Mulheres que fazem musculação reduzem o risco de desenvolverem diabetes, de acordo com um estudo feito por cientistas da Faculdade de Medicina de Harvard.
O estudo acompanhou cerca de 100 mil enfermeiras americanas por um período de oito anos.
Levantar pesos, fazer flexões ou exercícios similares de resistência muscular foram relacionados a um risco mais baixo de diabetes, concluíram os pesquisadores.
No que diz respeito especificamente à diabetes, os benefícios da musculação superaram os do exercício aeróbico.
Mulheres que fazem pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos e ao menos uma hora também por semana de musculação tiveram a redução mais significativa (no risco de diabetes), se comparada com mulheres sedentárias.
Elas reduziram em um terço as chances de desenvolverem diabetes 2.
Especialistas já sabiam que a prática exercícios aeróbicos regularmente – tais como corrida ou natação – ajuda na diminuição do risco de se desenvolver esse tipo de diabetes.
O estudo de Harvard sugere, no entanto, que musculação e exercícios de resistência sejam adicionados à rotina para garantir uma maior proteção.
Amortecedor
Os pesquisadores afirmaram que o estudo não é perfeito – entrevistaram apenas enfermeiras, em sua maioria de etnia caucasiana, e levaram em conta apenas os dados que as mulheres lhes passavam, sem poder checá-los.
No entanto, eles disseram que os resultados são compatíveis com outras pesquisas que analisaram esses quesitos em grupos de homens.
Eles acreditam que uma massa muscular mais desenvolvida funciona como um amortecedor contra diabetes.
Isso porque o diabetes do tipo 2 se desenvolve quando células que produzem insulina passam a funcionar mal ou quando a insulina produzida não age como deveria.
A insulina permite ao corpo usar o açúcar como energia e armazenar qualquer excesso nos músculos e no fígado.
Assim, o excesso de peso pode aumentar o risco de uma pessoa em desenvolver a doença.
De acordo com o instituto britânico Diabetes UK, se você está acima do peso, a cada quilo perdido, você, reduz o risco de ter esse tipo de diabetes em 15%.
"Apesar das limitações envolvidas, a pesquisa destaca a mensagem de que ter um estilo de vida saudável e ativo pode ajudar a reduzir o risco de se ter diabetes 2", disse o médico Richard Elliot, porta-voz do instituto.
"Temos certeza de que o melhor jeito de reduzir o risco desse tipo de diabetes é manter um peso saudável se alimentando de maneira saudável, com uma dieta balanceada e com atividade física regular. Agora no começo do ano, muita gente está em busca de maneiras de perder peso. Nossa recomendação é que encontrem uma atividade física que gostem, assim é mais fácil se manter motivado."
BBC
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Insulinas disponíveis no mercado
Dr.Walter Minicucci
Existem vários tipos de insulina no mercado brasileiro, todas de muito boa qualidade. Infelizmente, nenhuma delas é fabricada no Brasil. As insulinas NPH e Regular são insulinas humanas, fabricadas por engenharia genética por bactérias ou leveduras e super-purificadas. A insulina regular é idêntica à insulina humana na sua estrutura. A insulina NPH é associada a duas substâncias (protamina e o zinco) que promovem um efeito prolongado.
As insulinas mais modernas, chamadas de análogas, são produzidas a partir da insulina humana e modificadas de modo a terem ação mais curta (Humalog, NovoRapid, Apidra) ou ação mais prolongada (Lantus e Levemir).
As insulinas também podem ser apresentadas na forma de pré-misturas. Há vários tipos de pré-misturas: Insulina NPH + insulina Regular, na proporção de 70:30, análogos de ação prolongada + análogos de ação rápida (Humalog Mix 25 e 50, Novomix). Nessas pré-misturas temos que, por exemplo, no caso da insulina Humulin 70:30, 10 unidades da mistura contêm 7 unidades de NPH e 3 unidades de Regular.
As insulinas podem vir em frascos e canetas. Os frascos são de 3mL (usados em canetas de aplicação de insulina) e de 10mL (para uso com seringas de insulina).
As canetas podem ser descartáveis ou reutilizáveis.
Análogos de Insulina
Canetas Descartáveis
Canetas Reutilizáveis
Existem vários tipos de insulina no mercado brasileiro, todas de muito boa qualidade. Infelizmente, nenhuma delas é fabricada no Brasil. As insulinas NPH e Regular são insulinas humanas, fabricadas por engenharia genética por bactérias ou leveduras e super-purificadas. A insulina regular é idêntica à insulina humana na sua estrutura. A insulina NPH é associada a duas substâncias (protamina e o zinco) que promovem um efeito prolongado.
As insulinas mais modernas, chamadas de análogas, são produzidas a partir da insulina humana e modificadas de modo a terem ação mais curta (Humalog, NovoRapid, Apidra) ou ação mais prolongada (Lantus e Levemir).
As insulinas também podem ser apresentadas na forma de pré-misturas. Há vários tipos de pré-misturas: Insulina NPH + insulina Regular, na proporção de 70:30, análogos de ação prolongada + análogos de ação rápida (Humalog Mix 25 e 50, Novomix). Nessas pré-misturas temos que, por exemplo, no caso da insulina Humulin 70:30, 10 unidades da mistura contêm 7 unidades de NPH e 3 unidades de Regular.
As insulinas podem vir em frascos e canetas. Os frascos são de 3mL (usados em canetas de aplicação de insulina) e de 10mL (para uso com seringas de insulina).
As canetas podem ser descartáveis ou reutilizáveis.
Insulinas Humanas
| Nome Comercial | Laboratório | Frasco | Refíl (3ml) | Embalagem | |
| NPH | Humulin N | Sim | Sim | Fr 10mL e refil 2x3,0mL | |
| NPH | Novolin N | Sim | Sim | Fr 10mL e refil 5x3,0mL | |
| R (regular) | Humulin R | Sim | Sim | Fr 10mL e refil 2x3,0mL | |
| R | Novolin R | Sim | Sim | Fr 10mL e refil 5x3,0mL | |
| NPH+R | Humulin 70/30 | Sim | Sim | Fr 10mL e refil 2x3,0mL |
| Nome Comercial | Laboratório | Frasco | Refíl | Embalagem | |
| Ultra-rápida | Apidra | sim | sim | Fr 10mL e Refil 1x3,0mL | |
| Ultra-rápida | Humalog (Lispro) | sim | sim | Fr 10mL e Refil 2 e 5x3,0mL | |
| Ultra-rápida | Novorapid (Asparte) | sim | sim | Fr 10mL e Refil 5x3,0mL | |
| Pré-mistura (NPL+Lispro 75/25) | Humalog Mix 25 | não | sim | Refil 5x3,0mL | |
| Pré-mistura (NPL+Lispro 50/50) | Humalog Mix 50 | não | sim | Refil 5x3,0mL | |
| Pré-mistura (NPH + Asparte 70/30) | Novomix 30 | não | sim | Refil 5x3,0mL | |
| Basal | Lantus (Glargina) | sim | sim | Fr 10mL e refil 1x3,0mL | |
| Basal | Levemir (Detemir) | não | sim | Refil 5x3,0mL |
| Nome Comercial | Laboratório | Produto | Embalagem | |
| Basal | Lantus (Glargina) | Solostar (3 mL) | Cx com 1x3,0mL | |
| Basal | Levemir (Detemir) | Flex Pen (3 mL) | Cx com 5x3,0mL | |
| Ultra-rápida | Apidra (Glulisina) | |
Solostar (3mL) | Cx com 1x3,0mL |
| Ultra-rápida | Humalog (Lispro) | KwikPen (3mL) | Cx com 5x3,0mL | |
| Ultra-rápida | Novorapid (Aspart) | Flex Pen (3mL) | Cx com 5x3,0mL | |
| Pré-mistura (NPL+Lispro 75/25) | Humalog Mix 25 | KwikPen (3mL) | Cx com 5x3,0mL | |
| Pré-mistura (NPL+Lispro 50/50) | Humalog Mix 50 | KwikPen (3mL) | Cx com 5x3,0mL | |
| Pré-mistura (NPH + Asparte 70/30) | Novomix 30 | Flex Pen (3mL) | Cx com 5x3,0mL |
| Nome Comercial | Laboratório | Características |
| ClikStar |
Ajustes de 1 em 1 até 80 UI. Apenas para Apidra e Lantus |
|
| HumaPen Luxura |
Ajustes de 1 em 1 até 60 UI. Apenas para Humulin, Humalog e Humalog Mix25 e 50 |
|
| HumaPen HD |
Ajustes de 0,5 em 0,5 até 30 UI. Apenas para Humulin, Humalog e Humalog Mix25 e 50 |
|
| NovoPen 3 |
Ajustes de 1 em 1 até 72 UI. Apenas para Levemir, Novorapid ou Novomix |
|
| NovoPen 3 Demi |
Apenas de 0,5 em 0,5 até 35 UI. Apenas para Levemir, Novorapid ou Novomix. |
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Dieta do Mediterrâneo previne o diabetes, diz estudo
Dieta do Mediterrâneo: Alimentação é rica em alimentos como frutas, legumes, azeite e grãos integrais (Thinkstock)
Uma dieta rica em azeite de oliva extra virgem, grãos integrais, peixes, frutas e vegetais pode ser determinante para a prevenção do diabetes tipo 2. A revelação foi feita em um estudo espanhol publicado hoje no periódico Annals of Internal Medicine.
A dieta do Mediterrâneo já esteve associada a uma série de benefícios. Uma pesquisa de 2013 mostrou que mulheres de meia-idade que seguem esse regime envelhecem melhor. Outro trabalho revelou que essa alimentação reduz a incidência de problemas cardiovasculares em pessoas com mais de 55 anos que apresentam um alto risco cardíaco.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Prevention of Diabetes With Mediterranean Diets: A Subgroup Analysis of a Randomized Trial
Onde foi divulgada: periódico Annals of Internal Medicine
Quem fez: Jordi Salas-Salvadó, Mònica Bulló, Ramón Estruch, Emilio Ros, Maria-Isabel Covas, entre outros
Instituição: Instituto de Salud Carlos III
Dados de amostragem: 3541 pacientes idosos que seguiram três dietas diferentes
Resultado: Os voluntários que seguiram a dieta do Mediterrâneo suplementada com azeite de oliva extra virgem desenvolveram menos casos de diabetes do que os demais Segundo novo estudo, para prevenir diabetes tipo 2 em pacientes idosos com alto risco de doença cardíaca, basta seguir a dieta mediterrânea rica em azeite de oliva extra virgem, sem necessidade de restringir o consumo de calorias, aumentar a prática de exercícios ou perder peso.
O efeito da dieta – Intervenções de estilo de vida que induzem a perda de peso têm sido associadas a uma diminuição de 50% da incidência de diabetes. Para descobrir se a dieta mediterrânea, isoladamente, diminuiria a ocorrência da enfermidade, pesquisadores recrutaram 3.541 idosos sem diabetes e com alto risco de doença cardiovascular – fator associado ao diabetes.
Os voluntários foram aleatoriamente divididos em três grupos. Um seguiu a dieta do Mediterrâneo, suplementada com 50 mililitros de azeite de oliva extra virgem por dia. Um segundo time ingeriu a dieta do Mediterrâneo, somada a 30 gramas de oleaginosas variadas diariamente. Outro grupo de controle foi instruído a reduzir a ingestão de gordura de todas as fontes. Os cientistas não encorajaram os participantes a restringir a ingestão de calorias ou aumentar a prática de atividade física.
Depois de quatro anos, a incidência de diabetes foi maior no grupo que apenas reduziu a ingestão de gordura (101 casos), do que no time que seguiu a dieta e ingeriu oleaginosas (92) e no que consumiu alimentos mediterrâneos e azeite (80).
VEJA
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Dormir pouco - ou muito - aumenta a chance de desenvolver doenças do coração, obesidade e diabetes
Segundo pesquisadores, poucas horas de sono costumam causar problemas psicológicos como ansiedade, stress e depressão, além de favorecer a obesidade. Isso pode acarretar em uma série de doenças crônicas
Um novo estudo realizado por pesquisadores americanos encontrou uma relação entre o pouco ou muito tempo de sono e uma série de problemas crônicos de saúde. Segundo os cientistas, pessoas que dormem menos de seis ou mais de dez horas por dia têm maiores chances de desenvolver doença coronariana, diabetes, AVC, ansiedade e obesidade. O estudo foi realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, agência responsável por realizar pesquisas de saúde pública que possam embasar decisões do governo, e publicado na revista SLEEP.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Sleep Duration and Chronic Diseases among US Adults Age 45 Years and Older: Evidence From the 2010 Behavioral Risk Factor Surveillance System
Onde foi divulgada: periódico SLEEP
Quem fez: Janet Croft, entre outros
Instituição: Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Estados Unidos
Dados de amostragem: 54.000 americanos com 45 anos ou mais
Resultado: Os pesquisadores descobriram que as pessoas que dormiam menos de seis ou mais de dez horas por noite tinham maiores chances de apresentar sofrimento mental ou obesidade, o que aumentava suas chances de desenvolver diabetes, AVC e doença coronária
Uma série de pesquisas já tentou medir a relação entre os problemas de sono e doenças como AVC e diabetes. Dessa vez, no entanto, os pesquisadores pretenderam analisar como os dois maiores problemas causados pela falta de sono — obesidade e ansiedade — poderiam se relacionar com uma série de doenças crônicas que atingem a população. "Algumas das relações que existem entre o sono não saudável e as doenças crônicas podem ser parcialmente explicadas pelo sofrimento mental frequente causado por esse problema, além do ganho de peso que costuma acontecer entre esses pacientes", diz Janet Croft, pesquisador do CDC e um dos autores do estudo.
Para chegar ao resultado, os cientistas analisaram a saúde de 54.000 americanos com 45 anos ou mais. Quase um terço dos participantes (31%) afirmaram que dormiam poucas horas por dia, ou seja, que não costumavam ter mais de seis horas de sono. Mais de 64% dos participantes afirmaram que tinham um sono ideal e apenas 4% disseram que dormiam demais — mais de dez horas por noite.
Como resultado, os pesquisadores descobriram que os voluntários que dormiam poucas horas registravam um índice maior de obesidade e sofrimento mental, caracterizado por um período grande de ansiedade, stress e depressão. Além disso, eles possuíam uma maior prevalência de doença coronariana , AVC e diabetes do que os indivíduos com horas normais de sono.
Já os voluntários que dormiam muito tiveram índices semelhantes de obesidade e sofrimento mental em comparação aos que dormiam pouco, mas apresentaram quantidades ainda maiores de doença coronária, AVC e diabetes. “Dormir mais não significa necessariamente que você está dormindo bem. É importante entender que tanto a quantidade quanto a qualidade de sono impactam a saúde", afirma Safwan Badr, presidente da Academia Americana para Medicina do Sono. "Um estilo de vida saudável e equilibrado não se limita a dieta e exercícios; quando e como você dorme é tão importante quanto o que você come ou como se exercita."
