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terça-feira, 27 de outubro de 2015

OMS, VEGETARIANOS E CARNE VERMELHA


Salsicha e bacon, entre outros embutidos, foram classificados como produtos carcinogênicos pela OMS (Foto: Joe Raedle/Getty Images North America/AFP)

"Quantas crises alimentares nós devemos enfrentar antes que as pessoas se deem conta de que as proteínas animais não são boas para nós", reagiu Jasmijn de Boo, presidente da Vegan Society, organização criada em 1944 com sede na Grã-Bretanha.

"A salmonela nos anos 1980, a 'vaca louca' nos anos 1990, a febre aftosa nos anos 2000, a carne de cavalo há dois anos e agora isso: não adianta passar de uma carne para outra. É mais saudável e melhor para o meio ambiente e para os animais ser vegano", disse à AFP o líder da associação que prega a exclusão total de todos os produtos de origem animal da alimentação, mesmo o leite e o queijo.

Mais do que reduzir nosso consumo (de produtos à base de carne), nós devemos retirá-los completamente da nossa dieta. Existem muitas alternativas", defendeu.

Em nome da União Europeia dos Vegetarianos, que aceitam os produtos à base de leite, Renato Pichler declarou estar "contente que a OMS tenha aceito a conexão entre o consumo de carnes e certos cânceres".

Para Brigitte Gothière, pota-voz da organização L214, que também prega a ausência total de produtos de origem animal da alimentação em nome do respeito aos seres vivos, "o estudo da OMS é mais um argumento em favor de uma alimentação que exclui os produtos à base de carne".

"As dietas veganas são normalmente criticadas pelos médicos, mas este estudo mostra que ser vegano também nos protege de algumas doenças", alfinetou.

Diante da pecuária extensiva, "a questão da ética face aos animais se impõe cada vez mais, talvez até mais do que a questão da saúde", acrescentou Brigitte Gothière.

A Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC), uma agência da Organização Mundial da Saúde (OMS), colocou o consumo excessivo de carnes processadas, como embutidos ou frios, no Grupo 1 de risco de levar ao desenvolvimento de câncer, principalmente o colorretal.

Entre os cânceres mais frequentemente associados à carne, aparecem o câncer colorretal e em quantidade menor, os cânceres de próstata e do pâncreas, segundo o estudo.



As carnes processadas foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogênicos, que já inclui tabaco, amianto e fumaça de diesel. Porém, segundo os especialistas, isso não significa que esse produto é tão perigoso quanto o cigarro, por exemplo.

A carne processada foi incluída nessa categoria, pois existem evidências claras de sua relação com o câncer. Porém o aumento de risco do câncer ocasionado pelo tabaco é muito mais significativo.

“Ao colocar a carne processada no grupo de carcinogênicos, ela fica no mesmo patamar que o fumo, por exemplo, em que a recomendação é não consumir”, diz o cirurgião oncologista Samuel Aguiar Junior, diretor do Departamento de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.

“Porém, o consumo esporádico e em pequenas quantidades de carne processada não leva a um aumento do risco de câncer comparável ao tabaco”, afirma.

Segundo o Cancer Research UK, enquanto 86% dos casos de câncer de pulmão estão ligados ao uso de tabaco, 21% dos casos de câncer de intestino estão ligados ao consumo de carne processada e vermelha.


A classificação não significa que as pessoas devem parar de comer carne. Aguiar Junior observa que a carne vermelha fresca, não processada, é um componente importante da alimentação e o consumo adequado traz benefícios para a saúde.

Segundo o oncologista, uma quantidade considerada segura é 70 gramas por dia para homens e 55 gramas por dia para mulheres.

Para o médico Gilberto Lopes, oncologista clínico do Grupo Oncoclínicas do Brasil e membro da Sociedade de Oncologia Clínica Americana (Asco), a dieta do brasileiro é caracterizada por ser rica em carne vermelha: o ideal seria reduzir o consumo a no máximo três vezes por semana.

