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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Evitar cigarro e álcool, comer bem e fazer exercício pode prevenir câncer

Praticar exercícios físicos regularmente, comer bem e evitar cigarro e bebida alcoólica são atitudes que podem diminuir o risco de câncer, como explicaram o oncologista Paulo Hoff e a nutricionista oncológica Thaís Miola no Bem Estar desta segunda-feira (24).

Frutas, verduras e legumes têm nutrientes e substâncias que reduzem o risco da doença em, pelo menos, 40%, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No entanto, alimentos com alto teor de gordura ou sódio, carnes vermelhas e processadas oferecem risco e devem ser evitados. O consumo de carne vermelha deve ser de até 3 vezes por semana. Mais que isso, o risco de câncer de intestino aumenta em até 35%.



Por outro lado, as vitaminas, fibras e antioxidantes das frutas, verduras e legumes ajudam a defesa natural do organismo a destruir agentes cancerígenos antes mesmo que eles causem danos graves às células. Além disso, esses alimentos podem bloquear ou reverter estágios iniciais da formação de um tumor.

Os antioxidantes, por exemplo, interrompem a chegada dos radicais livres às células, mas caso eles cheguem, também auxiliam o material genético a reparar o dano. Já as fibras auxiliam no bom funcionamento intestinal e evitam que as fezes fiquem muito tempo presas no intestino, prevenindo a liberação de substâncias causadoras de câncer nessa região.

 A alimentação saudável também pode consertar o DNA e promover a morte seletiva das células defeituosas. Alguns alimentos, como a soja, liberam os fitoestrógenos, que competem com o hormônio estrógeno.

O estrógeno não causa câncer de mama, mas estimula o crescimento das células mamárias. O fitoestrógeno inibe esse crescimento e previne a doença, caso uma dessas células seja cancerígena.

No caso da atividade física, além do menor risco de câncer, diminui também a chance de outras doenças, como as cardiovasculares e o diabetes. Manter o peso ideal previne doenças já que a obesidade é fator de risco para diversos tipos de câncer, principalmente os de mama, intestino, próstata e endométrio.

Já o hábito de fumar e beber aumenta muito o risco de cânceres de boca, laringe, esôfago, estômago, intestino, fígado e pâncreas porque o cigarro e a bebida alcoólica têm diversas substâncias cancerígenas.

Dieta anticâncer

Os especialistas alertaram para mudanças de hábito que podem reduzir muito o risco do surgimento de um câncer. Aumentar o consumo de frutas e vegetais pode ajudar porque esses alimentos têm alto poder preventivo, por causa das fibras, antioxidantes e da variedade de fitoquímicos (em alimentos como o alho, cebola, soja, chá verde e gengibre).

Além disso, comer mais fibras também é importante e a recomendação é de 35g por dia. Consumir 6 porções diárias de grãos integrais, pães e cereais ricos em fibras já ajuda a atingir este objetivo. Por outro lado, gorduras e carnes vermelhas devem ser reduzidas ou trocadas por alimentos assados, grelhados ou cozidos ou carnes brancas, como filé de peito de frango ou peixe.

A nutricionista oncológica Thaís Miola recomenda comer de 4 a 5 porções por dia de hortaliças. No caso das frutas, o ideal é que se coma de 3 a 4 porções diárias. A soja deve ser consumida de acordo com a necessidade de nutrientes do organismo. Em uma xícara de grãos de soja, a pessoa já tem a quantidade ideal para extrair benefícios. Os especialistas deram dicas de como preparar a soja temperada. Veja a receita:

G1

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Alimentação indicada para pessoas que frequentam academias

A alimentação para quem faz academia vai de acordo com o objetivo de cada pessoa e de suas necessidades individuais, se é, por exemplo, ganhar massa corporal (músculos) ou emagrecer, é o que alerta Milton Mizumoto, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
Se a pessoa está em busca de ganhar músculos, tanto os carboidratos como as proteínas são fundamentais na alimentação. “O primeiro funciona como energético e o segundo como construtor”, diz. Mizumoto ressalta ainda que não se deve esquecer das vitaminas, que também são essenciais. “Principalmente as hidrossolúveis, como tiamina, riboflavina, nicotinamida, acido pantotênico, piridoxina, biotina, cianocobalamina e ácido ascórbico, que são responsáveis pela transferência de energia no metabolismo dos lipídeos, carboidratos e proteínas”.
Por outro lado, quem vai à malhação querendo emagrecer deve controlar o consumo de carboidratos, pois possuem alta quantidade de calorias. “Alimentos de alto índice glicêmico como açúcar, biscoitos, massas, bolos e doces devem ser evitados quando no estado de repouso, visto que ao ingerir carboidratos em repouso acarreta a produção pancreática de insulina e esta irá sequestrar a glicose do sangue para armazená-la no adipócito na forma de ácidos graxos ou triglicérides”.
Nesses casos, as melhores opções são as que oferecem poucas calorias e muitos biorreguladores (como vitaminas e minerais). “Vegetais folhosos ricos em celulose e frutas ricas em pectina (polissacarídeo de ácido poligalacturônico) como a maçã, pêra, goiaba, nêspera e ameixa são excelentes opções”, afirma Mizumoto.
Uma alimentação balanceada também é muito importante para todos os tipos de treinos. “O balanceamento das proteínas, lipídeos, carboidratos e biorreguladores deverá acompanhar as necessidades energéticas e construtoras de acordo com o volume, a intensidade, a densidade e a periodicidade da planilha de treino, portanto, o entrosamento entre o médico nutrólogo e o treinador deverá ser o mais harmônico possível durante o macro, meso e microciclo do atleta”.

