Quem tem problemas com a balança com certeza já ouviu falar que é preciso comer de três em três horas para manter o metabolismo acelerado, e, assim, contribuir para o emagrecimento. No entanto, segundo um estudo apresentado no último domingo (23) na reunião anual da ADA (Associação Americana de Diabetes), em Chicago (EUA), comer duas refeições maiores durante o dia é mais eficaz na perda de peso do que fracionar as refeições. A pesquisa, realizada em Praga, na República Checa, foi feita com 54 pacientes com diabetes tipo 2. Eles foram divididos em dois grupos: em um, as pessoas comiam apenas duas refeições diárias maiores, enquanto no outro, os participantes faziam seis refeições com porções menores.
Durante 12 semanas, os pacientes seguiram uma dieta com a mesma quantidade calórica e de macronutrientes para depois trocar o regime de alimentação, ou seja, quem comeu apenas duas refeições passou a comer seis vezes ao dia. “A dieta prescrita foi rica em fibras e com 500 calorias a menos, já visando ao emagrecimento”, explica Hana Kahleova, uma das cientistas que participou do estudo.
Além de um aumento na perda de peso durante a fase em que só comiam duas vezes ao dia, os pacientes também apresentaram aumento na sensibilidade à insulina e melhora na função das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
Para seguir a dieta corretamente, os participantes receberam tutoriais para aprender a compor o cardápio e em quais horários se alimentar, além de reuniões em grupo e individuais com nutricionistas.
“O resultado do estudo mostra que os pacientes com diabetes tipo 2 devem seguir a máxima de tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo”, finaliza Kahleova.
De acordo com o endocrinologista da Sociedade Brasileira de Diabetes Antonio Carlos Lerário, é preciso levar em consideração que o estudo foi realizado com poucos pacientes e com uma dieta hipocalórica, que não costuma ser usual para os pacientes diabéticos. “Normalmente a dieta recomendada varia entre 1.000 e 1.500 calorias. Um cardápio com poucas calorias é mais eficiente para diabéticos ou não, porém mais difícil de ser seguido e requer disciplina e força de vontade do paciente, além de acompanhamento médico”, explica.
Lerário também acredita que é necessário repetir o estudo em outros países para verificar se os resultados encontrados são semelhantes. “Às vezes, quando o estudo é repetido com outra população, os resultados encontrados são diferentes”, justifica.
Ainda que o estudo contrarie a recomendação da maioria dos nutricionistas, Lerário pondera que o resultado da pesquisa deve ser respeitado: “Os pesquisadores usaram parâmetros objetivos, como peso e os níveis de insulina, não foi nada subjetivo. Além disso, o ADA é rigoroso na seleção dos estudos que são apresentados no congresso”, afirma.
UOL
Mostrando postagens com marcador NUTRIÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NUTRIÇÃO. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 5 de julho de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Suco nutritivo é uma alternativa saudável de hidratação
Quando se fala em hidratação no verão, a primeira coisa que vem à mente é água. Mas é possível também se hidratar de maneira nutritiva por meio de sucos que trazem uma combinação diferente, misturando frutas, legumes, verduras ou hortaliças.
Os especialistas afirmam que o ideal é consumir a bebida logo após o processamento e que a pessoa pode congelar as frutas para ficar mais prático na hora do preparo. Os sucos nutritivos são fonte de fibras, produz relaxamento muscular e tem cálcio, importante para a formação dos ossos. Para fazer o suco nutritivo, a receita é bem simples. Confira:
Ingredientes
- Água gelada.
- Fruta, legumes, verduras ou hortaliças (picadas) da sua preferência.
- Alguns sucos, não precisam adoçar devido ao açúcar natural dos alimentos utilizados. Mas caso você prefira adoçar, dê preferência ao adoçante sem aspartarmico ou açúcar mascavo. Atenção: siga a orientação médica de acordo com a sua dieta.
Tipos de sucos:
- O suco de uva, talos de couve, folhas de agrião e caldo de limão faz bem ao fígado,
- O suco de maçã, mamão, pêra, folhas de hortelã e talo de couve age diretamente no estômago.
