sangue nos tecidos e órgãos.
A conclusão é de um estudo realizado em parceria pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Realimentação do sobrepeso

Os resultados apontam que a obesidade traz impactos para a microcirculação sanguínea da pele retroalimentando a própria condição de sobrepeso.
O alvo da investigação foi a epiderme, mais extenso órgão humano. "Verificamos essa condição na pele, que é um marcador sistêmico e que serve como uma espécie de janela para observar o que está acontecendo internamente", afirma Eduardo Tibiriçá, coordenador do estudo.
Esta rarefação microvascular leva à redução do fluxo sanguíneo nos vasos, causando doenças em órgãos essenciais como o coração, o cérebro e os rins. "No pior das hipóteses, ocasiona a apoptose que é a morte celular programada", informa o especialista.
"O mais interessante deste estudo é que essas alterações na microcirculação do sangue estão envolvidas, na origem, no que chamamos de lesões de órgãos-alvo [coração, cérebro e rins], ocasionando complicações nestes órgãos nobres do nosso organismo.
"Esta alteração pode conduzir a uma degeneração, ocasionando insuficiência cardíaca, renal e lesões cerebrais ao longo do tempo. Isto é importante do ponto de vista da prevenção epidemiológica", explica.

Síndrome metabólica

O estudo foi além: comparou os impactos da obesidade sobre a microcirculação vascular entre indivíduos que possuem e indivíduos que não possuem síndrome metabólica.
Considerada um mal moderno, assim como a obesidade, a síndrome metabólica é um quadro causado por uma associação de fatores de risco que incluem obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares.
A circunferência do abdômen é a principal forma de mensuração da síndrome metabólica. Quanto maior a circunferência, maiores as chances do surgimento de doenças cardiovasculares.
"Detectamos que os pacientes obesos que tinham síndrome metabólica possuíam muito mais problemas na microcirculação do que em pessoas obesas sem a síndrome", conta Tibiriçá.

Prevenção em meio a epidemia

O especialista explica que a obesidade é considerada atualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma epidemia mundial, incluindo países em desenvolvimento como o Brasil.
Ele afirma ainda que é uma doença associada ao desenvolvimento de outras patologias, tais como doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio), acidente vascular cerebral (derrame) e diabetes.
De acordo com o pesquisador, a rotina de exercícios físicos é fundamental para controle de peso e deve ser mantida para uma melhoria das condições de vida dos indivíduos.
"As recomendações são clássicas e incluem atividade física regular e de intensidade moderada associada a mudanças de hábitos alimentares. É desta forma que se combate o excesso de peso e a obesidade", conclui.

DIARIO DA SAÚDE

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Número de obesos no mundo supera o de famintos, diz Cruz Vermelha

Da France Presse

O número de pessoas obesas supera o de famintos no mundo, mas o sofrimento dos desnutridos está aumentando, em meio a uma crescente crise alimentar, alertou a Cruz Vermelha Internacional nesta quinta-feira (22).

O grupo humanitário, com sede em Genebra, dá destaque ao tema nutrição em seu relatório anual World Disasters Report, divulgado em Nova Délhi, que se volta para o abismo entre ricos e pobres e aos problemas causados pelo aumento recente dos preços.

Em estatísticas usadas para ilustrar o acesso desigual à comida, a Cruz Vermelha assinala que 1,5 bilhão de pessoas sofriam de obesidade no mundo no ano passado, enquanto 925 milhões estavam desnutridas.

"Se a livre interação entre as forças do mercado produziram um resultado em que 15% da humanidade passam fome, enquanto 20% estão obesos, alguma coisa deu errado", disse o secretário-geral, Bekele Geleta.

O diretor para a Ásia e o Pacífico, Jagan Chapagain, em entrevista coletiva na capital indiana, assinalou que "o excesso de nutrição, atualmente, mata mais do que a fome".

O problema da fome existia não porque faltava comida no mundo, lembrou Chapagain, mas por causa de falhas na distribuição, do desperdício, e do aumento dos preços, que tornou os alimentos inacessíveis.

O preço dos alimentos deu um salto global em 2011, aumentando os temores de um retorno da crise de 2008, que levou a distúrbios e à instabilidade política em vários países.

O aumento do preço dos alimentos, que a Cruz Vermelha diz se dever à especulação e às mudanças climáticas, entre outros fatores, contribuiu para a instabilidade no norte da África e no Oriente Médio este ano. "Uma nova rodada de inflação está puxando muitas das pessoas mais pobres do mundo para a pobreza extrema, e para situações de fome severa e desnutrição", alerta a organização.