Parada rápida para um lanche durante o treino?

O especialista alerta que, para até duas horas de malhação, o importante é o que foi consumido antes do treino, para estocar glicogênio muscular. “Agora, quando o exercício ultrapassar as duas horas, a glicose sanguínea oriunda dos alimentos ricos em carboidratos ingeridos durante o exercício, tornam-se fatores determinantes da continuidade do esforço físico”.

Alimentação antes de ir à academia

O médico nutrólogo diz que se alimentar antes da malhação também varia de acordo com cada pessoa, que dependerá se o atleta tem hipoglicemia reativa ou não, se ele reage ao consumo prévio de carboidratos de alto índice glicêmico.
“Caso ele seja reativo, o consumo de energéticos ricos em carboidratos deverá ocorrer apenas quando ele começar o exercício, pois com o aumento do esforço físico e do tempo prolongado induz a produção de adrenalina, noradrenalina, cortisol e glucagon, que inibem a liberação de insulina pelo pâncreas, evitando assim a hipoglicemia reativa, o que poderia prejudicar a performance do atleta”.

Após o treino

“Imediatamente após o término do exercício, ou até aproximadamente 45 minutos depois, é o melhor momento para ingerir carboidrato de alto índice glicêmico, pois nesta janela de tempo o carboidrato ingerido é depositado entre as fibras musculares, refazendo o estoque de glicogênio para a próxima sessão de atividade física”, conclui.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Alimentação: Cascas, sementes e talos podem ter 40 vezes mais nutrientes

Cascas, sementes, folhas e talos dos alimentos poderiam ser aproveitados, e não jogados no lixo, como a maioria das pessoas fazem. Ricos em vitaminas e fibras, eles podem ter até 40 vezes mais nutrientes do que a própria fruta, verdura ou legume.

É o que explica a nutricionista do Ministério da Saúde Maria Penha Ferrer. ”A casca de laranja tem 40 vezes mais cálcio do que a polpa da laranja, enquanto as de maçã e mexerica têm o dobro de vitamina C em relação à polpa. A casca do abacaxi tem 38% a mais de vitamina C do que a polpa, então nós temos partes não convencionais que em termos de nutrientes são mais ricos do que a própria polpa da fruta. E é o que a gente joga fora.”

A nutricionista ensina como podemos aproveitar cascas, talos e sementes dos alimentos. ”Todos os talos, menos o de mandioca que é tóxico, podem ser aproveitados picados ou triturados em massa de bolos, pães, panquecas, ou ainda em ensopados, omeletes. A entrecasca que fica entre a polpa e a casca das frutas pode ser preparada na forma de compotas e geleias. Folhas de cenoura e beterraba cruas caem bem na salada e as de batata-doce, couve-flor, abóbora, mostarda e rabanete podem ser refogadas. As cascas de laranja, tangerina e maracujá viram também deliciosas geleias. As de maçã e mamão incrementam vitaminas de frutas. E as sementes torradas e moídas se tornam farinha no preparo de bolos, pães e biscoitos.”

Além disso, a casca, o talo e a semente das frutas, dos legumes e das verduras contém muita fibra, o que ajuda no funcionamento do intestino. A professora Janaína Palmar conta que o organismo dela melhorou depois que passou a aproveitar todas as partes dos alimentos. ”Tento aproveitar, por exemplo, em uma receita que não vai a casca, vai só a polpa de repente. Na abóbora também, as pessoas costumam tirar a casca, eu não tiro, eu coloco tudo junto. Eu acho que é mais a maneira como você prepara o alimento que vai fazer a diferença. Depois que eu comecei a mudar realmente a minha alimentação, melhorou muito. E eu percebo que quando eu descuido um pouco esses problemas de prisão de ventre voltam.”

A nutricionista Maria Penha Ferrer lembra que aproveitar a casca, o talo e a semente também significa economia e permite que as pessoas experimentem novas opções de receita, diversificando o cardápio. Isso porque um único alimento pode ser preparado de cinco formas diferentes e todas com alto valor nutritivo.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Comer 40 por cento menos pode prolongar vida em 20 anos, diz estudo

Comer 40 por cento menos pode prolongar vida em 20 anos, diz estudo

Cientistas da Universidade College London, na Inglaterra, têm como meta descobrir como a genética e o estilo de vida podem ser adaptados para compensar os efeitos do envelhecimento. Em um de seus testes, constataram que comer 40% menos pode prolongar a vida em 20 anos. Os dados são do jornal Daily Mail. “Se reduzir a dieta de um rato em 40%, viverá 20% ou 30% mais. Então, estaríamos falando de 20 anos de vida humana”, disse o líder do estudo, Matthew Piper.