Já em relação à carne processada, não se sabe qual seria uma quantidade segura. O que a revisão de estudos provida pelo IARC concluiu foi que o consumo de uma porção de 50 gramas por dia de carne processada aumenta o risco de câncer colorretal em 18%.

Para se ter uma ideia, uma única salsicha pesa 50 gramas, três fatias finas de presunto pesam 40 gramas, sete fatias de salame pesam 40 gramas e uma linguiça pode chegar a 100 gramas.


Segundo a classificação da IARC, carne vermelha são todos os tipos de carne de mamíferos como vaca, porco, cordeiro, carneiro, cavalo e cabra.

Já as carnes processadas, também conhecidas como embutidos, são aquelas com adição de sal ou outros produtos para realçar o sabor e aumentar o tempo de conservação, ou que tenham sido fermentadas ou defumadas.

Esses produtos geralmente contêm carne de vaca ou de porco, mas também incluem os produzidos com carnes de aves e outros produtos relacionados à carne, como sangue. Entre eles estão bacon, toucinho, presunto, salsicha, linguiça e salame.


Não. Segundo o oncologista Aguiar Junior, a carne vermelha não é o único vilão do câncer de intestino.

Para se prevenir a doença, além de moderar o consumo de carnes vermelhas e processadas, é indicado adotar uma dieta mais rica em verduras, frutas e cereais, além de aumentar as atividades físicas.

G1

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ultramaratonista vegetariano corre até 160 horas



Alexandre Nogueira Penna, de 45 anos, faz coisas difíceis de imaginar. O ultramaratonista chega a correr provas de 140 horas e 160 horas com apenas dois ou três dias de descanso entre as competições. O tradutor desafia os limites do corpo sem comer carne há mais de 30 anos e faz questão de dizer que não toma qualquer tipo de analgésico ou suplementação alimentar para conseguir correr tanto. Seus treinos chegam a 100 km em um único dia. “Nunca tomei analgésicos, pois sempre acreditei que para se obter resultados reais nas provas é necessário não mascarar o desempenho. Só assim eu terei a real ideia de meu limite. Meu corpo praticamente não acumula dores, apesar da intensidade e duração dessas provas. Creio que isso tem muito a ver com meu estilo de vida, princípios e alimentação, comenta o ultramaratonista.”

O atleta começou sua carreira de corredor de longas distâncias ainda na adolescência, aos 14 anos ele morava nos EUA e corria longas distâncias sem dificuldade, sua diversão era sair da cidade de Rochester e cruzar a fronteira até o Canadá, aproximadamente 140 quilômetros. A vontade de correr cada vez mais longe não parou. “Com o passar dos anos, tive a curiosidade de saber qual seria o limite do ser humano em correr grandes distâncias, o meu limite. Meu corpo e mente funcionam como um laboratório de coleta de dados”, comentou Alexandre.

Já adulto estudou química, na Universidade de São Paulo, e teve a possibilidade de cursar disciplinas em outras áreas. Começou a treinar sério para competir em ultramaratonas. “Através de pesquisas na área de fisiologia do esporte eu treinava e competia para fazer um levantamento mais detalhado de meu desempenho físico e mental em situações extremas”, relembrou o atleta.

Atualmente Alexandre é especialista em provas de vários dias seguidos em pistas de concreto e asfalto. As provas de que ele participa atualmente são de 144 horas ou mais, modalidade de corrida de vários dias seguidos em que os participantes correm durante o dia e a noite; são as chamadas “Multiday Ultramarathons”. [...]

Alexandre não tem nutricionista; o combustível para tanto exercício vem da alimentação macrobiótica, baseada em grãos, cereais, feijões, lentilhas, grão de bico, frutas, proteína de soja, verduras e legumes. Alexandre não come carne nem de peixe, não toma refrigerante, não come industrializados, não toma qualquer coisa que tenha cafeína ou álcool. “Existe o mito eterno da falta de proteína. Na realidade, o que precisamos é de aminoácidos para produzir as proteínas. Não uso suplementação alimentar. O fato de eu me alimentar muito bem é fator decisivo para o meu bom desempenho nas provas, ao ponto de eu nunca ter me machucado ou ter tido qualquer tipo de lesão”, afirmou o ultramaratonista. [...]

