Mostrando postagens com marcador LONGEVIDADE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LONGEVIDADE. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Longevidade em ilha grega intriga cientistas

Cientistas estão investigando o segredo da longevidade dos 8 mil moradores da Ilha de Ikaria, no leste da Grécia, que vivem em média dez anos a mais que a maioria dos europeus e apresentam uma saúde muito melhor no fim da vida.

Pesquisadores da Universidade de Atenas estudaram os moradores locais com mais de 65 anos. Christina Chrysohoou, cardiologista da instituição, afirma que eles sofrem dos mesmos tipos de doenças que as outras pessoas, como câncer e problemas cardiovasculares, mas essas condições ocorrem mais tarde.

"(...) Não podemos evitar essas enfermidades, mas eles conseguem preservar a qualidade de vida por muitos anos. A idade média para (a ocorrência de) doenças cardiovasculares é entre 55 e 65 anos. Em Ikaria, isso acontece cerca de dez anos depois", afirmou.

Entre os moradores da ilha, o número de fumantes é baixo, o cochilo depois do almoço é regra, o ritmo de vida é lento e as pessoas se reúnem com amigos e familiares com frequência.

As famílias grandes dão aos moradores mais idosos um papel importante na sociedade, e os níveis de depressão e demência são baixos.

Dieta

Outros fatores também podem contribuir para a longevidade dos moradores da Ilha de Ikaria, que fica perto da costa da Turquia. Mesmo em comparação à dieta típica da região do Mediterrâneo, os que vivem no local consomem mais peixes, verduras e legumes, além de também níveis relativamente menores de carne.

Seis entre dez pessoas com mais de 90 anos do lugar ainda são fisicamente ativas, em comparação com apenas 20% desse grupo em outros lugares.

A maior parte dos alimentos é cozida em azeite de oliva. Além disso, grandes quantidades de ervas são colhidas e usadas para temperos e fins medicinais. Muitos ainda fazem um chá consumido diariamente com ervas secas, como sálvia, camomila e hortelã. Para adoçar, apenas o mel local.

Muitas dessas ervas silvestres são usadas no mundo todo como remédios tradicionais e têm poder antioxidante e diurético, o que pode diminuir a pressão sanguínea.

Os pesquisadores da Universidade de Atenas também pretendem fazer estudos geológicos na ilha, para saber se há elementos radioativos em Ikaria que possam ter efeito sobre alguns tipos de câncer.

Além disso, existem análises genéticas que comparam o DNA dos moradores com o de outros que nasceram na ilha, mas deixaram o lugar e, por isso, têm um estilo de vida diferente.
George Kassiotis vai completar 103 anos. Kassiotis mostra os documentos e fotos. Ele lutou contra os italianos na Albânia durante a Segunda Guerra Mundial e ajudou na construção de uma estrada na ilha, antes de se aposentar, em 1970.

"Não como alimentos industrializados, não fumo nem me estresso. Não tenho medo da morte. Sabemos que todos vamos chegar lá", disse.

Mais recentemente, Ikaria foi identificada como parte das chamadas "zonas azuis" – áreas onde as pessoas têm uma vida mais longa – pelo autor Dan Buettner, da revista "National Geographic". Entre as zonas azuis, estão a Ilha de Okinawa, no Japão, a província italiana de Luoro, na Ilha da Sardenha, na Itália, e a cidade de Loma Linda, na Califórnia, EUA.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Estudos procuram fórmula para chegar bem aos cem anos


Os pesquisadores entendem que a longevidade extrema, acima de 110 anos, é para poucos. Há 70 supercentenários no mundo (65 mulheres e cinco homens). Outros 400 alegam essa condição, mas não têm documentos que a comprovem.
Só no Brasil, já são quase 24 mil centenários, segundo o IBGE. Bahia (3.525), São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597) são os Estados com a maior concentração.