A equipe também aumentou o tempo de vida de moscas e ratos usando medicamentos e dieta modificada. Espera-se que essa combinação possa ajudar também os humanos. Piper acrescentou que, se descobrirem os genes envolvidos no envelhecimento, podem retardar os efeitos do tempo. Os pesquisadores conseguiram ampliar a vida de organismos por meio da mutação de genes individuais.

Lista de alimentos para a saúde

Consumir frutas da estação garante a absorção de maiores quantidades de nutrientes.A versão online do jornal Huffington Post perguntou a diversos especialistas quais os alimentos mais importantes para garantir uma boa nutrição e, consequentemente, uma boa saúde, e elaborou uma lista com 50 deles. Confira alguns:

Amêndoas
Rica fonte de fibras, proteínas, gorduras não-saturadas, antioxidantes, vitaminais e sais minerais. Excelentes opções para lanches saudáveis, mas com moderação. Recomenda-se consumir no máximo 23 unidades.

Maçãs
O benefício do alimento vem da pectina, tipo de fibra que ajuda a controlar o colesterol no sangue. A casca contém ácido ursólico, que colabora para manutenção do peso.

Alcachofras
Muito ricas em fibras, cerca de 12 gramas por cada 120g, ajuda na manutenção do peso e dos níveis de colesterol. Mas sua vantagem está no fato de ser o alimento com maiores índices de antioxidantes, superando outros como frutas vermelhas, uvas ou chocolate amargo.

Abacate
O fruto, rico em gorduras, ajuda a conferir sensação de saciedade. As boas gorduras são essenciais também para ajudar na absorção de antioxidantes como carotenóides e licopeno. Contém ainda vitaminas C e E e potássio.

Beterraba
As cores fortes do alimento indicam propriedades antiinflamatórias e antioxidantes. A lista de substâncias benefícas à saúde continua com vitamina C, vitamina B6, fósforo, cálcio, magnésio, zinco, riboflavonóides e tiamina.

Feijões
Conhecidos pela grande quantidade de fibras, benéficas ao coração, e apontados como aliados no combate a diabetes e a alguns tipos de câncer.

Pimentão
Cheios de vitamina C, possuem baixos índices de açúcares, ao contrário de outras fontes da substância. São ricos em carotenóides, que são importantes para a saúde ocular e cardiovascular.

Framboesas e amoras
Ricas em vitamina C, antioxidantes e outras substâncias relacionadas à manutenção da saúde mental, do coração, combate ao câncer e a infecções do trato urinário.

Mirtilo
Como as demais frutas normalmente chamadas de 'vermelhas', fornece vitaminas e antioxidantes ao corpo. A diferença é que os mirtilos possuem as maiores quantidades dessas substâncias, responsáveis pela manutenção do colesterol, redução do diabetes, retardo do envelhecimento, entre outros benefícios.

Brocólis
A lista de benefícios ao corpo inclui alto índice de fibras, vitaminas C, K, E e B, cálcio, ferro, selênio e potássio.

Arroz integral
Estudos apontam que o alimento ajuda a baixar a pressão sanguínea, protege contra diabetes, além de ser rico em fibras, o que ajuda na sensação de saciedade.

Couve de bruxelas
Vitaminas A, B e E e ômega-3 estão no pacote de benefícios oferecidos pelo vegetal. O alimento também é apontado como aliado no combate ao câncer de mama.

Cerejas
Boas fontes de fibras e ricas em vitaminas A e C, cálcio e ferro.

Sementes de chia
Ricas em antioxidantes e ômega-3, faziam parte da dieta dos povos Azteca e Maia. Contêm mais cálcio do que o leite e uma porção sobre o iogurte auxilia na absorção da substância e das fibras.

Cranberries (Oxicoco)
Repleta de antioxidantes, que ajudariam a combater infecções do trato urinário e também o acúmulo de tártaro. Mas isso quando a fruta é consumida in natura e não na forma de sucos, que geralmente contém açúcares.

Edamame
A vagem da soja verde é altamente protéica, com cerca de 8 gramas em cada 120, o vegetal oferece ainda magnésio, potássio, e é apontado por estudos como auxiliar na prevenção de doenças como diabetes, câncer e cardíacas.

Ovos
Os alimentos fornecem proteína com poucas calorias e poucas gorduras. São ricos em colina, integrantes das vitaminas do complexo B, que ajudam a ter boa memória.

Linhaça
As sementes são ricas em ôemga-3, fibras e também em um nutriente que combate doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

Gengibre
Reconhecido por suas propriedades antiinflamatórias, ajuda na boa digestão, combate enxaquecas, dores de dentes, reumatismo, tosse, problemas do sistema respiratório.

Coalhada
Fonte de proteína, o dobro do iogurte tradicional, cálcio, potássio e fósforo. No entanto, contém gordura saturada e deve ser consumida com moderação.

Couve
As folhas do vegetal são repletas de cálcio, importantes para a saúde dos ossos e dentes. Também oferece vitaminas que ajudam no combate a infecções, a manter os nervos saudáveis e boa coagulação.

Kefir
Grãos de Kefir são normalmente fermentados no leite e oferecem probióticos, proteínas e cálcio que são benéficos principalmente à digestão e à saúde dos ossos.

Lentilhas
Uma xícara dos grãos fornecem 18 gramas de proteínas, o mesmo que 90 gramas de carne.

