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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Remédio para asma pode prejudicar crescimento em crianças, diz estudo

Crianças pequenas que tomam remédio para asma antes mesmo de completarem dois anos de idade podem ter seu crescimento prejudicado, conforme sugere um estudo preliminar realizado com 12 mil crianças e apresentado na Conferência da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica.

Segundo a pesquisa, liderada por Antti Saari, da University of Eastern Finland, as crianças que fizeram uso dos corticoides inalados (ICS) para o tratamento da asma tiveram prejuízos no crescimento.

Estudos anteriores já haviam relacionado o uso desse tipo de remédio com limitações no crescimento.

Especialistas reforçam que essa pesquisa serve para ressaltar a importância de se ter cuidado redobrado ao receitar corticoides para crianças muito pequenas.

A organização "Asthma UK", porém, afirmou que corticoides inalados têm um papel crucial no controle dos sintomas da asma na infância – especialmente para diminuir o número de vezes que as crianças precisam ser levadas ao hospital por causa de crises.

A asma é uma doença crônica que afeta cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados oficiais. Oito pacientes morrem por dia em decorrência do problema.

O principal tratamento para a asma é feito com corticoides inalados que podem ser encontrados em medicamentos com inaladores – mas eles também são conhecidos por causar efeitos colaterais em algumas pessoas.

A recomendação dos médicos é que crianças que costumam tomar corticoides inalados para o tratamento da asma devem ter um acompanhamento rígido e frequente de peso e altura todo ano para observar qualquer sinal de crescimento reduzido.

Pesquisa
Como líder do estudo, Saari explicou que sua equipe analisou as informações sobre altura dos pais das crianças, assim como os dados do peso delas e de quanto de medicamento para asma elas tomavam para calcular o crescimento e a altura esperados.

Ele descobriu uma relação entre uso de corticoides inalados e crescimento que pode significar 3 cm de perda de altura para essa criança quando ela se tornar adulta. "É importante que os médicos pensem duas vezes antes de receitar esse tipo de medicamento a crianças dessa idade (abaixo de dois anos)", explicou.

Jonathan Grigg, médico honorário da British Lung Foundation e professor de medicina respiratória pediátrica na Universidade Queen Mary em Londres, disse que tratar crianças muito novas com sintomas de asma.

"Não conseguimos descobrir o tratamento ideal para crianças tão novas com esse problema. Não é muito claro quais delas precisam e quais não precisam de tratamento com corticoide. Muitas crescem sem desenvolver asma e não precisam de tratamento no futuro."

Segundo ele, um novo e maior estudo com grupos de crianças de diferentes idades precisa ser feito para descobrir mais detalhes sobre isso.

Já a diretora de políticas e pesquisas na organização Asthma UK disse que corticoides inalados são fundamentais para reduzir e controlar os sintomas da asma e o impacto deles na altura é "relativamente menor".

"Nenhum pai deve parar de dar esses medicamentos para seus filhos, porque uma pequena redução no crescimento é um preço muito baixo a pagar por remédios que podem salvar a vida de suas crianças", acrescentou.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Álcool pode danificar memória de meninas adolescentes

Adolescentes, especialmente do sexo feminino, que bebem grandes quantidades de álcool de uma só vez podem danificar a parte do cérebro que controla a memória e a percepção espacial, de acordo com um estudo americano.
Os cérebros de mulheres jovens são mais vulneráveis aos danos causados pelo álcool porque se desenvolvem mais cedo que os dos homens.
Por isso, segundo a pesquisa publicada na revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research, aquelas que bebem demais em um curto espaço de tempo podem acabar tendo problemas ao dirigir, jogar esportes com movimentos complexos, usar mapas e ao tentar lembrar o caminho para os lugares.

Os pesquisadores de diversas universidades dos Estados Unidos fizeram testes neuropsicológicos e de memória espacial com 95 adolescentes entre 16 e 19 anos de idade.
Entre eles, 40 (27 do sexo masculino e 13 do sexo feminino) bebiam muito de uma só vez (Mais de 1,5 litro de cerveja ou quatro taças de vinho para mulheres ou mais de 2 litros de cerveja ou uma garrafa de vinho para os homens).
Os mesmos testes foram repetidos com 31 rapazes e 24 moças que não bebiam em grandes quantidades e os resultados foram então comparados.