Globo.com

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Vegetarianos são mais magros, independentemente da ingestão calórica

Pesquisas feitas nos últimos anos mostraram que os vegetarianos tendem a usufruir de uma melhor saúde e de uma vida mais longa do que as outras pessoas. Agora, um novo estudo americano sugere que indivíduos que seguem uma dieta vegetariana são, em média, mais magros do que aqueles que comem carne, mesmo consumindo a mesma quantidade de calorias que os demais. O trabalho, desenvolvido na Universidade Loma Linda, na Califórnia, será publicado em dezembro no periódico Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics.

De acordo com a universidade, a pesquisa se baseou nos dados de 71.751 pessoas com uma média de 59 anos de idade. Essas informações foram coletadas entre 2002 e 2007. Os autores dividiram os participantes em cinco grupos: o dos consumidores de carne; dos semi-vegetarianos (comem carne ocasionalmente); dos pescovegetarianos (consomem apenas peixe); dos ovolactovegetarianos (comem laticínios); e veganos (não consomem nenhum produto de origem animal).

Segundo a pesquisa, com exceção dos semi-vegetarianos, que consumiam uma média de 1.700 calorias por dia, todos os participantes apresentaram a mesma média de ingestão calórica: 2.000 calorias ao dia. Os autores do estudo observaram que, mesmo assim, os veganos foram aqueles que apresentaram, no geral, o menor índice de massa corporal (IMC) entre todos os participantes. O maior IMC foi apresentado por aqueles que consumiam carne regularmente.

Obesidade — Além disso, o estudo mostrou que o grupo dos vegetarianos foi aquele que apresentou o menor porcentual de pessoas obesas: 9,4% dos membros tinham um IMC maior do que 30, o que caracteriza a obesidade. Essa taxa foi de 16,7% entre os ovolactovegetarianos; 17,9% entre os pescovegetarianos; 24% entre os semi-vegetarianos; e 33,3% entre os consumidores de carne.

Como a pesquisa não levou em consideração outros fatores que interferem no peso – como prática de atividade física, por exemplo —, ainda não é possível dizer que uma dieta vegetariana causa diretamente uma redução do peso, mas sim que existe uma forte associação entre esses dois fatores.

VEJA

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Pessoas que não comem carne são mais magras, têm menos diabetes e colesterol mais controlado

Ser vegetariano num país que tem como pratos tradicionais feijoada e churrasco não é tarefa fácil. Os que decidem abster-se de comer carne enfrentam muitos preconceitos e desconhecimento. Porém, estudos em várias partes do mundo têm mostrado que vegeterianos não têm a saúde frágil, como muita gente acredita. Pelo contrário, eles são mais magros e saudáveis.

Esse é apenas um dos vários equívocos que cercam o não consumo de carne. Para começar, o próprio conceito de vegetarianismo não é muito claro. É considerado vegetariano quem não consome nenhum tipo de carne, seja vermelha ou branca. Portanto, quem come só peixe ou frango não pode receber o título.

Independente da opção, a especialista recomenda para todos os vegetarianos um acompanhamento nutricional para garantir a alimentação balanceada e prevenir a carência de vitaminas e minerais e, assim, blindarem-se contra possíveis males.

Segundo um relatório publicado em 2003 pela Associação Dietética Norte-americana, vegetarianos têm 50% menos risco de apresentar diabetes, menos doenças cardíacas, seus níveis de colesterol geralmente são mais controlados, assim como a pressão arterial.

Poucos sabem, mas o norte-americano Carl Lewis, um dos maiores medalhistas olímpicos, era vegano e Éder Jofre, maior nome do boxe brasileiro, é vegetariano. Dois exemplos que mostram que não consumir carne não é sinônimo de fragilidade.

