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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Por que a alergia é tão comum hoje em dia?



Do pólen ao látex, passando por poeira ou animais domésticos, quatro em cada dez pessoas são hoje consideradas alérgicas a algo.

Mas se a alergia não acometia as gerações de nossos avós, qual é a causa da doença que acomete centenas de milhares de pessoas todos os anos?

Muitas teorias surgiram com o passar do tempo, mas agora cientistas acham que talvez tenham descoberto a origem das alergias.

Cada um de nós é coberto da cabeça aos pés por bactérias. Pesquisadores acreditam que esses micro-organismos são a chave para entender por que estamos nos tornando mais alérgicos.

As bactérias que revestem nossa pele, cobrem nossa boca e se multiplicam em nossas entranhas não só excedem em número as nossas próprias células (a proporção é de 10 bactérias para cada célula), como também têm papel fundamental no aprimoramento dos nossos sistemas imunológicos. Mudanças de estilo de vida estão influenciando esses organismos e, por consequência, as alergias.

Para comprovar como essa teoria se aplica no mundo real, a reportagem da BBC usou um microscópio para analisar as vidas de duas famílias de alérgicos.

Em uma das famílias, Joe, de 8 anos, sofre de asma severa, rinite alérgica, dermatite, além de alergia a nozes, a animais domésticos e a ácaros e poeira.

Em outra família, a lista de alergias que acomete Morgan parece infindável. Junto com um eczema severo e rinite alérgica, ele tem aversão a laticínios, nozes, soja, kiwi, abacate, banana, látex, gatos, cachorros e cavalos.

As duas famílias concordaram em fornecer amostras bacterianas de sua pele, vísceras e até mesmo de suas casas na esperança de que isso possa oferecer pistas sobre a origem de seus problemas.

Os resultados são surpreendentes. Como muitos de nós no Ocidente, as famílias tinham poucos tipos de bactéria vivendo dentro e sobre elas quando comparadas com indivíduos de tribos tradicionais em partes do mundo em desenvolvimento.

Pesquisadores descobriram, por exemplo, que uma comunidade de caçadores tinha não só uma alta diversidade de bactérias, mas apenas um em cada 1,5 mil indivíduos dessa tribo sofria de alergia. No Reino Unido, por outro lado, a proporção é de uma para cada três pessoas.

O estilo de vida no Ocidente parece estar mudando nossas bactérias e nossa suscetibilidade a alergias. Mas de quem é a culpa?

É provável que existam vários culpados, mas o principal fator, segundo os especialistas, pode ser a maneira como estamos criando nossos filhos.

Atualmente, um quarto dos bebês no Reino Unido nasce de cesarianas. Segundo um estudo conduzido na Noruega, no entanto, bebês nascidos por esse método têm 52% mais chance de sofrer asma do que aqueles nascidos de parto normal.

Ameaça dos antibióticos

Cientistas acreditam que a bactéria a que os bebês estão expostos no canal vaginal ajuda de certa forma a protegê-los de alergias, e o crescimento das cesáreas podem estar elevando o número de crianças alérgicas.

Mas o "combate" às suas próprias bactérias parece continuar à medida que essas crianças crescem. Estima-se que o leite materno contenha cerca de 900 espécies de bactérias, o que explica possivelmente por que bebês alimentados por essa fonte energética são menos alérgicos.

Uma das maiores ameaças às bactérias protetoras de alergias vem, contudo, dos antibióticos. A priori, esses medicamentos têm como objetivo nos proteger, mas frequentemente reduzem a quantidade desses seres em nosso organismo.

Um estudo recente mostrou, por exemplo, que o uso de antibióticos na primeira fase da vida pode aumentar o risco de desenvolvimento de dermatites em até 40%.

Não há dúvida de que as crianças hoje estão sendo expostas a menos bactérias do que no passado, e sofrendo, assim, mais alergias.

Mas não é apenas a forma como as crianças nascem que impacta o número de bactérias presentes em seu corpo. O estilo de vida que elas adotam à medida que crescem também tem papel fundamental no desenvolvimento de alergias, de acordo pesquisadores.
'Velhos amigos'

Ao acompanhar as duas famílias por quase 24 horas, a reportagem da BBC descobriu que elas passavam, em média, 91% de seu tempo entre quatro paredes (casa, escola, trabalho) – uma tendência bastante comum no Reino Unido.

Na medida em que nossas vidas estão se tornando cada vez mais sedentárias, perdemos uma vasta gama de bactérias que habitam em nossos jardins e pairam no ar.

Assim, a maneira mais fácil de reduzir as chances de desenvolver alergias é sair de casa.

