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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Evitar cigarro e álcool, comer bem e fazer exercício pode prevenir câncer

Praticar exercícios físicos regularmente, comer bem e evitar cigarro e bebida alcoólica são atitudes que podem diminuir o risco de câncer, como explicaram o oncologista Paulo Hoff e a nutricionista oncológica Thaís Miola no Bem Estar desta segunda-feira (24).

Frutas, verduras e legumes têm nutrientes e substâncias que reduzem o risco da doença em, pelo menos, 40%, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No entanto, alimentos com alto teor de gordura ou sódio, carnes vermelhas e processadas oferecem risco e devem ser evitados. O consumo de carne vermelha deve ser de até 3 vezes por semana. Mais que isso, o risco de câncer de intestino aumenta em até 35%.



Por outro lado, as vitaminas, fibras e antioxidantes das frutas, verduras e legumes ajudam a defesa natural do organismo a destruir agentes cancerígenos antes mesmo que eles causem danos graves às células. Além disso, esses alimentos podem bloquear ou reverter estágios iniciais da formação de um tumor.

Os antioxidantes, por exemplo, interrompem a chegada dos radicais livres às células, mas caso eles cheguem, também auxiliam o material genético a reparar o dano. Já as fibras auxiliam no bom funcionamento intestinal e evitam que as fezes fiquem muito tempo presas no intestino, prevenindo a liberação de substâncias causadoras de câncer nessa região.

 A alimentação saudável também pode consertar o DNA e promover a morte seletiva das células defeituosas. Alguns alimentos, como a soja, liberam os fitoestrógenos, que competem com o hormônio estrógeno.

O estrógeno não causa câncer de mama, mas estimula o crescimento das células mamárias. O fitoestrógeno inibe esse crescimento e previne a doença, caso uma dessas células seja cancerígena.

No caso da atividade física, além do menor risco de câncer, diminui também a chance de outras doenças, como as cardiovasculares e o diabetes. Manter o peso ideal previne doenças já que a obesidade é fator de risco para diversos tipos de câncer, principalmente os de mama, intestino, próstata e endométrio.

Já o hábito de fumar e beber aumenta muito o risco de cânceres de boca, laringe, esôfago, estômago, intestino, fígado e pâncreas porque o cigarro e a bebida alcoólica têm diversas substâncias cancerígenas.

Dieta anticâncer

Os especialistas alertaram para mudanças de hábito que podem reduzir muito o risco do surgimento de um câncer. Aumentar o consumo de frutas e vegetais pode ajudar porque esses alimentos têm alto poder preventivo, por causa das fibras, antioxidantes e da variedade de fitoquímicos (em alimentos como o alho, cebola, soja, chá verde e gengibre).

Além disso, comer mais fibras também é importante e a recomendação é de 35g por dia. Consumir 6 porções diárias de grãos integrais, pães e cereais ricos em fibras já ajuda a atingir este objetivo. Por outro lado, gorduras e carnes vermelhas devem ser reduzidas ou trocadas por alimentos assados, grelhados ou cozidos ou carnes brancas, como filé de peito de frango ou peixe.

A nutricionista oncológica Thaís Miola recomenda comer de 4 a 5 porções por dia de hortaliças. No caso das frutas, o ideal é que se coma de 3 a 4 porções diárias. A soja deve ser consumida de acordo com a necessidade de nutrientes do organismo. Em uma xícara de grãos de soja, a pessoa já tem a quantidade ideal para extrair benefícios. Os especialistas deram dicas de como preparar a soja temperada. Veja a receita:

G1

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sedentarismo mata tanto quanto cigarro, diz estudo

Um estudo divulgado a poucos dias do início das Olimpíadas de Londres diz que a falta de exercícios tem causado tantas mortes quanto o tabagismo.
A pesquisa, publicada na revista médica "Lancet", estima que um terço dos adultos não têm praticado atividades físicas suficientes, o que tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.
A inatividade física é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama ou colorretal, diz o estudo. Os pesquisadores dizem que o problema é tão grave que deve ser tratado como uma "pandemia".
Eles afirmam que a solução para o sedentarismo está em uma mudança generalizada de mentalidade, e sugerem a criação de campanhas para alertar o público dos riscos da inatividade, em vez de lembrá-lo somente dos benefícios da prática de esportes.
Segundo a equipe de 33 pesquisadores de vários países, os governos deveriam desenvolver formas de tornar a atividade física mais conveniente, acessível e segura.
Um dos coordenadores da pesquisa é Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (RS).
"Com as Olimpíadas, esporte e atividade física vão atrair uma tremenda atenção mundial, mas, apesar de o mundo assistir à competição de atletas de elite de muitos países, a maioria dos espectadores será de sedentários", diz ele.
"O desafio global é claro: tornar a prática de atividades físicas como uma prioridade em todo o mundo para aumentar o nível de saúde e reduzir o risco de doenças."
No entanto, a comparação com o cigarro é contestada por alguns especialistas. Se o tabagismo e a inatividade matam o mesmo número de pessoas, a quantidade de fumantes é bem menor que a de sedentários, tornando o tabaco muito mais perigoso.
Para Claire Knight, do Instituto de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha, "quando se trata de prevenção de câncer, parar de fumar é de longe a coisa mais importante que você pode fazer".