DE FORMA GERAL, PARA TEREM UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, OS VEGETARIANOS DEVEM SEGUIR SEIS RECOMENDAÇÕES:

Vitamina C: aproveite para incluir nas principais refeições um copo de suco de laranja, acerola, morango, caju, ou alguma outra fruta rica em ácido ascórbico (a vitamina C). Ela potencializa a absorção de ferro.

Laticínios: mesmo quem não come carnes pode ter boa fonte de proteína animal consumindo bastante leite e derivados, como queijos, manteiga, iogurte, coalhada. Outra boa opção são ovos, que podem ser usados em preparos de panquecas, tortas, bolos. Essa dica só não vale para os veganos.

Vegetais verde-escuros: as verduras como agrião, couve, espinafre e brócolis, todas de cor verde-escura, são ricas em ferro, portanto, inclua sempre uma delas em suas refeições.

Leguminosas: outra forma de substituir o ferro da carne é abusar das chamadas leguminosas (grãos produzidos em vagens). Esse grupo alimentar inclui: feijões, soja, grão de bico, lentilha, ervilha etc.

Cereais e oleaginosas: outras fontes de ferro numa alimentação vegetariana podem ser os cereais integrais, aveia, quinoa, linhaça, e as oleaginosas, como nozes, amêndoas, castanhas.

Sem cafeína: espere pelo menos uma hora depois das refeições para tomar café, chá preto ou mate, ou refrigerantes a base de cola. Essas bebidas possuem grande quantidade de cafeína, que dificulta a absorção do ferro [O melhor mesmo é não tomar].

TUDO FARMA

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Consumo de carne vermelha aumenta risco de diabetes tipo 2

Comer um bife ou uma salsicha por dia aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Mas substituir a porção diária de carne por laticínios "magros" e grãos integrais reduz esse perigo.
As conclusões são do maior estudo já feito sobre o assunto, com dados de cerca de 300 mil pessoas, acompanhadas desde a década de 1970.
A pesquisa, feita pela Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, foi publicada ontem no "American Journal of Clinical Nutrition".

Segundo o estudo, quem come 100 g de carne vermelha (um bife) tem risco 19% maior de ter diabetes tipo 2, em comparação com quem consome menos do que isso.
Já as carnes processadas, como salame e mortadela, foram consideradas mais prejudiciais: 50 g diários (uma salsicha) podem elevar o risco de diabetes em 51%.
Os pesquisadores notaram que aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham mais chance de ser fumantes, mais gordos e sedentários.
Mas mesmo que todos os participantes da pesquisa tivessem o mesmo IMC (Índice de Massa Corporal) o consumo de carne ainda aumentaria o risco de diabetes tipo 2.

Uma das explicações possíveis é que o chamado ferro-heme, presente nas carnes vermelhas, causa danos às células beta do pâncreas, que produzem a insulina.
Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, lembra que a hematocrose, doença que provoca um acúmulo de ferro no organismo, pode causar diabetes.
Os pesquisadores dizem ainda que os conservantes presentes nas carnes são tóxicos para as células beta.
"O trabalho é importante para reavaliarmos a ingestão de carne vermelha. Já sabíamos que ela aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Agora, há mais um dado para moderarmos esse consumo", diz Golbert.

Já o endocrinologista Antonio Carlos Lerario, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, faz ressalvas ao estudo norte-americano.

Ele afirma que a associação do consumo de carne ao diabetes pode se dever à maior ingestão de gorduras. "Em geral, quem consome carne é um bom comilão, come batata, não gosta muito de peixe e bebe mais."
O endocrinologista diz ainda que não é preciso crucificar a carne. "Não é para pensar: 'A partir de hoje, não vou mais comer carne, porque vou ter diabetes'. Não dá para saber se outras fontes de gordura também não aumentam esse risco."

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 11/08/2011
Autor: MARIANA VERSOLATO

http://www.tudofarma.com.br/noticias/noticiasInterna.asp?Textos_ID=21772

domingo, 15 de maio de 2011

TRATAMENTO DO DIABETES

“O que comemos alimenta nossos genes tanto quanto o que não comemos. A escolha é pessoal”: é o que afirma o médico Gabriel Cousens, no livro A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva, que chega ao Brasil pela Editora Alaúde. Cousens defende que muitos dos problemas de saúde que acometem a atual sociedade poderiam ser evitados com a adoção de uma dieta restritiva, à base de alimentos de origem orgânica e vegetal.

