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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Estudo liga bebidas adoçadas a maior risco de insuficiência cardíaca


Homens que bebem dois ou mais copos de refrigerante ou outras bebidas adoçadas por dia podem ter um maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca, sugere um estudo sueco, feito sem separar os dados de açúcar e adoçantes artificiais.

Pesquisas anteriores já haviam ligado o alto consumo de bebidas adoçadas com vários fatores de risco para insuficiência cardíaca, incluindo pressão alta, açúcar elevado no sangue, ganho de peso, diabetes e obesidade, disse a pesquisadora que liderou o estudo, Susanna Larsson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo.

Para confirmar a relação entre insuficiência cardíaca e bebidas adoçadas, Larsson e colegas acompanharam um grupo de cerca de 42.000 homens por uma média de quase 12 anos. Para avaliar os hábitos de consumo, erguntaram aos homens quantos refrigerantes ou sucos adoçados beberam por dia ou por semana.

Durante o curso do estudo, houve cerca de 3600 novos casos de insuficiência cardíaca.

Homens que tiveram mais de duas bebidas adoçadas por dia tinham um 23% maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca durante o estudo do que os homens que não consomem essas bebidas.

O estudo não pode provar que bebidas adoçadas causam insuficiência cardíaca. Ainda assim, disse Larsen por e-mail à Reuters, "a mensagem é que as pessoas que bebem regularmente bebidas açucaradas devem considerar a redução de seu consumo."

Mulheres
Mesmo que o estudo tenha sido feito em homens, as mulheres também devem ser cuidadosas com o consumo de bebidas açucaradas, Larsson acrescentou: "Consumo de bebida adoçada tem sido associada com aumento da pressão sanguínea, maior concentração de insulina, ganho de peso, obesidade e diabetes do tipo 2 também em mulheres," observou Larsson.

Mais de 23 milhões de pessoas no mundo têm insuficiência cardíaca, doença que ocorre quando o coração não é forte o suficiente para bombear o sangue e o oxigênio necessários para o bom funcionamento do corpo. A prevalência da doença está aumentando pelo menos em parte ao consumo de refrigerantes e outras bebidas açucaradas, segundo Larsson.

No estudo, cerca de metade dos homens negaram beber refrigerantes ou sucos adoçados, enquanto pouco mais de um em cada seis disseram que consumiam menos de meio copo por dia. Apenas cerca de um em cada sete homens admitiu ter o hábito de tomar refrigerante duas vezes ao dia.

Homens que bebiam mais refrigerantes e bebidas açucaradas eram menos propensos a ter formação universitária, eram um pouco mais propensos a beber pelo menos três xícaras de café por dia, e geralmente consumiam menos porções de legumes.

Uma deficiência do estudo é a sua dependência das pessoas envolvidas para recordar com precisão e relatar seus hábitos de consumo, os autores reconhecem. Os pesquisadores também não dispunham de dados para distinguir entre o açúcar e adoçantes artificiais.

Também é possível que outros fatores não mensurados no estudo, como a atividade física ou hábitos alimentares, podem ter influenciado se os homens desenvolveram insuficiência cardíaca, escreveu Miguel Martinez-Gonzalez e Miguel Ruiz-Canela, da Universidade de Navarra, na Espanha, em um editorial que acompanha a pesquisa.

Mesmo assim, os resultados se somam a um crescente corpo de evidências que ligam refrigerantes e outras bebidas adoçadas a doenças cardíacas, escreveram os autores.

"Bebidas adoçadas levarm ao ganho de peso e obesidade, e isso leva a diabetes e insuficiência cardíaca", Martinez-Gonzalez disse à Reuters por e-mail. "A mensagem é: beba água em vez de bebidas açucaradas."

terça-feira, 8 de abril de 2014

Açúcar e demência

O envelhecimento da população transformou as demências em problema de saúde pública. As epidemias mundiais de obesidade e diabetes parecem aumentar a incidência de algumas formas de demência, embora os resultados dos estudos sejam muitas vezes controversos.

A relação entre as taxas de açúcar no sangue e o risco de desenvolver demência foi explorada num trabalho conjunto realizado nas Universidades de Washington e Harvard.