Desde passear com o cachorro a caminhar a pé até a escola, pesquisas indicam que um pouco de ar puro traz benefícios incontestáveis para a saúde.

Outro estudo constatou que quanto maior o contato com plantas e flores, maior é a quantidade de bactérias na pele, o que também reduz a propensão às alergias.

Segundo o professor Graham Rook, da Universidade College London, essas bactérias são nosso "velhos amigos" e exercem papel fundamental para nossa saúde.

"De certa forma, essa percepção de que os humanos são, de fato, ecossistemas e que dependemos tanto desses micro-organismos é provavelmente o mais importante avanço da medicina nos últimos cem anos", diz.

BBC

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Tratamento restabelece capacidade do sistema imunológico de atacar câncer

Dois testes clínicos de remédios experimentais que restabelecem a capacidade do sistema imunológico para detectar e atacar o câncer mostraram resultados promissórios em pacientes com câncer de pulmão, de rim e melanoma, informou neste sábado a revista The New England Journal of Medicine.
Nos testes, liderados por pesquisadores da Universidade John Hopkins, em Baltimore (Maryland), mais de 500 pacientes receberam tratamento com os dois remédios que indicam o mesmo caminho de supressão da imunidade.

Os cientistas, que apresentaram seus resultados da primeira fase de testes clínicos na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, disseram que os resultados são suficientes para iniciar experiências com um número maior de pacientes.
"É um tipo diferente de tratamento para o câncer", declarou a oncologista Suzanne Topalian, que participou dos estudos. "Não mata diretamente as células do câncer, mas age mediante no sistema imunológico. O que fazemos é fortalecer uma resposta que já estava ali, mas a um nível fraco ou ineficaz".
Nenhum dos dois remédios cura o câncer, advertiram os pesquisadores.

Os dois novos compostos também controlaram o câncer melhor que a maioria dos remédios a esta altura inicial dos testes, quando geralmente já fracassam os estudos mal-sucedidos, disse James Gulley, pesquisador de tratamento imunológico no Instituto Nacional do Câncer dos EUA.
Em um estudo com 296 pacientes com tumores avançados, um composto anticorpos chamado anti-PD-1 encolheu o tamanho dos tumores em 30% em 18% dos pacientes com câncer de pulmão, em 28% dos pacientes com melanoma e em 27% dos pacientes com câncer de rim.
Em um segundo estudo com 207 pacientes em estágio avançado da doença, o composto anticorpos anti-PD-L1 encolheu os tumores em 10% nos casos de câncer de pulmão, em 17% nos de melanomas, em 12% nos de rim e em 6% nos de ovário.

Gulley reconhece a preferência dos médicos por curar os pacientes, mas o encolhimento dos tumores já faz com que as pessoas se sintam muito melhor porque têm mais energia - já que o câncer consome suas forças.
Os dois compostos, explicou Topalian, operam de uma forma inovadora. Normalmente, quando o organismo enfrenta uma ameaça, o sistema imunológico ativa grandes quantidades de células T que atacam e matam os intrusos. Mas o organismo também deve manter o controle sobre as células T para evitar efeitos adversos.
Por isso, cada célula T tem um receptor em sua superfície, chamado PD-1 (as letras correspondem aos termos Morte Programada, em inglês). Se não houvesse um mecanismo para desativar as células T, e ainda eliminá-las, elas poderiam utilizar seu poder destrutivo para combater o organismo.

Um dos estudos apresentados na conferência é sobre um composto que bloqueia esse receptor, o anticorpo anti-PD-1, que age travando o mecanismo de modo que as células de câncer não possam abri-lo e as células T continuem matando os intrusos.
O segundo estudo testou o composto chamado anticorpo anti-PD-L1, que impede que as células malignas usem seus próprios mecanismos de desativação, e isso permite que as células T continuem combatendo os intrusos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