A obra sustenta que, ao contrário do que prega a medicina tradicional, o diabetes tem cura. E mais: apresenta um programa alimentar à base de alimentação viva, rico em sais minerais e sem gordura animal, que, segundo o autor, caso seja seguido rigorosamente, é capaz de livrar diabéticos de medicamentos e de adaptá-los a uma taxa normal de glicose em apenas 21 dias.

O método de Gabriel Cousens para se chegar à erradicação do diabetes é o Programa de 21 Dias do Tree of Life, defendido por Cousens como “a luz no final do túnel” no combate ao diabetes.

O objetivo do Programa de 21 Dias é baixar os níveis de açúcares no organismo de pessoas que sofrem de diabetes do tipo 1 e 2 em até 80%, através de uma dieta orgânica, vegana, rica em sais minerais, com pelo menos 80% de alimentos vivos e com 15 a 20% de gorduras vegetais apenas — afirma o médico.

A dieta é ainda rica em fibras, pobre em glicose e insulina, bem hidratada e individualizada.

O diabetes é um problema que cresce em proporções epidêmicas. Estima-se que hoje a doença atinja aproximadamente 240 milhões de pessoas, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o que equivale a 6% da população mundial. E as projeções são alarmantes. Até 2025 este número deverá ultrapassar a faixa de 350 milhões de pessoas. Tudo isso devido aos atuais hábitos alimentares da população — que incluem a ingestão em excesso de açúcares, gorduras, carne vermelha, alimentos processados industrialmente, leite e derivados, além de junk food.

Através de documentação, o médico contextualiza o atual problema do diabetes em escala mundial e aponta a doença como o grande mal da sociedade moderna, dentro de um conceito macro que ele chama de “Cultura da Morte”.

— O diabetes se tornou uma pandemia porque as pessoas não estão vivendo de forma a se manter em equilíbrio. Estão vivendo o estilo de vida da Cultura da Morte. É por isso que chamamos esse comportamento de ‘crime contra o bom senso’, um termo aiurvédico antigo que descreve bem a situação — explica o médico.

Numa primeira fase, o doutor Cousens aplicou o Programa de 21 Dias em 11 pessoas portadoras de diabetes. A ideia, segundo ele, era esperar que as pesquisas avançassem. Mas, em virtude dos excelentes resultados obtidos com os primeiros pacientes, o médico ponderou que compartilhá-los seria o mais correto a fazer.

Talvez fizesse mais sentido escrever este livro daqui a cinco anos com os resultados de cem pessoas, pelo menos, mas esses resultados iniciais foram tão espetaculares, a vida de milhões de pessoas é tão valiosa, e a possibilidade de preservação da vida por meio desta abordagem é tão importante, que eu quis divulgar essas informações o mais rápido possível — argumenta.

No livro, ele descreve cada um dos 11 casos avaliados e aponta, através de números, gráficos e tabelas médicas dados que comprovam que é possível combater o diabetes através desse tipo de dieta. Um dos pacientes da primeira fase do programa, por exemplo, apresentava diabetes do tipo 1, com níveis de glicemia inicial — medida nas primeiras horas da manhã — de 287. O ideal, para não portadores da doença, é que essa taxa de glicemia fique entre 70 e 85. Depois de apenas quatro dias no programa esse paciente pôde parar de tomar insulina completamente, pois apresentou glicemia de jejum de 88, que depois de duas semanas caiu para 83.

