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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Comer muita gordura aumenta o risco de aparecer pedra na vesícula


Pedra na vesícula é um problema que atinge até 10% da população. Pessoas que comem muita gordura, fumam e usam anticoncepcionais têm chances maiores de ter esse incômodo, como explicou o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui no Bem Estar desta terça-feira (11).

Para ele, é ideal realizar frequentemente o exame de ultrassom para diagnosticar e tratar, no caso de algum resultado alterado. O cirurgião do aparelho digestivo Marcelo Averbach alertou também que sentir mal estar ou enjoo após ingerir gordura pode ser um sinal de pedra na vesícula.

Na maioria dos casos, as pessoas com pedra na vesícula não tem sintomas. Mas segundo o cirurgião Marcelo Averbach, alguns sinais podem aparecer além da intolerância à gordura, como náuseas, mal estar e dor de cabeça. É importante procurar um médico para investigar melhor.




Mulheres no período fértil, com excesso de peso e com mais ou menos 40 anos são as que mais sofrem desse problema. Colesterol alto, obesidade, diabetes e casos na família são fatores de risco que podem favorecer o surgimento das pedras na vesícula.

A vesícula biliar é um órgão que guarda a bile, secretada pelo fígado para auxiliar na digestão das gorduras. O aparecimento de uma pedra pode obstruir os canais da bile. Na maioria das vezes, é possível retirar essa pedra de maneira preventiva através de incisões. Casos de pólipos na vesícula também são leves e não exigem a retirada do órgão.

Mas existem situações mais graves, em que há obstrução dos canais da bile, e exigem cirurgia de emergência e a vesícula é retirada.

No caso de cálculos biliares, é melhor avaliar a realização da cirurgia porque adiá-la pode gerar problemas mais graves, como entupimento de canais que fazem parte do sistema digestivo.

Segundo o cirurgião Fábio Atui, a pedra é feita de gordura e o consumo excessivo de alimentos gordurosos pode influenciar na sua formação. Essa gordura pode se acumular entre os órgãos e provocar até uma inflamação, chamada de esteatose hepática, também conhecida como gordura no fígado.

Em um estágio mais grave, a esteatose destrói as células do fígado e causa pequenas cicatrizes, em um processo chamado fibrose ou cirrose, que não tem reversão e é fator de risco para o câncer hepático. O álcool é outro fator de risco para o problema. Além de prejudicar o funcionamento do fígado, pode levar até ao transplante do órgão.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dietas com pouca gordura melhoram sintomas da menopausa

Uma nova pesquisa descobriu que, além dos benefícios conhecidos, dietas com baixo teor de gordura também podem reduzir as ondas de calor e os suores noturnos da menopausa.
Os cientistas estudaram 17.473 mulheres na menopausa que não faziam terapia de reposição hormonal. Entre as participantes, 40% receberam um plano de dieta com baixo teor de gorduras e rico em frutas, hortaliças e cereais integrais. Elas visitaram nutricionistas periodicamente com o intuito de assegurar a realização correta da dieta.

As outras mantiveram sua alimentação costumeira. Todas as participantes registraram em detalhes a intensidade das ondas de calor e dos suores noturnos.

De modo geral, as mulheres do grupo que realizou a dieta estavam 14% mais propensas a eliminar esses sintomas no primeiro ano do estudo do que as do outro grupo. Essa diferença continuou depois que fatores como peso inicial, tabagismo e etnia, entre outros, foram levados em conta.

As mulheres em dieta foram três vezes mais propensas a perder peso do que as que continuaram com sua alimentação habitual. Entretanto, mesmo as participantes do grupo em dieta que ganharam peso foram mais propensas a eliminar ou reduzir os sintomas da menopausa.

"Precisamos realizar mais pesquisas para descobrir quais aspectos da dieta estão relacionados aos sintomas vasomotores", afirmou a principal autora do estudo e pesquisadora da Kaiser Permanente de Oakland, na Califórnia, Candyce H. Kroenke.

"Contudo, se a perda de peso ocorre em um contexto de alteração para uma dieta saudável, talvez essa seja uma forma de eliminar as ondas de calor."

O estudo foi publicado online no periódico Menopausa.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

ÁLCOOL PODE FAZER MAL ATÉ EM PEQUENAS QUANTIDADES

Depois de tantas pesquisas, já não é novidade para ninguém que o alcoolismo por longo período leva a uma doença hepática chamada cirrose, que é o “coroamento” dos danos que o álcool paulatinamente causa ao corpo. Pesquisas recentes de universidades britânicas, no entanto, têm dado mais atenção a outros órgãos que também são danificados pela bebida.

O mais afetado é o coração. Um centro de medicina da Inglaterra aponta, em um estudo, que o alcoolismo pode levar a um pacote de problemas nesse quesito. Aumento de pressão sanguínea, insuficiência cardíaca e infarto são exemplos, além da temível miocardiopatia, na qual o músculo do coração incha e torna a vida do portador um eterno sobressalto quanto à chance de uma parada cardíaca. O álcool, aparentemente, aumenta o nível de gordura circulante no sangue.