PREPARO

Na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), um projeto reúne 245 idosos acima de 80 anos, sem queixas específicas, e os prepara para a chegada ao centenário. Ali, fazem exames, adequam medicações e recebem orientações sobre sono, memória, dieta e atividade física.
"Muitos dos nossos pacientes serão centenários a partir deste ano. Estamos avaliando o quanto é possível manter a sobrevida sem incapacidade física, mental, emocional e social", afirma a médica Maysa Seabra Cendoroglo, professora de geriatria e gerontologia da Unifesp.
E é possível viver muito e chegar ao fim com independência? "A busca por essa resposta vem sendo motivo de muitos estudos. As propostas apontam para a necessidade de se manter uma boa dieta, uma atividade física permanente e prolongada e um estímulo cognitivo", explica a médica.
Mas isso adianta mesmo para quem não tenha "bons" genes? "Sim. Pode ser que você não chegue aos cem anos, mas vai chegar aos 80, aos 90, ativo, independente. O que importa é fazer o máximo que eu posso até o finzinho."
Também é possível ser feliz aos cem anos, mesmo com doenças e após a perda de filhos, diz a psicóloga alemã Dagmara Wosniak, que fez um estudo com 56 centenários de Heidelberg. Quase metade deles vivia em instituições e 82% dependiam do auxílio de enfermeiras.
A extroversão, a cognição e uma rede social preservada (família e/ou amigos) foram os fatores mais associados à felicidade nessa fase da vida, segundo ela. "O otimismo aumenta a vontade de viver."

POLíTICAS

O aumento da longevidade também tem levado os especialistas da área a propor abordagens diferentes para cada grupo etário de idosos.
"Um idoso de 65 anos não é o mesmo de um com 80, que não é o mesmo de um de cem. Hoje colocamos tudo no mesmo saco", diz o médico Alexandre Kalache, que já dirigiu o programa de envelhecimento da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Para ele, o Brasil vai mal na execução de políticas que possibilitem um envelhecimento saudável, seja na prevenção de doenças que incapacitam o idoso seja em instrumentos que o protejam e que garantam seus direitos.
Resultados preliminares do estudo Sabe (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento), desenvolvido pela USP, já refletem um cenário nada cor-de- rosa. O trabalho monitora como os idosos de São Paulo estão envelhecendo.
Três grupos acima de 60 anos vêm sendo acompanhados. Um grupo começou a ser seguido em 2000, outro em 2006 e o último, há dois anos.
Segundo a médica Maria Lúcia Lebrão, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, os "novos" idosos parecem estar mais doentes, com menos mobilidade, por exemplo.
"A previsão é que as novas gerações de idosos sejam menos saudáveis. Temos ao nosso favor as novas tecnologias. Mas será que elas trazem mais qualidade de vida?"

Okinawa
JAPÃO

Por lá, há 34 centenários por 100 mil habitantes (a média dos países desenvolvidos é de 19 a 20 por 100 mil). Os moradores de Okinawa têm proteção genética, seguem dieta hipocalórica (rica em verduras, frutas e fibras) e não fumam
Curiosidade: Param de comer quando estão 80% satisfeitos

Loma Linda, Califórnia
ESTADOS UNIDOS

Adventistas dessa região estão entre os campeões da longevidade na América do Norte
Não bebem, não fumam e não comem carne de porco. Também desestimulam o consumo de outras carnes, alimentos muito gordurosos, bebidas com cafeína, condimentos e temperos considerados "estimulantes"
Curiosidade: Guardam o descanso no sábado, dia em que socializam com outros membros da igreja

Região da Sardenha
ITÁLIA

São 24 centenários por 100 mil habitantes (três vezes mais do que a média europeia)
Além da dieta mediterrânea e do consumo de vinho, a longevidade é associada à deficiência de uma enzima (glicose-6-fosfato desidrogenase), que também teria criado um mecanismo de defesa contra a malária
Curiosidade: Uma saudação sarda é "A kent'annos" ("Que você viva cem anos")

TUDO FARMA [EDITADO]

domingo, 25 de dezembro de 2011

Restrição calórica ligada à longevidade

Uma nova pesquisa demonstra que restringir o número de calorias ingeridas ativa genes ligados à longevidade e mantém o cérebro funcionando bem, por mais tempo.
Dietas de baixa caloria, em estudos com animais, já haviam sido comprovadas como redutoras do risco de demência e outras doenças, além de ajudar na memória. Mas o modo exato como isso funcionava ainda era incerto.
Agora, uma equipe de cientistas italianos afirma que ingerir menos calorias ativa uma proteína chamada CREB1, relacionada a certos genes da saúde.

