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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Casos de câncer devem crescer cerca de 50% em duas décadas, diz OMS

Relatório publicado nesta segunda-feira (4) alerta que os casos de câncer aumentarão cerca de 50% até 2030, quando serão diagnosticados em todo o mundo quase 22 milhões de casos de câncer em comparação com os 14 milhões em 2012, devido a um forte aumento da doença nos países em desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, as mortes por câncer passarão de 8,2 milhões a 13 milhões por ano. Essas tendências são acompanhadas pelo aumento e o envelhecimento da população e pela adoção de hábitos de risco, como fumar, indica o informe da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"O maior impacto será registrado nos países com menores recursos, muitos dos quais mal equipados para enfrentar este aumento dos casos de câncer", declarou a diretora da OMS, Margaret Chan.

Países em desenvolvimento

Os países em desenvolvimento não só padecem dos casos de câncer associados com a pobreza, mas também dos resultados de hábitos adquiridos após conquistar melhores condições de vida, como um maior consumo de álcool e tabaco, o consumo de alimentos processados e falta de exercícios físicos. E eles serão os que têm menos recursos para arcar com os caros custos dos tratamentos.

"É necessário um maior compromisso com a prevenção e detecção precoce para lidar com o aumento alarmante na incidência de câncer em nível mundial", disse o diretor da IARC, Christopher Wild.

O câncer substituiu as doenças cardíacas como a principal causa de morte a partir de 2011 e o número anual de diagnósticos aumentou de 12,7 milhões em 2008 para 14,1 milhões em 2012.

O relatório destaca a diferença entre os sexos: cerca de 53% dos casos diagnosticados e 57% das mortes ocorrem em homens.

Os tipos de câncer também diferem em função do sexo. Entre os homens, o câncer mais comum foi os nos pulmões (16,7% do total de casos entre o sexo masculino); seguido pelo câncer de próstata (15%), de colorretal (10%), estômago (8,5%) e fígado (7,5%).

Entre as mulheres, o mais frequente é o câncer de mama (25,2%), seguido pelo colorretal (9,2%), de pulmões (8,7%), útero (7,9%) e estômago (4,8%).

Há também diferenças regionais: mais de 60% dos casos de câncer e 70% das mortes ocorreram na África, Ásia, América Central e América do Sul, segundo o relatório global.

Na América Latina e no Caribe, o câncer de mama e o de próstata são os que têm maior incidência em mulheres e homens, respectivamente. Os tipos mais mortais nestas regiões são o câncer de mama e o câncer de colo do útero entre as mulheres, e o de próstata e de pulmão nos homens.

Quase metade dos 14 milhões de novos casos de 2012 foram diagnosticados na Ásia, principalmente na China. A Europa totalizou um quarto dos casos, enquanto América Latina e Caribe 7,8% (e 7,4% de todas as mortes).

No geral, o câncer é diagnosticado em uma idade mais avançada em países menos desenvolvidos. E a nível global, o câncer de pulmão é o mais letal, com 19,4% do total, seguido pelo câncer de fígado (9,1%) e estômago (8,8%).

Olhando para o futuro, o relatório nota que a população mundial vai aumentar de 7 bilhões de pessoas em 2012 para cerca de 8,3 bilhões em 2025. Os países com média e baixa renda terão um maior crescimento de suas populações e, portanto, uma maior incidência de câncer.

Tabaco, epidemia nos países mais pobres
O relatório expressa especial preocupação com o câncer de pulmão, em grande parte resultante do hábito de fumar e "intrinsecamente ligado a estratégias globais das companhias de tabaco para aumentar as suas vendas".

Uma "epidemia" de tabaco afeta especialmente os países mais pobres, de acordo com o estudo, "impedindo o desenvolvimento humano por tirar recursos e aumentar a pressão sobre os seus fracos sistemas de saúde e afetando a produtividade em nível nacional".

O custo total anual do câncer é estimado em US$ 1,16 bilhão de dólares em 2010, segundo o relatório. "Quase metade dos casos de câncer poderiam ter sido evitados", ressalta a OMS.

O estudo pede novos esforços na prevenção, incluindo a vacinação contra a hepatite B e o vírus do papiloma humano, que podem ajudar a reduzir a incidência de câncer de fígado e útero, e a promoção do exercício físico para combater a obesidade, além de campanhas anti-tabagismo.

G1

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Poluição do ar é classificada como cancerígena pela OMS

Poluição deixa prédios de Cingapura cobertos por intensa neblina. (Foto: Edgar Su/Reuters)

A Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta quinta-feira (17) a classificação da poluição do ar exterior como cancerígena.

"O ar que respiramos tem sido contaminado por uma mistura de substâncias que provoca câncer", afirmou Kurt Straif, chefe da seção de monografias da IARC. "Agora sabemos que a contaminação do ar exterior não apenas é um risco maior para a saúde em geral, mas também uma causa ambiental de mortes por câncer".

"Os especialistas concluíram que existem provas suficientes de que a exposição à poluição do ar provoca câncer de pulmão. Também notaram uma associação com um risco maior de câncer de bexiga", destacou a IARC em um comunicado.

Apesar da possibilidade de variação considerável na composição da contaminação do ar e dos níveis de exposição, a agência destacou que suas conclusões se aplicam a todas as regiões do mundo. Os dados mais recentes da agência mostram que, em 2010, mais de 223 mil pessoas morreram de câncer de pulmão relacionado à poluição do ar.