Aveia
Fonte de vitaminas B1, B2 e E, além de minerais como zinco e ferro, é fornecedor de fibras solúveis, o que signifca que ajuda a manter a sensação de saciedade por mais tempo.

Azeite de oliva
As gorduras monoinsaturadas do ingrediente são conhecidas por diminuir riscos de doenças cardíacas, os níveis do mau colesterol, de insulina e a pressão arterial.

Laranjas
A fruta é fonte de fibra, folatos, antioxidantes, vitamina C, esta última importante para manter o sistema imunológico em dia e aumentar a absorção do ferro pelo organismo.

Pistache
Importantes fornecedores de vitamina B6, tiamina, fósforo, potássio, proteínas e fibras. Excelente opção para petiscar.

Romã
O fruto que envolve as sementes é boa fonte de antioxidantes, fibras, vitamina C, folatos e vitamina K.

Batata
Sem a combinação de gorduras como óleos e manteiga, os legumes são ricos em carboidratos de baixas calorias e livres de gorduras, colesterol ou sódio. São ricas em vitaminas C e B e potássio.

Quinoa
Considerada uma das mais completas fontes de nutrição, é fonte de proteínas, magnésio, fósforo e magnésio.

Suco tinto de uvas
Os benefícios da bebida se devem ao resveratrol, componente antioxidante encontrado nas uvas, que combatem inflamações e a formação de coágulos.

Algas marinhas
Recheadas de vitaminas C, D, cálcio, iodo, este último importante para regular o funcionamento da glândula tireoide.

Shiitake
Esse tipo de cogumelo colabora para baixar níveis do mau colesterol e melhorar o sistema imunológico. Seu componente, letinina também é apontado como poderoso no combate ao câncer.

Espinafre
Fornece tanto cálcio quanto um copo de leite e ainda contém antioxidantes e vitamina A.

Morangos
Pouco calóricos e ricos em fibras, também fornecem vitamina C. Uma porção com cerca de 150 gramas contém mais do que a quantidade recomendada por dia

Broto de girassol
O broto da flor foi apontado por fornecer enzimas digestivas, clorofila, antioxidantes e vitamina D. Pode ser um diferencial nas saladas.

Batata doce
Repleta de betacaroteno e vitamina A, são boas para manter o sistema imunológico em dia e são boas fontes de fibras, folato e potássio. Especialistas dizem que o alimento ajuda a deixar a pele mais bonita

Tomate
Ricos em vitamina C e licopeno, que combate o câncer, principalmente os de próstata, estomago e pulmão.

Açafrão
Possui propriedades antiinflamatórias e pode combater artrite, além de alergias, diabetes e doenças degenerativas.

Nozes
Fontes de omega 3 e outras substâncias antiinflamatórias, contêm ainda vitaminas e proteínas.

Água
Os benefícios de manter o organismo bem hidratado são muitos, como manter a pele saudável e a memória afiada, as juntas em dia, a boa digestão, além de ser essencial para a absorção dos nutrientes.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Quem não tem hora para comer pode engordar, aponta pesquisa

Ter hora certa para comer é tão importante quanto o que se come. É o que diz um estudo americano feito com animais de laboratório. Aqueles que se alimentavam com hora marcada comiam a mesma quantidade que aqueles que comiam em qualquer horário. A diferença é que, no primeiro caso, os animais não engordaram e não tiveram problemas de saúde.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Duplas de alimentos essenciais para o cardápio saudável

Saber montar um prato corretamente no self-service é fundamental para a saúde. Quem sabe aliar nutrientes da forma certa consegue tirar dos alimentos seus melhores benefícios. Confira algumas "duplas dinâmicas" e turbine o seu cardápio:

Arroz e feijão

O arroz tem o aminoácido metionina, e o feijão, a lisina, que, juntos, formam uma proteína de alto valor biológico. Isso é útil especialmente na terceira idade, quando a perda de massa muscular se acentua. Arroz e feijão também equilibram o índice glicêmico, o que diminui o risco de diabetes. "Sozinho, o arroz pode elevar as taxas de açúcar e insulina, mas o feijão contém esse efeito, estabilizando a glicose", diz a nutricionista Elaine de Pádua, da Clínica DNA Nutri, em São Paulo.

Castanha-do-pará e suco de laranja

Sempre que comer a castanha ou outra fonte de selênio (aves, grãos integrais, cebola ou alho), não se esqueça de ingerir também vitamina C. Vale laranja, limão, acerola, tomate... Quando consumida junta, a dupla melhora a absorção do mineral, que será utilizado pelas enzimas antioxidantes, melhorando a imunidade.

Feijão e suco de limão

"O feijão é rico em ferro, mas nosso organismo só consegue absorver cerca de 10% desse mineral", explica Elaine. Mas, se estiver acompanhado de um alimento rico em vitamina C, como suco de frutas cítricas (limão, abacaxi, acerola, laranja) ou molho de salada com esses ingredientes, o índice sobe para até 40%.

Ovo e agrião

Precisamos do cálcio do agrião e de outras folhas verdes para diminuir o risco de osteoporose. Mas, para que ele seja bem absorvido, a presença de vitamina D é para lá de importante. Essa vitamina, que a gente consegue tomando um solzinho, também pode ser obtida pelo consumo de ovos, além de sardinha, atum, iogurte e fígado. Que tal uma omelete com agrião?