O estudo, realizado com ratos, permitia que alguns animais comessem apenas 70% das calorias que ingeriam normalmente. Eles viveram um terço a mais do que o comum e demonstraram melhor funcionamento mental.
Eles também tiveram menos tendência à obesidade e diabetes, uma redução no desenvolvimento de demência e menos agressividade.
Em contraste, uma dieta rica em calorias acelerou o processo de envelhecimento e aumentou o risco de doenças relacionadas à idade, como Parkinson e Alzheimer.
De acordo com o novo estudo, comer menos estimula a proteína CREB1, que consequentemente “liga” as sirtuínas, moléculas relacionadas à longevidade.
Já que essa proteína fica mais fraca conforme envelhecemos, comer menos pode ser uma boa alternativa para diminuir o processo de deterioração mental.

O líder do estudo, Giovambattista Pani, afirma que “a descoberta tem implicações importantes no desenvolvimento de futuras terapias para manter o cérebro jovem e prevenir a degeneração causada pela idade”.[Telegraph]

HYPESCIENCE

sábado, 23 de abril de 2011

LONGEVIDADE

Segundo um estudo da Boston University School of Medicine, os supercentenários variam muito educação, renda, religião, etnia e até nos padrões de dieta. Mas eles também têm muita coisa em comum: poucos são obesos, nenhum é ou foi fumante, a maioria lida bem com situações estressantes.

Os bons hábitos são tão determinantes que, quando são adotados por todos, criam-se bolsões de longevidade. Talvez o melhor exemplo seja Loma Linda, na Califórnia, onde um grupo de adventistas vegetarianos não fuma, faz exercícios regularmente, dedica muito tempo à família - basicamente a receita da longevidade. Como consequência, eles têm uma expectativa de vida de 85 anos, 10 anos a mais que a média americana.

super.abril

domingo, 20 de fevereiro de 2011

DIETA RICA EM FIBRAS AUMENTA EXPECTATIVA DE VIDA

Uma dieta rica em fibras pode significar o aumento da expectativa de vida. Essa é a conclusão do maior estudo já realizado sobre o tema que encontrou uma ligação entre consumo de fibras e menor risco de morte, não apenas causadas por doenças cardíacas, mas também por problemas infecciosos e respiratórios.

O estudo do governo também liga a dieta a um menor risco de morte por câncer em homens, mas não em mulheres, possivelmente porque eles são mais propensos a morrer de câncer relacionado a alimentação, como câncer de esôfago. Ainda descobriu que a dieta mais benéfica é a rica em fibras dos grãos.

A maioria dos americanos não está se alimentando de uma quantidade suficiente de fibras. O americano médio come apenas cerca de 15 gramas por dia, muito menos do que a atual recomendação diária, de 25 gramas para mulheres e 38 gramas para homens, ou 14 gramas por mil calorias. Por exemplo, uma fatia de pão integral contém 2 a 4 gramas de fibra.

No novo estudo, as pessoas que conheciam as orientações tinham menos chance de morrer durante o período de acompanhamento de nove anos.

Os homens e mulheres que comeram mais fibras tinham 22% menos probabilidade de morrer por qualquer causa em comparação aos que comiam menos, disse o autor do estudo, Yikyung Park, do Instituto Nacional do Câncer.

A pesquisa, publicada segunda-feira (14) no "Archives of Internal Medicine", analisou mais de 388.000 adultos, com idade de 50 a 71 anos, que participaram de um estudo de dieta e saúde realizado por Institutos Nacionais de Saúde.

Entre 1995 e 1996, eles preencheram um questionário sobre os seus hábitos alimentares, que pedia uma estimativa da frequência com que comiam 124 itens. Após nove anos, mais de 31.000 participantes haviam morrido. Registros nacionais foram usados para descobrir quem morreu e qual era a causa da morte.

Os pesquisadores levaram em conta outros fatores de risco, incluindo peso, nível de escolaridade, tabagismo e estado de saúde, e ainda assim identificou menores riscos de morte em pessoas que comeram mais fibras.

Fonte: Portal Folha.com
Notícia publicada em: 16/02/2011
Autor: Indefinido

abcfarma