Os pesquisadores sugerem que os pacientes que sofrem de alguma dessas doenças crônicas procure, além do tratamento adequado, um médico que possa avaliar seus padrões de sono. "É fundamental que os adultos busquem ter de sete a nove horas de sono por noite para receber seus benefícios de saúde, mas isso é especialmente verdadeiro para aqueles que possuem alguma dessas condições crônicas. Doenças comuns do sono — incluindo a apneia e insônia — ocorrem com frequência entre essas pessoas e podem dificultar sua capacidade de dormir tranquilamente", diz Badr.
VEJA
Um novo estudo realizado por pesquisadores americanos encontrou uma relação entre o pouco ou muito tempo de sono e uma série de problemas crônicos de saúde. Segundo os cientistas, pessoas que dormem menos de seis ou mais de dez horas por dia têm maiores chances de desenvolver doença coronariana, diabetes, AVC, ansiedade e obesidade. O estudo foi realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, agência responsável por realizar pesquisas de saúde pública que possam embasar decisões do governo, e publicado na revista SLEEP.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Sleep Duration and Chronic Diseases among US Adults Age 45 Years and Older: Evidence From the 2010 Behavioral Risk Factor Surveillance System
Onde foi divulgada: periódico SLEEP
Quem fez: Janet Croft, entre outros
Instituição: Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Estados Unidos
Dados de amostragem: 54.000 americanos com 45 anos ou mais
Resultado: Os pesquisadores descobriram que as pessoas que dormiam menos de seis ou mais de dez horas por noite tinham maiores chances de apresentar sofrimento mental ou obesidade, o que aumentava suas chances de desenvolver diabetes, AVC e doença coronária
Uma série de pesquisas já tentou medir a relação entre os problemas de sono e doenças como AVC e diabetes. Dessa vez, no entanto, os pesquisadores pretenderam analisar como os dois maiores problemas causados pela falta de sono — obesidade e ansiedade — poderiam se relacionar com uma série de doenças crônicas que atingem a população. "Algumas das relações que existem entre o sono não saudável e as doenças crônicas podem ser parcialmente explicadas pelo sofrimento mental frequente causado por esse problema, além do ganho de peso que costuma acontecer entre esses pacientes", diz Janet Croft, pesquisador do CDC e um dos autores do estudo.
Para chegar ao resultado, os cientistas analisaram a saúde de 54.000 americanos com 45 anos ou mais. Quase um terço dos participantes (31%) afirmaram que dormiam poucas horas por dia, ou seja, que não costumavam ter mais de seis horas de sono. Mais de 64% dos participantes afirmaram que tinham um sono ideal e apenas 4% disseram que dormiam demais — mais de dez horas por noite.
Como resultado, os pesquisadores descobriram que os voluntários que dormiam poucas horas registravam um índice maior de obesidade e sofrimento mental, caracterizado por um período grande de ansiedade, stress e depressão. Além disso, eles possuíam uma maior prevalência de doença coronariana , AVC e diabetes do que os indivíduos com horas normais de sono.
Já os voluntários que dormiam muito tiveram índices semelhantes de obesidade e sofrimento mental em comparação aos que dormiam pouco, mas apresentaram quantidades ainda maiores de doença coronária, AVC e diabetes. “Dormir mais não significa necessariamente que você está dormindo bem. É importante entender que tanto a quantidade quanto a qualidade de sono impactam a saúde", afirma Safwan Badr, presidente da Academia Americana para Medicina do Sono. "Um estilo de vida saudável e equilibrado não se limita a dieta e exercícios; quando e como você dorme é tão importante quanto o que você come ou como se exercita."
Os pesquisadores sugerem que os pacientes que sofrem de alguma dessas doenças crônicas procure, além do tratamento adequado, um médico que possa avaliar seus padrões de sono. "É fundamental que os adultos busquem ter de sete a nove horas de sono por noite para receber seus benefícios de saúde, mas isso é especialmente verdadeiro para aqueles que possuem alguma dessas condições crônicas. Doenças comuns do sono — incluindo a apneia e insônia — ocorrem com frequência entre essas pessoas e podem dificultar sua capacidade de dormir tranquilamente", diz Badr.
VEJA
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Suco de fruta pode aumentar risco de diabetes
Comer mais frutas, particularmente mirtilo (as blueberries), maçãs e uvas tende a reduzir o risco de desenvolvimento do tipo 2 de diabetes, segundo um estudo publicado no "British Medical Journal".
No entanto, a ingestão de sucos de frutas pelo amanhecer, por muitos anos tida como um hábito saudável, aumenta os riscos da doença, devido à maior quantidade de açúcar (um suco leva mais frutas do que as regularmente ingeridas em estado bruto) e à rápida absorção pelo corpo.
O mirtilo corta o risco de diabetes tipo 2 em 26%, enquanto outras frutas, servidas em três porções diárias, reduzem em 2%.
A pesquisa acompanhou a dieta de 187 mil pessoas nos Estados Unidos. Destas, 6,5% desenvolveram diabetes tipo 2.
Os pesquisadores usaram questionários para observar a frequência do consumo de frutas e quais as porções.
As frutas em questão eram uvas ou passas, pêssego, ameixa, damascos, pera, maçã, laranjas, toranja (grapefruit), morangos e mirtilos.
A análise dos dados recolhidos mostraram que três porções semanais de mirtilo, uva, passas, maçã e peras reduziam significativamente o risco do tipo 2 da doença.
Níveis de açúcar
De acordo com o estudo publicado, 'frutas têm componentes altamente variáveis de fibra, antioxidantes, outros nutrientes e fitoquímicos que, juntos, influenciam o risco'.
No entanto, quando observado o impacto de sucos de frutas, os pesquisadores chegaram a um leve aumento do risco de diabetes tipo 2, contra a redução provocada pela ingestão de frutas sólidas.
Substituindo-se sucos de frutas por mirtilos inteiros corta o risco em até 33%; com uvas e passas, em até 19%; por peras e maçãs, em até 13% - e por uma combinação de frutas, em até 7%.
A substituição de sucos por laranjas, pêssegos, ameixas e damascos leva a resultado similar.
'Ao fazermos um suco, separamos a (polpa) fruta de seus fluidos, que são absorvidos mais rapidamente, aumentando os níveis de açúcar e insulina no sangue para conter os açúcares', explica Qi Sun, autor do estudo e professor na Harvard School of Public Health.
'Para diminuir o risco de diabetes tipo 2, o ideal seria diminuir o consumo de sucos e aumentar o de frutas', aconselha.
BBC
No entanto, a ingestão de sucos de frutas pelo amanhecer, por muitos anos tida como um hábito saudável, aumenta os riscos da doença, devido à maior quantidade de açúcar (um suco leva mais frutas do que as regularmente ingeridas em estado bruto) e à rápida absorção pelo corpo.
O mirtilo corta o risco de diabetes tipo 2 em 26%, enquanto outras frutas, servidas em três porções diárias, reduzem em 2%.
A pesquisa acompanhou a dieta de 187 mil pessoas nos Estados Unidos. Destas, 6,5% desenvolveram diabetes tipo 2.
Os pesquisadores usaram questionários para observar a frequência do consumo de frutas e quais as porções.
As frutas em questão eram uvas ou passas, pêssego, ameixa, damascos, pera, maçã, laranjas, toranja (grapefruit), morangos e mirtilos.
A análise dos dados recolhidos mostraram que três porções semanais de mirtilo, uva, passas, maçã e peras reduziam significativamente o risco do tipo 2 da doença.
Níveis de açúcar
De acordo com o estudo publicado, 'frutas têm componentes altamente variáveis de fibra, antioxidantes, outros nutrientes e fitoquímicos que, juntos, influenciam o risco'.
No entanto, quando observado o impacto de sucos de frutas, os pesquisadores chegaram a um leve aumento do risco de diabetes tipo 2, contra a redução provocada pela ingestão de frutas sólidas.
Substituindo-se sucos de frutas por mirtilos inteiros corta o risco em até 33%; com uvas e passas, em até 19%; por peras e maçãs, em até 13% - e por uma combinação de frutas, em até 7%.
A substituição de sucos por laranjas, pêssegos, ameixas e damascos leva a resultado similar.
'Ao fazermos um suco, separamos a (polpa) fruta de seus fluidos, que são absorvidos mais rapidamente, aumentando os níveis de açúcar e insulina no sangue para conter os açúcares', explica Qi Sun, autor do estudo e professor na Harvard School of Public Health.
'Para diminuir o risco de diabetes tipo 2, o ideal seria diminuir o consumo de sucos e aumentar o de frutas', aconselha.
BBC
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Britânico reverte diabetes com dieta de apenas 11 dias
Na Grã-Bretanha, mais um caso de sucesso na reversão do diabetes tipo 2 voltou a chamar a atenção para a teoria de que por meio de uma dieta de restrição calórica, feita por um período determinado de tempo, é possível se livrar da condição que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo.
O jornalista britânico Robert Doughty, de 59 anos, que até o ano passado estava entre os 371 milhões de portadores do diabetes no mundo, reverteu o quadro da própria condição com uma dieta de apenas 800 calorias por dia.
Num período de apenas 11 dias, Doughty enfrentou o duro regime de ingerir três doses diárias de shakes de reposição alimentícia com 200 calorias cada, somada a uma uma porção de legumes e vegetais de mais 200 calorias. Como parte da dieta, ele também teve que tomar um total de três litros de água por dia.
O drástico regime, que para efeito de comparação tem menos calorias do que apenas um dos lanches vendidos pela rede de fast food McDonalds – o Big Tasty tem 843 calorias – não foi "nada fácil de enfrentar", contou o jornalista em entrevista à BBC Brasil.
"Frequentemente me sentia muito cansado... Uma noite, depois de ir ao teatro, quase não consegui subir as escadas da minha estação local de trem, e caminhar para casa parecia praticamente impossível. Também sentia muito frio, chegando a colocar quatro camadas de roupa no meio do verão, quando sentia meus dedos ficarem dormentes", disse o jornalista.
Doughty seguiu a dieta depois de procurar na internet estudos referentes ao diabetes tipo 2. Antes de começar o regime, ele procurou o pesquisador Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, autor da teoria da dieta de 800 calorias, além do próprio médico, de quem obteve o aval para cortar as calorias diárias.
Ele já havia tentando uma dieta considerada menos radical, com cerca de 1.500 calorias por dia, com a qual emagreceu, mas não reduziu a glicose no sangue para o nível adequado.
A teoria
O diabetes tipo 2 se desenvolve quando o pâncreas para de produzir insulina em quantidades suficientes para manter o nível normal de glicose no sangue. No caso do diabetes tipo 1 - também chamado de diabetes congênito -, o pâncreas para totalmente de produzir insulina, que precisa ser injetada no paciente.
Nos dois casos, sem o controle adequado, o nível de glicose no sangue alcança um patamar de risco, o que pode gerar a longo prazo diversas complicações nos rins, pressão arterial alta, perda parcial ou total da visão, problemas no coração, dentre outros males.
No caso da diabetes tipo 2, a condição está fortemente associada à obesidade, uma condição que se alastra em todo o mundo.
Foi justamente a associação com a gordura que intrigou professor Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, quando iniciou seus estudos sobre o diabetes tipo 2 há dois anos.
Ele notou que pacientes que se submetiam à cirurgia para redução de estômago passavam por um período de transição, logo após a cirurgia, de redução drástica da quantidade de calorias ingeridas.
"Até se acostumarem com a redução do próprio estômago, os pacientes comiam muito pouco, porque se sentiam saciados muito rápido e tinham náuseas. Com isso eles perdiam muito peso, num espaço de tempo bem curto", afirmou Taylor em entrevista à BBC Brasil.
Passados alguns meses depois do emagrecimento, o pesquisador notou que a maioria dos pacientes que tinham diabetes tipo 2 tinham se livrado da condição.
Todos eles tinham algo em comum: haviam perdido uma grande quantidade de gordura na região abdominal.
O obesidade é citada por especialistas como a principal "vilã" no desenvolvimento do diabetes tipo 2. Alguns cientistas, como o professor Roy Taylor, já defendem que o aspecto genético já não é mais relevante. Segundo ele,"qualquer um pode desenvolver a condição se não adotar hábitos mais saudáveis".
Estudos preliminares mostraram, então, que esse tipo de gordura, localizada na barriga, próxima de órgãos como o pâncreas e o fígado, tinha uma associação com o desenvolvimento do diabetes tipo 2.
"Descobrimos que a gordura na região abdominal provoca uma reação metabólica que dificulta a digestão da glicose pelo pâncreas. A simples presença da gordura nessa região causa uma mudança no metabolismo, que dificulta a produção de insulina", explicou Taylor.
Ao fazer a relação entre calorias ingeridas, tempo gasto para perder peso e a quantidade de gordura perdida, principalmente na região abdominal, Taylor chegou à teoria da dieta de hiper redução calórica.
"Cada pessoa é diferente, mas notamos que a redução calórica para algo em torno de 800 calorias por dia causava a reversão do diabetes. Alguns pacientes demoram mais que outros, mas todos conseguem reverter a condição dentro de oito semanas", afirmou o pesquisador.
A dieta das 800 calorias é considerada segura, mas precisa ser feita com acompanhamento médico, pois há vários riscos e fatores que devem ser levados em consideração.
De acordo Taylor, o primeiro passo é saber se o indivíduo está bem nutrido e não possui falta de vitaminas no organismo, principalmente ferro.
Ele ressalta que a dieta de hiper restrição calória poderia ser um meio seguro de reduzir o índice de diabetes "até mesmo em países pobres, desde que todas as precauções sejam tomadas".
"Seria importante, porém, se tomar extrema precaução com pessoas que são mal nutridas, que devem ter os níveis de vitaminas, e especialmente ferro, verificados antes de se iniciar a dieta. Ainda assim, seria muito barato prover suplementos vitamínicos para estas pessoas e continuar a recomendar a dieta para reverter o diabetes".
O jornalista britânico Robert Doughty, de 59 anos, que até o ano passado estava entre os 371 milhões de portadores do diabetes no mundo, reverteu o quadro da própria condição com uma dieta de apenas 800 calorias por dia.
Num período de apenas 11 dias, Doughty enfrentou o duro regime de ingerir três doses diárias de shakes de reposição alimentícia com 200 calorias cada, somada a uma uma porção de legumes e vegetais de mais 200 calorias. Como parte da dieta, ele também teve que tomar um total de três litros de água por dia.
O drástico regime, que para efeito de comparação tem menos calorias do que apenas um dos lanches vendidos pela rede de fast food McDonalds – o Big Tasty tem 843 calorias – não foi "nada fácil de enfrentar", contou o jornalista em entrevista à BBC Brasil.
"Frequentemente me sentia muito cansado... Uma noite, depois de ir ao teatro, quase não consegui subir as escadas da minha estação local de trem, e caminhar para casa parecia praticamente impossível. Também sentia muito frio, chegando a colocar quatro camadas de roupa no meio do verão, quando sentia meus dedos ficarem dormentes", disse o jornalista.
Doughty seguiu a dieta depois de procurar na internet estudos referentes ao diabetes tipo 2. Antes de começar o regime, ele procurou o pesquisador Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, autor da teoria da dieta de 800 calorias, além do próprio médico, de quem obteve o aval para cortar as calorias diárias.
Ele já havia tentando uma dieta considerada menos radical, com cerca de 1.500 calorias por dia, com a qual emagreceu, mas não reduziu a glicose no sangue para o nível adequado.