- O suco de abacaxi e mamão combate o inchaço dos pés, muito comum na época do calor.
- O suco de manga, talos de couve e linhaça ajuda a neutralizar os radicais livres e é rico em ômega 3, um nutriente fundamental pra saúde do cérebro.
- O suco de melancia, cenoura, laranja e castanha-do-pará ajuda a fixar o bronzeado, pois acelera a produção de melanina responsável pela pigmentação da pele.
MINAS SAÚDE
Os especialistas afirmam que o ideal é consumir a bebida logo após o processamento e que a pessoa pode congelar as frutas para ficar mais prático na hora do preparo. Os sucos nutritivos são fonte de fibras, produz relaxamento muscular e tem cálcio, importante para a formação dos ossos. Para fazer o suco nutritivo, a receita é bem simples. Confira:
Ingredientes
- Água gelada.
- Fruta, legumes, verduras ou hortaliças (picadas) da sua preferência.
- Alguns sucos, não precisam adoçar devido ao açúcar natural dos alimentos utilizados. Mas caso você prefira adoçar, dê preferência ao adoçante sem aspartarmico ou açúcar mascavo. Atenção: siga a orientação médica de acordo com a sua dieta.
Tipos de sucos:
- O suco de uva, talos de couve, folhas de agrião e caldo de limão faz bem ao fígado,
- O suco de maçã, mamão, pêra, folhas de hortelã e talo de couve age diretamente no estômago.
- O suco de abacaxi e mamão combate o inchaço dos pés, muito comum na época do calor.
- O suco de manga, talos de couve e linhaça ajuda a neutralizar os radicais livres e é rico em ômega 3, um nutriente fundamental pra saúde do cérebro.
- O suco de melancia, cenoura, laranja e castanha-do-pará ajuda a fixar o bronzeado, pois acelera a produção de melanina responsável pela pigmentação da pele.
MINAS SAÚDE
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Alimentação indicada para pessoas que frequentam academias
A alimentação para quem faz academia vai de acordo com o objetivo de cada pessoa e de suas necessidades individuais, se é, por exemplo, ganhar massa corporal (músculos) ou emagrecer, é o que alerta Milton Mizumoto, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
Se a pessoa está em busca de ganhar músculos, tanto os carboidratos como as proteínas são fundamentais na alimentação. “O primeiro funciona como energético e o segundo como construtor”, diz. Mizumoto ressalta ainda que não se deve esquecer das vitaminas, que também são essenciais. “Principalmente as hidrossolúveis, como tiamina, riboflavina, nicotinamida, acido pantotênico, piridoxina, biotina, cianocobalamina e ácido ascórbico, que são responsáveis pela transferência de energia no metabolismo dos lipídeos, carboidratos e proteínas”.
O especialista alerta que, para até duas horas de malhação, o importante é o que foi consumido antes do treino, para estocar glicogênio muscular. “Agora, quando o exercício ultrapassar as duas horas, a glicose sanguínea oriunda dos alimentos ricos em carboidratos ingeridos durante o exercício, tornam-se fatores determinantes da continuidade do esforço físico”.
Alimentação antes de ir à academia
O médico nutrólogo diz que se alimentar antes da malhação também varia de acordo com cada pessoa, que dependerá se o atleta tem hipoglicemia reativa ou não, se ele reage ao consumo prévio de carboidratos de alto índice glicêmico.
“Caso ele seja reativo, o consumo de energéticos ricos em carboidratos deverá ocorrer apenas quando ele começar o exercício, pois com o aumento do esforço físico e do tempo prolongado induz a produção de adrenalina, noradrenalina, cortisol e glucagon, que inibem a liberação de insulina pelo pâncreas, evitando assim a hipoglicemia reativa, o que poderia prejudicar a performance do atleta”.
Após o treino
“Imediatamente após o término do exercício, ou até aproximadamente 45 minutos depois, é o melhor momento para ingerir carboidrato de alto índice glicêmico, pois nesta janela de tempo o carboidrato ingerido é depositado entre as fibras musculares, refazendo o estoque de glicogênio para a próxima sessão de atividade física”, conclui.
