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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Estudo canadense liga dieta rica em açúcar, sal e gordura a risco de AVC

Uma dieta que inclui alimentos ricos em açúcar, sal e gordura, frequente nos países ocidentais e apelidada por cientistas de "dieta da lanchonete", é uma "bomba-relógio" para acelerar problemas de saúde como o acidente vascular cerebral (AVC), indica um novo estudo que deve ser apresentado nesta segunda-feira (1º) no Congresso Canadense de AVC, na cidade de Calgary.

Segundo os pesquisadores, esse tipo de alimentação desequilibrada, com alto teor calórico, acaba levando a mortes precoces e a um maior risco de sintomas da chamada síndrome metabólica – uma combinação de obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol, triglicérides e glicose no sangue.

Esses sinais foram observados em ratos em apenas dois meses de dieta "pesada". Na época do tabalho, quando os roedores começaram a ficar doentes, eles tinham o equivalente a uma idade humana entre 16 e 22 anos.

Os cientistas deram, às cobaias sedentárias, acesso ilimitado a alimentos nutritivos e também a "besteiras", como biscoitos, cupcakes e salsichas. Os animais também tiveram à disposição água e uma solução com 30% de sacarose, que imitava refrigerantes e outras bebidas adoçadas. Assim como os humanos, os bichos preferiram consumir as guloseimas.

Na opinião do principal autor, Dale Corbett, da Fundação do Coração e AVC do Canadá, em breve se deve começar a ver pessoas com 30 ou 40 anos sofrendo derrame cerebral, por causa dessa dieta recheada de "porcarias", ou "junk food".

O pesquisador destaca a importância dos exercícios físicos regulares e uma dieta equilibrada para prevenir a síndrome metabólica, mas diz que ainda não se tem certeza se a doença pode ser revertida quando já está instalada.

O co-presidente do congresso Mark Bayley disse que a população mundial não pode mais se dar ao luxo de fazer más escolhas nutricionais, pois isso está causando muitas mortes. E as consequências para o homem devem ser ainda piores do que para os animais testados – geralmente jovens e saudáveis –, pois muitas pessoas que sofrem AVC já têm problemas de saúde preexistentes.

G1

quinta-feira, 21 de abril de 2011

VEGETARIANOS TÊM MENOR RISCO DE DIABETES, DERRAME E ATAQUE CARDÍACO

Um estudo realizado por cientistas da Universidade Loma Linda, nos Estados Unidos, sugere que a síndrome metabólica é significativamente menos prevalente entre os vegetarianos.
Os vegetarianos apresentaram uma prevalência 36% menor de síndrome metabólica do que os não-vegetarianos.
Como a síndrome metabólica pode ser um precursor das doenças cardiovasculares, diabetes e acidente vascular cerebral, os resultados indicam que os vegetarianos podem ter menos risco de desenvolver essas condições.

A síndrome metabólica é definida como a apresentação de pelo menos três dos cinco fatores de risco total:
hipertensão arterial
elevação do colesterol HDL
altos níveis de glicose
triglicerídeos elevados
e uma circunferência da cintura não saudável
O estudo descobriu que, enquanto 25% dos vegetarianos tinham síndrome metabólica, esse número sobe para 37% para os semi-vegetarianos e 39 por cento para os não-vegetarianos.
Os resultados se mantiveram quando ajustados para fatores como idade, sexo, raça, atividade física, consumo de calorias, tabagismo e ingestão de álcool.

"Tendo em vista a alta taxa de síndrome metabólica [...] e seus efeitos deletérios à saúde, queríamos examinar os padrões de vida que poderiam ser eficazes na prevenção e no possível tratamento desta doença", diz o pesquisador Nico S. Rizzo.
"Eu não tinha certeza se haveria uma diferença significativa entre vegetarianos e não-vegetarianos, e fiquei surpreso com o quanto os números contrastam," continua ele. "Isso indica que um fator como a dieta pode ser importante na prevenção da síndrome metabólica".

diariodasaude

domingo, 20 de março de 2011

DIETA VEGETARIANA DIMINUI O RISCO DE SÍNDROME METABÓLICA

Um estudo recente sugere que uma dieta vegetariana pode ser associada a um risco reduzido de desenvolver síndrome metabólica.

O vegetarianismo é uma prática alimentar que limita ou exclui o consumo de produtos de origem animal. Existem vários tipos de dietas vegetarianas. Flexitarianismo, por exemplo, permite o consumo de carne ocasionais, enquanto que o veganismo exclui o consumo de todos os produtos de origem animal, incluindo derivados do leite e os ovos.

Em um estudo recente, os pesquisadores avaliaram os hábitos alimentares de 773 indivíduos com idade média de 60 anos de idade no Estudo Adventista de Saúde 2. Foram usados questionários de nutrição e classificações do vegetarianismo ​​para comparar padrões alimentares com fatores de risco metabólicos. fatores de risco metabólicos incluídos lipoproteína de alta densidade (HDL ou "bom" colesterol), triglicerídeos, glicose, pressão arterial e circunferência da cintura. Entre os participantes, 35 por cento foram classificados como vegetarianos, 16 por cento como semi-vegetarianos e 49 por cento como não-vegetarianos.

Os pesquisadores descobriram que uma dieta vegetariana foi associada com um risco significativamente menor de todos os fatores de risco metabólicos exceto HDL. Além disso, uma dieta vegetariana foi associada com um risco significativamente menor de desenvolver a síndrome metabólica, quando comparado com os não-vegetarianos.

Os autores concluíram que a dieta vegetariana está associada com uma redução do risco de síndrome metabólica e de fatores de risco associados. Pesquisas adicionais são necessárias para confirmar estes resultados.

Rizzo NS, Sabaté J, Jaceldo-Siegl K, et al. Vegetarian Dietary Patterns Are Associated With a Lower Risk of Metabolic Syndrome: The Adventist Health Study 2. Diabetes Care. 2011 Mar 16.

naturalstandard

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Síndrome Metabólica Pode Acelerar Declínio da Capacidade Cognitiva

Estudo francês que incluiu mais de sete mil participantes com 65 anos ou mais de idade sugere que a síndrome metabólica leva a um maior declínio da capacidade cognitiva dos idosos.

O estudo foi publicado na edição deste mês na Neurology e realizado pelo Hospital Universitário de Bordeaux, na França, como parte do The Three-City Study (3C Study), um grande estudo que avalia a relação entre doenças vasculares e demência em indivíduos com mais de 65 anos de idade.

Os componentes da síndrome metabólica são: obesidade visceral, alteração de glicemia, hipertensão arterial e dislipidemia (aumento dos triglicerídeos e diminuição do colesterol HDL). A hipertrigliceridemia e a diminuição do colesterol HDL (o “bom colesterol”) foram associadas com maior redução da função cognitiva global, enquanto o diabetes foi relacionado a menor desempenho em testes que avaliam a fluência verbal e a memória visual.

O declínio da capacidade cognitiva acontece normalmente em decorrência do processo fisiológico do envelhecimento. Esse estudo reforça a importância do tratamento da obesidade e do controle das doenças associadas, uma vez que tais alterações podem vir a comprometer a vida produtiva e a qualidade de vida desses pacientes.

Fonte: Neurology February 8, 2011 76:526-533.

abeso