BRÓCOLIS COMO IMUNOMODULADOR

Segundo uma nova pesquisa, comer brócolis pode ajudar o sistema imunológico a limpar as bactérias nocivas nos pulmões, e, portanto, o vegetal pode ser útil no tratamento de doenças pulmonares.
Para garantir que os pulmões funcionem corretamente, as células brancas do sangue, chamadas macrófagos, removem detritos e bactérias que podem se acumular nos pulmões e causar infecção.
Esse sistema de limpeza é deficiente em fumantes e pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) – uma combinação de enfisema e bronquite – que sofrem de infecções frequentes.
Agora, pesquisadores descobriram que uma via química nos pulmões, chamada NRF2, envolvida na ativação do macrófago, é eliminada pelo tabagismo. Eles também descobriram que o sulforafano, uma substância química presente no brócolis, couve-flor e outros vegetais crucíferos, quando mastigada pode restaurar essa via.
43 pacientes com DPOC participaram da pesquisa. Os cientistas expuseram os pulmões com deficiência de macrófagos a duas cepas de bactérias que são causas comuns de infecções associadas com DPOC. Na presença de sulforafano, o caminho NRF2 foi estimulado e a capacidade dos macrófagos de reconhecer e engolir bactérias foi restaurada.
Os pesquisadores então expuseram ratos à fumaça de cigarros por uma semana ou seis meses. Ambos os grupos tiveram um aumento de colonização bacteriana nos pulmões, semelhante à observada em pacientes com DPOC.
Depois de tratar os ratos com sulforafano, os cientistas descobriram que as células mataram mais bactérias. Ao invés de ativar mais macrófagos, o sulforafano pareceu melhorar a funcionalidade das células já presentes.
Segundo os pesquisadores, não só DPOC, mas muitas doenças prejudicam a função pulmonar como resultado do aumento da função bacteriana nos pulmões, então o estudo pode ser extrapolado para essas outras doenças.
O sulforafano é encontrado no brócolis em sua forma precursora, e é convertido para o composto ativo por enzimas presentes na saliva e bactérias intestinais. Os níveis de enzima variam entre as pessoas e, portanto, seria esperado que a dose de sulforafano obtida pelo consumo de dieta varie entre as pessoas também.
Além disso, os pesquisadores afirmam que mais estudos em humanos são necessários para estabelecer os efeitos benéficos de uma dieta rica em sulforafano na defesa imunitária do organismo.
A equipe acabou de começar a fase 2 de ensaios clínicos para testar o composto em pessoas com DPOC, para ver se ele melhora a função pulmonar dos pacientes, mas levará pelo menos três anos antes de sair algum resultado. [NewScientist]

hypescience

terça-feira, 22 de março de 2011

USOS E FONTES DE ZINCO

O zinco é um mineral importante, sendo essencial para que inúmeras reações químicas ocorram no organismo. Ele está presente em mais de 300 enzimas, intervém no funcionamento de certos hormônios e é indispensável à síntese de proteínas, à reprodução e ao funcionamento normal do sistema imune. É necessário para a diferenciação das células do sistema imunológico, diferencia os linfócitos que percebem o invasor em células que o atacam e eliminam.

O zinco desempenha importante papel na reprodução, necessário para ovulação, produção e maturação do esperma e fertilização. A deficiência de zinco pode levar a diminuição do desejo sexual em mulheres e impotência nos homens.

Além disso, a deficiência de zinco também é prejudicial para o paladar e digestão que acarreta redução da percepção do gosto, com isso ocorre redução do apetite e a ingestão alimentar será prejudicada. O zinco apresenta ainda importante ação no processo digestório, pois auxilia na produção de ácido clorídrico, além de formar várias enzimas envolvidas na digestão dos alimentos.

O mineral participa ainda da formação de uma enzima cujo desequilíbrio pode ocasionar distúrbios de atenção. Quando há falta de zinco, podem ser observados sintomas como diminuição de memória, concentração e convulsões. Em casos mais graves de deficiência podem ocorrer distúrbios de comportamento.

O zinco promove aumento da atividade da vitamina D e é essencial para a formação óssea. A deficiência de zinco durante o crescimento pode prejudicar o acúmulo de massa óssea, também aumenta o risco de desenvolvimento de osteoporose, pois pode levar a queda significativa da massa óssea.

O zinco é um componente da insulina, atua como regulador da atividade da mesma. O zinco estimula a insulina a se ligar em receptores das membranas celulares, o que promove a entrada da glicose na célula.

Nutriente necessário para a cicatrização e produção de colágeno, proteína que dá sustentação a pele, está relacionado à manutenção de uma pele saudável. Sua deficiência pode ocasionar lesões na pele, má cicatrização, acne, manchas brancas nas unhas, entre outros problemas. Além disso, apresenta ação antioxidante, por isso está relacionado à prevenção do envelhecimento precoce da pele.

Fontes de zinco:Grão de bico; Leguminosas, como ervilha, lentilha e feijão; Semente de abóbora e cereais integrais, como arroz e aveia; Oleaginosas, como a castanha de Caju e amêndias e gergelim; Frutas: abacate, abacaxi, ameixa, banana, figo, framboesa, maça, manga, melão e morango, entre outras; Legumes: abóbora, acelga, alface, agrião,batata, batata-doce, beterraba, brócolos, cebola, cenoura, cogumelo, couve e couve-flor;

Fonte: Zero Hora
Notícia publicada em: 21/03/2011
Autor: Indefinido

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