Ervas e azeite extravirgem

Orégano, manjericão, alecrim, tomilho e outras ervas têm seus benefícios (por exemplo, as propriedades digestivas do alecrim e as diuréticas do manjericão) liberados mais facilmente no azeite, que é fonte de ômega 9.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

HÁBITOS NOCIVOS E CÂNCER

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (7) mostra que 40% dos casos de câncer no Reino Unido poderiam ser evitados caso os pacientes evitassem hábitos nocivos à saúde como fumar, beber álcool em excesso, ter uma alimentação não saudável e manter-se acima do peso.

Os dados foram levantados por cientistas do Cancer Research britânico e publicados na revista médica "British Journal of Cancer".

Somente em 2010, os quatro fatores provocaram 106.845 casos de tumores malignos. Este número equivale a um terço de todos os diagnósticos de câncer naquele país no ano passado.O total de tumores notificados foi calculado com base no padrão de incidência da doença entre os anos de 1993 a 2007.

Segundo os especialistas britânicos, o fumo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença e responde por 23% dos casos masculinos e por 15,6% dos tumores em mulheres.

Quando considerados outros 10 fatores de risco também ligados a estilo de vida e ao meio ambiente, o número de cânceres sobe para 134 mil.

Ao todo, 1 a cada 25 pacientes desenvolveram câncer por causa do local onde trabalham. Uma a cada 33 pessoas tiveram a doença por conta de infecções.

Para o professor Max Parkin, epidemiologista do instituto e da Universidade de Londres (Queen Mary), muitas pessoas ainda acreditam que o câncer é meramente uma questão genética e que a sorte é quem define se alguém irá ou não desenvolver a doença.

O especialista alerta que muitos tumores podem ter causas múltiplas como no caso do câncer de colo de útero, que pode ser causado ao mesmo tempo pelo vírus HPV e pelo hábito de fumar.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/12/estudo-diz-que-40-dos-casos-de-cancer-no-reino-unido-sao-evitaveis.html

terça-feira, 19 de julho de 2011

Adolescentes apresentam consumo insuficiente de nutrientes

A ingestão de nutrientes por jovens entre 14 e 18 anos moradores da cidade de São Paulo é insuficiente, aponta um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
De acordo com a pesquisa, os 512 adolescentes avaliados apresentaram um consumo inadequado das vitaminas A, C e E, nutrientes que têm função antioxidantes no organismo, e dos minerais fósforo, magnésio e cálcio, responsáveis pela manutenção da saúde óssea.
"Se essa ingestão inadequada de nutrientes continuar a longo prazo, poderá levar a um risco aumentado para o desenvolvimento de câncer, doença cardíaca e osteoporose," aponta o nutricionista Eliseu Verly Junior.

"Entretanto, essa constatação não é motivo para a suplementação vitamínica e sim para a adoção de uma dieta equilibrada com a presença de frutas e vegetais," acentua o pesquisador.
A vitamina A é encontrada no brócolis, vegetais amarelos, como cenoura, e frutas, como mamão e manga, e no ovo; a vitamina C, em frutas cítricas; o fósforo, em carnes e leite; a vitamina E em óleos vegetais; o magnésio, em vegetais verde escuros; e a vitamina B6, no arroz integral, banana, ovos e carnes.
Com base na análise dos dados coletados e nas recomendações internacionais de consumo de vitaminas e minerais, o pesquisador constatou que a ingestão inadequada de nutrientes é maior em famílias cuja renda familiar per capita é inferior a um salário mínimo.

Ao mesmo tempo, quando a renda é superior a um salário, Verly Junior observou uma menor ingestão inadequada de nutrientes.
Essa mesma tendência também foi observada quando o nutricionista analisou a escolaridade do chefe da família: quando este apresentava até 8 anos de estudo, a ingestão inadequada de nutrientes pelos adolescentes era maior. E quando os anos de escolaridade eram superiores a 8 anos de estudo, diminuía o número de jovens com ingestão inadequada de nutrientes.

Também foi constatado no estudo uma elevada ingestão de sódio por 99% dos meninos e 86% das meninas.
"O limite máximo de ingestão diária de sódio é de 2.300 miligramas, valor encontrado em 6 gramas de sal de cozinha. Apesar de essencial ao organismo, o consumo excessivo de sódio é prejudicial," explica.

Agencia USP
diariodasaude

segunda-feira, 23 de maio de 2011

The Lancet Destaca Obesidade em Publicação sobre Saúde no Brasil

O avanço da obesidade e das doenças associadas a ela, como diabetes e hipertensão, foi mencionado na série de artigos “Saúde no Brasil” que a revista médica britânica The Lancet acaba de lançar em português e inglês. No capítulo sobre doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), os autores afirmam que “esses aumentos estão associados a mudanças desfavoráveis na dieta e na atividade física”.

Os especialistas afirmam ainda que o “crescimento da renda, industrialização e mecanização da produção, urbanização, maior acesso a alimentos em geral, incluindo os processados, e globalização de hábitos não saudáveis produziram rápida transição nutricional, expondo a população cada vez mais ao risco de doenças crônicas”.

