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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Passar fome pode ser bom para você?

Se você tem problemas para manter o peso, já deve ter ouvido dos médicos que dietas radicais, como pular refeições, são péssimos hábitos; você pode até perder peso, mas não vai conseguir manter a dieta por muito tempo, e quando abandonar a mesma, vai comer como um condenado e ganhar todo o peso que perdeu e ainda mais um pouco.
E o ganho de peso pós-dieta não é o único problema sério: a maioria das dietas radicais realmente prejudica o organismo, ao limitar ou excluir algum componente importante da nossa dieta. O resultado é que você fica mais gordo, e com pior saúde.
Muita gente pensa que a “ditadura da estética” é um exagero, mas longe de ser apenas sobre a aparência, pesquisas médicas têm ligado o excesso de peso ao câncer precoce, ao envelhecimento precoce e à demência também precoce. Dito de outra forma, se você for magro, tem menos tendência a desenvolver câncer, se conserva jovial por mais tempo, e evita toda uma gama de doenças causadas pelo excesso de peso.
Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Longevidade, na Universidade da Califórnia do Sul (EUA), descobriu que períodos de jejum parcial ou completo são a chave para controlar os químicos produzidos pelo corpo e que estão ligados ao desenvolvimento de doenças e ao processo de envelhecimento.
Esta descoberta também se soma a vários estudos recentes em animais que foram alimentados com dietas de baixíssimas calorias, que apontam que os mais magros (sem sofrer de baixo peso ou subnutrição) são os mais saudáveis e vivem mais tempo.
Segundo o professor Valter Longo, a chave é o hormônio de crescimento semelhante à insulina Fator 1 (IGF-1). Este hormônio mantém as células constantemente ativas quando você está em crescimento e consumindo mais energia, mas com a idade adulta ele acaba causando problemas, como colesterol e pressão altos.
As pesquisas mostraram que uma das maneiras de baixar os níveis de IGF-1 na idade adulta é fazer jejum. A ligação entre o hormônio e os problemas de saúde foi demonstrada de forma dramática com ratos que foram geneticamente preparados para não responder ao IGF-1. Eles são pequenos, mas extremamente longevos, chegando a viver 40% mais que os outros. Isto seria como viver até os 160 anos para nós, humanos.
Além de magros e longevos, eles também são imunes a doenças cardíacas e ao câncer, e quando morrem, “eles simplesmente caem mortos”, diz o professor Longo.
O motivo pelo qual os médicos não promovem este tipo de dieta é por que é fácil escalá-la para distúrbios alimentares como anorexia (o que certamente não é bom), ou desmotivar pessoas com sobrepeso que estão tentando entrar para uma faixa de peso saudável. Mas talvez esta situação mude, por que as evidências estão se somando. Por exemplo, um estudo feito na Inglaterra com macacos mostrou que dietas restritivas atrasam o aparecimento do câncer, doença coronária e o aparecimento da demência.
Pelas estimativas de alguns cientistas, seguir uma dieta restritiva por alguns meses ou mesmo anos pode aumentar a longevidade em 15 a 30%.

Jejum e dietas restritivas

Dietas de jejum normalmente permitem que você coma o que quiser durante certos períodos, enquanto em outros você simplesmente não come nada, ou fica restrito a alimentos de baixa caloria, em pouca quantidade, e água. O repórter científico da BBC Michael Mosley passou alguns meses experimentando dietas de jejum, e conta a sua experiência.
A primeira dieta foi de jejum quase completo: durante 3 dias e meio ele não comeu nada, apenas um prato de sopa de baixa caloria por dia, e bebeu bastante água e também chá preto. Apesar do jejum severo, ele não se sentiu fraco, nem faminto, bem como não teve dores de cabeça, e dormia bem.
No fim do jejum de 3 dias, ele calculou que deixou de ingerir 7.500 calorias. Como é preciso cortar 3.500 calorias para perder 450 gramas de gordura, as 7.500 calorias não ingeridas devem representar uma perda de 900 gramas de gordura. Mas não foi só gordura o que ele perdeu: testes sanguíneos mostraram que seu nível do hormônio IGF-1 estava significativamente mais baixo que antes do jejum.
O problema é que ele não conseguia se visualizar fazendo jejuns de três dias regularmente. Então, resolveu uma abordagem menos extrema. Em entrevista com a dra. Krista Varady, da Universidade de Illinois, Chicago, ele conheceu a dieta do Jejum em Dias Alternados (JDA).
Em um dia, ele comia o que queria, e no dia seguinte, jejum. Mesmo nos dias de jejum ele tinha permissão de ingerir 600 calorias.
A dra. Krista fez um teste recentemente com dois grupos de 16 pessoas, utilizando a técnica JDA por dez semanas. Um dos grupos estava também em uma dieta de baixa gordura, comendo carnes magras, frutas e verduras. O outro grupo comia lasanha e pizza. Os dois grupos perderam peso, mas o surpreendente foi que o grupo de pessoas que comeu alimentos com bastante gordura perdeu o mesmo peso que o grupo que fez a dieta de baixa gordura, graças ao jejum.
E não foi só o peso que baixou, os dois grupos apresentaram quedas similares no colesterol “mau”, o LDL, e de pressão arterial.
Novamente, o repórter não conseguiu seguir a dieta, e optou por um jejum de 600 calorias um ou dois dias por semana. Ele começou a dieta pesando 85,7 kg. Depois de seis semanas de dieta, ele perdeu 9 kg. Seu colesterol, glicose e IGF-1 abaixaram também. Agora, ele pretende seguir essa dieta até quando der.
E você? Teria coragem de passar fome pelo bem da sua silhueta e saúde?[DailyMail]