O World Disasters Report é uma publicação anual da Cruz Vermelha Internacional que procura dar destaque a um tema que gere preocupação em todo o mundo. O relatório do ano passado concentrou-se na urbanização, e o de 2009, no vírus HIV.

g1.globo.com/ciencia-e-saude

terça-feira, 13 de setembro de 2011

INSULINA GLARGINA PODE AJUDAR LIMITAR GANHO DE PESO EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO 2

A farmacêutica Sanofi anunciou dados demonstrativos que indicam que iniciar tratamento com Lantus (insulina glargina) em pacientes com diabetes tipo 2 podem ter melhor controle glicêmico e menor ganho de peso em comparação com outras insulinas e antidiabéticos. Essa insulina age lentamente e os efeitos podem durar até 24 horas.

http://www.news-medical.net/news/20110912/Lantus-initiation-may-help-limit-weight-gain-in-type-2-diabetes-patients.aspx

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Obesidade em Ritmo Crescente nos EUA

Relatório da organização Confiança na Saúde da América e Fundação Robert Wood Johnson aponta que as taxas de obesidade nos adultos superaram 25% em mais de dois terços dos Estados Unidos. Segundo o estudo, em 1991, nenhum estado apresentava tal índice acima de 10%.

De acordo co Jeff Levi, diretor executivo da organização patrocinadora da pesquisa, houve uma mudança dramática em um período relativamente curto de tempo. O resultado colocou a obesidade como um dos maiores problemas dos Estados Unidos na atualidade, sendo causa dos altos custos com a saúde.

Para os pesquisadores, essa tendência de aumento da obesidade não se modificará no futuro imediato, superando até mesmo os óbitos decorrentes do tabagismo, como a primeira causa de mortes evitáveis, provocando uma queda da longevidade nos EUA em mais de um século.

Na opinião de Angela Glover Blackwell, fundadora e chefe executiva da organização de saúde PolicyLink, existe uma estreita relação entre a pobreza, a raça e a obesidade.

Como exemplo disso, ela cita o estado de Mississipi – o mais pobre da nação, com uma população afrodescendente de mais de 37% e com taxas de obesidade mais altas do que em qualquer outro estado, especialmente entre crianças.

Atrás de Mississipi vem Alabama, Tennesee, West Virgnia, Louisiana, Oklahoma, Arkansas, Carolina do Sul, Michigan e Carolina do Norte.

Os especialistas consideram que os estadunidenses aumentam mais de peso à medida em que se afastam da costa nordeste para o sudoeste.

abeso

domingo, 28 de agosto de 2011

PROJEÇÃO DO CRESCIMENTO DA OBESIDADE

A revista "The Lancet" publicou um estudo de projeção de saúde que aponta um crescimento de 99 milhões de obesos nos EUA em 2008 para 164 milhões em 2030, enquanto na Inglaterra haveria um aumento de 15 para 26 milhões no mesmo período.

Este quadro, se confirmado, aumentará consequentemente as doenças relacionadas como: diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.

nlm.nih.gov

terça-feira, 14 de junho de 2011

PESQUISADOR DO SCOUT DEFENDE SIBUTRAMINA

Promovida pela SBEM e realizada no auditório do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro, a conferência com o Dr. Christian Torp-Pedersen, professor do Gentofte Hospital, em Copenhagen, durou cerca de duas horas na manhã de hoje (13 de junho) e contou com a mediação do Dr. Ricardo Meirelles, diretor do IEDE, e do Dr. Walmir Coutinho, eleito para a presidência da International Association for the Study of Obesity (IASO) e ex-presidente da ABESO.

Durante a palestra intitulada "Sibutramine, the SCOUT Study Results and Implications", que contou com o apoio do Instituto de Ginecologia da UFRJ, o Dr. Christian, um dos pesquisadores do estudo SCOUT sobre a sibutramina, apresentou o perfil geral das 10.744 pessoas analisadas, provenientes de vários países, cuja maioria apresentava problemas cardiovasculares.

Diante do público presente, o cardiologista dinamarquês conclui que se a sibutramina tivesse que ser proibida como último recurso, outras drogas também deveriam ser retiradas de circulação por causarem efeitos letais -lembrando que o diclofenaco, com riscos mortais para os pacientes, é vendido em vários países, mesmo com alternativas mais seguras disponíveis.

Para o Dr. Ricardo Meirelles, diretor do IEDE, a importância da exposição do Dr. Christian - um dia antes do Painel Internacional sobre Inibidores de Apetite, na ANVISA – está na divulgação mais ampla do estudo SCOUT, o qual deu origem à discussão em torno da sibutramina.

- Além de ter trabalhado diretamente na pesquisa, o Dr. Christian é cardiologista, e trouxe o ponto de vista da cardiologia. E, como pudemos ver, ele é absolutamente favorável à manutenção da substância no mercado - afirmou.