G1

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Excesso de açúcar eleva risco de câncer

A dose faz o veneno

Os açúcares são necessários para nos dar energia e, em quantidades moderadas, contribuem para nosso bem-estar.
Altos níveis de açúcar, contudo, podem fazer bem mais do que danificar nossas células, levando a condições mais graves, como o diabetes.
Pesquisadores espanhóis acabam de demonstrar que elevados níveis de açúcar no sangue também aumentam o risco de câncer.

Do açúcar ao câncer

Que a obesidade é uma das principais causas do diabetes é algo que tem sido demonstrado em vários estudos.
Níveis elevados de açúcar no sangue são características tanto da obesidade quanto do diabetes.
Por outro lado, pessoas com diabetes têm até duas vezes mais chance de desenvolver cânceres de cólon ou de pâncreas do que a população em geral.
O que ainda necessitava de esclarecimento é a conexão entre obesidade e diabetes, de um lado, e o câncer do outro.

Beta-catenina

Um mecanismo-chave nessa conexão acaba de ser descoberto pela equipe a Dra Custodia Garcia-Jimenez, da Universidade Rei Juan Carlos.
Os elevados níveis de açúcar no sangue aumentam a atividade de um gene conhecido por acelerar a progressão do câncer.
O estudo mostrou que a capacidade das células do intestino para secretar um hormônio chamado GIP - que otimiza a liberação de insulina pelo pâncreas - é controlada por uma proteína chamada β-catenina.
Por sua vez, a atividade da β-catenina é estritamente dependente dos níveis de açúcar no organismo.
O excesso de açúcar pode levar a uma superatividade dessa proteína, que já se sabe estar envolvida no desenvolvimento de vários tipos de câncer, ao tornar as células "imortais", evitando a apoptose, ou morte celular programada - esta é uma etapa-chave nos primeiros estágios do câncer.

Prevenção

"Ficamos surpresos ao verificar que alterações em nosso metabolismo, causadas pelo açúcar que ingerimos, impactam nosso risco de ter câncer," disse a Dra Custodia.
"Nós agora estamos investigando que outros componentes da dieta podem influenciar o nosso risco de câncer. Mudanças de dieta são uma das estratégias de prevenção mais fáceis, que podem potencialmente evitar muito sofrimento," concluiu ela.

DIÁRIO DA SAÚDE

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mudança de hábitos e estilo de vida pode ajudar na prevenção do câncer

O câncer é uma doença perigosa, porém evitável. Cerca de 80% dos casos da doença estão relacionados aos hábitos e estilo de vida, como explicaram o oncologista Fernando Maluf e o ginecologista José Bento.

Por isso, existem atitudes simples e práticas que podem ser tomadas no dia a dia como maneiras eficientes de prevenção.

Uma delas é de conhecimento geral e extremamente importante para evitar o câncer de pulmão: largar o cigarro. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada sete segundos, morre uma pessoa vítima do fumo. Além do pulmão, quem fuma pode desenvolver também câncer de faringe, laringe, cabeça, pescoço, esôfago, bexiga, rim, estômago e pâncreas.



Isso acontece porque o cigarro tem cerca de 4.270 substâncias que estimulam a produção de células alteradas geneticamente que podem virar tumores malignos. Por isso, parar de fumar é a forma mais eficiente de prevenir o câncer, de modo geral.

A alimentação também é extremamente essencial para proteger contra doenças. Vegetais e fibras são alimentos que ajudam o fluxo intestinal, varrem células tóxicas de gordura do intestino e, consequentemente, previnem o câncer nessa região do corpo.

Além disso, é importante evitar também o consumo exagerado de carne vermelha. O câncer no intestino, conhecido também como colorretal, pode ser desenvolvido caso a pessoa tenha mais de 50 anos, obesidade e sedentarismo. Por isso, a atividade física é também uma das atitudes preventivas.

A prática regular de exercício físico ajuda também a prevenir o câncer de pâncreas porque evita a formação de gordura abdominal, que prejudica o funcionamento do órgão. Os sintomas da doença são comuns a outros problemas e muitas vezes demoram a aparecer; os mais perceptíveis são perda de apetite, perda de peso, fraqueza, diarréia e tontura.

Para evitar o câncer de pele, a dica é usar protetor solar. Essa doença tem bom prognóstico se diagnosticada cedo, mas é importante se proteger. Os médicos indicam o uso também de chapéus, guarda-sol, óculos escuros e tudo que puder bloquear a pele contra os raios ultravioletas.

Como o de pele, o câncer de mama também tem prognóstico bom, se descoberto cedo. Para evitar esse tumor, a prevenção está na amamentação, que reduz os níveis de alguns hormônios relacionados ao câncer. Ao amamentar, as glândulas mamárias ficam também mais maduras, se desenvolvem e se tornam menos suscetíveis ao câncer. Além disso, após o período de aleitamento, há um processo de purificação do corpo que elimina quaisquer células malignas presentes nas mamas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as mães alimentem seus filhos apenas com leite materno até os seis meses de idade. Após esse período, elas podem continuar oferecendo o leite junto com outros alimentos até a criança atingir os dois anos de idade.

Os hormônios são também importantes no surgimento do câncer de ovário. Alterações no ciclo menstrual podem aumentar as chances do desenvolvimento da doença. Estudos sugerem também que a ingestão de estrogênio por 10 anos ou mais também aumenta o risco; por isso, a pílula anticoncepcional é a melhor maneira de prevenir já que equilibra os níveis hormonais. Fora ela, a gravidez também pode proteger a mulher contra esse câncer.