Pelo número de pessoas acompanhadas, a metodologia científica criteriosamente selecionada e a publicação em revista de grande impacto (TheNewEngland Journalof Medicine), essa pesquisa tem tido grande repercussão na literatura.

O estudo envolveu 1.228 mulheres e 839 homens com 65 anos de idade ou mais (média: 76 anos), sem sinais de demência, que faziam parte de uma coorte seguida pelo Adult Changes in Thought (ACT), no estado de Washington.

Os participantes retornavam a cada dois anos para testes de avaliação das habilidades cognitivas. Se o resultado mostrasse algum déficit, eram encaminhados para uma bateria de exames clínicos, laboratoriais e neuropsicológicos para afastar ou confirmar o diagnóstico de Alzheimer ou outro quadro demencial.

Os níveis de glicose no sangue foram recolhidos das sucessivas dosagens de glicemia e de hemoglobina glicada, realizadas pelos participantes a partir de 1988. As médias desses valores nos últimos cinco anos foram comparadas com as de períodos anteriores.

Para afastar a ingerência de outros fatores sabidamente envolvidos no risco de desenvolver demência, o grupo foi estratificado de acordo com a prática de atividade física, nível educacional, fumo, doença coronariana, doenças cerebro vasculares e hipertensão.

Nos cinco anos que precederam a avaliação, a média da glicemia de jejum dos participantes sem diabetes foi de 101 mg/ dL, número que aumentou para 175 nos portadores de diabetes.

Em 6,8 anos - período médio de acompanhamento - ocorreram 524 casos de demência (25,4%), assim distribuídos: 450 entre os 1.724 sem diabetes (26,1%) e 74 entre os diabéticos (21,6%).
Entre os participantes sem diabetes o risco de demência aumentou à medida que os níveis de glicose no sangue aumentaram: entre aqueles com glicemia de jejum de 115 mg/dL houve 18% mais demências do que naqueles com glicemia igual a 100.

Entre os diabéticos, quanto mais alta a glicemia maior o número de demências. Aumentar a glicemia de 160 para 190 mg/dL fez aumentar 40% no risco de demência.

A conclusão dos autores é enfática: "Nesse estudo prospectivo, realizado na comunidade, verificamos que níveis mais altos de glicose estão associados a aumento do risco de demência, em populações com ou sem diabetes. Os dados sugerem que níveis mais elevados de glicose podem ter efeitos deletérios no cérebro que envelhece".

Fartura à mesa, vida sedentária, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, demência na velhice, será esse o destino implacável de nossa espécie?

CFF

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Bolacha recheada é tão viciante quanto cocaína

Bolacha foi usada no estudo para testar efeito de alimentos com alto teor calórico e grande concentração de açúcar (Foto: Getty Images)

O professor de neurociência Joseph Schroeder e alguns de seus alunos descobriram que comer Oreo, uma das bolachas recheadas mais famosas nos Estados Unidos, pode ativar mais neurônios na região do cérebro associada ao prazer do que ingerir drogas.

A pesquisa, realizada no Connecticut College, queria entender o potencial viciante de comidas com alto teor calórico e altas concentrações de açúcar. Os testes foram feitos com ratos de laboratório. Eles concluíram que os animais tiveram tanto prazer ingerindo as bolachas quanto sob o efeito de morfina ou cocaína no mesmo ambiente.

"Nossa pesquisa reforça a teoria de que alimentos calóricos e com muito açúcar estimulam o cérebro da mesma maneira que drogas. Isso pode explicar porque algumas pessoas não conseguem resistir a esse tipo de alimento mesmo sabendo que não são saudáveis", afirmou Schroeder em nota divulgada pela universidade.

A pesquisa foi idealizada por Jamie Honohan, um estudante interessado em descobrir como a prevalência desse tipo de alimento em comunidades de baixa renda poderia contribuir para a obesidade crônica. "Escolhemos Oreos não apenas porque eles são o biscoito preferido nos Estados Unidos e aceitos pelos ratos, mas também produtos com essa composição são muito comercializados em comunidades de nível socioeconômico mais baixo", afirmou Honohan em nota.

A pesquisa com os alunos foi realizada durante o ano passado, a estudante Lauren Cameron conseguiu uma bolsa para continuar o estudo em parceria com o professor. Foi durante essa segunda etapa que a atividade dos neurônios foi analisada com mais detalhes. “Mesmo que nós associemos problemas de saúde com a ingestão de drogas como cocaína e morfina, comer alimentos com alto tero calórico e de açúcar pode representar um perigo ainda maior, porque são mais acessíveis", disse Honohan.