A autonomia dos pacientes durante o tratamento também foi defendida pelo especialista. O que os médicos devem fazer é informá-los sobre tais riscos, lembrou o Dr. Ricardo, o qual chamou atenção para a diferença entre a prática clínica e estudos como o SCOUT:

- Em estudos como aquele, o paciente continua tomando o medicamento mesmo que não responda ao tratamento. Mas, na prática clínica, nós suspendemos ou trocamos de substância. Isso cria um viés na interpretação dos resultados – ponderou.

abeso

segunda-feira, 23 de maio de 2011

The Lancet Destaca Obesidade em Publicação sobre Saúde no Brasil

O avanço da obesidade e das doenças associadas a ela, como diabetes e hipertensão, foi mencionado na série de artigos “Saúde no Brasil” que a revista médica britânica The Lancet acaba de lançar em português e inglês. No capítulo sobre doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), os autores afirmam que “esses aumentos estão associados a mudanças desfavoráveis na dieta e na atividade física”.

Os especialistas afirmam ainda que o “crescimento da renda, industrialização e mecanização da produção, urbanização, maior acesso a alimentos em geral, incluindo os processados, e globalização de hábitos não saudáveis produziram rápida transição nutricional, expondo a população cada vez mais ao risco de doenças crônicas”.

Esclarecendo que o país “não possui inquéritos nacionais periódicos sobre padrões dietéticos”, o capítulo sobre DCNT cita dados de quatro grandes pesquisas sobre compras de alimentos por famílias de áreas metropolitanas de 1970 a 2000.

Os resultados dos levantamentos “sugerem uma redução na compra de alimentos tradicionais básicos, como arroz, feijão e hortaliças, e aumentos notáveis (de até 400%) na compra de alimentos processados, como bolachas e biscoitos, refrigerantes, carnes processadas e pratos prontos”.

Prosseguindo, a publicação oferece dados sobre ingestão de gorduras, de sódio e de açúcar; números sobre aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade de crianças, adolescentes e adultos; e estimativas do Vigitel que confirmam “a tendência do aumento na prevalência de obesidade, apontando 14,8% para indivíduos com 20 anos de idade ou mais”.

abeso

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mamadeiras Após Dois Anos de Idade Favorecem Obesidade

Aparentemente inocente, a mamadeira acaba de ser apontada como um dos fatores que podem resultar no aumento de peso das crianças. Segundo estudo publicado no Journal of Pediatrics, quando seu uso é inadequadamente prolongado, estimula o consumo de calorias extras que geram excesso de peso.

O estudo realizado pela Ohio State University e pela Temple University, nos EUA, acompanhou 6.750 bebês até que completassem 5 anos e meio. Para efeito da pesquisa, foi considerado “uso prolongado” sempre que a criança, a partir dos 2 anos de idade, manteve a mamadeira como principal meio de ingestão de líquidos. Ou, ainda, quando preservara o hábito de dormir com ela.

Do total de crianças inseridas no estudo, quase um quarto foi enquadrado em um desses casos. No grupo que abandonou a mamadeira antes dos dois anos de idade, 16,1% estavam obesas aos 5,5 anos. Entre as que não abandonaram a mamadeira depois dos 2 anos, o índice subiu para 22,9%. Estava comprovada a relação de seu uso com o desenvolvimento da obesidade infantil. Mas quais seriam, exatamente, os motivos?

Quantidades e Horários
A pediatra Lilian Zaboto, membro do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, explica que “quando o bebê mama ao seio materno, ele é quem impõe a quantidade que quer mamar e emite sinais de que está saciado, virando o rostinho ou afastando o seio com as mãozinhas. Também é o bebê quem controla os horários de mamar”.

Quando entra em cena a mamadeira, comenta a pediatra, “quem oferece o alimento ‘ impõe’ a quantidade que ele deve mamar e, muitas vezes, força que ele mame mais, pois as mães têm a ansiedade de que seu bebê coma bem para se tornar ‘saudável’”. Acabam oferecendo o alimento mais vezes do que o necessário. “É comum vermos mães que oferecem mamadeiras na madrugada com o bebê dormindo. Se ele não acorda e não chora, é porque não está com fome”.

Pior do que isto é quando os “aditivos” entram em cena: “Muitas vezes, com medo de que o bebê não ganhe peso, as mães acabam engrossando o leite com farináceos, que só oferecem mais calorias. A pediatra Lilian Zaboto conclui: “é comprovado cientificamente que o aleitamento materno é um dos fatores protetores contra a obesidade infantil, pois estudos comprovam que bebês amamentados têm menores chances de se tornarem obesos”.

abeso