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terça-feira, 27 de outubro de 2015

OMS, VEGETARIANOS E CARNE VERMELHA


Salsicha e bacon, entre outros embutidos, foram classificados como produtos carcinogênicos pela OMS (Foto: Joe Raedle/Getty Images North America/AFP)

"Quantas crises alimentares nós devemos enfrentar antes que as pessoas se deem conta de que as proteínas animais não são boas para nós", reagiu Jasmijn de Boo, presidente da Vegan Society, organização criada em 1944 com sede na Grã-Bretanha.

"A salmonela nos anos 1980, a 'vaca louca' nos anos 1990, a febre aftosa nos anos 2000, a carne de cavalo há dois anos e agora isso: não adianta passar de uma carne para outra. É mais saudável e melhor para o meio ambiente e para os animais ser vegano", disse à AFP o líder da associação que prega a exclusão total de todos os produtos de origem animal da alimentação, mesmo o leite e o queijo.

Mais do que reduzir nosso consumo (de produtos à base de carne), nós devemos retirá-los completamente da nossa dieta. Existem muitas alternativas", defendeu.

Em nome da União Europeia dos Vegetarianos, que aceitam os produtos à base de leite, Renato Pichler declarou estar "contente que a OMS tenha aceito a conexão entre o consumo de carnes e certos cânceres".

Para Brigitte Gothière, pota-voz da organização L214, que também prega a ausência total de produtos de origem animal da alimentação em nome do respeito aos seres vivos, "o estudo da OMS é mais um argumento em favor de uma alimentação que exclui os produtos à base de carne".

"As dietas veganas são normalmente criticadas pelos médicos, mas este estudo mostra que ser vegano também nos protege de algumas doenças", alfinetou.

Diante da pecuária extensiva, "a questão da ética face aos animais se impõe cada vez mais, talvez até mais do que a questão da saúde", acrescentou Brigitte Gothière.

A Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC), uma agência da Organização Mundial da Saúde (OMS), colocou o consumo excessivo de carnes processadas, como embutidos ou frios, no Grupo 1 de risco de levar ao desenvolvimento de câncer, principalmente o colorretal.

Entre os cânceres mais frequentemente associados à carne, aparecem o câncer colorretal e em quantidade menor, os cânceres de próstata e do pâncreas, segundo o estudo.



As carnes processadas foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogênicos, que já inclui tabaco, amianto e fumaça de diesel. Porém, segundo os especialistas, isso não significa que esse produto é tão perigoso quanto o cigarro, por exemplo.

A carne processada foi incluída nessa categoria, pois existem evidências claras de sua relação com o câncer. Porém o aumento de risco do câncer ocasionado pelo tabaco é muito mais significativo.

“Ao colocar a carne processada no grupo de carcinogênicos, ela fica no mesmo patamar que o fumo, por exemplo, em que a recomendação é não consumir”, diz o cirurgião oncologista Samuel Aguiar Junior, diretor do Departamento de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.

“Porém, o consumo esporádico e em pequenas quantidades de carne processada não leva a um aumento do risco de câncer comparável ao tabaco”, afirma.

Segundo o Cancer Research UK, enquanto 86% dos casos de câncer de pulmão estão ligados ao uso de tabaco, 21% dos casos de câncer de intestino estão ligados ao consumo de carne processada e vermelha.


A classificação não significa que as pessoas devem parar de comer carne. Aguiar Junior observa que a carne vermelha fresca, não processada, é um componente importante da alimentação e o consumo adequado traz benefícios para a saúde.

Segundo o oncologista, uma quantidade considerada segura é 70 gramas por dia para homens e 55 gramas por dia para mulheres.

Para o médico Gilberto Lopes, oncologista clínico do Grupo Oncoclínicas do Brasil e membro da Sociedade de Oncologia Clínica Americana (Asco), a dieta do brasileiro é caracterizada por ser rica em carne vermelha: o ideal seria reduzir o consumo a no máximo três vezes por semana.

Já em relação à carne processada, não se sabe qual seria uma quantidade segura. O que a revisão de estudos provida pelo IARC concluiu foi que o consumo de uma porção de 50 gramas por dia de carne processada aumenta o risco de câncer colorretal em 18%.