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dietas com pouca gordura melhoram sintomas da menopausa

Uma nova pesquisa descobriu que, além dos benefícios conhecidos, dietas com baixo teor de gordura também podem reduzir as ondas de calor e os suores noturnos da menopausa.
Os cientistas estudaram 17.473 mulheres na menopausa que não faziam terapia de reposição hormonal. Entre as participantes, 40% receberam um plano de dieta com baixo teor de gorduras e rico em frutas, hortaliças e cereais integrais. Elas visitaram nutricionistas periodicamente com o intuito de assegurar a realização correta da dieta.

As outras mantiveram sua alimentação costumeira. Todas as participantes registraram em detalhes a intensidade das ondas de calor e dos suores noturnos.

De modo geral, as mulheres do grupo que realizou a dieta estavam 14% mais propensas a eliminar esses sintomas no primeiro ano do estudo do que as do outro grupo. Essa diferença continuou depois que fatores como peso inicial, tabagismo e etnia, entre outros, foram levados em conta.

As mulheres em dieta foram três vezes mais propensas a perder peso do que as que continuaram com sua alimentação habitual. Entretanto, mesmo as participantes do grupo em dieta que ganharam peso foram mais propensas a eliminar ou reduzir os sintomas da menopausa.

"Precisamos realizar mais pesquisas para descobrir quais aspectos da dieta estão relacionados aos sintomas vasomotores", afirmou a principal autora do estudo e pesquisadora da Kaiser Permanente de Oakland, na Califórnia, Candyce H. Kroenke.

"Contudo, se a perda de peso ocorre em um contexto de alteração para uma dieta saudável, talvez essa seja uma forma de eliminar as ondas de calor."

O estudo foi publicado online no periódico Menopausa.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Pessoas que não comem carne são mais magras, têm menos diabetes e colesterol mais controlado

Ser vegetariano num país que tem como pratos tradicionais feijoada e churrasco não é tarefa fácil. Os que decidem abster-se de comer carne enfrentam muitos preconceitos e desconhecimento. Porém, estudos em várias partes do mundo têm mostrado que vegeterianos não têm a saúde frágil, como muita gente acredita. Pelo contrário, eles são mais magros e saudáveis.

Esse é apenas um dos vários equívocos que cercam o não consumo de carne. Para começar, o próprio conceito de vegetarianismo não é muito claro. É considerado vegetariano quem não consome nenhum tipo de carne, seja vermelha ou branca. Portanto, quem come só peixe ou frango não pode receber o título.

Independente da opção, a especialista recomenda para todos os vegetarianos um acompanhamento nutricional para garantir a alimentação balanceada e prevenir a carência de vitaminas e minerais e, assim, blindarem-se contra possíveis males.

Segundo um relatório publicado em 2003 pela Associação Dietética Norte-americana, vegetarianos têm 50% menos risco de apresentar diabetes, menos doenças cardíacas, seus níveis de colesterol geralmente são mais controlados, assim como a pressão arterial.

Poucos sabem, mas o norte-americano Carl Lewis, um dos maiores medalhistas olímpicos, era vegano e Éder Jofre, maior nome do boxe brasileiro, é vegetariano. Dois exemplos que mostram que não consumir carne não é sinônimo de fragilidade.