A teoria
O diabetes tipo 2 se desenvolve quando o pâncreas para de produzir insulina em quantidades suficientes para manter o nível normal de glicose no sangue. No caso do diabetes tipo 1 - também chamado de diabetes congênito -, o pâncreas para totalmente de produzir insulina, que precisa ser injetada no paciente.
Nos dois casos, sem o controle adequado, o nível de glicose no sangue alcança um patamar de risco, o que pode gerar a longo prazo diversas complicações nos rins, pressão arterial alta, perda parcial ou total da visão, problemas no coração, dentre outros males.
No caso da diabetes tipo 2, a condição está fortemente associada à obesidade, uma condição que se alastra em todo o mundo.
Foi justamente a associação com a gordura que intrigou professor Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, quando iniciou seus estudos sobre o diabetes tipo 2 há dois anos.
Ele notou que pacientes que se submetiam à cirurgia para redução de estômago passavam por um período de transição, logo após a cirurgia, de redução drástica da quantidade de calorias ingeridas.
"Até se acostumarem com a redução do próprio estômago, os pacientes comiam muito pouco, porque se sentiam saciados muito rápido e tinham náuseas. Com isso eles perdiam muito peso, num espaço de tempo bem curto", afirmou Taylor em entrevista à BBC Brasil.
Passados alguns meses depois do emagrecimento, o pesquisador notou que a maioria dos pacientes que tinham diabetes tipo 2 tinham se livrado da condição.
Todos eles tinham algo em comum: haviam perdido uma grande quantidade de gordura na região abdominal.
O obesidade é citada por especialistas como a principal "vilã" no desenvolvimento do diabetes tipo 2. Alguns cientistas, como o professor Roy Taylor, já defendem que o aspecto genético já não é mais relevante. Segundo ele,"qualquer um pode desenvolver a condição se não adotar hábitos mais saudáveis".
Estudos preliminares mostraram, então, que esse tipo de gordura, localizada na barriga, próxima de órgãos como o pâncreas e o fígado, tinha uma associação com o desenvolvimento do diabetes tipo 2.
"Descobrimos que a gordura na região abdominal provoca uma reação metabólica que dificulta a digestão da glicose pelo pâncreas. A simples presença da gordura nessa região causa uma mudança no metabolismo, que dificulta a produção de insulina", explicou Taylor.
Ao fazer a relação entre calorias ingeridas, tempo gasto para perder peso e a quantidade de gordura perdida, principalmente na região abdominal, Taylor chegou à teoria da dieta de hiper redução calórica.
"Cada pessoa é diferente, mas notamos que a redução calórica para algo em torno de 800 calorias por dia causava a reversão do diabetes. Alguns pacientes demoram mais que outros, mas todos conseguem reverter a condição dentro de oito semanas", afirmou o pesquisador.
A dieta das 800 calorias é considerada segura, mas precisa ser feita com acompanhamento médico, pois há vários riscos e fatores que devem ser levados em consideração.
De acordo Taylor, o primeiro passo é saber se o indivíduo está bem nutrido e não possui falta de vitaminas no organismo, principalmente ferro.
Ele ressalta que a dieta de hiper restrição calória poderia ser um meio seguro de reduzir o índice de diabetes "até mesmo em países pobres, desde que todas as precauções sejam tomadas".
"Seria importante, porém, se tomar extrema precaução com pessoas que são mal nutridas, que devem ter os níveis de vitaminas, e especialmente ferro, verificados antes de se iniciar a dieta. Ainda assim, seria muito barato prover suplementos vitamínicos para estas pessoas e continuar a recomendar a dieta para reverter o diabetes".
Curto prazo X longo prazo
O Brasil ocupa a quarta colocação no ranking dos países com maior índice de diabetes no mundo, com 13,4 milhões de portadores no país, o que equivale a 6,5% da população, de acordo com o último levantamento da Federação Internacional do Diabetes (FID).
Em primeiro lugar está a China (92,3 milhões), seguida da Índia (63 milhões) e Estados Unidos (24,1 milhões).
"Notamos que há uma relação direta entre aumento poder de compra e o crescimento de casos de diabetes no mundo. Em Países como o Brasil, China e Índia, onde a população está podendo consumir mais, o aumento do diabetes é tipo 2 é assustador", ressaltou o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduino Tschiedel, em entrevista à BBC Brasil.
Para Tschiedel, "a pesquisa britânica de hiper redução calórica na reversão da diabetes tipo 2 tem uma validade científica muito grande, porque vem a confirmar a importância da alimentação como fator fundamental no combate a doença".
No entanto, ele ressalta que manter-se livre da obesidade e consequentemente do diabetes tipo 2 por um longo período de tempo é o maior desafio.
"O maior problema está em manter uma dieta adequada por um longo período de tempo. Esse é o nosso maior desafio, porque envolve uma mudança comportamental muito difícil de ser alcançada num mundo em que a oferta de alimentos hiper calóricos é muito grande", explica Tschiedel.
Ele ainda ressalta que o esforço para combater a obesidade e o diabetes envolve uma ação conjunta de várias entidades.
"Nós, da Sociedade Brasileira de Diabetes, acreditamos que uma mudança nos hábitos da população só seja possível com um conjunto de medidas que envolvam o governo, sociedade civil e a mídia num esforço conjunto para conscientizar e educar as pessoas sobre a importância de se manter uma alimentação mais saudável e atividades físicas regulares", alerta.
Os dados da Federação Internacional do Diabetes (acima) revelam que países que aumentaram o poder de compra são os que mais têm casos de diabetes. Mas para o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduino Tschiedel, "o consumo, principalmente no Brasil, que segue os padrões americanos, com grandes quantidades de açúcar adicionados a quase todos os alimentos, está entre as principais causas do aumento da dieta calórica".
No longo prazo, a eficácia da teoria do professor Roy Taylor ainda está sendo testada.
"Notamos em nossos estudos, que as pessoas que contraíram o diabetes tipo 2 há menos de quatro anos são as que melhor respondem ao tratamento da dieta de 800 calorias. Com mais de quatro anos, notamos que se torna mais difícil a reversão da diabetes tipo 2. Então, ainda é muito cedo para dizer que o mesmo método vá funcionar em pessoas que têm diabetes há muito tempo. Estamos tentando entender qual seria o melhor método para essas pessoas", disse Taylor.
Genética x hábitos
De acordo com estudos feitos na Universidade de Newcastle, a genética parece não ser mais um fator fundamental no desenvolvimento do diabetes tipo 2.
"Mesmo pessoas com tendência genética ao diabetes tipo 2 podem evitar o desenvolvimento da condição se mantiverem uma dieta mais restrita de açúcares e uma rotina de exercícios regulares. O mais importante é não chegar ao ponto de acumular gordura na região abdominal”, explicou o professor Taylor.
“Pessoas com histórico na família estão mais suscetíveis a desenvolver o diabetes tipo 2, porque isto é uma tendência genética. Mas o fato é que, qualquer pessoa pode desenvolver a doença pelo simples fato de acumular gordura, principalmente na região do abdômen. Então, hoje em dia, podemos dizer que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo dois mais por hábitos alimentares inadequados e falta de exercício físico – com um estilo de vida sedentário – do que pela questão genética”.
O jornalista Robert Doughty disse que, apesar da dieta ter sido difícil de ser seguida, ele não desistiu porque acreditou nos benefícios.
"Durante a dieta, fiquei relembrando a mim mesmo os benefícios do regime pare reduzir a glicose no sangue. O fato dos portadores do diabetes tipo 2 terem 36% mais risco de morrer mais cedo e grandes chances de ter ataques cardíacos, aneurisma, danos na visão e problemas de circulação que podem provocar até esmo amputação de membros, e 50% mais chance de tomarem medicação para o resto da vida, foi meu grande incentivo".
Ele disse que sua maior alegria foi quando seu médico ligou e disse: "O seu diabetes se reverteu completamente, parabéns!".
O Brasil ocupa a quarta colocação no ranking dos países com maior índice de diabetes no mundo, com 13,4 milhões de portadores no país, o que equivale a 6,5% da população, de acordo com o último levantamento da Federação Internacional do Diabetes (FID).
Em primeiro lugar está a China (92,3 milhões), seguida da Índia (63 milhões) e Estados Unidos (24,1 milhões).
"Notamos que há uma relação direta entre aumento poder de compra e o crescimento de casos de diabetes no mundo. Em Países como o Brasil, China e Índia, onde a população está podendo consumir mais, o aumento do diabetes é tipo 2 é assustador", ressaltou o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduino Tschiedel, em entrevista à BBC Brasil.
Para Tschiedel, "a pesquisa britânica de hiper redução calórica na reversão da diabetes tipo 2 tem uma validade científica muito grande, porque vem a confirmar a importância da alimentação como fator fundamental no combate a doença".
No entanto, ele ressalta que manter-se livre da obesidade e consequentemente do diabetes tipo 2 por um longo período de tempo é o maior desafio.
"O maior problema está em manter uma dieta adequada por um longo período de tempo. Esse é o nosso maior desafio, porque envolve uma mudança comportamental muito difícil de ser alcançada num mundo em que a oferta de alimentos hiper calóricos é muito grande", explica Tschiedel.
Ele ainda ressalta que o esforço para combater a obesidade e o diabetes envolve uma ação conjunta de várias entidades.
"Nós, da Sociedade Brasileira de Diabetes, acreditamos que uma mudança nos hábitos da população só seja possível com um conjunto de medidas que envolvam o governo, sociedade civil e a mídia num esforço conjunto para conscientizar e educar as pessoas sobre a importância de se manter uma alimentação mais saudável e atividades físicas regulares", alerta.
Os dados da Federação Internacional do Diabetes (acima) revelam que países que aumentaram o poder de compra são os que mais têm casos de diabetes. Mas para o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduino Tschiedel, "o consumo, principalmente no Brasil, que segue os padrões americanos, com grandes quantidades de açúcar adicionados a quase todos os alimentos, está entre as principais causas do aumento da dieta calórica".
No longo prazo, a eficácia da teoria do professor Roy Taylor ainda está sendo testada.
"Notamos em nossos estudos, que as pessoas que contraíram o diabetes tipo 2 há menos de quatro anos são as que melhor respondem ao tratamento da dieta de 800 calorias. Com mais de quatro anos, notamos que se torna mais difícil a reversão da diabetes tipo 2. Então, ainda é muito cedo para dizer que o mesmo método vá funcionar em pessoas que têm diabetes há muito tempo. Estamos tentando entender qual seria o melhor método para essas pessoas", disse Taylor.
Genética x hábitos
De acordo com estudos feitos na Universidade de Newcastle, a genética parece não ser mais um fator fundamental no desenvolvimento do diabetes tipo 2.
"Mesmo pessoas com tendência genética ao diabetes tipo 2 podem evitar o desenvolvimento da condição se mantiverem uma dieta mais restrita de açúcares e uma rotina de exercícios regulares. O mais importante é não chegar ao ponto de acumular gordura na região abdominal”, explicou o professor Taylor.
“Pessoas com histórico na família estão mais suscetíveis a desenvolver o diabetes tipo 2, porque isto é uma tendência genética. Mas o fato é que, qualquer pessoa pode desenvolver a doença pelo simples fato de acumular gordura, principalmente na região do abdômen. Então, hoje em dia, podemos dizer que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo dois mais por hábitos alimentares inadequados e falta de exercício físico – com um estilo de vida sedentário – do que pela questão genética”.
O jornalista Robert Doughty disse que, apesar da dieta ter sido difícil de ser seguida, ele não desistiu porque acreditou nos benefícios.
"Durante a dieta, fiquei relembrando a mim mesmo os benefícios do regime pare reduzir a glicose no sangue. O fato dos portadores do diabetes tipo 2 terem 36% mais risco de morrer mais cedo e grandes chances de ter ataques cardíacos, aneurisma, danos na visão e problemas de circulação que podem provocar até esmo amputação de membros, e 50% mais chance de tomarem medicação para o resto da vida, foi meu grande incentivo".
Ele disse que sua maior alegria foi quando seu médico ligou e disse: "O seu diabetes se reverteu completamente, parabéns!".
sexta-feira, 5 de julho de 2013
COMER APENAS DUAS VEZES AO DIA É MAIS EFICAZ PARA PERDER PESO DO QUE FRACIONAR REFEIÇÕES
Quem tem problemas com a balança com certeza já ouviu falar que é preciso comer de três em três horas para manter o metabolismo acelerado, e, assim, contribuir para o emagrecimento. No entanto, segundo um estudo apresentado no último domingo (23) na reunião anual da ADA (Associação Americana de Diabetes), em Chicago (EUA), comer duas refeições maiores durante o dia é mais eficaz na perda de peso do que fracionar as refeições. A pesquisa, realizada em Praga, na República Checa, foi feita com 54 pacientes com diabetes tipo 2. Eles foram divididos em dois grupos: em um, as pessoas comiam apenas duas refeições diárias maiores, enquanto no outro, os participantes faziam seis refeições com porções menores.
Durante 12 semanas, os pacientes seguiram uma dieta com a mesma quantidade calórica e de macronutrientes para depois trocar o regime de alimentação, ou seja, quem comeu apenas duas refeições passou a comer seis vezes ao dia. “A dieta prescrita foi rica em fibras e com 500 calorias a menos, já visando ao emagrecimento”, explica Hana Kahleova, uma das cientistas que participou do estudo.
Além de um aumento na perda de peso durante a fase em que só comiam duas vezes ao dia, os pacientes também apresentaram aumento na sensibilidade à insulina e melhora na função das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
Para seguir a dieta corretamente, os participantes receberam tutoriais para aprender a compor o cardápio e em quais horários se alimentar, além de reuniões em grupo e individuais com nutricionistas.
“O resultado do estudo mostra que os pacientes com diabetes tipo 2 devem seguir a máxima de tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo”, finaliza Kahleova.
De acordo com o endocrinologista da Sociedade Brasileira de Diabetes Antonio Carlos Lerário, é preciso levar em consideração que o estudo foi realizado com poucos pacientes e com uma dieta hipocalórica, que não costuma ser usual para os pacientes diabéticos. “Normalmente a dieta recomendada varia entre 1.000 e 1.500 calorias. Um cardápio com poucas calorias é mais eficiente para diabéticos ou não, porém mais difícil de ser seguido e requer disciplina e força de vontade do paciente, além de acompanhamento médico”, explica.
Lerário também acredita que é necessário repetir o estudo em outros países para verificar se os resultados encontrados são semelhantes. “Às vezes, quando o estudo é repetido com outra população, os resultados encontrados são diferentes”, justifica.
Ainda que o estudo contrarie a recomendação da maioria dos nutricionistas, Lerário pondera que o resultado da pesquisa deve ser respeitado: “Os pesquisadores usaram parâmetros objetivos, como peso e os níveis de insulina, não foi nada subjetivo. Além disso, o ADA é rigoroso na seleção dos estudos que são apresentados no congresso”, afirma.
UOL
Durante 12 semanas, os pacientes seguiram uma dieta com a mesma quantidade calórica e de macronutrientes para depois trocar o regime de alimentação, ou seja, quem comeu apenas duas refeições passou a comer seis vezes ao dia. “A dieta prescrita foi rica em fibras e com 500 calorias a menos, já visando ao emagrecimento”, explica Hana Kahleova, uma das cientistas que participou do estudo.