No entanto, o uso de camisinha é importante para evitar outra doença, como o câncer de pênis e colo do útero, porque previne o surgimento do vírus do HPV. Qualquer relação sexual com camisinha é segura e protege o casal de doenças sexualmente transmissíveis. No caso dos homens, além da camisinha, é indicado fazer a limpeza do pênis todos os dias com água e sabão, principalmente após a relação sexual.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Evitar cigarro e álcool, comer bem e fazer exercício pode prevenir câncer

Praticar exercícios físicos regularmente, comer bem e evitar cigarro e bebida alcoólica são atitudes que podem diminuir o risco de câncer, como explicaram o oncologista Paulo Hoff e a nutricionista oncológica Thaís Miola no Bem Estar desta segunda-feira (24).

Frutas, verduras e legumes têm nutrientes e substâncias que reduzem o risco da doença em, pelo menos, 40%, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No entanto, alimentos com alto teor de gordura ou sódio, carnes vermelhas e processadas oferecem risco e devem ser evitados. O consumo de carne vermelha deve ser de até 3 vezes por semana. Mais que isso, o risco de câncer de intestino aumenta em até 35%.



Por outro lado, as vitaminas, fibras e antioxidantes das frutas, verduras e legumes ajudam a defesa natural do organismo a destruir agentes cancerígenos antes mesmo que eles causem danos graves às células. Além disso, esses alimentos podem bloquear ou reverter estágios iniciais da formação de um tumor.

Os antioxidantes, por exemplo, interrompem a chegada dos radicais livres às células, mas caso eles cheguem, também auxiliam o material genético a reparar o dano. Já as fibras auxiliam no bom funcionamento intestinal e evitam que as fezes fiquem muito tempo presas no intestino, prevenindo a liberação de substâncias causadoras de câncer nessa região.

 A alimentação saudável também pode consertar o DNA e promover a morte seletiva das células defeituosas. Alguns alimentos, como a soja, liberam os fitoestrógenos, que competem com o hormônio estrógeno.

O estrógeno não causa câncer de mama, mas estimula o crescimento das células mamárias. O fitoestrógeno inibe esse crescimento e previne a doença, caso uma dessas células seja cancerígena.

No caso da atividade física, além do menor risco de câncer, diminui também a chance de outras doenças, como as cardiovasculares e o diabetes. Manter o peso ideal previne doenças já que a obesidade é fator de risco para diversos tipos de câncer, principalmente os de mama, intestino, próstata e endométrio.

Já o hábito de fumar e beber aumenta muito o risco de cânceres de boca, laringe, esôfago, estômago, intestino, fígado e pâncreas porque o cigarro e a bebida alcoólica têm diversas substâncias cancerígenas.

Dieta anticâncer

Os especialistas alertaram para mudanças de hábito que podem reduzir muito o risco do surgimento de um câncer. Aumentar o consumo de frutas e vegetais pode ajudar porque esses alimentos têm alto poder preventivo, por causa das fibras, antioxidantes e da variedade de fitoquímicos (em alimentos como o alho, cebola, soja, chá verde e gengibre).

Além disso, comer mais fibras também é importante e a recomendação é de 35g por dia. Consumir 6 porções diárias de grãos integrais, pães e cereais ricos em fibras já ajuda a atingir este objetivo. Por outro lado, gorduras e carnes vermelhas devem ser reduzidas ou trocadas por alimentos assados, grelhados ou cozidos ou carnes brancas, como filé de peito de frango ou peixe.

A nutricionista oncológica Thaís Miola recomenda comer de 4 a 5 porções por dia de hortaliças. No caso das frutas, o ideal é que se coma de 3 a 4 porções diárias. A soja deve ser consumida de acordo com a necessidade de nutrientes do organismo. Em uma xícara de grãos de soja, a pessoa já tem a quantidade ideal para extrair benefícios. Os especialistas deram dicas de como preparar a soja temperada. Veja a receita:

G1

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cientistas obtêm primeira prova de que álcool aumenta risco de câncer

Cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, informaram nesta quarta-feira (22) a primeira evidência em humanos de que o consumo de bebidas alcoólicas aumenta o risco de alguns tipos de câncer, como o de esôfago.

A descoberta surge quase 30 anos depois dos primeiros estudos que levantaram a possibilidade de um elo entre o álcool e tumores.

Os resultados foram apresentados no 244º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.

Segundo a autora Silvia Balbo, que liderou o trabalho, o corpo humano metaboliza – ou seja, quebra – as moléculas de álcool contidas em cervejas, vinhos e destilados. Uma das substâncias formadas a partir desse metabolismo é chamada de "acetaldeído", que tem estrutura semelhante a um conhecido composto cancerígeno, o "formaldeído" -- ligado a tumores nos pulmões, nariz, cérebro e sangue (leucemia).

Por meio de experimentos em laboratório com voluntários, os pesquisadores observaram que o acetaldeído também pode danificar o DNA, o que pode levar ao câncer.

Para testar a hipótese, dez voluntários tiveram que beber doses crescentes de vodka (até três) uma vez por semana, durante três semanas. Os pesquisadores descobriram que, horas após a ingestão de álcool, os níveis de alterações no DNA aumentavam até 100 vezes nas células da boca dos indivíduos, e diminuíam depois de 24 horas. O mesmo efeito foi observado nas células sanguíneas.

De acordo com Silvia, a maioria das pessoas tem um mecanismo de proteção natural altamente eficaz contra o efeito do álcool no DNA – uma enzima chamada "desidrogenase" converte o acetaldeído em acetato, uma substância relativamente inofensiva. No entanto, alguns são mais suscetíveis a terem problemas.