Para se ter uma ideia, uma única salsicha pesa 50 gramas, três fatias finas de presunto pesam 40 gramas, sete fatias de salame pesam 40 gramas e uma linguiça pode chegar a 100 gramas.


Segundo a classificação da IARC, carne vermelha são todos os tipos de carne de mamíferos como vaca, porco, cordeiro, carneiro, cavalo e cabra.

Já as carnes processadas, também conhecidas como embutidos, são aquelas com adição de sal ou outros produtos para realçar o sabor e aumentar o tempo de conservação, ou que tenham sido fermentadas ou defumadas.

Esses produtos geralmente contêm carne de vaca ou de porco, mas também incluem os produzidos com carnes de aves e outros produtos relacionados à carne, como sangue. Entre eles estão bacon, toucinho, presunto, salsicha, linguiça e salame.


Não. Segundo o oncologista Aguiar Junior, a carne vermelha não é o único vilão do câncer de intestino.

Para se prevenir a doença, além de moderar o consumo de carnes vermelhas e processadas, é indicado adotar uma dieta mais rica em verduras, frutas e cereais, além de aumentar as atividades físicas.

G1

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Estudo nos EUA liga carne vermelha a risco de câncer de mama

Comer muita carne vermelha no início da vida adulta pode aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos.

Pesquisadores de Harvard dizem que substituir a carne vermelha por uma combinação de feijões, ervilhas e lentilhas, aves, nozes e peixe pode reduzir o risco da doença em mulheres mais jovens.

Mas especialistas britânicos pedem cautela, dizendo que outros estudos não mostraram ligação clara entre carne vermelha e câncer de mama.

Pesquisas anteriores demonstraram que a ingestão de grande quantidade de carne vermelha e processada provavelmente aumenta o risco de câncer de intestino.

Os novos dados vêm de um estudo realizado nos Estados Unidos acompanhando a saúde de 89 mil mulheres com idades entre 24 a 43.

A equipe, liderada pela Escola de Saúde Pública de Harvard, analisou a dieta de quase 3 mil mulheres que desenvolveram câncer de mama.

"Ingestão elevada de carne vermelha no início da idade adulta pode ser um fator de risco para o câncer de mama", eles relatam na revista British Medical Journal.

Os próprios cientistas de Harvard, porém, descreveram o risco como "pequeno".

O epidemiologista da Universidade de Oxford Tim Key disse que o estudo americano descobriu "apenas um elo fraco" entre comer carne vermelha e câncer de mama, o que não era forte o suficiente para mudar a evidência apontada em estudos anteriores de que não há ligação definitiva entre a dois.

"As mulheres podem reduzir o risco de câncer de mama mantendo um peso saudável, ingerindo menos álcool e praticando exercícios, e não é uma má ideia trocar um pouco de carne vermelha - que está ligada ao câncer de intestino - por carne branca, feijão ou peixe", acrescentou.

Segundo a diretora da Unidade de Epidemiologia do Câncer da mesma universidade, Valerie Beral, dezenas de estudos já investigaram o risco de câncer de mama associado com a dieta.

"A totalidade da evidência disponível indica que o consumo de carne vermelha tem pouco ou nenhum efeito sobre o risco de câncer de mama, por isso os resultados de um único estudo não podem ser considerados isoladamente", disse ela.

Evidências demonstram que provavelmente há uma relação entre comer muita carne vermelha e processada e o risco de câncer de intestino.

O Ministério da Saúde britânico recomenda que pessoas que comem mais do que 90 gramas (peso cozido) de carne vermelha e processada por dia devem reduzir a porção para 70 gramas.

G1

quarta-feira, 5 de março de 2014

Carne frita ou assada aumenta risco de demência, diz estudo



De acordo com pesquisadores, qualquer carne cozida poderia aumentar o risco de demência.

O cozimento de carne no forno, na grelha ou em frigideira libera substâncias químicas que podem aumentar o risco de desenvolver demência, sugerem pesquisadores norte-americanos.

Os chamados Produtos de Glicação Avançada (os AGE, da sigla inglesa Advanced Glycation Endproducts) têm sido associados a doenças como a diabetes tipo 2.