Além de um aumento na perda de peso durante a fase em que só comiam duas vezes ao dia, os pacientes também apresentaram aumento na sensibilidade à insulina e melhora na função das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
Para seguir a dieta corretamente, os participantes receberam tutoriais para aprender a compor o cardápio e em quais horários se alimentar, além de reuniões em grupo e individuais com nutricionistas.
“O resultado do estudo mostra que os pacientes com diabetes tipo 2 devem seguir a máxima de tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo”, finaliza Kahleova.
De acordo com o endocrinologista da Sociedade Brasileira de Diabetes Antonio Carlos Lerário, é preciso levar em consideração que o estudo foi realizado com poucos pacientes e com uma dieta hipocalórica, que não costuma ser usual para os pacientes diabéticos. “Normalmente a dieta recomendada varia entre 1.000 e 1.500 calorias. Um cardápio com poucas calorias é mais eficiente para diabéticos ou não, porém mais difícil de ser seguido e requer disciplina e força de vontade do paciente, além de acompanhamento médico”, explica.
Lerário também acredita que é necessário repetir o estudo em outros países para verificar se os resultados encontrados são semelhantes. “Às vezes, quando o estudo é repetido com outra população, os resultados encontrados são diferentes”, justifica.
Ainda que o estudo contrarie a recomendação da maioria dos nutricionistas, Lerário pondera que o resultado da pesquisa deve ser respeitado: “Os pesquisadores usaram parâmetros objetivos, como peso e os níveis de insulina, não foi nada subjetivo. Além disso, o ADA é rigoroso na seleção dos estudos que são apresentados no congresso”, afirma.
UOL
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Cientistas descobrem como insulina interage com as células
Um grupo de cientistas de vários países descobriu de que maneira a insulina interage com as células, abrindo um importante precedente para a criação de medicamentos e tratamentos mais eficazes e menos dolorosos contra o diabetes.
A descoberta foi publicada na edição desta quarta-feira (9) da revista “Nature”. O artigo descreve como a insulina muda de formato para se encaixar em seu receptor. Pela primeira vez, os cientistas compreenderam a forma complexa como a insulina utiliza seu receptor para se ligar à superfície das células.
Cientistas de todo o mundo procuravam resolver o mistério de como o hormônio se liga às células desde 1969, quando o Dorothy Hodgkin e seus colegas da Universidade de Oxford, descreveram pela primeira vez a estrutura da insulina.
"Sempre houve um bloqueio para nossa compreensão desde então", disse Michael A. Weiss, professor de bioquímica da Case Western Reserve e um dos cientistas que liderou a pesquisa. "Espero que tenhamos conseguido quebrar esse bloqueio com a descoberta."
De acordo com ele, o resultado têm implicações profundas para pacientes com diabetes. "Esta nova informação aumenta exponencialmente as chances de desenvolvermos tratamentos melhores, em particular, melhores medicamentos orais, em vez de seringas, canetas ou bombas".
'Aperto de mão molecular'
A descoberta foi publicada na edição desta quarta-feira (9) da revista “Nature”. O artigo descreve como a insulina muda de formato para se encaixar em seu receptor. Pela primeira vez, os cientistas compreenderam a forma complexa como a insulina utiliza seu receptor para se ligar à superfície das células.
Cientistas de todo o mundo procuravam resolver o mistério de como o hormônio se liga às células desde 1969, quando o Dorothy Hodgkin e seus colegas da Universidade de Oxford, descreveram pela primeira vez a estrutura da insulina.
"Sempre houve um bloqueio para nossa compreensão desde então", disse Michael A. Weiss, professor de bioquímica da Case Western Reserve e um dos cientistas que liderou a pesquisa. "Espero que tenhamos conseguido quebrar esse bloqueio com a descoberta."
De acordo com ele, o resultado têm implicações profundas para pacientes com diabetes. "Esta nova informação aumenta exponencialmente as chances de desenvolvermos tratamentos melhores, em particular, melhores medicamentos orais, em vez de seringas, canetas ou bombas".
'Aperto de mão molecular'
As células do corpo humano absorvem o açúcar a partir dos alimentos ingeridos para gerar energia. No entanto, a glicose não pode penetrar a membrana celular sem a ajuda da insulina, um hormônio produzido por células endócrinas no pâncreas. Para absorver o açúcar, a maioria das células tem "receptores" de insulina que se ligam ao hormônio assim que ele entra na corrente sanguínea.
Utilizando métodos de genética molecular, os cientistas inseriram sondas que, por sua vez, são ativadas por luz ultravioleta dentro do receptor. O procedimento cria imagens tridimensionais altamente detalhadas, as quais forneceram importantes respostas aos cientistas.
"Tanto a insulina quanto seu receptor sofrem um rearranjo enquanto interagem", explicou o professor Mike Lawrence, Divisão de Biologia Estrutural do Instituto de Pesquisa Médica Walter e Eliza, em Melbourne, na Austrália. "Um pedaço da insulina se desdobra para fora e peças-chave de dentro do receptor se movem para envolver o hormônio. Você pode chamar isso de ‘aperto de mão molecular’".
Para os cientistas, compreender os mecanismos de ligação abre precedente para possíveis avanços na maneira como a diabetes é tratada, em alguns casos com injeções diárias e múltiplas doses de insulina.
"Essa compreensão é fundamental para o desenvolvimento de insulinas novas para o tratamento da diabetes," acredita Lawrence. "Podemos agora explorar esse conhecimento para projetar novos medicamentos de insulina, com propriedades melhoradas, o que é muito emocionante".
Tratamento
Utilizando métodos de genética molecular, os cientistas inseriram sondas que, por sua vez, são ativadas por luz ultravioleta dentro do receptor. O procedimento cria imagens tridimensionais altamente detalhadas, as quais forneceram importantes respostas aos cientistas.
"Tanto a insulina quanto seu receptor sofrem um rearranjo enquanto interagem", explicou o professor Mike Lawrence, Divisão de Biologia Estrutural do Instituto de Pesquisa Médica Walter e Eliza, em Melbourne, na Austrália. "Um pedaço da insulina se desdobra para fora e peças-chave de dentro do receptor se movem para envolver o hormônio. Você pode chamar isso de ‘aperto de mão molecular’".
Para os cientistas, compreender os mecanismos de ligação abre precedente para possíveis avanços na maneira como a diabetes é tratada, em alguns casos com injeções diárias e múltiplas doses de insulina.
"Essa compreensão é fundamental para o desenvolvimento de insulinas novas para o tratamento da diabetes," acredita Lawrence. "Podemos agora explorar esse conhecimento para projetar novos medicamentos de insulina, com propriedades melhoradas, o que é muito emocionante".
Tratamento
A descoberta, explica Michel Weiss, sugere que mirando pequenas moléculas "para sinalizar as fendas” do receptor podemos permitir alternativas para injeções, bem como menos doses por dia.
Agora, os cientistas acreditam que será possível melhorar as propriedades da insulina para que ela não necessite ser tomada com tanta frequência pelos pacientes. O estudo também pode trazer avanços no tratamento da doença em países em desenvolvimento, por meio da criação de medicamentos mais estáveis e menos propensos a degradar-se caso não sejam mantidos frios.
Os portadores de diabetes têm altas taxas de açúcar no sangue por conta da produção inadequada de insulina. A doença pode causar sérias complicações, que vão de males cardíacos, derrame e pressão alta, à cegueira e problemas renais.
De acordo com o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, o diabetes afeta quase 26 milhões ou mais de 8% da população americana.
A Austrália também está enfrentando uma crescente epidemia de diabetes tipo 2. Existem hoje cerca de um milhão de australianos que vivem com diabetes e são realizados cerca de 100 mil novos diagnósticos da doença a cada ano.
Agora, os cientistas acreditam que será possível melhorar as propriedades da insulina para que ela não necessite ser tomada com tanta frequência pelos pacientes. O estudo também pode trazer avanços no tratamento da doença em países em desenvolvimento, por meio da criação de medicamentos mais estáveis e menos propensos a degradar-se caso não sejam mantidos frios.
Os portadores de diabetes têm altas taxas de açúcar no sangue por conta da produção inadequada de insulina. A doença pode causar sérias complicações, que vão de males cardíacos, derrame e pressão alta, à cegueira e problemas renais.
De acordo com o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, o diabetes afeta quase 26 milhões ou mais de 8% da população americana.
A Austrália também está enfrentando uma crescente epidemia de diabetes tipo 2. Existem hoje cerca de um milhão de australianos que vivem com diabetes e são realizados cerca de 100 mil novos diagnósticos da doença a cada ano.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Dieta saudável e exercício físico são essenciais para controle da diabetes
A diabetes é uma doença causada pelo excesso de açúcar no sangue, que atinge milhões de brasileiros. No entanto é possível ser diabético e levar uma vida normal – para isso, a dieta saudável e a prática de exercícios físicos são fundamentais.
Do mesmo jeito que faz bem para todas as pessoas, a alimentação equilibrada também beneficia quem tem diabetes. Os cuidados, porém, são maiores com açúcar e carboidratos, que podem ser consumidos, mas sem excessos. Alimentos diet e light também devem ser ingeridos com moderação porque podem ter gordura em sua composição, o que prejudica quem sofre com a doença.

Junto com a alimentação adequada, a prática de atividade física também auxilia no controle da doença porque diminui as taxas de glicemia no sangue. Ao se exercitarem, os músculos usam a glicose da corrente sanguínea sem a ajuda da insulina. No entanto, pacientes que usam insulina devem sempre se lembrar de tomar a injeção e comer algo antes do exercício para evitar a hipoglicemia.
Quem usa insulina pode ganhar peso. Isso só acontece em casos de excesso já que a pessoa que injeta muita insulina pode estar comendo muito carboidrato, o que mantém a diabetes descontrolado – não é o medicamento o responsável pelo ganho de peso, mas a má alimentação.
Mulheres grávidas também podem desenvolver a doença durante a gestação - além das que já têm diabetes e engravidam, elas podem adquirir por causa do excesso de peso durante esse período e também por fatores genéticos.
Se controlada a diabetes gestacional, a gravidez ocorre sem problemas; se não, o bebê pode nascer prematuro, muito grande (com mais de 4 kg), com hipoglicemia ou com diabetes e hipertensão.
Já as que não estão grávidas e os homens podem ter diabetes por ingerir muito açúcar e gordura e ganhar peso. Além disso, momentos difíceis, traumas e estresse também podem desencadear a doença, principalmente em pessoas que já têm predisposição genética. Esse grupo com tendência a ser diabético e histórico familiar deve, portanto, fazer exames regularmente e cuidar bem da alimentação e do corpo como medida de prevenção.
G1
Do mesmo jeito que faz bem para todas as pessoas, a alimentação equilibrada também beneficia quem tem diabetes. Os cuidados, porém, são maiores com açúcar e carboidratos, que podem ser consumidos, mas sem excessos. Alimentos diet e light também devem ser ingeridos com moderação porque podem ter gordura em sua composição, o que prejudica quem sofre com a doença.
Junto com a alimentação adequada, a prática de atividade física também auxilia no controle da doença porque diminui as taxas de glicemia no sangue. Ao se exercitarem, os músculos usam a glicose da corrente sanguínea sem a ajuda da insulina. No entanto, pacientes que usam insulina devem sempre se lembrar de tomar a injeção e comer algo antes do exercício para evitar a hipoglicemia.
Quem usa insulina pode ganhar peso. Isso só acontece em casos de excesso já que a pessoa que injeta muita insulina pode estar comendo muito carboidrato, o que mantém a diabetes descontrolado – não é o medicamento o responsável pelo ganho de peso, mas a má alimentação.
Mulheres grávidas também podem desenvolver a doença durante a gestação - além das que já têm diabetes e engravidam, elas podem adquirir por causa do excesso de peso durante esse período e também por fatores genéticos.
Se controlada a diabetes gestacional, a gravidez ocorre sem problemas; se não, o bebê pode nascer prematuro, muito grande (com mais de 4 kg), com hipoglicemia ou com diabetes e hipertensão.
Já as que não estão grávidas e os homens podem ter diabetes por ingerir muito açúcar e gordura e ganhar peso. Além disso, momentos difíceis, traumas e estresse também podem desencadear a doença, principalmente em pessoas que já têm predisposição genética. Esse grupo com tendência a ser diabético e histórico familiar deve, portanto, fazer exames regularmente e cuidar bem da alimentação e do corpo como medida de prevenção.
G1
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Diabetes custa mais de R$1 bilhão ao SUS
Segundo um estudo apresentado no último congresso da Ispor (International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research), no Brasil, o diabetes é responsável por cerca de um milhão de hospitalizações a cada ano no Sistema Único de Saúde, gerando custo médio anual de internações de 1,17 a 1,78 bilhão de reais ao SUS.
Coordenado pelo Prof. Dr. Roger Rosa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com o apoio das farmacêuticas Bristol-Myers Squibb e AstraZeneca, o estudo intitulado “Estimated hospitalizations attributable to diabetes mellitus in Brazilian public healthcare system (SUS) between 2008-2010”[1] teve o objetivo de estimar o número de hospitalizações decorrentes do diabetes mellitus e os custos gerados por essas internações. “Por ano são realizadas algo entre 900 mil e 1,3 milhão de internações no SUS, o que corresponde a aproximadamente 47 a 71 internações a cada 10 mil habitantes. Isso significa um custo de 1,17 a 1,78 bilhão de reais”, afirma o Dr. Rosa.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje já são mais de 300 milhões de pacientes e a previsão é que esse número aumente em mais de 50% nos próximos 10 anos, fazendo da doença a sétima principal causa de morte até 2030. A falta de adesão ao tratamento e às recomendações médicas podem ser causas do controle inadequado da doença.
SAÚDE WEB
Coordenado pelo Prof. Dr. Roger Rosa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com o apoio das farmacêuticas Bristol-Myers Squibb e AstraZeneca, o estudo intitulado “Estimated hospitalizations attributable to diabetes mellitus in Brazilian public healthcare system (SUS) between 2008-2010”[1] teve o objetivo de estimar o número de hospitalizações decorrentes do diabetes mellitus e os custos gerados por essas internações. “Por ano são realizadas algo entre 900 mil e 1,3 milhão de internações no SUS, o que corresponde a aproximadamente 47 a 71 internações a cada 10 mil habitantes. Isso significa um custo de 1,17 a 1,78 bilhão de reais”, afirma o Dr. Rosa.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje já são mais de 300 milhões de pacientes e a previsão é que esse número aumente em mais de 50% nos próximos 10 anos, fazendo da doença a sétima principal causa de morte até 2030. A falta de adesão ao tratamento e às recomendações médicas podem ser causas do controle inadequado da doença.
SAÚDE WEB
terça-feira, 27 de novembro de 2012
75% dos brasileiros com diabetes não se tratam corretamente
Fazer o controle do diabetes não é difícil. Basta realizar o exame conhecido como “ponta de dedo”, que consiste em extrair uma gota de sangue do dedo do paciente com um aparelho eletrônico medidor de glicose. Em questão de segundos, obtém-se o valor da glicemia, medida de concentração de glicose no sangue a partir da qual é possível monitorar o consumo dos carboidratos (alimentos ricos em açúcar) de acordo com os IGs (Índices Glicêmicos — velocidade com que o açúcar ingerido vai parar na corrente sanguínea) de cada alimento.