Entre esse grupo, estão 1,6 bilhão de pessoas de origem asiática que não têm essa enzima. Além dos orientais, alguns americanos (incluindo nativos do Alasca) apresentam uma deficiência na produção da desidrogenase.

Os cientistas dizem, no entanto, que a maior parte dos indivíduos não desenvolverá câncer por beber socialmente, mas é importante lembrar que o álcool traz outros problemas de saúde – ao fígado, cérebro e outros órgãos – e aumenta os riscos de acidentes no trânsito.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Custos de Doenças Ligadas à Obesidade para o SUS

Artigo publicado recentemente no jornal científico BMC Public Health, voltado para os aspectos epidemiológicos das doenças, revela que o custo total, para o SUS, estimado para um ano com todas as doenças relacionadas ao sobrepeso e à obesidade – câncer, diabetes e cardiológicas - é de US$ 20.152.102.171. As hospitalizações custam US$ 1.472.742.952, e os procedimentos de ambulatório, US$ 679.353.348.

O artigo, realizado na Universidade do Estado do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) por uma equipe de especialistas , teve seus dados coletados entre 2008 e 2010. Trata-se de um dos raros estudos sobre o assunto no país.

O trabalho começa com uma constatação: nas últimas décadas, a obesidade avançou para umaepidemia global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou, em 2005, que aproximadamente 1,6 bilhões de adultos estavam acima do peso e, ao menos 400 milhões, eramobesos. A OMS também previu que, até 2015, cerca de 2,3 bilhões de adultos estarão acima do peso e mais de 700 milhões serão obesos. No Brasil, duas pesquisas nacionais da população adulta mostraram que a taxa de sobrepeso e obesidade cresceu, nos últimos quatro anos, de 43% para 48.1% e de 11% para 15% para o sobrepeso e a obesidade, respectivamente.

O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para doenças crônicas, como câncer, diabetese doenças relacionadas ao coração que, por sua vez, são responsáveis por despesas com asaúde, deficiências e morte. O número estimado de obesidade levando ao câncer é alto e inclui câncer no pâncreas, cólon, seios e endometriose.

Os custos econômicos com obesidade têm se tornado preocupantes nos últimos anos. O custo de uma doença pode ser medido pelo impacto financeiro no sistema de saúde (custos diretos) e pela perda da produtividade e qualidade de vida (custos indiretos) da sociedade e do indivíduo.

A obesidade se mostra o maior desafio da saúde, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, e os custos são substanciais, mesmo que desconhecidos na maior parte dossistemas de saúde. O objetivo principal do estudo é fornecer uma estimativa dos custos diretos associados nos cuidados de ambulatório e hospitalização de pacientes acima do peso e obesos na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Obesidade Pode Piorar Condição de Cerca de 30% dos Cânceres

Cerca de 30% dos cânceres estão relacionados à obesidade. A afirmação é de uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O estudo teve como base a utilização dainflamação provocada pelo tecido gorduroso do desenvolvimento do câncer colorretal.
A pesquisa analisou os mecanismos do desenvolvimento desta patologia e identificou que este tipo da doença afeta 30 mil brasileiros por ano, causando oito mil mortes.
Segundo o estudo, o tumor pode ser curado por meio de cirurgia, em 90% dos casos diagnosticados no estágio inicial da doença.
Quatro grupos de camundongos receberam substâncias que induzem ao câncer colorretal. Eles foram assim nomeados pelos cientistas: os de controle (magros); os que receberam dietas hipercalóricas; os geneticamente obesos; e os com defesas baixas e câncer.
Os que apresentaram os menores tumores e lesões foram os grupos de controle. Por outro lado, os animais que receberam dietas hipercalóricas e os obesos, por causa da genética, tiveram tumores em maior quantidade e tamanho.

Inflamação

Dessa forma, os resultados comprovaram a tese dos pesquisadores, de que a inflamação da gordura corporal é a grande causadora do câncer colorretal.
Com o objetivo de controlar a inflamação, os pesquisadores utilizaram uma droga usada em doenças autoimunes. Segundo eles, a substância tem o poder de deter o crescimento do tumor.
O Dr. José Barreto Carvalheira, professor de oncologia da Unicamp e coordenador do trabalho, afirmou ser possível que o bloqueio dessa via de sinalização abra possibilidades para novas formas de prevenção. No entanto, considera que outros estudos devem ser feitos para avaliar a segurança disso em seres humanos.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Tratamento restabelece capacidade do sistema imunológico de atacar câncer

Dois testes clínicos de remédios experimentais que restabelecem a capacidade do sistema imunológico para detectar e atacar o câncer mostraram resultados promissórios em pacientes com câncer de pulmão, de rim e melanoma, informou neste sábado a revista The New England Journal of Medicine.
Nos testes, liderados por pesquisadores da Universidade John Hopkins, em Baltimore (Maryland), mais de 500 pacientes receberam tratamento com os dois remédios que indicam o mesmo caminho de supressão da imunidade.

Os cientistas, que apresentaram seus resultados da primeira fase de testes clínicos na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, disseram que os resultados são suficientes para iniciar experiências com um número maior de pacientes.
"É um tipo diferente de tratamento para o câncer", declarou a oncologista Suzanne Topalian, que participou dos estudos. "Não mata diretamente as células do câncer, mas age mediante no sistema imunológico. O que fazemos é fortalecer uma resposta que já estava ali, mas a um nível fraco ou ineficaz".
Nenhum dos dois remédios cura o câncer, advertiram os pesquisadores.