ÉPOCA NEGÓCIOS

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Estudo mostra que açúcar, mesmo em doses consideradas normais, pode fazer mal à saúde

Diversos estudos já mostraram que açúcar em excesso é prejudicial à saúde, mas uma nova pesquisa fornece evidências que ele pode ser tóxico também em quantidades consideradas normais por organizações de saúde. Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, analisaram os efeitos do consumo de açúcar equivalente a três latinhas de refrigerante por dia, acompanhadas de uma dieta saudável e balanceada, em um grupo de camundongos.

Onde foi divulgada: periódico Nature Communications

Quem fez: James S. Ruff, Amanda K. Suchy, Sara A. Hugentobler, Mirtha M. Sosa, Bradley L. Schwartz, Linda C. Morrison, Sin H. Gieng, Mark K. Shigenaga e Wayne K. Potts

Instituição: Universidade de Utah, EUA, e outras

Dados de amostragem: 158 camundongos descendentes de animais que viviam na natureza

Resultado: Dentre os camundongos alimentados com uma dose de açúcar correspondente a 25% das calorias consumidas, as fêmeas apresentaram uma taxa de mortalidade duas vezes maior do que o grupo de controle e os machos conseguiram 26% menos territórios e se reproduziram 25% menos do que os demais.

Apesar de não poderem ser diretamente transpostos para os seres humanos, os resultados são preocupantes: as fêmeas que receberam a dieta açucarada apresentaram uma taxa de mortalidade duas vezes maior do que o normal. Entre os machos, não houve mudança na expectativa de vida, mas sua capacidade de manter territórios e se reproduzir foi afetada. Os resultados foram descritos em um estudo publicado nessa terça-feira no periódico Nature Communications.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores dividiram 158 camundongos em dois grupos. Os dois foram alimentados de forma balanceada e saudável, mas um dos grupos recebeu 25% das calorias em forma de açúcar – metade glicose e metade frutose.

Wayne Potts, professor de biologia da Universidade de Utah e um dos autores do estudo, explica que o Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos recomenda que não mais do que um quarto das calorias consumidas deve vir de açúcar adicionado – aquele que é acrescentado aos alimentos durante o processo de fabricação. Não entram nessa conta os açúcares naturais, presentes em frutas e outros alimentos não processados. De acordo com o pesquisador, de 13% a 25% dos americanos consomem a dose de açúcar utilizada no estudo, que equivale, por dia, ao açúcar presente em três latas de refrigerante.

Instinto natural – Um detalhe importante deste estudo é o fato de que ele não foi feito com animais de laboratório. Como muitos ratos vivem dentro de casas, eles acabam compartilhando de certa forma os hábitos alimentares dos humanos, o que os torna um bom modelo para estudos relacionados à alimentação. "Eles têm vivido com o mesmo tipo de alimentação que nós desde a revolução agrícola, 10 000 anos atrás", diz Potts.

Os camundongos de laboratório em geral vêm de longas linhagens de animais criados em cativeiro, o que faz com que eles não tenham a mesma necessidade de explorar territórios como a encontrada em camundongos que vivem em liberdade. Por esse motivo, os pesquisadores utilizaram no estudo camundongos descendentes de animais "selvagens", e não animais de laboratório, como acontece na maior parte das pesquisas.

O instinto de explorar território era uma característica necessária devido à configuração do estudo. Os ratos foram colocados em uma sala apelidada de "estábulo de camundongos", contendo diversas caixas que serviam como ninhos. A ideia era criar um ambiente mais próximo da realidade do que as pequenas gaiolas em que eles costumam viver durante experimentos científicos. Dessa forma, os animais puderam competir naturalmente por parceiros e territórios, revelando então os efeitos da dieta em seu desempenho.

"Eles são muito competitivos no que se refere a comida, ninhos e território", afirma Potts. "E essa competição demanda um grande esforço físico, então, se existe um defeito em algum sistema fisiológico, eles tendem a se sair pior na competição", explica o pesquisador.