Fonte: Zero Hora
Notícia publicada em: 12/05/2011
Autor: Indefinido

abcfarma

terça-feira, 26 de abril de 2011

ESTUDO DÁ RAZÕES FISIOLÓGICAS PARA SER VEGETARIANO

Uma dieta livre de carne tem sido associada a riscos menores de contrair doenças do coração e diabetes. Uma nova pesquisa da Universidade Loma Linda, nos EUA, afirma que os vegetarianos têm índices menores em um conjunto de taxas: açúcar no sangue, gordura no sangue, pressão arterial, medida da cintura, e IMC (Índice de Massa Corporal). O único atributo relevante no qual isso não foi observado é o colesterol.
Estes itens estão diretamente ligados ao risco de diabetes e infarto, daí o risco. Mias de 700 adultos foram examinados. Os cálculos do estudo resultaram que, de cada 100 vegetarianos pesquisados, apenas 23 têm algum problema de saúde nesta área, contra 39 de cada 100 entre os “carnívoros”. O líder da pesquisa, Nico Rizzo, se mostrou surpreso: “Eu esperava que os vegetarianos levariam alguma vantagem, mas não imaginei que fosse tão grande”.

O primeiro passo da pesquisa foi fazer um questionário sobre hábitos alimentares. Neste ponto, dividiram os participantes em três grupos: vegetarianos, não-vegetarianos, e um grupo de semi-vegetarianos entre eles. Um dos indicadores de saúde mais eficazes, o IMC (Índice de Massa Corporal), colocou em 25.7 a média dos vegetarianos, quase 30 entre os que comem carne, e o número oscilou entre estes dois valores para os semi-vegetarianos. Um IMC acima de 25 é considerado como sobrepeso, e acima de 30 é obesidade. [Reuters]

hypescience

sábado, 23 de abril de 2011

LONGEVIDADE

Segundo um estudo da Boston University School of Medicine, os supercentenários variam muito educação, renda, religião, etnia e até nos padrões de dieta. Mas eles também têm muita coisa em comum: poucos são obesos, nenhum é ou foi fumante, a maioria lida bem com situações estressantes.

Os bons hábitos são tão determinantes que, quando são adotados por todos, criam-se bolsões de longevidade. Talvez o melhor exemplo seja Loma Linda, na Califórnia, onde um grupo de adventistas vegetarianos não fuma, faz exercícios regularmente, dedica muito tempo à família - basicamente a receita da longevidade. Como consequência, eles têm uma expectativa de vida de 85 anos, 10 anos a mais que a média americana.

super.abril

quinta-feira, 21 de abril de 2011

VEGETARIANOS TÊM MENOR RISCO DE DIABETES, DERRAME E ATAQUE CARDÍACO

Um estudo realizado por cientistas da Universidade Loma Linda, nos Estados Unidos, sugere que a síndrome metabólica é significativamente menos prevalente entre os vegetarianos.
Os vegetarianos apresentaram uma prevalência 36% menor de síndrome metabólica do que os não-vegetarianos.
Como a síndrome metabólica pode ser um precursor das doenças cardiovasculares, diabetes e acidente vascular cerebral, os resultados indicam que os vegetarianos podem ter menos risco de desenvolver essas condições.

A síndrome metabólica é definida como a apresentação de pelo menos três dos cinco fatores de risco total:
hipertensão arterial
elevação do colesterol HDL
altos níveis de glicose
triglicerídeos elevados
e uma circunferência da cintura não saudável
O estudo descobriu que, enquanto 25% dos vegetarianos tinham síndrome metabólica, esse número sobe para 37% para os semi-vegetarianos e 39 por cento para os não-vegetarianos.
Os resultados se mantiveram quando ajustados para fatores como idade, sexo, raça, atividade física, consumo de calorias, tabagismo e ingestão de álcool.

"Tendo em vista a alta taxa de síndrome metabólica [...] e seus efeitos deletérios à saúde, queríamos examinar os padrões de vida que poderiam ser eficazes na prevenção e no possível tratamento desta doença", diz o pesquisador Nico S. Rizzo.
"Eu não tinha certeza se haveria uma diferença significativa entre vegetarianos e não-vegetarianos, e fiquei surpreso com o quanto os números contrastam," continua ele. "Isso indica que um fator como a dieta pode ser importante na prevenção da síndrome metabólica".

diariodasaude

domingo, 20 de março de 2011

DIETA VEGETARIANA DIMINUI O RISCO DE SÍNDROME METABÓLICA

Um estudo recente sugere que uma dieta vegetariana pode ser associada a um risco reduzido de desenvolver síndrome metabólica.