Ainda assim, seguir e regular corretamente esse processo é uma das maiores dificuldades encontradas pelos 12 milhões de brasileiros que têm a doença. “Há grande resistência por parte dos pacientes em incluir o controle dos índices glicêmicos nas atividades diárias. Cerca de 75% não seguem corretamente as recomendações. Isso acontece por inúmeros fatores, sendo que os principais são falta de adaptação, confusão na hora de calcular a glicemia ou negação da doença. O papel do médico, que tem responsabilidade de explicar e alertar o paciente, é fundamental nesse momento”, explica a endocrinologista Denise Reis Franco, membro da diretoria da Associação de Diabetes Juvenil.
Por meio desses índices, o paciente consegue calcular quanto e que tipo de carboidratos pode consumir ao longo do dia. A terapia de cada paciente com diabetes precisa ser individualizada, mas em geral a glicemia deve estar entre 70mg e 150mg.
Estima-se que 53% dos pacientes com diabetes tenham complicações por não monitorar corretamente os índices glicêmicos. Quando não controlada, a taxa de açúcar elevada pode favorecer o surgimento dos problemas inerentes à doença. “Entre os riscos mais graves, temos alterações na visão, problemas cardiovasculares, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e problemas renais”, explica a dra. Denise. Os que não possuem o aparelho de monitoramento em casa podem recorrer a qualquer unidade do SUS e realizar o exame gratuitamente.
Índice glicêmico e o paciente com diabetes
Tendo em vista que os carboidratos (como pães, massas e arroz) totalizam de 40% a 70% de toda a alimentação diária do brasileiro e que possuem alta taxa de açúcar, é necessário que os portadores de diabetes fiquem atentos ao índice glicêmico de cada um dos alimentos dessas categorias.
O pâncreas dos pacientes de diabetes não secreta a quantidade adequada ou simplesmente não secreta o hormônio insulina, que controla os índices de glicose no sangue. Se o paciente não receber a injeção de insulina para suprir essa deficiência, ao consumir alimentos com alto IG ele pode sofrer picos elevados de açúcar no sangue, o que com o tempo abre caminho para complicações no coração e na circulação do paciente. Em alguns casos, como o do diabetes tipo um, é preciso monitorar os IGs antes de cada refeição
Os IGs dos alimentos são classificados pela velocidade com que caem na corrente sanguínea. Os que são absorvidos mais rápido têm IG acima de 70. Os digeridos mais lentamente têm índices menores que 45. Quanto mais lentamente são absorvidos, menores os picos de açúcar no sangue.
As pessoas com diabetes precisam dar preferência aos alimentos com IG menor que 45, mas isso não significa que elas não possam consumir alimentos com índices entre 45 a 90. A nutricionista Anita Sachs explica que não há alimento proibido na dieta do portador de diabetes, apenas restrições de quantidade. “Os alimentos com índices glicêmicos um pouco mais elevados devem ser ingeridos de maneira moderada, sem exageros. Antes de consumi-los, é importante calcular o quanto ainda se pode ingerir naquele momento.” Esse cálculo é individualizado e varia de acordo com peso, altura e sexo do paciente.
DRÁUZIO VARELLA
Ainda assim, seguir e regular corretamente esse processo é uma das maiores dificuldades encontradas pelos 12 milhões de brasileiros que têm a doença. “Há grande resistência por parte dos pacientes em incluir o controle dos índices glicêmicos nas atividades diárias. Cerca de 75% não seguem corretamente as recomendações. Isso acontece por inúmeros fatores, sendo que os principais são falta de adaptação, confusão na hora de calcular a glicemia ou negação da doença. O papel do médico, que tem responsabilidade de explicar e alertar o paciente, é fundamental nesse momento”, explica a endocrinologista Denise Reis Franco, membro da diretoria da Associação de Diabetes Juvenil.
Por meio desses índices, o paciente consegue calcular quanto e que tipo de carboidratos pode consumir ao longo do dia. A terapia de cada paciente com diabetes precisa ser individualizada, mas em geral a glicemia deve estar entre 70mg e 150mg.
Estima-se que 53% dos pacientes com diabetes tenham complicações por não monitorar corretamente os índices glicêmicos. Quando não controlada, a taxa de açúcar elevada pode favorecer o surgimento dos problemas inerentes à doença. “Entre os riscos mais graves, temos alterações na visão, problemas cardiovasculares, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e problemas renais”, explica a dra. Denise. Os que não possuem o aparelho de monitoramento em casa podem recorrer a qualquer unidade do SUS e realizar o exame gratuitamente.
Índice glicêmico e o paciente com diabetes
Tendo em vista que os carboidratos (como pães, massas e arroz) totalizam de 40% a 70% de toda a alimentação diária do brasileiro e que possuem alta taxa de açúcar, é necessário que os portadores de diabetes fiquem atentos ao índice glicêmico de cada um dos alimentos dessas categorias.
O pâncreas dos pacientes de diabetes não secreta a quantidade adequada ou simplesmente não secreta o hormônio insulina, que controla os índices de glicose no sangue. Se o paciente não receber a injeção de insulina para suprir essa deficiência, ao consumir alimentos com alto IG ele pode sofrer picos elevados de açúcar no sangue, o que com o tempo abre caminho para complicações no coração e na circulação do paciente. Em alguns casos, como o do diabetes tipo um, é preciso monitorar os IGs antes de cada refeição
Os IGs dos alimentos são classificados pela velocidade com que caem na corrente sanguínea. Os que são absorvidos mais rápido têm IG acima de 70. Os digeridos mais lentamente têm índices menores que 45. Quanto mais lentamente são absorvidos, menores os picos de açúcar no sangue.
As pessoas com diabetes precisam dar preferência aos alimentos com IG menor que 45, mas isso não significa que elas não possam consumir alimentos com índices entre 45 a 90. A nutricionista Anita Sachs explica que não há alimento proibido na dieta do portador de diabetes, apenas restrições de quantidade. “Os alimentos com índices glicêmicos um pouco mais elevados devem ser ingeridos de maneira moderada, sem exageros. Antes de consumi-los, é importante calcular o quanto ainda se pode ingerir naquele momento.” Esse cálculo é individualizado e varia de acordo com peso, altura e sexo do paciente.
DRÁUZIO VARELLA
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
SES orienta sobre os cuidados com o diabetes
Perda de peso, visão borrada, sede excessiva, fadiga, micção freqüente e fome recorrente são alguns dos sintomas de uma doença que afeta cerca de 13 milhões de brasileiros, a diabetes. No dia nacional de combate à doença, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) orienta sobre os cuidados para prevenir a diabetes que é considera pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema de saúde pública.
Em Minas, mais de 1,3 milhão de pessoas são portadores do diabetes. A doença é caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue e pela incapacidade do organismo de produzir a insulina, hormônio responsável por levar a glicose da corrente sanguínea até as células dos músculos, de gordura e do fígado, onde esse açúcar é utilizado como fonte de energia.
Segundo a coordenadora da Rede de Hipertensão e Diabetes da SES-MG, Flávia Gomes de Carvalho, ter hábitos saudáveis de vida é essencial para evitar o diabetes e prevenir complicações causadas pela doença. “Praticar atividade física regularmente, consumir com regularidade frutas e verduras, diminuir o consumo de gorduras, evitar ficar mais de 3 horas sem se alimentar são ações que evitam a doença, e para o portador do diabetes estas medidas previnem complicações”, explicou.
As formas mais populares da doença são o tipo 1, 2 e Gestacional. O tipo 1 costuma ser diagnosticado na infância e expressa quando o organismo deixa de produzir a insulina. São necessárias injeções diárias do hormônio. O tipo 2, compreende a maioria dos casos de diabetes. Ocorre geralmente em adultos e é caracterizada pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas e está ligada ao sedentarismo, má-alimentação, obesidade, stress e tabagismo.
Na diabetes gestacional a alta quantidade de glicose na corrente sanguínea é ocasionada pela gravidez. Mulheres com diabetes gestacional têm alto risco de desenvolverem diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Tratamento
O governo de Minas disponibiliza em toda rede pública e em todas as unidades básicas de saúde medicamentos hipoglicemiantes orais e insulinas para o tratamento do diabetes mellitus. Para pacientes portadores do diabetes tipo 1, 2 e gestacional, o estado também disponibiliza tiras reagentes que indicam a quantidade de glicose no sangue. Para portadores com o tipo 1 e gestacional, são distribuídas três unidades por dia. Para o tipo 2, o paciente tem direito a uma unidade por dia.
De acordo com a Referência Técnica da Assistência Farmacêutica da SES-MG, Maria Luisa da Costa Machado, além dos os medicamentos para tratar a doença, o paciente tem direito ao aparelho de medição da glicose. “Para o recebimento das tiras reagentes e dos aparelhos glicosímetros, os portadores do Diabetes tipo 1,2 e gestacional devem estar cadastrados no questionário de Triagem do Sistema de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica/SIGAF”, orientou.
Ainda de acordo com Maria Luisa, “para o paciente ter acesso aos medicamentos do componente básico na unidade da Rede Farmácia de Minas ou nos postos de saúde é necessário apresentar documento de identificação e prescrição médica ou documentação específica definida pela Secretaria Municipal de Saúde do município”, finalizou.
O tratamento medicamento aliado aos hábitos de vida saudáveis possibilita ao diabético melhor qualidade de vida, além de reduzir os sintomas e impedir as complicações relacionadas à doença, como ocorrências de infartos, lesões na retina, insuficiências renais, doenças cerebrovasculares, vasculares periféricas e neuropatias. Todos os medicamentos distribuídos pelo governo de Minas são preconizados pelo Ministério da Saúde.
Hiperdia Minas
Os centros Hiperdia Minas são unidades de atenção secundária à saúde da população portadora de diabetes mellitus e hipertensão arterial. As unidades desenvolvem ações especializadas voltadas para o aumento da prevenção, detecção, tratamento e controle das doenças.
Os usuários são atendidos na atenção primária, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) são encaminhados ao centro para o acompanhamento e tratamento da doença.
No Estado, já foram implantados 13 Centros do Hiperdia Minas. As unidades abrangem 24 regiões e proporcionam atendimento à pacientes de 179 cidades. Os Centros estão localizados nos municípios de Brasília de Minas, Diamantina, Itabira, Itabirito, Janaúba, Jequitinhonha, Juiz de fora, Patos de Minas, Patrocínio, Pirapora, Santa Luzia, Santo Antônio do Monte e Viçosa.
SES-MG
Em Minas, mais de 1,3 milhão de pessoas são portadores do diabetes. A doença é caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue e pela incapacidade do organismo de produzir a insulina, hormônio responsável por levar a glicose da corrente sanguínea até as células dos músculos, de gordura e do fígado, onde esse açúcar é utilizado como fonte de energia.
Segundo a coordenadora da Rede de Hipertensão e Diabetes da SES-MG, Flávia Gomes de Carvalho, ter hábitos saudáveis de vida é essencial para evitar o diabetes e prevenir complicações causadas pela doença. “Praticar atividade física regularmente, consumir com regularidade frutas e verduras, diminuir o consumo de gorduras, evitar ficar mais de 3 horas sem se alimentar são ações que evitam a doença, e para o portador do diabetes estas medidas previnem complicações”, explicou.
As formas mais populares da doença são o tipo 1, 2 e Gestacional. O tipo 1 costuma ser diagnosticado na infância e expressa quando o organismo deixa de produzir a insulina. São necessárias injeções diárias do hormônio. O tipo 2, compreende a maioria dos casos de diabetes. Ocorre geralmente em adultos e é caracterizada pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas e está ligada ao sedentarismo, má-alimentação, obesidade, stress e tabagismo.
Na diabetes gestacional a alta quantidade de glicose na corrente sanguínea é ocasionada pela gravidez. Mulheres com diabetes gestacional têm alto risco de desenvolverem diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Tratamento
O governo de Minas disponibiliza em toda rede pública e em todas as unidades básicas de saúde medicamentos hipoglicemiantes orais e insulinas para o tratamento do diabetes mellitus. Para pacientes portadores do diabetes tipo 1, 2 e gestacional, o estado também disponibiliza tiras reagentes que indicam a quantidade de glicose no sangue. Para portadores com o tipo 1 e gestacional, são distribuídas três unidades por dia. Para o tipo 2, o paciente tem direito a uma unidade por dia.
De acordo com a Referência Técnica da Assistência Farmacêutica da SES-MG, Maria Luisa da Costa Machado, além dos os medicamentos para tratar a doença, o paciente tem direito ao aparelho de medição da glicose. “Para o recebimento das tiras reagentes e dos aparelhos glicosímetros, os portadores do Diabetes tipo 1,2 e gestacional devem estar cadastrados no questionário de Triagem do Sistema de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica/SIGAF”, orientou.
Ainda de acordo com Maria Luisa, “para o paciente ter acesso aos medicamentos do componente básico na unidade da Rede Farmácia de Minas ou nos postos de saúde é necessário apresentar documento de identificação e prescrição médica ou documentação específica definida pela Secretaria Municipal de Saúde do município”, finalizou.
O tratamento medicamento aliado aos hábitos de vida saudáveis possibilita ao diabético melhor qualidade de vida, além de reduzir os sintomas e impedir as complicações relacionadas à doença, como ocorrências de infartos, lesões na retina, insuficiências renais, doenças cerebrovasculares, vasculares periféricas e neuropatias. Todos os medicamentos distribuídos pelo governo de Minas são preconizados pelo Ministério da Saúde.
Hiperdia Minas
Os centros Hiperdia Minas são unidades de atenção secundária à saúde da população portadora de diabetes mellitus e hipertensão arterial. As unidades desenvolvem ações especializadas voltadas para o aumento da prevenção, detecção, tratamento e controle das doenças.
Os usuários são atendidos na atenção primária, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) são encaminhados ao centro para o acompanhamento e tratamento da doença.
No Estado, já foram implantados 13 Centros do Hiperdia Minas. As unidades abrangem 24 regiões e proporcionam atendimento à pacientes de 179 cidades. Os Centros estão localizados nos municípios de Brasília de Minas, Diamantina, Itabira, Itabirito, Janaúba, Jequitinhonha, Juiz de fora, Patos de Minas, Patrocínio, Pirapora, Santa Luzia, Santo Antônio do Monte e Viçosa.
SES-MG
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Diabetes: casos entre crianças e adolescentes preocupam médicos; obesidade é maior vilã
O avanço da obesidade infantil tem alterado a incidência do diabetes tipo 2 na população brasileira. A doença, que geralmente se manifesta na maturidade, já registra diversos casos entre crianças e adolescentes. No Instituto da Criança com Diabetes, centro especializado que atende a 2.500 pacientes em Porto Alegre (RS), 3% dos casos são de diabetes tipo 2.
Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista Gustavo Francklin explicou que o diabetes é uma doença decorrente da alteração na produção e na ação da insulina. No tipo 1, o próprio organismo reage contra células do pâncreas, responsáveis pela produção da insulina. No tipo 2, o problema é a resistência do organismo à ação da insulina, que aparece sobretudo em pessoas obesas e sedentárias.