Os dois novos compostos também controlaram o câncer melhor que a maioria dos remédios a esta altura inicial dos testes, quando geralmente já fracassam os estudos mal-sucedidos, disse James Gulley, pesquisador de tratamento imunológico no Instituto Nacional do Câncer dos EUA.
Em um estudo com 296 pacientes com tumores avançados, um composto anticorpos chamado anti-PD-1 encolheu o tamanho dos tumores em 30% em 18% dos pacientes com câncer de pulmão, em 28% dos pacientes com melanoma e em 27% dos pacientes com câncer de rim.
Em um segundo estudo com 207 pacientes em estágio avançado da doença, o composto anticorpos anti-PD-L1 encolheu os tumores em 10% nos casos de câncer de pulmão, em 17% nos de melanomas, em 12% nos de rim e em 6% nos de ovário.

Gulley reconhece a preferência dos médicos por curar os pacientes, mas o encolhimento dos tumores já faz com que as pessoas se sintam muito melhor porque têm mais energia - já que o câncer consome suas forças.
Os dois compostos, explicou Topalian, operam de uma forma inovadora. Normalmente, quando o organismo enfrenta uma ameaça, o sistema imunológico ativa grandes quantidades de células T que atacam e matam os intrusos. Mas o organismo também deve manter o controle sobre as células T para evitar efeitos adversos.
Por isso, cada célula T tem um receptor em sua superfície, chamado PD-1 (as letras correspondem aos termos Morte Programada, em inglês). Se não houvesse um mecanismo para desativar as células T, e ainda eliminá-las, elas poderiam utilizar seu poder destrutivo para combater o organismo.

Um dos estudos apresentados na conferência é sobre um composto que bloqueia esse receptor, o anticorpo anti-PD-1, que age travando o mecanismo de modo que as células de câncer não possam abri-lo e as células T continuem matando os intrusos.
O segundo estudo testou o composto chamado anticorpo anti-PD-L1, que impede que as células malignas usem seus próprios mecanismos de desativação, e isso permite que as células T continuem combatendo os intrusos.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Carne processada pode causar câncer de pâncreas

Pesquisadores da Suécia sugerem que comer carne processada, como bacon e salsichas, pode estar relacionado com o câncer de pâncreas. Eles afirmam que comer 50g de carne processada – cerca de uma salsicha – todos os dias, pode aumentar o risco de câncer em 19%.
Comer carne vermelha e processada já foi ligado ao câncer de intestino. Como resultado da pesquisa, o governo do Reino Unido recomendou em 2011 que as pessoas não comam mais do que 70g por dia.
Susanna Larsson, que conduziu o estudo do Instituto Karolinska, disse que a ligação da carne com outros tipos de câncer foi algo bastante controverso. “Sabemos que comer carne aumenta o risco de câncer colorretal, mas não é muito conhecida a ligação com outros tipos de câncer”, disse.


O novo estudo analisou informações de 11 outras pesquisas e 6.643 pacientes com câncer de pâncreas. Ele sugere que o risco de câncer de pâncreas aumenta 19% para cada 50g adicionados a dieta diária. Ter 100g extras aumentaria o risco em 38%.
O risco de desenvolver câncer de pâncreas em toda a vida é “relativamente pequeno”, de acordo com um instituto de estudo de câncer britânico – um em cada 77 homens e uma em cada 79 mulheres.
“Ainda não sabemos se a carne é um fator de risco definido para o câncer de pâncreas e outros grandes estudos são necessários para confirmar isso, mas essa nova análise sugere que a carne processada pode estar desempenhando um papel”, afirma Sara Hiom, diretora do instituto. No entanto, ela ressaltou que o fumo é um fator de risco muito maior.


O Fundo Mundial para a Pesquisa em Câncer alertou as pessoas para que evitem comer carne processada.
O pesquisador Rachel Thompson disse: “Vamos re-examinar os fatores por trás do câncer pancreático no final deste ano como parte do nosso projeto de atualização contínua, que deve nos dizer mais sobre a relação entre o câncer de pâncreas e carne processada. Há fortes evidências de que estar acima do peso ou obeso aumenta o risco de câncer de pâncreas, e este estudo pode ser uma indicação de outro fator por trás da doença.”

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Arroz integral e leguminosas podem prevenir câncer intestinal

Grãos de leguminosas, arroz integral, hortaliças verdes e frutas secas têm algo em comum. De acordo com uma pesquisa da Universidade Loma Linda, dos Estados Unidos, podem ajudar a reduzir o risco de câncer de intestino. As informações são do jornal Daily Mail.

O estudo contou com dados de um levantamento feito há 25 anos com quase três mil pessoas, que descreveram com que frequência comiam certos alimentos. Agora, os voluntários contaram se desenvolveram pólipos (crescimento anormal dentro do intestino), que podem se transformar em câncer. Na análise, os cientistas levaram em conta possíveis condições hereditárias, tabagismo, excesso de bebidas alcoólicas e sedentarismo.

Constatou-se que quem consome leguminosas, como feijão-roxo ou lentilha, pelo menos três vezes por semana, reduz a chance de pólipos em um terço. Arroz integral uma vez por semana diminui a probabilidade em dois quintos e, hortaliças verdes cozidas, ao menos uma vez por dia, em um quarto. Frutas secas três vezes por semana também abaixam as taxas.