Ratos alimentados com uma dieta rica em AGEs apresentaram acúmulo de proteínas perigosas no cérebro e tiveram a função cognitiva prejudicada.

Especialistas afirmaram que os resultados são "convincentes", embora não forneçam "respostas definitivas".

AGEs são formadas quando proteínas ou gorduras reagem com açúcar. Isso pode acontecer naturalmente ou durante o processo de cozimento.

Pesquisadores da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, em Nova York, testaram o efeito da AGEs em camundongos e pessoas.

A experiência com animais, divulgada na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences, mostrou que uma dieta rica em AGEs afeta a química do cérebro.

Isso leva a um acúmulo de proteína defeituosa beta-amilóide - uma característica da doença de Alzheimer. Os ratos que comeram uma dieta baixa em AGEs foram capazes de impedir a produção da proteína.

Por outro lado, os ratos realizaram bem menos tarefas físicas e mentais depois de dietas ricas em AGEs.

Uma análise de curto prazo de pessoas com mais de 60 anos sugere uma ligação entre altos níveis de AGEs no sangue e o declínio cognitivo.

'Tratamento eficaz'

O estudo concluiu: "Relatamos que a demência relacionada à idade pode ser causalmente associada a altos níveis de alimentos com Produtos de Glicação Avançada .

"O mais importante, a redução da AGEs derivados de alimentos, é viável e pode ser uma estratégia de tratamento eficaz."

Derek Hill, professor da University College London, comentou: "Os resultados são convincentes."

"Como a cura para a doença de Alzheimer continua a ser uma esperança distante, os esforços para evitá-la são extremamente importantes, mas este estudo deve ser visto como incentivador à continuidade dos trabalhos de pesquisa, mesmo sem fornecer respostas definitivas."

"Mas isso é motivo para otimismo - o estudo acrescenta evidências e sugere que o uso de estratégias de prevenção pode reduzir a incidência da doença de Alzheimer e outros tipos de demência na sociedade, o que poderia ter um impacto muito positivo em todos nós."

Simon Ridley, da organização Alzheimer's Research UK, disse: "Diabetes havia sido previamente associada a um risco maior de demência, e este pequeno estudo fornece uma nova visão sobre alguns dos possíveis processos moleculares que podem ligar as duas condições."

"É importante notar que as pessoas envolvidas neste estudo não sofrem de demência. Como o tema ainda não foi suficientemente estudado, nós ainda não sabemos como a quantidade de AGEs em nossa dieta pode afetar o nosso risco de demência."

BBC

terça-feira, 14 de agosto de 2012

FERRO DA CARNE TRAZ RISCO DE CÂNCER

Cientistas já concordam que o consumo em grandes quantidades de carne vermelha pode aumentar o risco de câncer no intestino; e, agora, um estudo do Instituto de Pesquisa do Câncer do Reino Unido aponta que o motivo pode ser as altas taxas de ferro contidas no alimento. Os pesquisadores descobriram que quando um gene chamado APC não funciona normalmente, ele permite o acúmulo de ferro nas células do intestino. A descoberta poderia levar a tratamentos que eliminassem o ferro de pessoas que desenvolvem células afetadas pelo gene defeituoso.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Como substituir a carne vermelha?

Eliminar ou, pelo menos, reduzir a ingestão de carne vermelha se tornou um desejo comum entre pessoas que buscam uma alimentação mais saudável e preventiva. Rica em colesterol e gorduras saturadas, a carne vem sendo cada vez mais associada a doenças cardiovasculares, diabetes e até câncer.
Porém, como se trata de ótima fonte de ferro e proteínas (fundamentais para o bom funcionamento do organismo), todo cuidado é pouco na hora de substituir esse item do cardápio. Confira as dicas da nutricionista Naila Soares.

1. A dupla arroz e feijão

A combinação é perfeita: o que falta em um, o outro fornece. O arroz contém metionina e o feijão, lisina - aminoácidos essenciais ao nosso organismo. Esse perfil proteico completo dificilmente aparece entre os vegetais, sendo mais comum nos alimentos de origem animal. Além disso, o feijão também possui ferro.