Antes de serem colocados no "estábulo" para o experimento, os animais foram mantidos em gaiolas por 26 semanas, durante as quais receberam a alimentação designada para o grupo ao qual pertenciam – com ou sem o açúcar adicionado. Quando foram colocados no ambiente de teste, todos passaram a receber a alimentação açucarada, de forma que o estudo avaliasse apenas as diferenças causadas pelas dietas diferentes durante aquelas 26 semanas anteriores.

Resultados – Após 32 semanas no "estábulo", 35% das fêmeas que estavam no grupo da dieta com açúcar morreram – quase o dobro do número de mortes entre fêmeas do grupo que recebeu a dieta saudável, que foi de 17%. Já entre os machos, não houve diferença no número de mortes entre aqueles que receberam ou não o açúcar extra.

Em compensação, os machos que foram alimentados com mais açúcar conseguiram 26% menos territórios do que os demais e se reproduziram 25% menos.

Os pesquisadores não encontraram diferenças entre os dois grupos no que se refere a obesidade e níveis de insulina, glicose e triglicérides em jejum. "Nosso estudo mostra que os efeitos negativos de uma dieta rica em açúcar adicionado não poderiam ser detectados por testes convencionais", afirma Potts.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Excesso de açúcar eleva risco de câncer

A dose faz o veneno

Os açúcares são necessários para nos dar energia e, em quantidades moderadas, contribuem para nosso bem-estar.
Altos níveis de açúcar, contudo, podem fazer bem mais do que danificar nossas células, levando a condições mais graves, como o diabetes.
Pesquisadores espanhóis acabam de demonstrar que elevados níveis de açúcar no sangue também aumentam o risco de câncer.

Do açúcar ao câncer

Que a obesidade é uma das principais causas do diabetes é algo que tem sido demonstrado em vários estudos.
Níveis elevados de açúcar no sangue são características tanto da obesidade quanto do diabetes.
Por outro lado, pessoas com diabetes têm até duas vezes mais chance de desenvolver cânceres de cólon ou de pâncreas do que a população em geral.
O que ainda necessitava de esclarecimento é a conexão entre obesidade e diabetes, de um lado, e o câncer do outro.

Beta-catenina

Um mecanismo-chave nessa conexão acaba de ser descoberto pela equipe a Dra Custodia Garcia-Jimenez, da Universidade Rei Juan Carlos.
Os elevados níveis de açúcar no sangue aumentam a atividade de um gene conhecido por acelerar a progressão do câncer.
O estudo mostrou que a capacidade das células do intestino para secretar um hormônio chamado GIP - que otimiza a liberação de insulina pelo pâncreas - é controlada por uma proteína chamada β-catenina.
Por sua vez, a atividade da β-catenina é estritamente dependente dos níveis de açúcar no organismo.
O excesso de açúcar pode levar a uma superatividade dessa proteína, que já se sabe estar envolvida no desenvolvimento de vários tipos de câncer, ao tornar as células "imortais", evitando a apoptose, ou morte celular programada - esta é uma etapa-chave nos primeiros estágios do câncer.

Prevenção

"Ficamos surpresos ao verificar que alterações em nosso metabolismo, causadas pelo açúcar que ingerimos, impactam nosso risco de ter câncer," disse a Dra Custodia.
"Nós agora estamos investigando que outros componentes da dieta podem influenciar o nosso risco de câncer. Mudanças de dieta são uma das estratégias de prevenção mais fáceis, que podem potencialmente evitar muito sofrimento," concluiu ela.

DIÁRIO DA SAÚDE

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Estudo diz que frutose pode favorecer descontrole na alimentação

Cientistas realizaram testes que mostraram pela primeira vez que a frutose, um açúcar comum em alimentos industrializados e na dieta dos americanos, pode causar alterações no cérebro que levariam a um descontrole maior na hora de comer.

Após tomar uma bebida com frutose, o cérebro não registra a sensação de saciedade de forma tão eficaz quanto o faz com o consumo de glicose, apontam os cientistas. Eles ressaltam que a pesquisa não prova que a frutose ou açúcares semelhantes podem levar à obesidade, mas destacam o papel que a substância deve ter no consumo excessivo de comida e em refeições exageradas.

Para o estudo, cientistas usaram ressonância magnética para monitorar o fluxo sanguíneo no cérebro de 20 jovens de peso normal, antes e depois de eles consumirem bebidas com glicose e frutose, durante várias semanas.