DE FORMA GERAL, PARA TEREM UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, OS VEGETARIANOS DEVEM SEGUIR SEIS RECOMENDAÇÕES:

Vitamina C: aproveite para incluir nas principais refeições um copo de suco de laranja, acerola, morango, caju, ou alguma outra fruta rica em ácido ascórbico (a vitamina C). Ela potencializa a absorção de ferro.

Laticínios: mesmo quem não come carnes pode ter boa fonte de proteína animal consumindo bastante leite e derivados, como queijos, manteiga, iogurte, coalhada. Outra boa opção são ovos, que podem ser usados em preparos de panquecas, tortas, bolos. Essa dica só não vale para os veganos.

Vegetais verde-escuros: as verduras como agrião, couve, espinafre e brócolis, todas de cor verde-escura, são ricas em ferro, portanto, inclua sempre uma delas em suas refeições.

Leguminosas: outra forma de substituir o ferro da carne é abusar das chamadas leguminosas (grãos produzidos em vagens). Esse grupo alimentar inclui: feijões, soja, grão de bico, lentilha, ervilha etc.

Cereais e oleaginosas: outras fontes de ferro numa alimentação vegetariana podem ser os cereais integrais, aveia, quinoa, linhaça, e as oleaginosas, como nozes, amêndoas, castanhas.

Sem cafeína: espere pelo menos uma hora depois das refeições para tomar café, chá preto ou mate, ou refrigerantes a base de cola. Essas bebidas possuem grande quantidade de cafeína, que dificulta a absorção do ferro [O melhor mesmo é não tomar].

TUDO FARMA

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Comer 40 por cento menos pode prolongar vida em 20 anos, diz estudo

Comer 40 por cento menos pode prolongar vida em 20 anos, diz estudo

Cientistas da Universidade College London, na Inglaterra, têm como meta descobrir como a genética e o estilo de vida podem ser adaptados para compensar os efeitos do envelhecimento. Em um de seus testes, constataram que comer 40% menos pode prolongar a vida em 20 anos. Os dados são do jornal Daily Mail. “Se reduzir a dieta de um rato em 40%, viverá 20% ou 30% mais. Então, estaríamos falando de 20 anos de vida humana”, disse o líder do estudo, Matthew Piper.

A equipe também aumentou o tempo de vida de moscas e ratos usando medicamentos e dieta modificada. Espera-se que essa combinação possa ajudar também os humanos. Piper acrescentou que, se descobrirem os genes envolvidos no envelhecimento, podem retardar os efeitos do tempo. Os pesquisadores conseguiram ampliar a vida de organismos por meio da mutação de genes individuais.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Quem não tem hora para comer pode engordar, aponta pesquisa

Ter hora certa para comer é tão importante quanto o que se come. É o que diz um estudo americano feito com animais de laboratório. Aqueles que se alimentavam com hora marcada comiam a mesma quantidade que aqueles que comiam em qualquer horário. A diferença é que, no primeiro caso, os animais não engordaram e não tiveram problemas de saúde.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Restrição calórica ligada à longevidade

Uma nova pesquisa demonstra que restringir o número de calorias ingeridas ativa genes ligados à longevidade e mantém o cérebro funcionando bem, por mais tempo.
Dietas de baixa caloria, em estudos com animais, já haviam sido comprovadas como redutoras do risco de demência e outras doenças, além de ajudar na memória. Mas o modo exato como isso funcionava ainda era incerto.
Agora, uma equipe de cientistas italianos afirma que ingerir menos calorias ativa uma proteína chamada CREB1, relacionada a certos genes da saúde.

O estudo, realizado com ratos, permitia que alguns animais comessem apenas 70% das calorias que ingeriam normalmente. Eles viveram um terço a mais do que o comum e demonstraram melhor funcionamento mental.
Eles também tiveram menos tendência à obesidade e diabetes, uma redução no desenvolvimento de demência e menos agressividade.
Em contraste, uma dieta rica em calorias acelerou o processo de envelhecimento e aumentou o risco de doenças relacionadas à idade, como Parkinson e Alzheimer.
De acordo com o novo estudo, comer menos estimula a proteína CREB1, que consequentemente “liga” as sirtuínas, moléculas relacionadas à longevidade.
Já que essa proteína fica mais fraca conforme envelhecemos, comer menos pode ser uma boa alternativa para diminuir o processo de deterioração mental.

O líder do estudo, Giovambattista Pani, afirma que “a descoberta tem implicações importantes no desenvolvimento de futuras terapias para manter o cérebro jovem e prevenir a degeneração causada pela idade”.[Telegraph]

HYPESCIENCE