2. Franngo e peixe

Têm, basicamente, os mesmos nutrientes da carne vermelha (ferro, zinco, proteínas e vitamina B12) e quantidades menores de colesterol e gordura saturada. Para uma refeição ainda mais light, retire a pele e opte por prepará-los assados, cozidos ou grelhados.

3. Ovo

Importante fonte de proteínas, vitaminas e minerais, ele ainda fornece ômegas 3 e 6. Estudos recentes derrubaram o mito de que sua ingestão aumenta a taxa de colesterol. Uma omelete preparada com duas claras, uma gema e queijo branco pode ser consumida tanto no almoço quanto no jantar.

4. Leite e seus derivados

Constituem umas das principais fontes de proteínas de origem animal. Para compensar a baixa concentração de ferro (e evitar anemia), recomenda-se o consumo dos tipos fortificados. E não misture com as principais refeições, pois a absorção do mineral acabará prejudicada. Vitamina ou iogurte de frutas acrescidos de quinoa e um sanduíche de pão integral com queijo branco são um bom exemplo de cardápio para o lanche da tarde.

5. Soja

Principal alternativa à carne, é rica em proteínas e fornece todos os aminoácidos de que precisamos. Sua ingestão também reduz o colesterol, prevenindo doenças cardiovasculares. O mercado fornece um grande leque de produtos, como bife, leite, queijo, iogurte e hambúrguer. Patês, sopas, vitaminas e saladas com tofu são ótimas maneiras de consumir o grão. A proteína texturizada fica deliciosa em molhos e recheios.

6. Quinoa

Considerado o alimento de origem vegetal mais completo e sem gordura saturada, é fonte de proteínas, fibras e ômega 3, garantindo a saúde cardiovascular, além de diminuir a taxa de colesterol. Apesar de possuir menos ferro do que a carne, a quinoa ganha de qualquer outro cereal nesse quesito. Acrescente-a a mingaus, iogurtes, vitaminas, saladas, recheios e até massas de bolos e tortas.

7. Vegetais verde-escuros

Fontes privilegiadas de ferro, eles devem fazer parte de todas as refeições diárias. Faça uma salada acrescida de cubinhos de queijo branco ou tofu e quinoa ou, ainda, grãos de soja. Salsa, couve, agrião, rúcula, brócolis, espinafre e folhas de beterraba também podem incrementar uma sopa quentinha ou entrar no recheio de panquecas e tortas salgadas.

Siga uma dieta equilibrada
Nenhum alimento contém todos os nutrientes, assim como nenhum nutriente está em apenas um alimento, portanto, nada de "trocar' a carne por um item só. Siga uma dieta variada, para que não haja comprometimento das necessidades nutricionais diárias, consumindo alimentos ricos em ferro, proteínas e vitamina B12.

http://www.portaleducacao.com.br/nutricao/noticias/49489/como-substituir-a-carne-vermelha?utm_source=ALLINMAIL&utm_medium=email&utm_content=29161023&utm_campaign=Top%2010%20-%20nutri%E7%E3o%20027&utm_term=t92.yuw.wah12.z.a.n.d.oy.f.wa1d.w.yvd.w.yph.gd

domingo, 4 de dezembro de 2011

Alimentação benéfica ao fígado

O excesso de gordura pode provocar nas células do fígado a esteatose hepática, ou fígado gorduroso não alcoólico.

Para o tratamento a pessoa deve mudar os hábitos alimentares, perder peso, se estiver com ele acima, e principalmente se estiver com acúmulo de gordura abdominal. Para isso você deve fazer uma dieta equilibrada e bem acompanhada porque você não pode perder peso rapidamente e nem ficar muitas horas sem se alimentar. Isso acaba piorando a situação e é fundamental fazer exercícios físicos.

O melhor diagnóstico para a esteatose hepática é por meio de exame de sangue, que confere as transaminases do fígado ou por um ultrassom abdominal.

Alimentos que liberem muita insulina devem ser evitados. Assim como alimentos com muito açúcar, gordurosos, compostos por farinha branca e alimentos industrializados. O excesso de carne vermelha e de bebida alcoólica complica ainda mais.

Para o tratamento e até mesmo para que se evite a doença, recomenda-se as frutas e as verduras, principalmente as escuras. A beterraba também tem um valor importante na limpeza do fígado. As frutas vermelhas ajudam a dar energia para o fígado.