Esclarecendo que o país “não possui inquéritos nacionais periódicos sobre padrões dietéticos”, o capítulo sobre DCNT cita dados de quatro grandes pesquisas sobre compras de alimentos por famílias de áreas metropolitanas de 1970 a 2000.

Os resultados dos levantamentos “sugerem uma redução na compra de alimentos tradicionais básicos, como arroz, feijão e hortaliças, e aumentos notáveis (de até 400%) na compra de alimentos processados, como bolachas e biscoitos, refrigerantes, carnes processadas e pratos prontos”.

Prosseguindo, a publicação oferece dados sobre ingestão de gorduras, de sódio e de açúcar; números sobre aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade de crianças, adolescentes e adultos; e estimativas do Vigitel que confirmam “a tendência do aumento na prevalência de obesidade, apontando 14,8% para indivíduos com 20 anos de idade ou mais”.

abeso

domingo, 26 de dezembro de 2010

DIETA SAUDÁVEL NA TERCEIRA IDADE AUMENTA A VIDA

No estudo, os idosos que comiam principalmente alimentos saudáveis - tais como vegetais, frutas, aves, produtos lácteos com baixo teor de gordura e cereais integrais - apresentaram um risco menor de morte por um período de 10 anos do que aqueles que comiam alimentos menos saudáveis, incluindo os produtos lácteos com alto teor de gordura.

"Algumas pessoas têm sugerido talvez não importa muito o que as pessoas comem em uma idade mais avançada". "Mas o estudo sustenta a idéia de que os adultos mais velhos podem afetar sua saúde e longevidade, seguindo um padrão de dieta que é rico em alimentos saudáveis."

Foram examinados os hábitos alimentares ea qualidade de vida de cerca de 2.500 adultos, com idades entre 70-79, a partir de Pittsburgh e Memphis, Tennessee Os participantes responderam a um questionário para avaliar sua dieta normal. Eles também indicam se a sua saúde era excelente, muito bom, bom, regular ou ruim.

Os pesquisadores agruparam os participantes com base na sua dieta:

Aqueles que comiam principalmente alimentos saudáveis
Aqueles que comeram produtos lácteos, principalmente rica em gorduras, como sorvetes e queijo, e tinha um menor consumo de aves, produtos lácteos com baixo teor de gordura, arroz e massas
Aqueles que comiam principalmente carne e frituras e consumia bebidas alcoólicas
Aqueles que comiam grãos refinados principalmente
Aqueles que comiam principalmente cereais matinais
Aqueles que comiam principalmente doces e sobremesas - como donuts, bolos e doces - e tinham uma baixa ingestão de frutas, peixes, mariscos e vegetais verde-escuros

Os investigadores seguiram com os participantes por uma média de 10 anos, durante os quais 739 morreram. Aqueles no grupo de alto teor de gordura produtos lácteos foram de 40 por cento mais probabilidades de morrer durante este período de tempo do que aqueles no grupo de alimentos saudáveis. Aqueles no grupo de doces e sobremesas tinham um risco 37 por cento maior de morte do que aqueles no grupo de alimentos saudáveis.

Aqueles no grupo da alimentação saudável também relataram mais anos de vida saudável, quando avaliaram sua saúde como excelente, muito boa ou boa.

Curiosamente, aqueles que comiam principalmente carne e frituras e consumia bebidas alcoólicas não têm um risco maior de morte do que aqueles que comiam comida saudável, depois que os pesquisadores levaram em conta outros fatores que poderiam afetar os resultados, tais como idade, sexo, raça, educação , consumo e atividade física total de calorias. É possível que a ingestão de alimentos de origem vegetal neutralizado os efeitos deletérios do consumo de gordura animal, disseram os pesquisadores. Aqueles que consumiram carne, frituras e álcool também comeu um pouco mais legumes, frutas e grãos integrais do que aqueles no grupo de alto teor de gordura produtos lácteos e os do grupo de doces e sobremesas.

Embora os trabalhos anteriores já ligaram o dieta para a duração da vida, muitos desses estudos destinados a marcar os hábitos alimentares de uma pessoa baseada em quão bem elas se equiparam com um regime alimentar específico, como a dieta mediterrânea. Mas o novo estudo analisou dietas participantes global antes de classificá-los em grupos apropriados.

Uma vez que todos os participantes viveram em duas cidades dos EUA, os resultados não se aplicam necessariamente às pessoas que vivem em outros lugares, segundo os pesquisadores. Além disso, a dieta dos indivíduos foi avaliada apenas uma vez durante o estudo e os pesquisadores não sabem se os padrões alimentares mudaram ao longo do tempo, disse Anderson.

Aqueles que comeram alimentos saudáveis escrupulosamente as orientações dietéticas atuais para os americanos, que visam reduzir as doenças crônicas, incluindo doenças cardíacas e diabetes, disse ela. É possível que aqueles no grupo de alimentos saudáveis tinham uma vida estendida por terem uma taxa reduzida de doenças crônicas.