“Houve mudanças nos hábitos das crianças. Elas convivem muito com videogame e computador e reduziram as atividades físicas. A alimentação também mudou, elas comem muito enlatado, fast food”, disse.
De acordo com o especialista, crianças e adolescentes diabéticos devem praticar atividade física regular pelo menos quatro vezes por semana e manter uma alimentação saudável, comendo de cinco a seis vezes por dia. Devem ser evitados gorduras e carboidratos.
“Batata frita, sanduíche, sorvete, chocolate e biscoito são alimentos hipercalóricos e geralmente atrativos. São guloseimas e os pais acabam cedendo, já que é tudo mais fácil, mais prático”, completou.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduino Tschiedel, o aumento da obesidade entre crianças e adolescentes e o aumento de casos de diabetes tipo 2 nessa faixa etária podem significar o aparecimento de complicações ainda mais cedo, como problemas renais crônicos e amputação de membros.
“O diferencial do tipo 2, além de ser [possível prevenir], é que ele é tratável com mudanças de estilo de vida. Para o tipo 1 isso não adianta muito, já que foi uma doença autoimune que provocou o quadro”, explicou. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que cerca de 12 milhões de pessoas no Brasil sofrem da doença, dos quais 90% a 95% têm o tipo 2.
Lucimeire da Silva Sampaio, 38 anos, é uma dessas pessoas. A dona de casa foi diagnosticada com a doença aos 13 anos, quando se preparava para uma cirurgia de retirada do apêndice.
“Assim que foi dado o diagnóstico, comecei a tomar insulina diariamente e a prestar mais a atenção na alimentação. Tento também me exercitar mais. Quando era mais nova, costumava trapacear, comendo besteiras, mas percebi logo que não podia mais comprometer minha saúde", contou.
Quando tinha 16 anos, Keila Oliveira de Melo, técnica de enfermagem, começou a sentir-se mal, mas decidiu não procurar atendimento. “Achei que fosse um mal-estar passageiro, mas fui perdendo os sentidos, até que entrei em coma”. Os exames constataram que ela tinha diabetes. “Passei a controlar a alimentação, com os horários certos de cada refeição e a me exercitar mais. Nunca tive complicações, nem mesmo quando engravidei”.
Ana Carolina Luz Bezerra, de 18 anos, foi diagnosticada quando tinha apenas 9 anos. Ela apresentou sintomas clássicos da doença, como perda de peso, aumento da vontade de urinar e muita sede.
“Como eu era muito novinha, tive dificuldades para seguir o tratamento. Na escola, via meus colegas com lanches como salgadinhos, suco e eu não podia mais comer essas coisas, pois passava muito mal. Ainda assim, extrapolava de vez em quando. Até que tomei consciência do que tenho e passei a me controlar mais. Hoje, não tenho muitos problemas em cuidar da alimentação”, contou.
AGENCIA BRASIL
Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista Gustavo Francklin explicou que o diabetes é uma doença decorrente da alteração na produção e na ação da insulina. No tipo 1, o próprio organismo reage contra células do pâncreas, responsáveis pela produção da insulina. No tipo 2, o problema é a resistência do organismo à ação da insulina, que aparece sobretudo em pessoas obesas e sedentárias.
“Houve mudanças nos hábitos das crianças. Elas convivem muito com videogame e computador e reduziram as atividades físicas. A alimentação também mudou, elas comem muito enlatado, fast food”, disse.
De acordo com o especialista, crianças e adolescentes diabéticos devem praticar atividade física regular pelo menos quatro vezes por semana e manter uma alimentação saudável, comendo de cinco a seis vezes por dia. Devem ser evitados gorduras e carboidratos.
“Batata frita, sanduíche, sorvete, chocolate e biscoito são alimentos hipercalóricos e geralmente atrativos. São guloseimas e os pais acabam cedendo, já que é tudo mais fácil, mais prático”, completou.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduino Tschiedel, o aumento da obesidade entre crianças e adolescentes e o aumento de casos de diabetes tipo 2 nessa faixa etária podem significar o aparecimento de complicações ainda mais cedo, como problemas renais crônicos e amputação de membros.
“O diferencial do tipo 2, além de ser [possível prevenir], é que ele é tratável com mudanças de estilo de vida. Para o tipo 1 isso não adianta muito, já que foi uma doença autoimune que provocou o quadro”, explicou. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que cerca de 12 milhões de pessoas no Brasil sofrem da doença, dos quais 90% a 95% têm o tipo 2.
Lucimeire da Silva Sampaio, 38 anos, é uma dessas pessoas. A dona de casa foi diagnosticada com a doença aos 13 anos, quando se preparava para uma cirurgia de retirada do apêndice.
“Assim que foi dado o diagnóstico, comecei a tomar insulina diariamente e a prestar mais a atenção na alimentação. Tento também me exercitar mais. Quando era mais nova, costumava trapacear, comendo besteiras, mas percebi logo que não podia mais comprometer minha saúde", contou.
Quando tinha 16 anos, Keila Oliveira de Melo, técnica de enfermagem, começou a sentir-se mal, mas decidiu não procurar atendimento. “Achei que fosse um mal-estar passageiro, mas fui perdendo os sentidos, até que entrei em coma”. Os exames constataram que ela tinha diabetes. “Passei a controlar a alimentação, com os horários certos de cada refeição e a me exercitar mais. Nunca tive complicações, nem mesmo quando engravidei”.
Ana Carolina Luz Bezerra, de 18 anos, foi diagnosticada quando tinha apenas 9 anos. Ela apresentou sintomas clássicos da doença, como perda de peso, aumento da vontade de urinar e muita sede.
“Como eu era muito novinha, tive dificuldades para seguir o tratamento. Na escola, via meus colegas com lanches como salgadinhos, suco e eu não podia mais comer essas coisas, pois passava muito mal. Ainda assim, extrapolava de vez em quando. Até que tomei consciência do que tenho e passei a me controlar mais. Hoje, não tenho muitos problemas em cuidar da alimentação”, contou.
AGENCIA BRASIL
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Luz evita amputação de pé diabético
Um técnica experimental que utiliza a fototerapia para tratar pés diabéticos tem se mostrado eficaz para evitar amputações. Cerca de 90 pacientes já passaram pelo tratamento no Hospital de Ensino Anchieta, em São Bernardo do Campo. A iniciativa é resultado de um projeto do médico João Paulo Tardivo, autor da técnica, em parceria com a Faculdade de Medicina do ABC.
Tardivo, que já desenvolvia trabalhos com fototerapia, teve a ideia de aplicá-la em diabéticos ao atender pacientes que não tinham alternativa além da amputação. Por apresentar uma diminuição da sensibilidade dos pés por causa da neuropatia periférica, o diabético não sente dor e, portanto, não percebe quando o membro inferior sofre lesões. Além disso, a deficiência circulatória e a baixa imunidade associadas à doença fazem com que o ferimento não se cure naturalmente.
Dos 18 pacientes atendidos por Tardivo que já apresentavam osteomielite - quando a infecção atinge os ossos e existe a indicação de amputação - 17 puderam manter o membro. Nesses casos, o antibiótico não é eficaz, pois não chega às bactérias instaladas nos ossos.
No tratamento em teste, a luz tem o papel de provocar uma reação fotoquímica com o oxigênio presente nos micro-organismos, levando à produção de radicais livres, que destroem mesmo as bactéria resistentes.
Para chegar ao centro da infecção, Tardivo introduz um cabo de fibra ótica dentro da ferida. Para conduzir a luz ao interior das bactérias, é utilizada uma substância fotossensível: o azul de metileno.
Tardivo, que já desenvolvia trabalhos com fototerapia, teve a ideia de aplicá-la em diabéticos ao atender pacientes que não tinham alternativa além da amputação. Por apresentar uma diminuição da sensibilidade dos pés por causa da neuropatia periférica, o diabético não sente dor e, portanto, não percebe quando o membro inferior sofre lesões. Além disso, a deficiência circulatória e a baixa imunidade associadas à doença fazem com que o ferimento não se cure naturalmente.
Dos 18 pacientes atendidos por Tardivo que já apresentavam osteomielite - quando a infecção atinge os ossos e existe a indicação de amputação - 17 puderam manter o membro. Nesses casos, o antibiótico não é eficaz, pois não chega às bactérias instaladas nos ossos.
No tratamento em teste, a luz tem o papel de provocar uma reação fotoquímica com o oxigênio presente nos micro-organismos, levando à produção de radicais livres, que destroem mesmo as bactéria resistentes.
Para chegar ao centro da infecção, Tardivo introduz um cabo de fibra ótica dentro da ferida. Para conduzir a luz ao interior das bactérias, é utilizada uma substância fotossensível: o azul de metileno.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Custos de Doenças Ligadas à Obesidade para o SUS
Artigo publicado recentemente no jornal científico BMC Public Health, voltado para os aspectos epidemiológicos das doenças, revela que o custo total, para o SUS, estimado para um ano com todas as doenças relacionadas ao sobrepeso e à obesidade – câncer, diabetes e cardiológicas - é de US$ 20.152.102.171. As hospitalizações custam US$ 1.472.742.952, e os procedimentos de ambulatório, US$ 679.353.348.
O artigo, realizado na Universidade do Estado do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) por uma equipe de especialistas , teve seus dados coletados entre 2008 e 2010. Trata-se de um dos raros estudos sobre o assunto no país.
O trabalho começa com uma constatação: nas últimas décadas, a obesidade avançou para umaepidemia global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou, em 2005, que aproximadamente 1,6 bilhões de adultos estavam acima do peso e, ao menos 400 milhões, eramobesos. A OMS também previu que, até 2015, cerca de 2,3 bilhões de adultos estarão acima do peso e mais de 700 milhões serão obesos. No Brasil, duas pesquisas nacionais da população adulta mostraram que a taxa de sobrepeso e obesidade cresceu, nos últimos quatro anos, de 43% para 48.1% e de 11% para 15% para o sobrepeso e a obesidade, respectivamente.
O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para doenças crônicas, como câncer, diabetese doenças relacionadas ao coração que, por sua vez, são responsáveis por despesas com asaúde, deficiências e morte. O número estimado de obesidade levando ao câncer é alto e inclui câncer no pâncreas, cólon, seios e endometriose.
Os custos econômicos com obesidade têm se tornado preocupantes nos últimos anos. O custo de uma doença pode ser medido pelo impacto financeiro no sistema de saúde (custos diretos) e pela perda da produtividade e qualidade de vida (custos indiretos) da sociedade e do indivíduo.
A obesidade se mostra o maior desafio da saúde, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, e os custos são substanciais, mesmo que desconhecidos na maior parte dossistemas de saúde. O objetivo principal do estudo é fornecer uma estimativa dos custos diretos associados nos cuidados de ambulatório e hospitalização de pacientes acima do peso e obesos na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS).
O artigo, realizado na Universidade do Estado do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) por uma equipe de especialistas , teve seus dados coletados entre 2008 e 2010. Trata-se de um dos raros estudos sobre o assunto no país.
O trabalho começa com uma constatação: nas últimas décadas, a obesidade avançou para umaepidemia global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou, em 2005, que aproximadamente 1,6 bilhões de adultos estavam acima do peso e, ao menos 400 milhões, eramobesos. A OMS também previu que, até 2015, cerca de 2,3 bilhões de adultos estarão acima do peso e mais de 700 milhões serão obesos. No Brasil, duas pesquisas nacionais da população adulta mostraram que a taxa de sobrepeso e obesidade cresceu, nos últimos quatro anos, de 43% para 48.1% e de 11% para 15% para o sobrepeso e a obesidade, respectivamente.
O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para doenças crônicas, como câncer, diabetese doenças relacionadas ao coração que, por sua vez, são responsáveis por despesas com asaúde, deficiências e morte. O número estimado de obesidade levando ao câncer é alto e inclui câncer no pâncreas, cólon, seios e endometriose.
Os custos econômicos com obesidade têm se tornado preocupantes nos últimos anos. O custo de uma doença pode ser medido pelo impacto financeiro no sistema de saúde (custos diretos) e pela perda da produtividade e qualidade de vida (custos indiretos) da sociedade e do indivíduo.
A obesidade se mostra o maior desafio da saúde, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, e os custos são substanciais, mesmo que desconhecidos na maior parte dossistemas de saúde. O objetivo principal do estudo é fornecer uma estimativa dos custos diretos associados nos cuidados de ambulatório e hospitalização de pacientes acima do peso e obesos na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS).
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Pessoas que não comem carne são mais magras, têm menos diabetes e colesterol mais controlado
Ser vegetariano num país que tem como pratos tradicionais feijoada e churrasco não é tarefa fácil. Os que decidem abster-se de comer carne enfrentam muitos preconceitos e desconhecimento. Porém, estudos em várias partes do mundo têm mostrado que vegeterianos não têm a saúde frágil, como muita gente acredita. Pelo contrário, eles são mais magros e saudáveis.
Esse é apenas um dos vários equívocos que cercam o não consumo de carne. Para começar, o próprio conceito de vegetarianismo não é muito claro. É considerado vegetariano quem não consome nenhum tipo de carne, seja vermelha ou branca. Portanto, quem come só peixe ou frango não pode receber o título.
Independente da opção, a especialista recomenda para todos os vegetarianos um acompanhamento nutricional para garantir a alimentação balanceada e prevenir a carência de vitaminas e minerais e, assim, blindarem-se contra possíveis males.
Segundo um relatório publicado em 2003 pela Associação Dietética Norte-americana, vegetarianos têm 50% menos risco de apresentar diabetes, menos doenças cardíacas, seus níveis de colesterol geralmente são mais controlados, assim como a pressão arterial.
Poucos sabem, mas o norte-americano Carl Lewis, um dos maiores medalhistas olímpicos, era vegano e Éder Jofre, maior nome do boxe brasileiro, é vegetariano. Dois exemplos que mostram que não consumir carne não é sinônimo de fragilidade.
DE FORMA GERAL, PARA TEREM UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, OS VEGETARIANOS DEVEM SEGUIR SEIS RECOMENDAÇÕES:
Vitamina C: aproveite para incluir nas principais refeições um copo de suco de laranja, acerola, morango, caju, ou alguma outra fruta rica em ácido ascórbico (a vitamina C). Ela potencializa a absorção de ferro.
Laticínios: mesmo quem não come carnes pode ter boa fonte de proteína animal consumindo bastante leite e derivados, como queijos, manteiga, iogurte, coalhada. Outra boa opção são ovos, que podem ser usados em preparos de panquecas, tortas, bolos. Essa dica só não vale para os veganos.
Vegetais verde-escuros: as verduras como agrião, couve, espinafre e brócolis, todas de cor verde-escura, são ricas em ferro, portanto, inclua sempre uma delas em suas refeições.
Leguminosas: outra forma de substituir o ferro da carne é abusar das chamadas leguminosas (grãos produzidos em vagens). Esse grupo alimentar inclui: feijões, soja, grão de bico, lentilha, ervilha etc.
Cereais e oleaginosas: outras fontes de ferro numa alimentação vegetariana podem ser os cereais integrais, aveia, quinoa, linhaça, e as oleaginosas, como nozes, amêndoas, castanhas.