Usando aparelhos de ressonância magnética, os pesquisadores descobriram que as adolescentes que bebiam muito tinham menos atividade em várias áreas do cérebro que as que não bebiam, durante o mesmo teste de percepção espacial.
Segundo Susan Tapert, professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia e autora do estudo, estas diferenças na atividade cerebral podem afetar negativamente outras funções, como concentração e o tipo de memória usado na hora de fazer cálculos, o que também seria fundamental para o pensamento lógico e capacidade de raciocínio.
Já os rapazes jovens não teriam sido afetados da mesma forma, de acordo com Tapert.
"Os adolescentes que bebiam demais mostraram alguma anormalidade, mas menos, na comparação com os rapazes que não bebiam. Isso indica que as jovens do sexo feminino são particularmente vulneráveis aos efeitos negativos do excesso de álcool."

Com informações da BBC
diariodasaude

Adolescentes apresentam consumo insuficiente de nutrientes

A ingestão de nutrientes por jovens entre 14 e 18 anos moradores da cidade de São Paulo é insuficiente, aponta um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
De acordo com a pesquisa, os 512 adolescentes avaliados apresentaram um consumo inadequado das vitaminas A, C e E, nutrientes que têm função antioxidantes no organismo, e dos minerais fósforo, magnésio e cálcio, responsáveis pela manutenção da saúde óssea.
"Se essa ingestão inadequada de nutrientes continuar a longo prazo, poderá levar a um risco aumentado para o desenvolvimento de câncer, doença cardíaca e osteoporose," aponta o nutricionista Eliseu Verly Junior.

"Entretanto, essa constatação não é motivo para a suplementação vitamínica e sim para a adoção de uma dieta equilibrada com a presença de frutas e vegetais," acentua o pesquisador.
A vitamina A é encontrada no brócolis, vegetais amarelos, como cenoura, e frutas, como mamão e manga, e no ovo; a vitamina C, em frutas cítricas; o fósforo, em carnes e leite; a vitamina E em óleos vegetais; o magnésio, em vegetais verde escuros; e a vitamina B6, no arroz integral, banana, ovos e carnes.
Com base na análise dos dados coletados e nas recomendações internacionais de consumo de vitaminas e minerais, o pesquisador constatou que a ingestão inadequada de nutrientes é maior em famílias cuja renda familiar per capita é inferior a um salário mínimo.

Ao mesmo tempo, quando a renda é superior a um salário, Verly Junior observou uma menor ingestão inadequada de nutrientes.
Essa mesma tendência também foi observada quando o nutricionista analisou a escolaridade do chefe da família: quando este apresentava até 8 anos de estudo, a ingestão inadequada de nutrientes pelos adolescentes era maior. E quando os anos de escolaridade eram superiores a 8 anos de estudo, diminuía o número de jovens com ingestão inadequada de nutrientes.

Também foi constatado no estudo uma elevada ingestão de sódio por 99% dos meninos e 86% das meninas.
"O limite máximo de ingestão diária de sódio é de 2.300 miligramas, valor encontrado em 6 gramas de sal de cozinha. Apesar de essencial ao organismo, o consumo excessivo de sódio é prejudicial," explica.

Agencia USP
diariodasaude

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mamadeiras Após Dois Anos de Idade Favorecem Obesidade

Aparentemente inocente, a mamadeira acaba de ser apontada como um dos fatores que podem resultar no aumento de peso das crianças. Segundo estudo publicado no Journal of Pediatrics, quando seu uso é inadequadamente prolongado, estimula o consumo de calorias extras que geram excesso de peso.

O estudo realizado pela Ohio State University e pela Temple University, nos EUA, acompanhou 6.750 bebês até que completassem 5 anos e meio. Para efeito da pesquisa, foi considerado “uso prolongado” sempre que a criança, a partir dos 2 anos de idade, manteve a mamadeira como principal meio de ingestão de líquidos. Ou, ainda, quando preservara o hábito de dormir com ela.

Do total de crianças inseridas no estudo, quase um quarto foi enquadrado em um desses casos. No grupo que abandonou a mamadeira antes dos dois anos de idade, 16,1% estavam obesas aos 5,5 anos. Entre as que não abandonaram a mamadeira depois dos 2 anos, o índice subiu para 22,9%. Estava comprovada a relação de seu uso com o desenvolvimento da obesidade infantil. Mas quais seriam, exatamente, os motivos?

Quantidades e Horários
A pediatra Lilian Zaboto, membro do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, explica que “quando o bebê mama ao seio materno, ele é quem impõe a quantidade que quer mamar e emite sinais de que está saciado, virando o rostinho ou afastando o seio com as mãozinhas. Também é o bebê quem controla os horários de mamar”.