Os resultados serão publicados na edição de janeiro de 2011 do Journal of American Dietetic Association.

livescience

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Agrião pode ajudar a combater crescimento de câncer de mama

Uma substância presente no agrião pode bloquear a formação de vasos sanguíneos que alimentam tumores, mostra uma pesquisa da Universidade de Southampton, na Inglaterra.
Para chegar à conclusão, os cientistas deram uma porção de 80 g de agrião a um grupo de mulheres que já tinham tido câncer de mama.
Exames de sangue feitos nas voluntárias nas 24 horas seguintes ao consumo detectaram níveis significativos do composto feniletil isotiocianato, do agrião, nas amostras.
No mesmo período, os pesquisadores também constataram a inibição de uma proteína ligada à formação dos vasos sanguíneos que levam nutrientes ao tumor.
A pesquisa acaba de ser publicada no "British Journal of Nutrition and Biochemical Pharmacology".

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 16/09/2010
Autor: Indefinido

abcfarma

domingo, 12 de setembro de 2010

"Envelhecimento é doença controlável"

ENTREVISTA ZOE DIANA DRAELOS, 52

Para dermatologista americana, envelhecer não é natural, mas sim consequência da forma como as pessoas se cuidam

O envelhecimento não é natural, e sim uma doença que precisa ser combatida, para a dermatologista americana Zoe Diana Draelos. A vice-presidente da Academia Americana de Dermatologia participou, no último final de semana, de congresso de dermatologia, no Rio.
Em entrevista à Folha, ela contou o que a faz crer ser possível retardar os efeitos do tempo e deu sua receita.

Folha - Por que a senhora acredita que o envelhecimento não é um processo natural?
Zoe Diana Draelos - Há pessoas de 80 anos que pensam claramente e outras que, aos 60, o cérebro já não funciona. Alguns acreditam que seja por causa dos genes. Há verdade aí, mas também passa pela forma como você se alimenta e cuida do corpo.
Neste ano, foi publicado um estudo com dois macacos de meia-idade. Um recebeu toda a comida que quis e o outro, 30% menos. O que recebeu menos comida ficou com mais cabelo, músculos e ossos mais fortes, maior capacidade de ficar ereto e mais mentalmente ativo do que o que estava acima do peso. O envelhecimento pode ser controlado pelo jeito que nos cuidamos. Envelhecer não é algo natural, é uma doença.

Se é uma doença, porque acomete todo mundo?
Uma das razões é que, conforme o tempo passa, o DNA é danificado. Quando o sol atinge a pele, a melanina no topo da célula muda de cor, o que protege o núcleo, onde está o DNA. Por isso, as pessoas de compleição mais escura, com muita melanina, não aparentam ser tão velhas quanto as claras. O DNA delas não é tão danificado, a melanina absorve a energia.
Outra razão é que o corpo produz hormônios, e para isso precisa de algumas matérias-primas como a vitamina D. Com o passar do tempo, a pele não já produz tanta vitamina D. Talvez algumas substâncias precisem, então, ser ingeridas na dieta, em maiores concentrações.

Como evitar que a doença da velhice se desenvolva?
Apesar de ser possível retardar, é impossível deter. Só que, para ser um idoso saudável, é preciso aprender a ser um jovem saudável.

Qual a receita?
Sol, só antes das 10h e após as 15h. E há substâncias que, aplicadas na pele, previnem o dano oxidativo [destruição de estruturas celulares por radicais livres]. Chá verde, mirtilo, framboesa e amora são ricos em polifenóis e antocianinas, antioxidantes recém-descobertos.
Além disso, uma dieta saudável é comer algo de cada cor todo dia. A cor de cada fruta e vegetal indica a presença de antioxidantes e vitaminas diferentes.
Outra coisa é não ficar acima do peso e controlar o açúcar. Quem tem nível muito alto de glicose no sangue envelhece mais. O açúcar se liga às proteínas e faz com que elas não funcionem.

Isso evita também o envelhecimento dos órgãos internos?
Sim. A glicose também se liga à proteína do coração e faz com que ele não consiga mais bombear como antes. Não é possível ter pele ótima e órgãos internos horríveis, e nem ter pele horrível e órgãos internos ótimos. O corpo todo envelhece junto.

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 08/09/2010
Autor: DENISE MENCHEN

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Nutricionista elabora cardápio do sono para pacientes de hospital

A nutricionista Marlete Pereira, do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), ouvia a mesma queixa dos pacientes internados ou em tratamento do ambulatório: eles tinham dificuldade para dormir. Na tentativa de melhorar a qualidade de vida dos doentes, ela elaborou então o que chamou de "cardápio do sono", que inclui chás claros, maçã, carne branca, folhas e alimentos integrais. Todos alimentos que facilitam o metabolismo.
"As pessoas têm hábitos muito ruins de alimentação, que acabam se refletindo na qualidade do sono. É importante reduzir a cafeína, as frituras e o açúcar e não se alimentar excessivamente à noite", explica.
No cardápio de Marlete entram o chuchu, que ajuda a reduzir a pressão arterial; a maçã, que acalma; a aveia, que sacia "sem pesar no estômago"; peixes e frango, mais fáceis de digerir do que a carne vermelha. "É importante que as pessoas mastiguem também. Eu costumo brincar que o estômago não tem dente, não adianta engolir rapidamente a comida", afirma.