Sem cafeína: espere pelo menos uma hora depois das refeições para tomar café, chá preto ou mate, ou refrigerantes a base de cola. Essas bebidas possuem grande quantidade de cafeína, que dificulta a absorção do ferro [O melhor mesmo é não tomar].
TUDO FARMA
Esse é apenas um dos vários equívocos que cercam o não consumo de carne. Para começar, o próprio conceito de vegetarianismo não é muito claro. É considerado vegetariano quem não consome nenhum tipo de carne, seja vermelha ou branca. Portanto, quem come só peixe ou frango não pode receber o título.
Independente da opção, a especialista recomenda para todos os vegetarianos um acompanhamento nutricional para garantir a alimentação balanceada e prevenir a carência de vitaminas e minerais e, assim, blindarem-se contra possíveis males.
Segundo um relatório publicado em 2003 pela Associação Dietética Norte-americana, vegetarianos têm 50% menos risco de apresentar diabetes, menos doenças cardíacas, seus níveis de colesterol geralmente são mais controlados, assim como a pressão arterial.
Poucos sabem, mas o norte-americano Carl Lewis, um dos maiores medalhistas olímpicos, era vegano e Éder Jofre, maior nome do boxe brasileiro, é vegetariano. Dois exemplos que mostram que não consumir carne não é sinônimo de fragilidade.
DE FORMA GERAL, PARA TEREM UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, OS VEGETARIANOS DEVEM SEGUIR SEIS RECOMENDAÇÕES:
Vitamina C: aproveite para incluir nas principais refeições um copo de suco de laranja, acerola, morango, caju, ou alguma outra fruta rica em ácido ascórbico (a vitamina C). Ela potencializa a absorção de ferro.
Laticínios: mesmo quem não come carnes pode ter boa fonte de proteína animal consumindo bastante leite e derivados, como queijos, manteiga, iogurte, coalhada. Outra boa opção são ovos, que podem ser usados em preparos de panquecas, tortas, bolos. Essa dica só não vale para os veganos.
Vegetais verde-escuros: as verduras como agrião, couve, espinafre e brócolis, todas de cor verde-escura, são ricas em ferro, portanto, inclua sempre uma delas em suas refeições.
Leguminosas: outra forma de substituir o ferro da carne é abusar das chamadas leguminosas (grãos produzidos em vagens). Esse grupo alimentar inclui: feijões, soja, grão de bico, lentilha, ervilha etc.
Cereais e oleaginosas: outras fontes de ferro numa alimentação vegetariana podem ser os cereais integrais, aveia, quinoa, linhaça, e as oleaginosas, como nozes, amêndoas, castanhas.
Sem cafeína: espere pelo menos uma hora depois das refeições para tomar café, chá preto ou mate, ou refrigerantes a base de cola. Essas bebidas possuem grande quantidade de cafeína, que dificulta a absorção do ferro [O melhor mesmo é não tomar].
TUDO FARMA
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Taxa de diabetes em crianças já é 4 vezes maior na China que nos EUA
Alçada à condição de superpotência entre os emergentes, a China vem enfrentando problemas decorrentes de seu enriquecimento. Um dos principais, apontam especialistas, é o elevado índice de obesidade entre as crianças do país.
Um estudo publicado recentemente na revista americana 'Obesity Reviews', principal publicação da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade, apontou que os jovens chineses têm taxas de diabetes quatro vezes maiores do que as de seus pares americanos.
Entre os principais fatores que explicam a saúde precária dos adolescentes do país estão a mudança drástica no estilo de vida e nutrição, além da elevação nos índices de sobrepeso e obesidade que o gigante asiático tem registrado nas últimas décadas.
De acordo com o estudo, os jovens chineses também estão mais suscetíveis a doenças cardiovasculares.
Nos últimos anos, a China tem experimentado um crescimento econômico sem precedentes. Mas, em contrapartida, o país passou por dramáticas transformações no padrão de dieta, peso, e atividade física da população.
Para investigar o fenômeno, cientistas da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, acompanharam durante duas décadas 29 mil pessoas em 300 comunidades na China.
A cada dois anos, os cientistas atualizavam os dados de mudanças de peso, hábitos alimentares e níveis de atividade física dos pacientes.
Ao fim do estudo, eles constataram 'um grande aumento nos fatores de risco cardiometabólico e de sobrepeso' dos chineses.
Risco
Um estudo publicado recentemente na revista americana 'Obesity Reviews', principal publicação da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade, apontou que os jovens chineses têm taxas de diabetes quatro vezes maiores do que as de seus pares americanos.
Entre os principais fatores que explicam a saúde precária dos adolescentes do país estão a mudança drástica no estilo de vida e nutrição, além da elevação nos índices de sobrepeso e obesidade que o gigante asiático tem registrado nas últimas décadas.
De acordo com o estudo, os jovens chineses também estão mais suscetíveis a doenças cardiovasculares.
Nos últimos anos, a China tem experimentado um crescimento econômico sem precedentes. Mas, em contrapartida, o país passou por dramáticas transformações no padrão de dieta, peso, e atividade física da população.
Para investigar o fenômeno, cientistas da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, acompanharam durante duas décadas 29 mil pessoas em 300 comunidades na China.
A cada dois anos, os cientistas atualizavam os dados de mudanças de peso, hábitos alimentares e níveis de atividade física dos pacientes.
Ao fim do estudo, eles constataram 'um grande aumento nos fatores de risco cardiometabólico e de sobrepeso' dos chineses.
Risco
Os cientistas também observaram uma incidência de diabetes e pré-diabetes de 1,9% e 14,9% respectivamente em crianças de entre 7 e 17 anos. De acordo com a pesquisa, na China, 1,7 milhões de crianças entre 7 e 18 anos têm diabetes e outras 27,7 milhões são consideradas pré-diabéticas.
Segundo eles, as altas taxas aumentavam os riscos de doenças cardiovasculares.
Quando compararam os dados colhidos com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) dos Estados Unidos, os pesquisadores descobriram que as taxas de diabetes e fatores de risco cardiovascular são quatro vezes maiores entre a população jovem chinesa do que entre crianças e adolescentes americanos.
'Além disso, mais de 35% das crianças menores de 18 anos têm níveis elevados de, pelo menos, um fator de risco cardiometabólico', afirma o professor Barry Popkin, responsável pelo estudo.
Segundo ele, se nada for feito urgentemente para reverter essas tendências, o sistema de saúde pública na China terá de enfrentar um enorme desafio nos próximos anos.
'O que é inédito é a mudança na dieta, peso e risco cardiovascular em crianças de 7 anos ou mais', destaca Popkin.
'Esses números mostram o enorme fardo que o sistema de saúde da China terá de enfrentar se nada mudar', acrescenta.
Os cientistas também observaram altos níveis de risco tanto em indivíduos de comunidades urbanas quanto rurais, independentemente da classe social.
Para os autores, 'os iminentes custos de saúde e suas implicações são imensos'.
Segundo eles, as altas taxas aumentavam os riscos de doenças cardiovasculares.
Quando compararam os dados colhidos com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) dos Estados Unidos, os pesquisadores descobriram que as taxas de diabetes e fatores de risco cardiovascular são quatro vezes maiores entre a população jovem chinesa do que entre crianças e adolescentes americanos.
'Além disso, mais de 35% das crianças menores de 18 anos têm níveis elevados de, pelo menos, um fator de risco cardiometabólico', afirma o professor Barry Popkin, responsável pelo estudo.
Segundo ele, se nada for feito urgentemente para reverter essas tendências, o sistema de saúde pública na China terá de enfrentar um enorme desafio nos próximos anos.
'O que é inédito é a mudança na dieta, peso e risco cardiovascular em crianças de 7 anos ou mais', destaca Popkin.
'Esses números mostram o enorme fardo que o sistema de saúde da China terá de enfrentar se nada mudar', acrescenta.
Os cientistas também observaram altos níveis de risco tanto em indivíduos de comunidades urbanas quanto rurais, independentemente da classe social.
Para os autores, 'os iminentes custos de saúde e suas implicações são imensos'.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Estudo vincula consumo de arroz branco ao diabetes tipo 2
Estudo vincula consumo de arroz branco ao diabetes tipo 2
Estudiosos em saúde afirmaram ter descoberto um vínculo perturbador entre o consumo elevado de arroz branco e o diabetes tipo 2, uma doença que está se tornando uma epidemia em vários países.
Segundo os cientistas, é necessário aprofundar as pesquisas para provar este vínculo aparente e dietas sabidamente ricas em açúcar e gordura permanecem na lista de alimentos a se evitar, afirmaram em artigo publicado nesta quinta-feira (15).
"O que nós descobrimos é que o arroz branco é propenso a aumentar o risco de aparecimento de diabetes tipo 2, especialmente em níveis de alto consumo, tais como o das populações asiáticas", disse à AFP Qi Sun, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
"Mas ao mesmo tempo, as pessoas deveriam prestar mais atenção a outras coisas que comem", acrescentou.
"É muito importante dirigir-se não só a um tipo de alimento, mas a todo o padrão de consumo", emendou.
No artigo, publicado no British Medical Journal (BMJ), a equipe de Sun disse que o vínculo surgiu de uma análise feita em quatro estudos publicados anteriormente e realizados em China, Japão, Austrália e Estados Unidos.
Estes estudos acompanharam 350 mil pessoas em escalas de tempo que variaram entre 4 e 22 anos. Mais de 13 mil pessoas desenvolveram diabetes tipo 2.
Nos estudos realizados na China e no Japão, aqueles que comeram mais arroz revelaram-se 55% mais propensos a desenvolver a doença do que os que ingeriram menos o grão. Nos Estados Unidos e na Austrália, onde o consumo de arroz é muito menor, a diferença entre os dois grupos foi de 12%.
Os participantes nos estudos feitos nos dois países asiáticos comeram, em média, de três a quatro porções de arroz por dia, em comparação com uma a duas porções por semana nos países ocidentais.
O arroz branco é a forma predominante de arroz consumida no mundo. Máquinas que descascam e trituram o grão lhe dão uma aparência lustrosa, resultando em um alimento rico em amido.
O arroz integral, ao contrário, tem mais fibras, magnésio e vitaminas, bem como um "índice glicêmico" - medida da quantidade de açúcar - mais baixo do que o arroz branco.
Sun disse que o estudo tem limitações, inclusive detalhes completos sobre o que os voluntários comeram para acompanhar o arroz.
"Eu não acho que possa evidenciar um caso 100% confirmado, dado que esta é uma meta-análise de quatro estudos diferentes", afirmou.
"Mas eu vejo uma consistência entre estes estudos e há plausibilidade biológica que sustente a associação entre o consumo de arroz branco e o diabetes", emendou.
No entanto, acrescentou, "mais dados são necessários para corroborar ou refutar nossas observações".
O diabetes afeta quase 350 milhões de adultos em todo o mundo, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
A dieta é o único fator de controle para o diabetes tipo 2, uma doença complexa que envolve altos níveis de açúcar no sangue que não podem ser processados pela insulina. Obesidade e sedentarismo também são considerados fatores de risco que contribuem para o surgimento da doença.
PORTAL EDUCAÇÃO
Estudiosos em saúde afirmaram ter descoberto um vínculo perturbador entre o consumo elevado de arroz branco e o diabetes tipo 2, uma doença que está se tornando uma epidemia em vários países.
Segundo os cientistas, é necessário aprofundar as pesquisas para provar este vínculo aparente e dietas sabidamente ricas em açúcar e gordura permanecem na lista de alimentos a se evitar, afirmaram em artigo publicado nesta quinta-feira (15).
"O que nós descobrimos é que o arroz branco é propenso a aumentar o risco de aparecimento de diabetes tipo 2, especialmente em níveis de alto consumo, tais como o das populações asiáticas", disse à AFP Qi Sun, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
"Mas ao mesmo tempo, as pessoas deveriam prestar mais atenção a outras coisas que comem", acrescentou.
"É muito importante dirigir-se não só a um tipo de alimento, mas a todo o padrão de consumo", emendou.
No artigo, publicado no British Medical Journal (BMJ), a equipe de Sun disse que o vínculo surgiu de uma análise feita em quatro estudos publicados anteriormente e realizados em China, Japão, Austrália e Estados Unidos.
Estes estudos acompanharam 350 mil pessoas em escalas de tempo que variaram entre 4 e 22 anos. Mais de 13 mil pessoas desenvolveram diabetes tipo 2.
Nos estudos realizados na China e no Japão, aqueles que comeram mais arroz revelaram-se 55% mais propensos a desenvolver a doença do que os que ingeriram menos o grão. Nos Estados Unidos e na Austrália, onde o consumo de arroz é muito menor, a diferença entre os dois grupos foi de 12%.
Os participantes nos estudos feitos nos dois países asiáticos comeram, em média, de três a quatro porções de arroz por dia, em comparação com uma a duas porções por semana nos países ocidentais.
O arroz branco é a forma predominante de arroz consumida no mundo. Máquinas que descascam e trituram o grão lhe dão uma aparência lustrosa, resultando em um alimento rico em amido.
O arroz integral, ao contrário, tem mais fibras, magnésio e vitaminas, bem como um "índice glicêmico" - medida da quantidade de açúcar - mais baixo do que o arroz branco.
Sun disse que o estudo tem limitações, inclusive detalhes completos sobre o que os voluntários comeram para acompanhar o arroz.
"Eu não acho que possa evidenciar um caso 100% confirmado, dado que esta é uma meta-análise de quatro estudos diferentes", afirmou.
"Mas eu vejo uma consistência entre estes estudos e há plausibilidade biológica que sustente a associação entre o consumo de arroz branco e o diabetes", emendou.
No entanto, acrescentou, "mais dados são necessários para corroborar ou refutar nossas observações".
O diabetes afeta quase 350 milhões de adultos em todo o mundo, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
A dieta é o único fator de controle para o diabetes tipo 2, uma doença complexa que envolve altos níveis de açúcar no sangue que não podem ser processados pela insulina. Obesidade e sedentarismo também são considerados fatores de risco que contribuem para o surgimento da doença.
PORTAL EDUCAÇÃO
quarta-feira, 14 de março de 2012
Conheça os principais sintomas da diabetes
O Diabetes é uma doença silenciosa que atinge cerca de 7,5 milhões de brasileiros, maioria das pessoas não sabem que tem o problema.
A diabetes mellitus, como também é chamada, quando não tratada, pode causar entre outros, problemas visuais, neurológicos cardíacos, dermatológicos e renais.
Você sabe identificar a doença?
Conheça os principais sintomas do diabetes:
Excesso de urina
O excesso de urina, chamado em medicina de poliúria, é um dos primeiros sinais e sintomas do diabetes. Quando há uma elevada concentração de glicose no sangue, geralmente acima de 180mg/dl, o corpo precisa arranjar meios de eliminar este excesso; o caminho mais fácil é pelos rins, através da urina.
Sede excessiva
Se o paciente diabético urina em excesso, ele perderá mais água do que era suposto, ficando desidratado. A sede é principal mecanismo de defesa do organismo contra a desidratação.