O gengibre, o alho e a cebola também são recomendados assim como grânulos de lecitina de soja.

As bebidas ajudam a eliminar as substâncias tóxicas do organismo, principalmente do fígado. Por isso água é fundamental. Consumir, no mínimo, oito copos de água pura ao dia ajuda na eliminação das impurezas.

O suco de clorofila, que pode ser encontrado em casas de produtos naturais, também é recomendado. A planta dente de leão, que pode ser encontrada ainda em forma de extrato, ajuda o organismo a eliminar resíduos do fígado e melhora o funcionamento da bile.

O boldo e a alcachofra fígado contém substancias hapatoprotetoras . Louro, funcho alecrim e a cúrcuma ajudam a regenerar as células do fígado.

O fígado ajuda a absorver vitaminas e minerais, a sintetizar proteínas, a eliminar hemaceas mortas e os ‘agressores do organismo’. Ajuda também na produção de mais de 70 por cento do colesterol.

G1

domingo, 9 de outubro de 2011

Carne vermelha ligada a risco de Diabetes tipo 2

Um recente estudo sugere que indivíduos que comem regularmente carne vermelha processada pode ter um aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2.

A carne vermelha contém altos níveis de gordura saturada, que claramente aumenta o risco de doença cardíaca e infarto cerebral.

Neste estudo pesquisadores acompanharam 37.083 homens durante 20 anos e 167.074 mulheres durante 25 anos em dois estudos separados.

Durante os três estudos 13.759 novos casos de diabetes tipo 2 foram identificados. A carne vermelha foi claramente associada à doença. Para os consumidores diários da carne processada o risco aumentou 32 por cento.

Pan A, Sun Q, Bernstein AM, et al. Red meat consumption and risk of type 2 diabetes: 3 cohorts of US adults and an updated meta-analysis. Am J Clin Nutr. 2011 Oct;94(4):1088-96.

http://naturalstandard.com/news/news201110008.asp

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Consumo de carne vermelha aumenta risco de diabetes tipo 2

Comer um bife ou uma salsicha por dia aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Mas substituir a porção diária de carne por laticínios "magros" e grãos integrais reduz esse perigo.
As conclusões são do maior estudo já feito sobre o assunto, com dados de cerca de 300 mil pessoas, acompanhadas desde a década de 1970.
A pesquisa, feita pela Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, foi publicada ontem no "American Journal of Clinical Nutrition".

Segundo o estudo, quem come 100 g de carne vermelha (um bife) tem risco 19% maior de ter diabetes tipo 2, em comparação com quem consome menos do que isso.
Já as carnes processadas, como salame e mortadela, foram consideradas mais prejudiciais: 50 g diários (uma salsicha) podem elevar o risco de diabetes em 51%.
Os pesquisadores notaram que aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham mais chance de ser fumantes, mais gordos e sedentários.
Mas mesmo que todos os participantes da pesquisa tivessem o mesmo IMC (Índice de Massa Corporal) o consumo de carne ainda aumentaria o risco de diabetes tipo 2.

Uma das explicações possíveis é que o chamado ferro-heme, presente nas carnes vermelhas, causa danos às células beta do pâncreas, que produzem a insulina.
Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, lembra que a hematocrose, doença que provoca um acúmulo de ferro no organismo, pode causar diabetes.
Os pesquisadores dizem ainda que os conservantes presentes nas carnes são tóxicos para as células beta.
"O trabalho é importante para reavaliarmos a ingestão de carne vermelha. Já sabíamos que ela aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Agora, há mais um dado para moderarmos esse consumo", diz Golbert.

Já o endocrinologista Antonio Carlos Lerario, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, faz ressalvas ao estudo norte-americano.

Ele afirma que a associação do consumo de carne ao diabetes pode se dever à maior ingestão de gorduras. "Em geral, quem consome carne é um bom comilão, come batata, não gosta muito de peixe e bebe mais."
O endocrinologista diz ainda que não é preciso crucificar a carne. "Não é para pensar: 'A partir de hoje, não vou mais comer carne, porque vou ter diabetes'. Não dá para saber se outras fontes de gordura também não aumentam esse risco."