Marlete recomenda que a refeição noturna seja menor, exclua carboidratos e seja realizada três horas antes de dormir. Frutas podem ser ingeridas até uma hora antes de deitar. "O cardápio tem funcionado. Os pacientes passaram a relatar que dormem melhor", afirma.

Fonte: O Estado de S.Paulo
Notícia publicada em: 08/09/2010
Autor: Clarissa Thomé

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Consumir arroz branco favorece desenvolvimento de diabetes

Consumir arroz branco frequentemente favorece o aparecimento do diabetes tipo 2, enquanto que o risco de ter a doença é reduzido com o consumo de arroz integral, revela um estudo americano publicado nesta segunda-feira (14).

Cientistas da Escola de Saúde Pública de Harvard acompanharam o consumo de arroz branco e integral por 157.463 mulheres e 39.765 homens, que foram seguidos em três estudos diferentes durante 14 a 20 anos.

O diabetes tipo 2, insulino-dependente, se manifesta em geral na idade adulta. Há quase 24 milhões de diabéticos nos Estados Unidos (8% da população).

Os cientistas de Harvard descobriram que as pessoas que consumiam arroz branco cinco vezes por semana tinham 17% mais chances de desenvolver diabetes tipo 2 que aqueles que o comiam uma vez por semana apenas.

- Nós acreditamos que substituir o arroz branco e outros grãos refinados por grãos integrais, como o arroz integral, ajuda a reduzir o risco de diabetes tipo 2 - disse o autor do estudo, Qi Sun, da Escola de Saúde Pública de Harvard.

- Há séculos o arroz é um alimento de base nos países asiáticos - destacaram os cientistas.

- Mas desde o século XX, os progressos feitos nas tecnologias do tratamento do cereal possibilitaram uma produção em massa de cereais refinados. Durante este processo, a casca do grão, assim como as partes intactas do germen, são retiradas para produzir arroz branco que, de fato, consiste em um endospermo cheio de amido - afirmam os autores.

Mais de 70% do arroz consumido nos Estados Unidos é arroz branco.

O estudo foi publicado nos Archives of Internal Medicine.

Fonte: Portal R7
Notícia publicada em: 15/06/2010
Autor: Indefinido

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Dieta rica em carne pode antecipar menstruação, diz estudo

Uma pesquisa da Universidade de Brighton, na Grã-Bretanha, sugere que meninas que têm uma dieta rica em carne podem começar a menstruar antes que outras crianças.
Os pesquisadores compararam as dietas de mais de 3 mil meninas de 12 anos e descobriram uma ligação entre a menstruação antecipada e o alto consumo de carne aos três anos de idade (mais do que oito porções por semana) e aos sete anos (mais de 12 porções por semana).
No artigo, publicado na revista especializada Public Health Nutrition, os pesquisadores afirmaram que a dieta rica em carne pode preparar o corpo para a gravidez, desencadeando a puberdade antecipada.
"Carne é uma boa fonte de zinco e ferro, requisitos que são altos durante a gravidez", disse a coordenadora do estudo, Imogen Rogers, da Universidade de Brighton.
"Uma dieta rica em carne pode ser vista como indicativo de condições nutricionais adequadas para uma gravidez bem sucedida", acrescentou.
Os cientistas pesquisaram meninas de 12 anos e oito meses, separando-as em dois grupos: as que já tinham começado a menstruar e as que ainda não tinham menstruado.
Ao comparar as dietas destas meninas nas idades de três, sete e dez anos, eles descobriram que o consumo de carne em idade precoce estava fortemente ligado com a menstruação antecipada.
As chances de se ter a primeira menstruação aos 12 anos de idade eram 75% maiores entre aquelas que comiam mais carne aos sete anos.
A menstruação antecipada está ligada ao aumento no risco do desenvolvimento de câncer de mama, possivelmente devido ao fato de estas mulheres estarem expostas a níveis mais altos de estrogênio durante suas vidas.
Mas os pesquisadores destacam que não há necessidade de as meninas cortarem a carne de suas dietas e sim moderar nas quantidades.
Na pesquisa, as meninas de sete anos que se encaixavam na categoria de maior consumo de carne comiam realmente grandes quantidades do alimento, eles afirmaram.
Ao longo do século 20, a média de idade na qual as meninas iniciam a menstruação caiu dramaticamente e agora dá sinais de estabilização.
Isto se deve a uma melhora na nutrição e ao crescente nível de obesidade, que tem impacto nos hormônios.
Embora as descobertas do estudo atual sejam independentes da questão do peso, o estudo confirma pesquisas anteriores ao mostrar que garotas mais pesadas tendem a menstruar mais cedo.
No entanto, para Imogen Rogers, o peso não pode ser o único fator que influi neste fato, já que a média de idade da primeira menstruação não variou necessariamente com os níveis de obesidade.
Ken Ong, endocrinologista pediátrico do Conselho Britânico de Pesquisa Médica, afirmou que no último século ocorreram "grandes mudanças" no momento em que ocorre a primeira menstruação.
Ong acrescentou que a ligação com o consumo de carne é "plausível".
"Isto não está relacionado a um tamanho maior do corpo, mas pode estar relacionado a um efeito mais direto da proteína da dieta nos níveis de hormônio", afirmou.

Fonte: O Globo - Online
Notícia publicada em: 12/06/2010
Autor: Indefinido

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