O alto teor de fibras dessas iguarias é o responsável pelos benefícios. "Além disso, vegetais crucíferos, como brócolis, contêm compostos de desintoxicação, o que melhora sua função protetora", acrescentou o autor do estudo, Yessenia Tantamango.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Remédio prescrito às grávidas dobra risco de câncer nas filhas

Milhares de mulheres cujas mães tomaram o remédio DES durante a gravidez têm mais risco de desenvolver vários tipos de câncer, segundo especialistas. O medicamento, cujo nome completo é dietilestiboestrol, foi amplamente prescrito entre 1938 e 1971 na falsa crença de que poderia ajudar a reduzir o risco de aborto. As informações são do Daily Mail.

Em 1971, pesquisadores descobriram uma ligação entre o DES e o câncer vaginal nas filhas destas mulheres medicadas. Estudos recentes têm ligado a droga a outros tipos de câncer nessas mulheres.

Um estudo recente conduzido pelo Dr. Robert Hoover no National Cancer Institute dos Estados Unidos descobriu que as filhas das grávidas que ingeriram DES têm quase o dobro de chances de desenvolver câncer de mama.

O grupo de mulheres também é 40 vezes mais propenso a desenvolver uma forma rara de câncer cervical e vaginal do que as mulheres não expostas. Cerca de 2 mil mulheres afetadas nos EUA trouxeram casos contra empresas farmacêuticas.

PORTAL EDUCAÇÃO

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

HÁBITOS NOCIVOS E CÂNCER

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (7) mostra que 40% dos casos de câncer no Reino Unido poderiam ser evitados caso os pacientes evitassem hábitos nocivos à saúde como fumar, beber álcool em excesso, ter uma alimentação não saudável e manter-se acima do peso.

Os dados foram levantados por cientistas do Cancer Research britânico e publicados na revista médica "British Journal of Cancer".

Somente em 2010, os quatro fatores provocaram 106.845 casos de tumores malignos. Este número equivale a um terço de todos os diagnósticos de câncer naquele país no ano passado.O total de tumores notificados foi calculado com base no padrão de incidência da doença entre os anos de 1993 a 2007.

Segundo os especialistas britânicos, o fumo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença e responde por 23% dos casos masculinos e por 15,6% dos tumores em mulheres.

Quando considerados outros 10 fatores de risco também ligados a estilo de vida e ao meio ambiente, o número de cânceres sobe para 134 mil.

Ao todo, 1 a cada 25 pacientes desenvolveram câncer por causa do local onde trabalham. Uma a cada 33 pessoas tiveram a doença por conta de infecções.

Para o professor Max Parkin, epidemiologista do instituto e da Universidade de Londres (Queen Mary), muitas pessoas ainda acreditam que o câncer é meramente uma questão genética e que a sorte é quem define se alguém irá ou não desenvolver a doença.

O especialista alerta que muitos tumores podem ter causas múltiplas como no caso do câncer de colo de útero, que pode ser causado ao mesmo tempo pelo vírus HPV e pelo hábito de fumar.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/12/estudo-diz-que-40-dos-casos-de-cancer-no-reino-unido-sao-evitaveis.html

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

AÇAFRÃO-DO-PRADO NO TRATAMENTO DO CÂNCER

Pesquisas revelam que a flor açafrão-do-prado tem efeitos poderosos na destruição de células de câncer. O novo remédio, de acordo com cientistas britânicos, já tinha usos medicinais no Egito antigo.

O medicamento produz anticorpos e atacam o câncer por dentro. É produzida a partir do açafrão-do-prado (Colchicum autumnale) que circula na corrente sanguínea, mas só é ativada por uma substância química emitida por tumores malignos. Seu poder é de atacar as células cancerosas que se espalharam, mas deixa intactos os tecidos saudáveis.

Camundongos já foram testados com a droga e o resultado surtiu efeito no tratamento de câncer de mama, intestino, pulmão e próstata. O próximo passo é analisar o medicamento para todos os tipos de doenças. Em testes, metade dos camundongos ficou completamente curada após uma única injeção da droga e houve redução no ritmo de crescimento dos tumores em todos os animais testados.

Segundo os cientistas, o medicamento só tem efeito quando ativado uma enzima, usada pelos tumores para invadir os tecidos ao seu redor. “Uma vez ativado, o remédio destrói as veias que alimentam o tumor e faz com que o câncer morra de inanição”, explica Laurence Patterson, líder da pesquisa da Universidade de Bradford.

Para o farmacêutico bioquímico, tutor do Portal Educação, Ronaldo de Jesus Costa, a pesquisa mostra novamente a importância da química farmacêutica. “Transformou-se uma substância altamente tóxica em uma pró-droga, que somente após o metabolismo corporal se transforma na forma ativada da droga, e assim consegue atingir o local de ação sem provocar os efeitos nocivos iniciais”, explica Ronaldo.

Entretanto, o tutor ressalta o uso da flor. “Não se pode simplesmente utilizar a planta como um chá, pois o medicamento é feito a partir da substância ativa e muito bem modificada”, enfatiza Costa.

A droga, com base no extrato do açafrão-do-prado, já foi usada como medicamento e também como veneno na Grécia e no Egito antigo. Mas frequentemente, a substância colchicina, retirada da planta, é usada no tratamento de crises de gota.

portaleducacao

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

10 passos para evitar o câncer

O Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) divulgou uma série de dicas para prevenir o surgimento do câncer.
São atitudes simples, passíveis de serem incorporadas ao dia-a-dia, mas que são fundamentais para prevenir o câncer, que atualmente é a segunda maior causa de morte entre a população.

A primeira, e uma das principais recomendações, é não fumar. O tabagismo é responsável por 30% das mortes de pacientes oncológicos e um ponto desencadeante de diversas outras doenças.
Outro fator importante é não consumir bebidas alcoólicas em excesso, pois o álcool potencializa significativamente os efeitos do tabaco.
"Evitar o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas já vai ajudar, e muito, na manutenção da saúde das pessoas, já que ambos estão associados ao aparecimento de inúmeros tipos de tumores," disse o Dr. Gilberto de Castro Jr., oncologista do Icesp.