América Latina

Na América Latina e no Caribe, o estudo mostra que o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama ou colorretal. No Brasil, esse número sobe para 13,2%.
Os países com as populações mais sedentárias da região são Argentina, Brasil e República Dominicana. E a nação com a população menos sedentária é a Guatemala.
A inatividade física na América Latina seria a causa de 7,1% dos casos de doenças cardíacas, 8,7% dos casos de diabetes tipo 2, 12,5% dos casos de câncer de mama e 12,6% dos casos de câncer colorretal.
No Brasil, o sedentarismo é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon.
A médica I-Min Lee, do Hospital Brigham e da Escola Médica da Universidade de Harvard, que dirigiu o estudo, assinalou que todos esses casos poderiam ter sido prevenidos se a população de cada país e região fosse fisicamente mais ativa.
Ela diz que, na região das Américas, poderiam ser evitadas cerca de 60 mil mortes por doenças coronárias e 14 mil mortes por câncer colorretal.

Desafio global
É recomendado que adultos façam 150 minutos por semana de exercícios moderados, como caminhadas, ciclismo e jardinagem.
O estudo indica que as pessoas que vivem em países com alta renda per capita são as menos ativas. Entre os piores casos está a Grã-Bretanha, onde dois terços da população não se exercitam regularmente.
A professora Lindsey Davies, presidente da Faculty of Public Health, órgão que formula políticas e normas de saúde pública da Grã-Bretanha, diz que "precisamos fazer o possível para que as pessoas cuidem da sua saúde e façam atividade física como parte da vida cotidiana".
"O ambiente em que vivemos tem um papel importante. Por exemplo, pessoas que se sintam inseguras no parque mais próximo vão evitar usá-lo", disse.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ABORDAGEM ANTITABAGISTA RELATA ALTA TAXA DE SUCESSO

Um novo modelo de tratamento do tabagismo desenvolvido no InCor (Instituto do Coração) tem feito mais pessoas pararem de fumar, com menos chances de recaídas.
Cerca de 25 milhões de brasileiros acima de 15 anos são fumantes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Chamado de PAF (Programa de Assistência ao Fumante), O modelo envolve três etapas: um diagnóstico mais preciso do grau de dependência, uma combinação de medicamentos e o uso de uma escala em que o médico vai medindo e tratando o desconforto causado pela abstinência do cigarro.
A cardiologista Jacqueline Scholz Issa, criadora do método, que está há 18 anos à frente do ambulatório de tratamento do tabagismo do InCor, diz que a taxa de eficácia do programa, no período de um ano, é de 55% -contra 34% da que existia cinco anos atrás. Os índices de desistência e de recaída caíram de 40% para 26%.
Esses primeiros resultados, obtidos a partir de 400 pacientes atendidos, foram apresentados à comunidade científica internacional em congresso no Canadá.
Eles também serviram de base para a elaboração de um software, que pode ser acessado via internet por médicos de todo o país. Centros públicos terão acesso grátis.

O sistema permite saber quantos fumantes desistiram do tratamento, quantos sofreram efeitos colaterais dos remédios, quantos tiveram sucesso ou recaídas e quais as causas dos insucessos.
Ele também permite que o médico avalie melhor o grau de dependência do tabaco, levando em conta não só o número de cigarros fumados, mas também as emoções (prazer, ansiedade, tristeza) associadas a ele.
A partir desses dados, Issa desenvolveu uma metodologia de tratamento que considera, entre outras coisas, o grau de desconforto do paciente durante o período de abstinência.
"É a partir disso que se associa ou não medicamentos.
O tratamento vai sendo ajustado de acordo como grau de desconforto e é totalmente individualizado", explica.
As drogas mais utilizadas são a vareniclina (Champix) e a bupropiona (Zyban), além de adesivos e gomas de nicotina.
Antidepressivos também podem ser usados.

O programa não envolve abordagens de terapia cognitiva comportamental -o que é recomendado em programa do governo federal. Segundo Issa,uma boa relação entre o Médico e o paciente já garante o suporte necessário na fase de abstinência.
O tratamento dura, em média, três meses e demanda de quatro a cinco consultas. "O follow up [acompanhamento] também pode ser feito por telefone ou por e-mail", diz.
Médicos que trabalham com tratamento de tabagismo dizem que as taxas de sucesso do PAF são superiores às verificadas em outros centros, entre 30 e 40%.
"Os resultados são maravilhosos", resume a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependência química da Santa Casa do Rio.
O pneumologista Ricardo Meirelles, do Inca (Instituto Nacional do Câncer), diz ter gostado da proposta do PAF e do fato que ela considera que, mesmo pessoas que fumam pouco, podem ter alto grau de dependência.
Ambos acreditam, porém, que as chances de a pessoa abandonar o vício são maiores quando o tratamento inclui, além da medicação, abordagens de terapia cognitiva comportamental -técnica através da qual a pessoa tenta entender melhor suas emoções e modifica seu modo de agir.