O paciente diabético que não controla sua glicemia, seja por má aderência ao tratamento ou simplesmente porque ainda não descobriu que tem diabetes, acaba por entrar em um ciclo vicioso. O excesso de glicose aumenta a quantidade de água perdida na urina, fazendo o paciente urinar com grande frequência. A perda de água causa desidratação, que por sua vez desencadeia uma sede excessiva. O paciente bebe muita água, mas como a glicose continua muito alta no sangue, ele se mantém urinando a toda hora.
Cansaço
O cansaço crônico é outro sintoma comum do diabetes e ocorre por dois fatores:
1. Pela desidratação: explicada no tópico anterior.
2. Pela incapacidade das células em receber glicose: a glicose é a principal fonte de energia das células; é o combustível do nosso organismo. Quem promove a entrada de glicose do sangue para dentro das células é a insulina, que no diabetes tipo 1 é inexistente e no diabetes tipo 2 não funciona bem. Portanto, o diabetes mellitus se caracteriza essencialmente pela incapacidade do organismo em transportar glicose para as células, reduzindo a capacidade de produção de energia do corpo.
Perda de peso
A perda de peso é um sintoma muito comum no diabetes tipo 1. Pode também ocorrer no diabetes tipo 2 mas não é tão frequente.
A insulina também é o hormônio responsável pelo armazenamento de gordura e pela síntese de proteínas no organismo. Como no diabetes tipo 1 há ausência de insulina, o paciente para de armazenar gordura e de produzir músculos. Além disso, como não há glicose para gerar energia, as células acabam tendo que gerá-la a partir da quebra de proteínas e dos estoques de gordura do corpo. Portanto, o corpo sem insulina não gera músculos nem gorduras e ainda precisa consumir as reservas existentes.
Como no diabetes tipo 2 há insulina circulante, estes efeitos são menos evidentes. Além disso, no tipo 2 a resistência à ação da insulina vai se estabelecendo lentamente ao longo de anos, ao contrário do diabetes tipo 1, que cessa a produção de insulina de modo relativamente rápido. Na verdade, o diabetes tipo 2 está associado ao excesso de peso, que é a principal causa da resistência à insulina.
Fome excessiva
Como as células não conseguem glicose para gerar energia, o corpo interpreta este fato como se o paciente estivesse em jejum. O organismo precisa de energia e o único modo que ele conhece para obtê-la é através da alimentação.
Uma das características do emagrecimento do diabetes é que ele ocorre apesar do paciente alimentar-se com frequência. O problema é que a glicose ingerida não é aproveitada e acaba sendo perdida na urina.
No diabetes tipo 1 inicialmente há aumento da fome, mas em fases mais avançadas o paciente torna-se anorético, o que contribui ainda mais para a perda de peso.
Visão embaçada
Um sintoma muito comum do diabetes é a visão turva. O excesso de glicose no sangue causa um inchaço do cristalino, a lente do olho, mudando sua forma e flexibilidade, diminuindo a capacidade de foco, o que torna a visão embaçada. A visão costuma ficar turva quando a glicemia está muito elevada, voltando ao normal após o controle do diabetes.
Esta alteração nos olhos não tem nada a ver com a retinopatia diabética, a complicação oftalmológica que pode surgir após anos de diabetes. Esta será explicada na segunda parte deste artigo.
Cicatrização deficiente
O excesso de glicose no sangue, quando corre de modo crônico, causa inúmeros distúrbios no funcionamento do organismo. A dificuldade em cicatrizar feridas ocorre por uma diminuição da função das células responsáveis pela reparação dos tecidos, diminuição da proliferação celular e dificuldade em se gerar novos vasos sanguíneos.
Infecções
Assim como explicado no tópica acima, o diabetes também leva a distúrbios no sistema imunológico, por alterar o funcionamento das células de defesa. O diabético pode ser considerado um paciente imunossuprimido e apresenta maior risco de desenvolver infecções, nomeadamente infecção urinária
Cetoacidose diabética
A cetoacidose diabética é uma complicação do diabetes tipo 1, sendo muitas vezes o primeiro sinal da doença. Como há ausência de insulina, as células não recebem glicose e precisam arranjar outra fonte para gerar energia. Como já explicado acima, a solução é queimar gordura e músculos. O problema é que estas duas fontes alternativas não geram tanta energia como a glicose e ainda produzem uma quantidade imensa de ácidos (chamados de cetoácidos), o que leva à cetoacidose.
A cetoacidose diabética costuma ocorrer quando os níveis de glicose no sangue ultrapassam os 500mg/dl e é uma emergência médica porque faz com que o pH do sangue caia a níveis perigosos, podendo levar à morte. Os sinais e sintomas da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, prostração e dificuldade respiratória.
http://www.mdsaude.com/2011/12/sintomas-diabetes.html
A diabetes mellitus, como também é chamada, quando não tratada, pode causar entre outros, problemas visuais, neurológicos cardíacos, dermatológicos e renais.
Você sabe identificar a doença?
Conheça os principais sintomas do diabetes:
Excesso de urina
O excesso de urina, chamado em medicina de poliúria, é um dos primeiros sinais e sintomas do diabetes. Quando há uma elevada concentração de glicose no sangue, geralmente acima de 180mg/dl, o corpo precisa arranjar meios de eliminar este excesso; o caminho mais fácil é pelos rins, através da urina.
Sede excessiva
Se o paciente diabético urina em excesso, ele perderá mais água do que era suposto, ficando desidratado. A sede é principal mecanismo de defesa do organismo contra a desidratação.
O paciente diabético que não controla sua glicemia, seja por má aderência ao tratamento ou simplesmente porque ainda não descobriu que tem diabetes, acaba por entrar em um ciclo vicioso. O excesso de glicose aumenta a quantidade de água perdida na urina, fazendo o paciente urinar com grande frequência. A perda de água causa desidratação, que por sua vez desencadeia uma sede excessiva. O paciente bebe muita água, mas como a glicose continua muito alta no sangue, ele se mantém urinando a toda hora.
Cansaço
O cansaço crônico é outro sintoma comum do diabetes e ocorre por dois fatores:
1. Pela desidratação: explicada no tópico anterior.
2. Pela incapacidade das células em receber glicose: a glicose é a principal fonte de energia das células; é o combustível do nosso organismo. Quem promove a entrada de glicose do sangue para dentro das células é a insulina, que no diabetes tipo 1 é inexistente e no diabetes tipo 2 não funciona bem. Portanto, o diabetes mellitus se caracteriza essencialmente pela incapacidade do organismo em transportar glicose para as células, reduzindo a capacidade de produção de energia do corpo.
Perda de peso
A perda de peso é um sintoma muito comum no diabetes tipo 1. Pode também ocorrer no diabetes tipo 2 mas não é tão frequente.
A insulina também é o hormônio responsável pelo armazenamento de gordura e pela síntese de proteínas no organismo. Como no diabetes tipo 1 há ausência de insulina, o paciente para de armazenar gordura e de produzir músculos. Além disso, como não há glicose para gerar energia, as células acabam tendo que gerá-la a partir da quebra de proteínas e dos estoques de gordura do corpo. Portanto, o corpo sem insulina não gera músculos nem gorduras e ainda precisa consumir as reservas existentes.
Como no diabetes tipo 2 há insulina circulante, estes efeitos são menos evidentes. Além disso, no tipo 2 a resistência à ação da insulina vai se estabelecendo lentamente ao longo de anos, ao contrário do diabetes tipo 1, que cessa a produção de insulina de modo relativamente rápido. Na verdade, o diabetes tipo 2 está associado ao excesso de peso, que é a principal causa da resistência à insulina.
Fome excessiva
Como as células não conseguem glicose para gerar energia, o corpo interpreta este fato como se o paciente estivesse em jejum. O organismo precisa de energia e o único modo que ele conhece para obtê-la é através da alimentação.
Uma das características do emagrecimento do diabetes é que ele ocorre apesar do paciente alimentar-se com frequência. O problema é que a glicose ingerida não é aproveitada e acaba sendo perdida na urina.
No diabetes tipo 1 inicialmente há aumento da fome, mas em fases mais avançadas o paciente torna-se anorético, o que contribui ainda mais para a perda de peso.
Visão embaçada
Um sintoma muito comum do diabetes é a visão turva. O excesso de glicose no sangue causa um inchaço do cristalino, a lente do olho, mudando sua forma e flexibilidade, diminuindo a capacidade de foco, o que torna a visão embaçada. A visão costuma ficar turva quando a glicemia está muito elevada, voltando ao normal após o controle do diabetes.
Esta alteração nos olhos não tem nada a ver com a retinopatia diabética, a complicação oftalmológica que pode surgir após anos de diabetes. Esta será explicada na segunda parte deste artigo.
Cicatrização deficiente
O excesso de glicose no sangue, quando corre de modo crônico, causa inúmeros distúrbios no funcionamento do organismo. A dificuldade em cicatrizar feridas ocorre por uma diminuição da função das células responsáveis pela reparação dos tecidos, diminuição da proliferação celular e dificuldade em se gerar novos vasos sanguíneos.
Infecções
Assim como explicado no tópica acima, o diabetes também leva a distúrbios no sistema imunológico, por alterar o funcionamento das células de defesa. O diabético pode ser considerado um paciente imunossuprimido e apresenta maior risco de desenvolver infecções, nomeadamente infecção urinária
Cetoacidose diabética
A cetoacidose diabética é uma complicação do diabetes tipo 1, sendo muitas vezes o primeiro sinal da doença. Como há ausência de insulina, as células não recebem glicose e precisam arranjar outra fonte para gerar energia. Como já explicado acima, a solução é queimar gordura e músculos. O problema é que estas duas fontes alternativas não geram tanta energia como a glicose e ainda produzem uma quantidade imensa de ácidos (chamados de cetoácidos), o que leva à cetoacidose.
A cetoacidose diabética costuma ocorrer quando os níveis de glicose no sangue ultrapassam os 500mg/dl e é uma emergência médica porque faz com que o pH do sangue caia a níveis perigosos, podendo levar à morte. Os sinais e sintomas da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, prostração e dificuldade respiratória.
http://www.mdsaude.com/2011/12/sintomas-diabetes.html
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Dieta radical de 600 calorias reverte diabetes tipo 2
Um estudo publicado em uma revista científica na Grã-Bretanha sustenta que uma dieta radical de 600 calorias por dia durante oito semanas pode reverter diabetes tipo 2 em pessoas recém-diagnosticadas com a doença.
O artigo dos pesquisadores da universidade de Newcastle, publicado na revista científica Diabetologia, indicou que a dieta reduziu os níveis de gordura no fígado e no pâncreas de 11 pacientes estudados, ajudando os níveis de insulina a voltar ao normal.
Todos os 11 haviam sido diagnosticados com diabetes tipo 2 até quatro anos antes. Três meses após o tratamento, sete estavam livres da doença. O nível de produção de insulina se manteve estável mesmo após a volta à alimentação normal.
Os pesquisadores disseram que é preciso continuar os estudos para verificar se este efeito é permanente.
O diretor do Centro de Ressonância Magnética da Universidade de Newcastle, Roy Taylor, disse que não recomenda a dieta e que o experimento teve como única finalidade observar efeitos científicos.
"Esta dieta foi usada apenas para testar a hipótese de que, ao perder peso substancialmente, as pessoas 'perdem' também a diabetes", disse o acadêmico.
"Embora este estudo seja com pessoas diagnosticadas com diabetes apenas nos últimos quatro anos, há potencial para as pessoas com diabetes de mais longo prazo tentarem reverter as coisas."
A diabetes tipo 2 ocorre quando a produção de insulina, responsável por quebrar as moléculas de açúcar no sangue, é insuficiente, ou quando a insulina produzida não funciona corretamente. Dá-se então um acúmulo de açúcar no corpo.
A dieta fez com que os participantes da pesquisa cortassem radicalmente a ingestão de calorias por dois meses, consumindo apenas alimentos dietéticos líquidos e legumes sem amido.
Depois de uma semana fazendo o experimento, os pesquisadores observaram que os níveis de açúcar no sangue dos pacientes antes do café da manhã já haviam voltado ao normal.
Imagens de ressonância magnética mostraram que os níveis de gordura nos pâncreas dos estudados haviam caído de cerca de 8% - um nível elevado - para em torno de 6%.
Três meses após o fim da dieta, quando os participantes haviam voltado a se alimentar normalmente com ajuda de nutricionistas e dicas de alimentação saudável, os médicos perceberam que a maioria já não sofria da condição.
A pesquisadora Ee Lin Lim, que fez parte da equipe, disse que nem todos se curaram da doença porque "tudo depende de quanto os indivíduos são suscetíveis" a ela.
"Precisamos descobrir por que algumas pessoas são mais suscetíveis que outras, e então trabalhar com essas pessoas. Nesse estudo, não chegamos a essas razões", disse.
FONTE: BBC
diariodasaude
O artigo dos pesquisadores da universidade de Newcastle, publicado na revista científica Diabetologia, indicou que a dieta reduziu os níveis de gordura no fígado e no pâncreas de 11 pacientes estudados, ajudando os níveis de insulina a voltar ao normal.
Todos os 11 haviam sido diagnosticados com diabetes tipo 2 até quatro anos antes. Três meses após o tratamento, sete estavam livres da doença. O nível de produção de insulina se manteve estável mesmo após a volta à alimentação normal.
Os pesquisadores disseram que é preciso continuar os estudos para verificar se este efeito é permanente.
O diretor do Centro de Ressonância Magnética da Universidade de Newcastle, Roy Taylor, disse que não recomenda a dieta e que o experimento teve como única finalidade observar efeitos científicos.
"Esta dieta foi usada apenas para testar a hipótese de que, ao perder peso substancialmente, as pessoas 'perdem' também a diabetes", disse o acadêmico.
"Embora este estudo seja com pessoas diagnosticadas com diabetes apenas nos últimos quatro anos, há potencial para as pessoas com diabetes de mais longo prazo tentarem reverter as coisas."
A diabetes tipo 2 ocorre quando a produção de insulina, responsável por quebrar as moléculas de açúcar no sangue, é insuficiente, ou quando a insulina produzida não funciona corretamente. Dá-se então um acúmulo de açúcar no corpo.
A dieta fez com que os participantes da pesquisa cortassem radicalmente a ingestão de calorias por dois meses, consumindo apenas alimentos dietéticos líquidos e legumes sem amido.
Depois de uma semana fazendo o experimento, os pesquisadores observaram que os níveis de açúcar no sangue dos pacientes antes do café da manhã já haviam voltado ao normal.
Imagens de ressonância magnética mostraram que os níveis de gordura nos pâncreas dos estudados haviam caído de cerca de 8% - um nível elevado - para em torno de 6%.
Três meses após o fim da dieta, quando os participantes haviam voltado a se alimentar normalmente com ajuda de nutricionistas e dicas de alimentação saudável, os médicos perceberam que a maioria já não sofria da condição.
A pesquisadora Ee Lin Lim, que fez parte da equipe, disse que nem todos se curaram da doença porque "tudo depende de quanto os indivíduos são suscetíveis" a ela.
"Precisamos descobrir por que algumas pessoas são mais suscetíveis que outras, e então trabalhar com essas pessoas. Nesse estudo, não chegamos a essas razões", disse.
FONTE: BBC
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