Os testes mostraram que a glicose nas bebidas "desliga ou suprime a atividade de áreas do cérebro ligadas intimamente ao desejo por comida", disse o endocrinologista da Universidade Yale, Robert Sherwin, um dos líderes da pesquisa.

Já com a frutose, "nós não constatamos estas mudanças", afirmou Sherwin. "Como resultado [da ingestão de frutose], a vontade de comer continua. Ela não é suprimida."

"Isso [a descoberta] implica que a frutose, pelo menos com relação ao controle do peso e do consumo de comida, tem um papel muito ruim na comparação com a glicose", ressaltou Jonathan Purnell, da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon.

O estudo foi publicado dia 2, no periódico "Journal of the American Medical Association". Os pesquisadores agora estão fazendo testes com pessoas obesas, para descobrir se elas reagem da mesma forma com a frutose e a glicose.

A frutose é adicionada em dezenas de bebidas e comidas industrializadas, e seu consumo cresceu desde 1970, ao mesmo tempo em que a obesidade nos EUA, aponta a agência Associated Press.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cortar açúcar e farinha branca pode reduzir acne

Cortar ou pelo menos diminuir os carboidratos da dieta pode reverter não apenas em quilos a menos na balança, mas também numa pele livre de acne. Um estudo divulgado recentemente nos Estados Unidos demonstrou que a dieta de baixo índice glicêmico reduz a doença inflamatória da pele, caracterizada por cravos e espinhas e, muitas vezes, associada à elevação dos hormônios sexuais, principalmente na adolescência.
"Sempre existiu um mito de que a acne estava ligada à ingestão de alimentos, por exemplo, o chocolate. Mas, hoje, sabe-se que quem possui uma dieta ocidentalizada, ou seja, com alimentos industrializados, açúcar refinado e farinhas brancas, apresenta mais acne do que as pessoas que ingerem mais cereais", diz o dermatologista Adilson Costa.

O trabalho científico observou 2.995 voluntários que se submeteram à dieta de baixo índice glicêmico de South Beach durante três meses. O resultado foi a redução da acne em 80% das pessoas em acompanhamento nesse período. Essa dieta foi desenvolvida pelo cardiologista Arthur Agatston, professor da Universidade de Medicina de Miami, autor do livro A Dieta de South Beach, que vendeu 3 milhões de exemplares em seis meses nos Estados Unidos e também fez sucesso por aqui quando foi lançado em 2003, pela editora Sextante.
A dieta não propõe a retirada de nenhum grupo alimentar, exceto nos primeiros 14 dias. O segredo é dar prioridade à proteína magra e à gordura boa (carne magra, ovos, peixes, folhas verdes e azeite de oliva extravirgem, além de pequenas porções de castanhas e grãos). E também não é necessário retirar totalmente os carboidratos, pois é recomendado o consumo moderado dos carboidratos complexos (massas, cereais e grãos integrais).

PORTAL EDUCAÇÃO


domingo, 8 de maio de 2011

Especialistas falam sobre os riscos do açúcar para obesidade e diabetes

O açúcar não está presente apenas em doces, frutas e refrigerantes, mas também em alimentos salgados como pães e massas, que se transformam em glicose dentro do organismo. A diferença entre eles está na velocidade com que caem na corrente sanguínea: o doce leva poucos segundos, enquanto as moléculas dos demais podem demorar até uma hora para serem quebradas.

Em excesso, o açúcar pode provocar obesidade e diabetes tipo 2, doenças que são facilmente evitadas, com atividade física e reeducação alimentar. Para falar sobre os perigos dessa substância de alto poder calórico e sobre como prevenir a diabetes, estiveram no Bem Estar desta quarta-feira (4) os endocrinologistas Maria Lúcia Giannella e Alfredo Halpern, que também é consultor do programa. Segundo os médicos, a gordura abdominal predispõe a doenças metabólicas.

Apesar dos riscos, o açúcar não é apenas um vilão: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que ele responda por 10% do consumo total de calorias diárias. Em colheres de sopa, a quantidade não deve passar de quatro, o equivalente a 50 gramas.
Por dia, um indivíduo deve ingerir de 45% a 65% das calorias sob a forma de fibras e carboidratos complexos (batata, arroz, pães e massas), 10% de açúcares livres (de mesa, refrigerantes, sucos artificiais, doces e guloseimas), de 10% a 15% de proteínas (leites, derivados e carnes) e de 15% a 30% de gorduras. Produtos diet não contêm açúcar, enquanto os light apresentam quantidade reduzida de calorias e podem ser adoçados.