10 principais passos para prevenir o câncer:

01. Não fume. Mesmo uma pequena quantidade de tabaco pode fazer um grande estrago.
02. Não abuse de bebidas alcoólicas, principalmente se estiver violando a regra número um.
03. Mantenha hábitos de sexo seguro. O contato com alguns vírus transmitidos sexualmente, como o papiloma vírus humano (HPV), pode desencadear alguns tipos de câncer.
04. O sexo seguro é o caminho para evitar os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C, ambos com potencial para levar ao câncer de fígado.
05. Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas.
06. Na mesma linha da dieta saudável, vale reforçar a importância de evitar o consumo de alimentos com muito sódio e conservantes, como é o caso dos enlatados, embutidos e fast foods em geral.
07. Cuidado com o sol. Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h. Na praia ou na piscina, lance mão, também, de barreiras físicas, como chapéu, camiseta e guarda-sol. Mas seja ponderado, e lembre-se que seu corpo precisa de vitamina D.
08. Pratique atividades físicas todos os dias. A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos.
09. Mantenha-se atento à sua saúde. Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo.
10. Faça um check-up anual e realize todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico. Esta também é uma atitude fundamental.

E, se você conseguir dar todos esses 10 passos, dê mais um, e lembre-se que a hipocondria também é uma patologia - viva mais leve.

diariodasaude

terça-feira, 31 de maio de 2011

Biossensor fornece diagnóstico conclusivo de câncer

As pequenas dimensões do biossensor eletroquímico reduzem a utilização de amostras e reagentes e facilitam a construção de dispositivos para análises em campo.

Um biossensor eletroquímico desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) detecta biomarcadores associados ao câncer, realizando um diagnóstico mais conclusivo do que as técnicas tradicionais.
O sistema, integrado a uma plataforma em fluxo miniaturizada, também conhecida como microfluídica, não entra em contato direto com as amostras, eliminando o risco de contaminação dos eletrodos.
As pequenas dimensões do sistema reduzem a utilização de amostras e reagentes e facilitam a construção de dispositivos para análises em campo.

Os métodos tradicionais de diagnóstico, que envolvem a biópsia e a análise morfológica do tecido removido, baseiam-se em avaliações subjetivas, sendo assim não conclusivos.
"Eles também são invasivos e apresentam alto custo de implementação", afirma o químico Renato Sousa Lima, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), que realizou a pesquisa.
"No caso dos biomarcadores tumorais, eles são espécies biológicas que indicam a presença de determinados tipos de câncer quando presentes sob excesso em fluidos biológicos, como o sangue e a urina," explica
Um exemplo de biomarcador é o PSA, associado ao câncer de próstata.
Os biossensores eletroquímicos permitem a detecção dos biomarcadores. "Eles possuem um biorreceptor que vai interagir de forma específica com o marcador", descreve Sousa Lima, "e um transdutor, que converte essa interação em sinal elétrico".

A pesquisa desenvolveu um tipo de transdutor que não entra em contato com a solução da amostra, por meio de condutometria sem contato.
"Ele é separado por um semicondutor que consiste em um filme nano-fino de sílica, da ordem de 50 nanômetros", destaca o pesquisador. "A superfície desse filme na região dos eletrodos foi modificada com receptores de proteínas, o que permite a detecção no momento da interação entre as biomoléculas por meio da variação de condutividade do semicondutor."
A plataforma em que são realizadas as análises é miniaturizada, por essa razão o sistema é portátil.
"Ao mesmo tempo, o consumo de reagente e de amostra é muito pequeno, da ordem de microlitros, o que representa uma vantagem na utilização de sangue e amostras biológicas em geral", ressalta Sousa Lima.
Como não há contato direto do transdutor com o material analisado, não há riscos de contaminação e apassivação dosf eletrodos. "O sistema também agrega vantagens já conhecidas dos biossensores eletroquímicos, como menores custos e o fato de não serem invasivos".

Na validação do sistema, utilizou-se ácido fólico, que é um receptor de folato, um biomarcador associado a diversos tipos de câncer.
Agora o sistema será aplicado em amostras reais.
"Com as amostras reais, serão experimentados outros biomarcadores, como o PSA, o AFP e o CEA", diz Sousa Lima. "Uma outra linha de pesquisa vai desenvolver um biossensor multicomplexado, capaz de fazer análises simultâneas de dois ou mais biomarcadores, tornando a análise mais conclusiva sobre o tipo de câncer especificamente presente.".
A próxima fase dos experimentos será realizada em colaboração com o Hospital do Câncer de Barretos (Hospital Pio XII), no interior de São Paulo.

diariodasaude

quarta-feira, 13 de abril de 2011

COMPOSTOS DE SOJA COMO ADJUVANTES NO COMBATE AO CÂNCER DE PULMÃO

Um componente presente na soja aumenta os efeitos da radiação para matar células do câncer de pulmão.
O composto natural pode assim, ser um complemento ao tratamento capaz de reforçar os efeitos da radioterapia, além de proteger os pacientes de seus efeitos colaterais.
A pesquisa, realizada por cientistas Universidade do Estado de Wayne, nos Estados Unidos, foi publicada na última edição do Journal of Thoracic Oncology.