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 11/08/2011
Autor: MARIANA VERSOLATO

http://www.tudofarma.com.br/noticias/noticiasInterna.asp?Textos_ID=21772

terça-feira, 24 de maio de 2011

Carnes vermelhas e processadas aumentam o risco de câncer de intestino

O Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (WCRF, na sigla em inglês) divulgou um alerta nesta segunda-feira para que as pessoas limitem o consumo de carnes bovina, suína e de cordeiro, além de evitar carnes processadas como presuntos e salames. Isto porque estas carnes aumentariam o risco de câncer de intestino, segundo reportagem do jornal "The Guardian".

Pesquisadores do Imperial College London, coordenados por Teresa Norat, estudaram 263 pesquisas anteriores sobre dieta, peso e atividades físicas relacionadas ao câncer de intestino e um painel independente de especialistas revisou as conclusões. "Para carnes vermelhas e processadas, descobertas de dez novos estudos foram acrescentados aos 14 analisados no relatório de 2007. Há sérias evidências de que estas carnes aumentam a incidência de câncer no intestino," diz o relatório. "A recomendação é para que as pessoas limitem o consumo a 500g (peso da carne cozida) de carne vermelha por semana - o equivalente a cinco ou seis porções médias de rosbife, carne de porco ou cordeiro - e evitem carnes processadas". Já leite, alho e suplementos alimentares à base de cálcio provavelmente reduziriam os riscos de câncer, segundo os especialistas.

O relatório de 850 páginas é "o mais impositivo relatório já feito sobre os riscos de câncer no intestino", segundo os especialistas. O professor Alan Jackson, da Southampton University e membro do WCRF, escreveu que "a mensagem clara do relatório é que as carnes vermelhas e processadas aumentam os riscos de câncer de intestino e que as pessoas que querem reduzir esta possibilidade devem considerar diminuir o consumo".

Fonte: Portal O Globo
Notícia publicada em: 23/05/2011
Autor: Indefinido

tudofarma

domingo, 9 de janeiro de 2011

CARNE VERMELHA LIGADA A AVC

Um estudo recente em mulheres suecas sugere que uma dieta rica em carne vermelha e processada pode estar associado com um risco aumentado de um tipo de infarto chamado derrame cerebral.

Vários estudos anteriores têm sugerido que a carne vermelha e processada pode ter efeitos negativos na saúde, tais como o aumento do risco de câncer de cólon, câncer de próstata e morte (em particular de câncer e doenças cardíacas). A carne vermelha também contém altas quantidades de gorduras saturadas, que foram mostrados para aumentar o risco de doença cardíaca.

Em estudo recente, que começou em 1997, os investigadores avaliaram 34.670 mulheres que eram 39-73 anos de idade e não ter doenças cardíacas ou câncer. Os participantes responderam questionários sobre suas dietas e estilos de vida e foram divididos em cinco grupos com base em que a carne vermelha quanto eles comeram. Os pesquisadores registraram o número de traços que ocorreram durante um período médio de acompanhamento de 10,4 anos.

Os autores constataram que 1.680 mulheres (cerca de quatro por cento dos participantes) apresentaram AVC no final do estudo. O tipo mais comum de acidente vascular cerebral foi um infarto cerebral, que ocorre quando há um bloqueio em uma artéria que fornece sangue ao cérebro.

Em geral, as mulheres que comeram mais carne vermelha (pelo menos 102 gramas diárias) não têm um risco aumentado de ter um derrame. No entanto, quando os investigadores olharam tipos específicos de acidentes vasculares cerebrais, eles descobriram que as mulheres que comeram mais carne tiveram um aumento de 42 por cento risco de ter um infarto cerebral em comparação com aqueles que comiam menos de 25 gramas por dia.

Além disso, as mulheres que comiam carne processada (pelo menos 41,3 gramas por dia) tinham 24 por cento maior risco de infarto cerebral que as mulheres que comiam menos (menos de 12,1 gramas por dia).

No entanto, este estudo não prova que a vermelha ou processada carnes causa infartos. Em vez disso, ele sugere uma relação potencial. Mais pesquisas são necessárias antes que as conclusões podem ser feitas.

naturalstandard