Se a pessoa está em busca de ganhar músculos, tanto os carboidratos como as proteínas são fundamentais na alimentação. “O primeiro funciona como energético e o segundo como construtor”, diz. Mizumoto ressalta ainda que não se deve esquecer das vitaminas, que também são essenciais. “Principalmente as hidrossolúveis, como tiamina, riboflavina, nicotinamida, acido pantotênico, piridoxina, biotina, cianocobalamina e ácido ascórbico, que são responsáveis pela transferência de energia no metabolismo dos lipídeos, carboidratos e proteínas”.
Por outro lado, quem vai à malhação querendo emagrecer deve controlar o consumo de carboidratos, pois possuem alta quantidade de calorias. “Alimentos de alto índice glicêmico como açúcar, biscoitos, massas, bolos e doces devem ser evitados quando no estado de repouso, visto que ao ingerir carboidratos em repouso acarreta a produção pancreática de insulina e esta irá sequestrar a glicose do sangue para armazená-la no adipócito na forma de ácidos graxos ou triglicérides”.
Nesses casos, as melhores opções são as que oferecem poucas calorias e muitos biorreguladores (como vitaminas e minerais). “Vegetais folhosos ricos em celulose e frutas ricas em pectina (polissacarídeo de ácido poligalacturônico) como a maçã, pêra, goiaba, nêspera e ameixa são excelentes opções”, afirma Mizumoto.
Nesses casos, as melhores opções são as que oferecem poucas calorias e muitos biorreguladores (como vitaminas e minerais). “Vegetais folhosos ricos em celulose e frutas ricas em pectina (polissacarídeo de ácido poligalacturônico) como a maçã, pêra, goiaba, nêspera e ameixa são excelentes opções”, afirma Mizumoto.
Uma alimentação balanceada também é muito importante para todos os tipos de treinos. “O balanceamento das proteínas, lipídeos, carboidratos e biorreguladores deverá acompanhar as necessidades energéticas e construtoras de acordo com o volume, a intensidade, a densidade e a periodicidade da planilha de treino, portanto, o entrosamento entre o médico nutrólogo e o treinador deverá ser o mais harmônico possível durante o macro, meso e microciclo do atleta”.
Parada rápida para um lanche durante o treino?
Parada rápida para um lanche durante o treino?
O especialista alerta que, para até duas horas de malhação, o importante é o que foi consumido antes do treino, para estocar glicogênio muscular. “Agora, quando o exercício ultrapassar as duas horas, a glicose sanguínea oriunda dos alimentos ricos em carboidratos ingeridos durante o exercício, tornam-se fatores determinantes da continuidade do esforço físico”.
Alimentação antes de ir à academia
O médico nutrólogo diz que se alimentar antes da malhação também varia de acordo com cada pessoa, que dependerá se o atleta tem hipoglicemia reativa ou não, se ele reage ao consumo prévio de carboidratos de alto índice glicêmico.
“Caso ele seja reativo, o consumo de energéticos ricos em carboidratos deverá ocorrer apenas quando ele começar o exercício, pois com o aumento do esforço físico e do tempo prolongado induz a produção de adrenalina, noradrenalina, cortisol e glucagon, que inibem a liberação de insulina pelo pâncreas, evitando assim a hipoglicemia reativa, o que poderia prejudicar a performance do atleta”.
Após o treino
“Imediatamente após o término do exercício, ou até aproximadamente 45 minutos depois, é o melhor momento para ingerir carboidrato de alto índice glicêmico, pois nesta janela de tempo o carboidrato ingerido é depositado entre as fibras musculares, refazendo o estoque de glicogênio para a próxima sessão de atividade física”, conclui.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Adolescentes apresentam consumo insuficiente de nutrientes
A ingestão de nutrientes por jovens entre 14 e 18 anos moradores da cidade de São Paulo é insuficiente, aponta um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
De acordo com a pesquisa, os 512 adolescentes avaliados apresentaram um consumo inadequado das vitaminas A, C e E, nutrientes que têm função antioxidantes no organismo, e dos minerais fósforo, magnésio e cálcio, responsáveis pela manutenção da saúde óssea.