"Para melhorar a radioterapia para o câncer de pulmão, estamos estudando o potencial de componentes naturais e não-tóxicos da soja, as isoflavonas, para ampliar o efeito da radiação contra as células do tumor e ao mesmo tempo proteger as células normais do pulmão contra danos causados pela radiação," explica Gilda Hillman, que liderou a equipe de pesquisadores.
"Essas isoflavonas naturais da soja podem aumentar a sensibilidade das células cancerosas aos efeitos da radioterapia, inibindo os mecanismos de sobrevivência que as células cancerosas ativam para se proteger.
"Ao mesmo tempo, as isoflavonas da soja também podem atuar como antioxidantes, que protegem os tecidos normais contra danos não intencionais da radioterapia," disse Hillman.

Hillman e sua equipe demonstraram que as isoflavonas de soja aumentam a morte das células cancerosas por radiação bloqueando os mecanismos de reparo do DNA, que são ativados pelas células cancerosas para sobreviver aos danos causados pela radiação.
As células do câncer de pulmão humano, chamadas A549, que foram tratadas com isoflavonas de soja antes da radiação, apresentaram mais danos ao DNA e menor atividade de reparação do que as células que receberam somente a radioterapia.

Os pesquisadores utilizaram uma formulação com as três principais isoflavonas encontradas na soja - genisteína, daidzeína e gliciteína.
Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que a genisteína pura tem atividade antitumoral em linhagens de células do câncer de pulmão, além de otimizar os efeitos do receptor do fator de crescimento epidérmico - os inibidores da tirosina quinase.
O estudo de Hillman mostrou que a mistura de soja teve um efeito antitumoral ainda maior do que a genisteína pura.
A mistura de soja também é consistente com os comprimidos de isoflavonas de soja utilizados em estudos clínicos, que já se provaram seguros para uso humano.

diariodasaude

quinta-feira, 3 de março de 2011

FALTA DE EXERCÍCIO FAVORECE O CÂNCER DE INTESTINO

Um estudo publicado nesta quarta-feira pelo British Journal of Cancer revela que pessoas que não fazem exercício sofrem mais risco de desenvolver câncer de intestino.

O estudo, baseado em 20 pesquisas sobre o câncer, concluiu que pessoas muito ativas têm até três vezes menos probabilidades de desenvolver pólipos no intestino, que são possíveis precursores do câncer.

"Há tempo sabemos que um estilo de vida ativo pode proteger contra o câncer de intestino, mas este é o primeiro estudo (...) que mostra que uma redução do número de pólipos é a explicação mais plausível", destaca Kathleen Wolin, da Faculdade de Medicina da Universidade Washington de St Louis (Missouri).

"O exercício tem muitos benefícios: estimula o sistema imunológico, reduz a inflamação do intestino e ajuda a baixar os níveis de insulina, todos fatores que podem influenciar no risco de desenvolver pólipos", afirma Wolin.

A Cancer Research UK, ONG que publica o British Journal of Cancer, destaca que não é preciso exercício intenso para limitar os riscos. "Apenas meia hora de exercício 'moderado' por dia e manter um peso razoável" são suficientes.

Outro estudo, publicado no site do British Medical Journal (BMJ), revela que após a menopausa que fumam ou fumaram têm 16% mais risco de desenvolver câncer de seio que as demais.

O risco também é maior para mulheres fortemente expostas ao tabagismo passivo em algum momento de sua vida.

O estudo analisou quase 80 mil mulheres, de 50 a 79 anos, que foram acompanhadas durante 10 anos

Fonte: Portal Folha.com
Notícia publicada em: 01/03/2011
Autor: Indefinido

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

BASES BIOQUÍMICAS DA AÇÃO DO BRÓCOLIS CONTRA O CÂNCER

Cientistas descobriram as bases bioquímicas para a atividade anticâncer do brócolis e de seus primos verdes.
Eles verificaram pela primeira vez que certas substâncias presentes nesses vegetais parecem atacar e bloquear um gene defeituoso associado com o câncer.
O trabalho, que poderá levar a novas estratégias de prevenção e tratamento do câncer, foi publicado no Journal of Medicinal Chemistry.

Substâncias chamadas isotiocianatos, que são encontradas no brócolis, agrião, couve-flor e outros vegetais crucíferos, já haviam se mostrado eficazes para interromper o crescimento do câncer.
Mas ninguém sabia exatamente como funcionam estas substâncias, uma chave para o desenvolvimento de melhores estratégias para combater o câncer.

Agora, Chung Fung-Lung e seus colegas da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, descobriram que o gene p53 parece desempenhar um papel chave em manter as células saudáveis, impedindo-as de iniciar o crescimento anormal, que é um traço do câncer.
Quando mutado, o gene p53 não oferece essa proteção, e as mutações ocorrem em metade dos cânceres humanos. Segundo os cientistas, os isotiocianatos podem funcionar alvejando este gene.

Os cientistas estudaram os efeitos de alguns isotiocianatos naturais - presentes nas plantas - em uma variedade de células de câncer, incluindo câncer de mama, pulmão e câncer de cólon, com e sem o gene defeituoso supressor de tumor.
Eles descobriram que as substâncias são capazes de remover a proteína p53 com defeito, mas aparentemente deixam o tecido normal intocado.
Medicamentos à base dos isotiocianatos, naturais ou sintetizados, poderiam melhorar a eficácia dos tratamentos atuais para o câncer ou levar a novas estratégias de tratamento e prevenção do câncer.
Pesquisas feitas diretamente com os vegetais já mostraram que o brócolis e seus primos crucíferos têm forte atuação contra vários tipos de câncer e outras doenças.

diariodasaude