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 29/05/2011
Autor: Claudia Collucci

tudofarma

quinta-feira, 10 de março de 2011

ASMA X BRONQUITE

Pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) mostra que grande parte das pessoas não sabe diferenciar asma de bronquite, duas doenças crônicas com causas e tratamentos completamente diferentes. Especialistas alertam que a falta de informação faz com que as pessoas subestimem a asma e demorem para procurar ajuda.

Só a asma provoca por ano no País 350 mil internações e 3 mil mortes. "Muitas mães chegam ao consultório dizendo que o filho está com bronquite, quando na verdade a criança tem asma", afirma Roberto Stirbulov, presidente da SBPT.
Ele explica que a bronquite crônica é considerada uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), assim como o enfisema pulmonar. O tabagismo é responsável por cerca de 80% dos casos, sendo os demais causados por exposição a outras fumaças tóxicas, como a do fogão a lenha, ao longo de vários anos. Por isso, acomete apenas adultos. A asma é uma doença hereditária e com forte componente alérgico. Atinge pessoas de todas as idades, mas é mais comum em crianças.
Parte da confusão pode ser observada no levantamento feito pelo Datafolha, com 2.242 pessoas com mais de 16 anos. Quando questionadas sobre os fatores que desencadeiam a bronquite, 55% dos entrevistados mencionam erroneamente clima frio ou úmido e, 53%, pó ou poeira. Já a fumaça do cigarro, que é a principal causa, ficou em terceiro lugar, sendo mencionada por 52%.
Quando perguntados sobre os fatores de risco para o desenvolvimento de asma, apenas 17% mencionaram o histórico familiar da pessoa.
"Os asmáticos costumam se referir à doença como bronquite alérgica ou bronquite asmática. Isso porque existe a ideia de que asma é uma doença grave, enquanto bronquite é mais leve e passageira", afirma Tânia Lucia Nen da Silva, presidente da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA). Essa confusão, diz ela, faz com que as pessoas subestimem a asma e se esquivem do tratamento.
Tânia defende que, assim como a diabete ou a hipertensão, a asma deve ser tratada ao longo de toda a vida. "Os portadores devem ir com frequência ao médico e tomar os remédios não apenas quando têm uma crise." Os medicamentos para controle da asma estão disponíveis na rede pública.
Inaladores. Para o pneumologista Oliver Nascimento, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), muitos asmáticos fogem do tratamento pelo preconceito existente contra os inaladores - popularmente conhecidos como bombinhas. "Muita gente acha que fazem mal para o coração, que engorda, que vicia. Mas os medicamentos são seguros. Tem baixa dosagem e atuam apenas no pulmão", garante.
Nascimento explica que existem dois tipos de inaladores: aqueles que atuam como broncodilatadores e trazem alívio durante as crises, e aqueles que tratam a inflamação, prevenindo que novas crises ocorram.
Além da medicação, outras medidas podem ajudar a manter a asma sob controle, como evitar o cigarro e os fatores ambientais que desencadeiam as crises. Praticar esportes é recomendado, bem como a fisioterapia respiratória nos casos mais graves.
Com essas medidas, o paciente com asma pode ter vida normal, afirma o presidente da SBPT. No entanto, diz Stirbulov, muitos convivem com a falta de ar e o chiado e somente procuram o médico quando há piora. "O tratamento torna-se então mais demorado, necessitando muitas vezes de internação e até terapia intensiva", alerta.

Asma
Doença crônica de causa genética, com forte componente alérgico. Provoca inflamação nas vias respiratórias. A exposição a fatores alergênicos, como o pó doméstico, faz os brônquios se fecharem, causando falta de ar, chiado no peito e tosse. Fatores emocionais e climáticos também podem desencadear as crises. Uma a cada cinco crianças no País tem asma, segundo dados médicos. Entre os adultos, a proporção cai pela metade.

Bronquite crônica
A exposição constante a substâncias irritantes, como a fumaça de cigarro ou outros produtos químicos, causa a inflamação dos brônquios. Além de falta de ar, outro sintoma é a tosse com secreção, conhecida como pigarro. Pode evoluir para enfisema pulmonar, que afeta também os alvéolos, caso a exposição à fumaça não seja interrompida.

Bronquite aguda
É a inflamação dos brônquios causada por um vírus ou por uma bactéria. Dura apenas alguns dias e desaparece após o tratamento correto. Muitas pessoas confundem esse tipo de bronquite aguda com crises de asma.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Notícia publicada em: 07/03/2011
Autor: Karina Toledo

abcfarma