Quando entra em cena a mamadeira, comenta a pediatra, “quem oferece o alimento ‘ impõe’ a quantidade que ele deve mamar e, muitas vezes, força que ele mame mais, pois as mães têm a ansiedade de que seu bebê coma bem para se tornar ‘saudável’”. Acabam oferecendo o alimento mais vezes do que o necessário. “É comum vermos mães que oferecem mamadeiras na madrugada com o bebê dormindo. Se ele não acorda e não chora, é porque não está com fome”.

Pior do que isto é quando os “aditivos” entram em cena: “Muitas vezes, com medo de que o bebê não ganhe peso, as mães acabam engrossando o leite com farináceos, que só oferecem mais calorias. A pediatra Lilian Zaboto conclui: “é comprovado cientificamente que o aleitamento materno é um dos fatores protetores contra a obesidade infantil, pois estudos comprovam que bebês amamentados têm menores chances de se tornarem obesos”.

abeso

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

CAFEÍNA INPACTA O SONO DAS CRIANÇAS

Três em cada quatro crianças ingerem cafeína todo dia, e quanto mais bebem, menos sono terão, de acordo com um novo estudo

Os resultados mostraram crianças com idades de 5-7 bebiam uma média de 52 miligramas de cafeína por dia, equivalente à quantia em uma lata de refrigerante com cafeína. E as crianças desta idade dormiram uma média de 9,46 horas por noite, mais do que o Centers for Disease Control and Prevention recomenda.

No entanto, crianças com idades entre 8-12 bebeu o dobro de cafeína - uma média de 109 miligramas por dia, o equivalente a quase três latas de refrigerante com cafeína. E as crianças nessa faixa etária dormiam uma média de 8,47 horas por noite, que é abaixo dos níveis recomendados pelo CDC.

A descoberta mostra que a quantidade de sono que as crianças recebem parece ser afetada pelo seu bebiam uma média de 1-3 latas de refrigerante por dia, disseram os pesquisadores . Muitos estudos têm demonstrado os efeitos da cafeína em adultos, mas pouca pesquisa foi feita sobre o efeito da cafeína em crianças.

Os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que o consumo de cafeína não estava ligado a urinar na cama, mesmo que a substância é um diurético conhecido.

Um estudo publicado este mês na revista Experimental and Clinical Psychopharmacology mostraram que a cafeína aumenta a pressão sanguínea das crianças.

Um estudo publicado na mesma revista descobriu que bebidas com cafeína pode retardar o tempo de reação das pessoas.

O estudo foi publicado hoje (16 de dezembro) no Journal of Pediatrics.

livescience

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Paracetamol é ligado a alergias em crianças

Mas maiores pesquisas são necessárias para esclarecer essa descoberta, e os benefícios do paracetamol para controlar a febre ainda são maiores do que o potencial para o desenvolvimento posterior de alergias, disse Julian Crane, professor da Universidade de Otago, em Wellington, autor do estudo.

"O problema é que o paracetamol é dado livremente às crianças", afirmou.

O relatório, publicado na revista "Alergia Clínica e Experimental", é baseado no Estudo Cohort em Asma e Alergia, da Nova Zelândia, que investigou o uso de paracetamol em 505 crianças na cidade de Christchurch e 914 crianças entre 5 e 6 anos de idade na mesma cidade para ver se desenvolviam sinais de sensibilidade para asma ou alergias.

"A maior descoberta foi que crianças que usam paracetamol antes dos 15 meses de idade (90 %) tinham mais de três vezes maior probabilidade de se tornarem sensíveis a substâncias alérgicas e duas vezes mais probabilidade de desenvolver asma aos 6 anos em relação às crianças que não usam paracetamol", disse Crane, em comunicado.

"No entanto, ainda não sabemos por que isso ocorre. Precisamos de testes clínicos para ver se essas associações são causais ou não, e esclarecer o uso dessa medicação."

Mas as descobertas mostram um risco maior para aqueles com graves sintomas de asma.

Ele disse que na falta de outras opções e estudos confirmando uma ligação causal, o paracetamol deveria continuar sendo usado por enquanto.

"Se eu tivesse um filho com febre, eu lhe daria paracetamol", acrescentou

Fonte: Portal Folha.com
Notícia publicada em: 29/11/2010
Autor: Indefinido

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