"Se essa ingestão inadequada de nutrientes continuar a longo prazo, poderá levar a um risco aumentado para o desenvolvimento de câncer, doença cardíaca e osteoporose," aponta o nutricionista Eliseu Verly Junior.
"Entretanto, essa constatação não é motivo para a suplementação vitamínica e sim para a adoção de uma dieta equilibrada com a presença de frutas e vegetais," acentua o pesquisador.
A vitamina A é encontrada no brócolis, vegetais amarelos, como cenoura, e frutas, como mamão e manga, e no ovo; a vitamina C, em frutas cítricas; o fósforo, em carnes e leite; a vitamina E em óleos vegetais; o magnésio, em vegetais verde escuros; e a vitamina B6, no arroz integral, banana, ovos e carnes.
Com base na análise dos dados coletados e nas recomendações internacionais de consumo de vitaminas e minerais, o pesquisador constatou que a ingestão inadequada de nutrientes é maior em famílias cuja renda familiar per capita é inferior a um salário mínimo.
Ao mesmo tempo, quando a renda é superior a um salário, Verly Junior observou uma menor ingestão inadequada de nutrientes.
Essa mesma tendência também foi observada quando o nutricionista analisou a escolaridade do chefe da família: quando este apresentava até 8 anos de estudo, a ingestão inadequada de nutrientes pelos adolescentes era maior. E quando os anos de escolaridade eram superiores a 8 anos de estudo, diminuía o número de jovens com ingestão inadequada de nutrientes.
Também foi constatado no estudo uma elevada ingestão de sódio por 99% dos meninos e 86% das meninas.
"O limite máximo de ingestão diária de sódio é de 2.300 miligramas, valor encontrado em 6 gramas de sal de cozinha. Apesar de essencial ao organismo, o consumo excessivo de sódio é prejudicial," explica.
Agencia USP
diariodasaude
De acordo com a pesquisa, os 512 adolescentes avaliados apresentaram um consumo inadequado das vitaminas A, C e E, nutrientes que têm função antioxidantes no organismo, e dos minerais fósforo, magnésio e cálcio, responsáveis pela manutenção da saúde óssea.
"Se essa ingestão inadequada de nutrientes continuar a longo prazo, poderá levar a um risco aumentado para o desenvolvimento de câncer, doença cardíaca e osteoporose," aponta o nutricionista Eliseu Verly Junior.
"Entretanto, essa constatação não é motivo para a suplementação vitamínica e sim para a adoção de uma dieta equilibrada com a presença de frutas e vegetais," acentua o pesquisador.
A vitamina A é encontrada no brócolis, vegetais amarelos, como cenoura, e frutas, como mamão e manga, e no ovo; a vitamina C, em frutas cítricas; o fósforo, em carnes e leite; a vitamina E em óleos vegetais; o magnésio, em vegetais verde escuros; e a vitamina B6, no arroz integral, banana, ovos e carnes.
Com base na análise dos dados coletados e nas recomendações internacionais de consumo de vitaminas e minerais, o pesquisador constatou que a ingestão inadequada de nutrientes é maior em famílias cuja renda familiar per capita é inferior a um salário mínimo.
Ao mesmo tempo, quando a renda é superior a um salário, Verly Junior observou uma menor ingestão inadequada de nutrientes.
Essa mesma tendência também foi observada quando o nutricionista analisou a escolaridade do chefe da família: quando este apresentava até 8 anos de estudo, a ingestão inadequada de nutrientes pelos adolescentes era maior. E quando os anos de escolaridade eram superiores a 8 anos de estudo, diminuía o número de jovens com ingestão inadequada de nutrientes.
Também foi constatado no estudo uma elevada ingestão de sódio por 99% dos meninos e 86% das meninas.
"O limite máximo de ingestão diária de sódio é de 2.300 miligramas, valor encontrado em 6 gramas de sal de cozinha. Apesar de essencial ao organismo, o consumo excessivo de sódio é prejudicial," explica.
Agencia USP
diariodasaude
Assinar:
Postagens (Atom)