Outro centro médico britânico, este especializado em fatores cancerígenos, afirma que o risco de câncer de mama aumenta entre 7% e 12% para cada 10g de álcool ingerido por dia. Em uma semana, 100g de álcool no organismo representam 19% a mais de chances de câncer colorretal. De acordo com um estudo da entidade, a cada ano 13 mil britânicos (dos quais 4 mil mulheres) contraem câncer devido ao consumo exagerado de bebidas.

Mais dois focos de preocupação: imunidade e fertilidade. No primeiro quesito, uma pesquisa aponta o álcool como redutor da nossa resistência a doenças virais. Quanto à capacidade reprodutora, as bebidas alcoólicas tornariam mais difícil o período fértil da mulher e diminuiriam a quantidade de esperma produzida pelo homem.

Um dos fatores mais agravantes, segundo esta nova onda de estudos, diz respeito à quantidade. Nas últimas décadas, tornou-se senso comum que o álcool só faz realmente danos se for ingerido em excesso, e chega a ser aconselhável quando consumido com parcimônia. Mas um estudo da Universidade de Cambridge, também no Reino Unido, coloca até isso em cheque.

Segundo esta pesquisa, que teve uma etapa clínica com ratos de laboratório, o álcool pode ser danoso inclusive em pequenas quantidades.

No delicado quesito da genética, os pesquisadores garantem que poucas doses de álcool durante a gravidez já podem causar danos permanentes ao feto. Um problema de saúde pouco pesquisado, a síndrome fetal alcoólica, aumenta a chance de deficiência mental e física no bebê que vai nascer.

Isso sem mencionar, é claro, que os danos do álcool para o fígado em si continuam crescendo em número de casos e preocupação dos médicos. Uma pesquisa de um hospital em Southamptom, também na Grã-Bretanha, afirma que as mortes por doença no fígado aumentaram em 500%. Deste número de mortes, 85% foram diretamente relacionadas ao álcool.

Segundo os registros de Southampton, 2010 marcou a primeira vez em que mais de um milhão de pacientes foram internados por problemas de alcoolismo em um período de doze meses. Apenas sete anos antes, em 2003, esse número ainda era de 510 mil casos, pouco mais do que a metade.

http://www.bbc.co.uk/news/health-15114325

http://hypescience.com/descubra-novos-males-do-alcool/

terça-feira, 5 de abril de 2011

CAFEÍNA E GORDURA

Beber café após ingerir uma refeição altamente gordurosa - como é o caso do fast food - é duas vezes pior para o organismo. Estudos feitos na Universidade de Guelph, Canadá, confirmam que os níveis de açúcar na corrente sanguínea, que já disparam quando a pessoa ingere comidas gordurosas, dobram quando ela toma alguma bebida com alta dose de cafeína - e podem chegar ao patamar de uma pessoa que sofre de diabetes.

Divulgado nesta sexta-feira (1º) na publicação especializada Journal of Nutrition, o estudo examina, em primeira mão, a relação da cafeína com a ingestão de alimentos altamente gordurosos. “Os resultados nos mostram que gordura saturada interfere na habilidade do corpo de limpar o açúcar do sangue e, quando combinado com cafeína, o impacto é ainda maior”, afirmou Marie-Soleil Beaudoin, autora da pesquisa.

A presença de açúcar na corrente sanguínea é prejudicial à saúde humana porque o carboidrato danifica vários órgãos do corpo. Tipicamente, o próprio corpo se livra desse açúcar redistribuindo-o pelos músculos, mas quando ele excede uma certa quantidade o organismo não consegue mais processá-lo. Nos casos estudados na pesquisa, algumas pessoas viram suas taxas de açúcar no sangue aumentarem em 65% após ingerirem duas xícaras de café.

Para realizar os testes, o grupo de pesquisadores utilizaram um coquetel contendo apenas lipídios, que era dado aos participantes na proporção de um grama por cada quilo que pesasse. Depois de seis horas, eles recebiam um segundo coquetel de açúcar. O resultado demonstrou que o nível de açúcar no sangue dessas pessoas aumentou 32% em relação aos pacientes que não tomaram o coquetel de lipídios.

No caso do teste com a cafeína, os participantes tomavam o coquetel de lipídios, depois duas xícaras de café cinco horas depois e, por fim, o coquetel de açúcar uma hora mais tarde. Foi nesse grupo que os níveis do carboidrato chegaram a mais de 65%.

“Isso mostra que os efeitos para o organismo de uma refeição gordurosa duram por pelo menos quatro horas. O que você come no almoço pode impactar seu organismo no final do dia”, disse Beaudoin.

Os pesquisadores também descobriram que a combinação do café com o alimento gorduroso afeta e atrapalha a comunicação entre o estômago e o pâncreas (órgão que fabrica a insulina, responsável por limpar o açúcar do corpo). Como essa comunicação fica interrompida, o organismo não consegue se limpar do excesso de açúcar.

Fonte: Revista Época
Notícia publicada em: 01/04/2011
Autor: Indefinido

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