O Bem Estar mostrou, ainda, a incrível história da mulher que há dez anos toma 12 litros de refrigerante por dia e não é gorda, mas sofre de pressão alta (20 por 11 sem medicação e 16 por 8 com). Antigamente, a funcionária pública Vera Lúcia Fernandes, de 56 anos, bebia 16 litros. E também é fumante.
Só com o refrigerante, Vera Lúcia consome 1,2 quilo de açúcar por dia, 8,6 quilos por semana, 37 quilos por mês e 451 quilos por ano – quase meia tonelada. Além disso, a bebida apresenta uma alta concentração de sódio. Por mês, a funcionária pública gasta R$ 430 com refrigerante, e R$ 5.280 por ano. O vício, que causa abstinência, tremedeiras e já a fez procurar terapia, não atinge só ela, mas o filho e o neto de 7 anos, que começou a receber a bebida com 3 meses de vida.

Muitos não abusam do açúcar no refrigerante, mas no café. Foi o que mostrou o repórter Renato Biazzi. Sem se dar conta, as pessoas adoçam o cafezinho durante o expediente e perdem a conta. Ao longo do dia, são vários copinhos. Quem toma cinco cafés, por exemplo, chega a consumir de 10 a 12 colheres de açúcar.
Quando os alimentos passam pelo intestino, onde a glicose é absorvida, há um sinal para que o pâncreas produza insulina, hormônio responsável por fazer com que a glicose que chegou à corrente sanguínea entre nas células e nos músculos do corpo, que usam o açúcar como fonte de energia.

Quem ingere mais glicose que o necessário acaba armazenando a substância sob a forma de gordura. A insulina também faz com que a glicose entre nas células do tecido adiposo, por isso o excesso desse hormônio acarreta ganho de peso.
Já na falta da insulina, que ocorre em diabéticos, a glicose não consegue entrar nas células e fica na corrente sanguínea, não se transformando em energia. Isso causa a hiperglicemia, ou seja, alto índice de açúcar no sangue - que também pode estar presente na urina.

Na diabetes tipo 1, um processo imunológico destrói as células que fabricam insulina. Em geral, a doença se manifesta na infância ou adolescência, e o pacientes precisam tomar insulina pelo resto da vida.
O tipo 2 é o mais comum. Na maioria das vezes, está associado à obesidade ou à presença de gordura abdominal. Costuma aparecer depois dos 45 anos de idade. O tratamento é feito com remédios, exercícios físicos e dieta.
A diabetes pode ser, ainda, gestacional, que aparece apenas durante a gravidez, ou decorrente do uso de medicamentos e pancreatite crônica.
Quem é diabético deve contar todos os dias a quantidade de açúcar que consome. Também precisa controlar o açúcar contido nas frutas.

Os sinais de alerta para a doença são: ter o problema na família, excesso de peso, vida sedentária, mais de 40 anos, pressão, colesterol e triglicérides altos, usar corticoides e anticoncepcionais e, no caso das mulheres, ter tido filhos com mais de 4 quilos, abortos ou natimortos.
Entre os sintomas da diabetes tipo 2, estão infecções frequentes, alterações visuais, dificuldade de cicatrização de feridas, formigamento dos pés e furúnculos.

O açúcar refinado não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é optar pelos tipos mascavo ou orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.
Já o adoçante é uma substância doce, mas o corpo não ganha energia com esse produto químico. Alguns estudos revelam efeitos colaterais do excesso de adoçante, como retenção de líquido e obesidade.

terça-feira, 5 de abril de 2011

CAFEÍNA E GORDURA

Beber café após ingerir uma refeição altamente gordurosa - como é o caso do fast food - é duas vezes pior para o organismo. Estudos feitos na Universidade de Guelph, Canadá, confirmam que os níveis de açúcar na corrente sanguínea, que já disparam quando a pessoa ingere comidas gordurosas, dobram quando ela toma alguma bebida com alta dose de cafeína - e podem chegar ao patamar de uma pessoa que sofre de diabetes.