O vegetarianismo é uma prática alimentar que limita ou exclui o consumo de produtos de origem animal. Existem vários tipos de dietas vegetarianas. Flexitarianismo, por exemplo, permite o consumo de carne ocasionais, enquanto que o veganismo exclui o consumo de todos os produtos de origem animal, incluindo derivados do leite e os ovos.

Em um estudo recente, os pesquisadores avaliaram os hábitos alimentares de 773 indivíduos com idade média de 60 anos de idade no Estudo Adventista de Saúde 2. Foram usados questionários de nutrição e classificações do vegetarianismo ​​para comparar padrões alimentares com fatores de risco metabólicos. fatores de risco metabólicos incluídos lipoproteína de alta densidade (HDL ou "bom" colesterol), triglicerídeos, glicose, pressão arterial e circunferência da cintura. Entre os participantes, 35 por cento foram classificados como vegetarianos, 16 por cento como semi-vegetarianos e 49 por cento como não-vegetarianos.

Os pesquisadores descobriram que uma dieta vegetariana foi associada com um risco significativamente menor de todos os fatores de risco metabólicos exceto HDL. Além disso, uma dieta vegetariana foi associada com um risco significativamente menor de desenvolver a síndrome metabólica, quando comparado com os não-vegetarianos.

Os autores concluíram que a dieta vegetariana está associada com uma redução do risco de síndrome metabólica e de fatores de risco associados. Pesquisas adicionais são necessárias para confirmar estes resultados.

Rizzo NS, Sabaté J, Jaceldo-Siegl K, et al. Vegetarian Dietary Patterns Are Associated With a Lower Risk of Metabolic Syndrome: The Adventist Health Study 2. Diabetes Care. 2011 Mar 16.

naturalstandard

terça-feira, 8 de março de 2011

FIBRAS NO CONTROLE DO DIABETES

Uma dieta rica em fibras pode ser benéfico para o metabolismo da glicose em pacientes com diabetes, de acordo com um estudo recente.

Uma dieta rica em fibras incorpora grandes quantidades de fibra dietética na alimentação diária. A fibra dietética é encontrada em grãos, frutas e legumes. Produtos de origem animal, incluindo carne e produtos lácteos, não contém fibra. Vários benefícios para a saúde têm sido associados com uma dieta rica em fibras, porém, pesquisas adicionais são necessárias antes de conclusões definitivas possam ser feitas.

Em um estudo recente, os pesquisadores realizaram uma pesquisa bibliográfica abrangente, para avaliar os efeitos de fibras dietéticas, grãos integrais e as dietas vegetarianas em pacientes com diabetes tipo 2. No total, 14 ensaios clínicos foram incluídos.

Os pesquisadores descobriram que o aumento do consumo diário de fibras dietéticas, grãos integrais, vegetais e do uso de dietas vegan foram associados com a melhora do metabolismo da glicose. Dieta baseada em vegetais foram associados com melhorias no peso corporal e os lipídios do sangue.

Os autores concluíram que uma dieta rica em fibras, vegetais e grãos integrais pode ser benéfica tanto para os indivíduos saudáveis e aqueles com diabetes tipo 2. Outras melhorias na sensibilidade à insulina foram observados naquelas que seguem uma dieta baseada em vegetais.

naturalstandard

quarta-feira, 16 de junho de 2010

JOÃO BATISTA VEGETARIANO

João separou-se dos amigos e ostentações da vida. A simplicidade de seu vestuário, feito de pêlos de camelo, era uma permanente reprovação à extravagância e exibição dos sacerdotes judeus, bem como do povo em geral. Seu regime, puramente vegetariano, composto de alfarrobas e mel silvestre, era uma reprovação à condescendência para com o apetite e a glutonaria predominante em toda parte.

E.G.W. C.S.R.A. PG 71