Divulgado nesta sexta-feira (1º) na publicação especializada Journal of Nutrition, o estudo examina, em primeira mão, a relação da cafeína com a ingestão de alimentos altamente gordurosos. “Os resultados nos mostram que gordura saturada interfere na habilidade do corpo de limpar o açúcar do sangue e, quando combinado com cafeína, o impacto é ainda maior”, afirmou Marie-Soleil Beaudoin, autora da pesquisa.

A presença de açúcar na corrente sanguínea é prejudicial à saúde humana porque o carboidrato danifica vários órgãos do corpo. Tipicamente, o próprio corpo se livra desse açúcar redistribuindo-o pelos músculos, mas quando ele excede uma certa quantidade o organismo não consegue mais processá-lo. Nos casos estudados na pesquisa, algumas pessoas viram suas taxas de açúcar no sangue aumentarem em 65% após ingerirem duas xícaras de café.

Para realizar os testes, o grupo de pesquisadores utilizaram um coquetel contendo apenas lipídios, que era dado aos participantes na proporção de um grama por cada quilo que pesasse. Depois de seis horas, eles recebiam um segundo coquetel de açúcar. O resultado demonstrou que o nível de açúcar no sangue dessas pessoas aumentou 32% em relação aos pacientes que não tomaram o coquetel de lipídios.

No caso do teste com a cafeína, os participantes tomavam o coquetel de lipídios, depois duas xícaras de café cinco horas depois e, por fim, o coquetel de açúcar uma hora mais tarde. Foi nesse grupo que os níveis do carboidrato chegaram a mais de 65%.

“Isso mostra que os efeitos para o organismo de uma refeição gordurosa duram por pelo menos quatro horas. O que você come no almoço pode impactar seu organismo no final do dia”, disse Beaudoin.

Os pesquisadores também descobriram que a combinação do café com o alimento gorduroso afeta e atrapalha a comunicação entre o estômago e o pâncreas (órgão que fabrica a insulina, responsável por limpar o açúcar do corpo). Como essa comunicação fica interrompida, o organismo não consegue se limpar do excesso de açúcar.

Fonte: Revista Época
Notícia publicada em: 01/04/2011
Autor: Indefinido

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Refrigerantes podem aumentar pressão arterial

O consumo de refrigerantes e outras bebidas com grande quantidade de açúcar traz risco de aumento da pressão arterial, segundo afirma um estudo realizado por especialistas americanos e britânicos.

A pesquisa, feita com 2,5 mil pessoas e publicada na revista científica Hypertension, afirma que beber mais de 355 ml diários de bebidas com gás ou sucos de fruta contendo açúcar é o suficiente para desequilibrar a pressão.

De acordo com a pesquisa, para cada lata de bebida com açúcar consumida por dia, os participantes tinham em média uma alta de 1,6mmHg (milímetro de mercúrio) em sua pressão sistólica (quando o coração se contrai e bombeia sangue no corpo).

Já a pressão diastólica - quando o coração relaxa e recebe o sangue do sistema circulatório - teve um acréscimo de 0,8mmHg para cada lata de refrigerante ou suco contendo açúcar bebido por dia.

Além disto, segundo o estudo, os indivíduos que consumiam mais de uma dose diária de refrigerantes e bebidas açucaradas ingeriam em torno de 397 calorias a mais por dia do que as pessoas que bebiam produtos sem açúcar.

Na pesquisa, os participantes, com idades entre 40 e 59 anos, anotaram o que haviam comido nas 24 horas anteriores e fizeram um exame de urina, além de terem medida a sua pressão arterial.

No estudo, a relação entre bebidas açucaradas e pressão alta foi muito evidente em pessoas que consomem grandes quantidades tanto de sal quanto de açúcar. Médicos afirmam que o excesso de sal na dieta contribui para o aumento da pressão arterial.

"Os resultados deste estudo sugerem que as pessoas também devem ter cuidado com quanto açúcar consomem", afirma.

A pressão alta é o maior fator de risco para doenças cardiovasculares. Médicos estimam que uma pessoa com uma pressão de 135mmHg por 85mmHg tem duas vezes mais chance de ter um enfarte ou um derrame cerebral do que alguém com 114mmHg por 75mmHg.

diariodasaude