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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Dieta do Mediterrâneo previne o diabetes, diz estudo



Dieta do Mediterrâneo: Alimentação é rica em alimentos como frutas, legumes, azeite e grãos integrais (Thinkstock)

Uma dieta rica em azeite de oliva extra virgem, grãos integrais, peixes, frutas e vegetais pode ser determinante para a prevenção do diabetes tipo 2. A revelação foi feita em um estudo espanhol publicado hoje no periódico Annals of Internal Medicine.

A dieta do Mediterrâneo já esteve associada a uma série de benefícios. Uma pesquisa de 2013 mostrou que mulheres de meia-idade que seguem esse regime envelhecem melhor. Outro trabalho revelou que essa alimentação reduz a incidência de problemas cardiovasculares em pessoas com mais de 55 anos que apresentam um alto risco cardíaco.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Prevention of Diabetes With Mediterranean Diets: A Subgroup Analysis of a Randomized Trial​

Onde foi divulgada: periódico Annals of Internal Medicine

Quem fez: Jordi Salas-Salvadó, Mònica Bulló, Ramón Estruch, Emilio Ros, Maria-Isabel Covas, entre outros

Instituição: Instituto de Salud Carlos III

Dados de amostragem: 3541 pacientes idosos que seguiram três dietas diferentes

Resultado: Os voluntários que seguiram a dieta do Mediterrâneo suplementada com azeite de oliva extra virgem desenvolveram menos casos de diabetes do que os demais Segundo novo estudo, para prevenir diabetes tipo 2 em pacientes idosos com alto risco de doença cardíaca, basta seguir a dieta mediterrânea rica em azeite de oliva extra virgem, sem necessidade de restringir o consumo de calorias, aumentar a prática de exercícios ou perder peso.

O efeito da dieta – Intervenções de estilo de vida que induzem a perda de peso têm sido associadas a uma diminuição de 50% da incidência de diabetes. Para descobrir se a dieta mediterrânea, isoladamente, diminuiria a ocorrência da enfermidade, pesquisadores recrutaram 3.541 idosos sem diabetes e com alto risco de doença cardiovascular – fator associado ao diabetes.

Os voluntários foram aleatoriamente divididos em três grupos. Um seguiu a dieta do Mediterrâneo, suplementada com 50 mililitros de azeite de oliva extra virgem por dia. Um segundo time ingeriu a dieta do Mediterrâneo, somada a 30 gramas de oleaginosas variadas diariamente. Outro grupo de controle foi instruído a reduzir a ingestão de gordura de todas as fontes. Os cientistas não encorajaram os participantes a restringir a ingestão de calorias ou aumentar a prática de atividade física.

Depois de quatro anos, a incidência de diabetes foi maior no grupo que apenas reduziu a ingestão de gordura (101 casos), do que no time que seguiu a dieta e ingeriu oleaginosas (92) e no que consumiu alimentos mediterrâneos e azeite (80).

VEJA

terça-feira, 3 de julho de 2012

Nova dieta mediterrânea abrasileirada ajuda coração

Uma dieta mediterrânea à brasileira, que substitui atum, castanhas e azeite extravirgem por alimentos baratos e acessíveis no país, como sardinha, milho, sopa de feijão e tapioca. Esse é o projeto do HCor (Hospital do Coração), em parceria com o Ministério da Saúde.
A ideia é lançar no país uma dieta com alimentos de baixo custo e presentes na rotina dos brasileiros para a prevenção de doenças cardiovasculares em pessoas que já tiveram infarto ou derrame ou que correm maior risco de sofrê-los por causa de hipertensão e colesterol alto.
Da primeira fase do projeto, que avaliou a efetividade da dieta, participaram 120 pessoas cardíacas do Rio de Janeiro e de seis cidades de São Paulo (incluindo a capital), durante oito semanas.
Metade recebeu as orientações de praxe que são dadas após um evento cardiovascular, como diminuir a quantidade de gorduras saturadas (presentes na carne vermelha, por exemplo).
A outra metade seguiu o material educativo e o cardápio do projeto, os quais classificam os alimentos com as cores da bandeira nacional: verde, amarelo e azul.
A escolha não é à toa: os participantes foram instruídos a montar os pratos de acordo com a predominância dessas cores na bandeira.
Ou seja, a dieta recomenda ter maior quantidade de alimentos verdes (ricos em vitaminas, minerais e fibras), menor proporção de alimentos amarelos (com quantidade considerável de gordura saturada) e uma quantidade menor ainda de alimentos azuis, que contêm mais gordura, sal e açúcar.
"Usamos um aspecto lúdico e critérios factíveis para facilitar a adesão à dieta. Independentemente do grau de instrução, a pessoa vai identificar o que é bom e qual a quantidade indicada", diz Bernardete Weber, coordenadora da pesquisa do HCor.
Ela afirma que, se os alimentos recomendados forem muito diferentes do que a pessoa come normalmente, é difícil aderir às mudanças.

RESULTADOS

Segundo ela, os níveis de colesterol dos participantes que seguiram a dieta cardioprotetora diminuíram.
Em estudo no "Journal of the American Medical Association", ações que reduzem colesterol e pressão arterial já são suficientes para mudar índices de mortalidade por doenças cardiovasculares.
Weber cita outro resultado positivo: os pacientes também perderam peso, já que as dietas e as quantidades das calorias diárias foram adequadas para pacientes com sobrepeso ou obesidade.
A segunda fase do estudo é mais ambiciosa: vai envolver cerca de 2.000 pessoas em todo o país, e, mais importante, vai elaborar diferentes dietas respeitando as variações regionais de cada Estado.
Segundo Weber, isso pode incluir castanhas no Norte, suco de uva no Sul e feijão-verde no Nordeste.
Os participantes não serão apenas cardiopatas, mas também pessoas com risco maior de ter um problema cardíaco.


TUDO FARMA

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Azeite e vegetais protegem mulheres contra doenças cardíacas

Segundo um novo estudo, as mulheres que comem mais azeite e vegetais folhosos, como espinafre, couve e alface, são muito menos propensas a desenvolver doenças cardíacas.

Os pesquisadores analisaram informações coletadas da dieta de quase 30 mil mulheres italianas cuja média de idade era 50 anos no início do estudo.

Os resultados mostram que as mulheres que comem pelo menos uma porção de legumes por dia têm 40% menos probabilidade de desenvolver doença cardíaca durante uma média de oito anos em relação às mulheres que consumem duas ou menos porções desses vegetais por semana. Da mesma forma, pelo menos 3 colheres de sopa de azeite por dia também oferece 40% menos probabilidade de diagnóstico de doença cardíaca.

Durante o estudo, 144 mulheres sofreram eventos cardíacos graves relacionados à doença, tais como ataque cardíaco ou cirurgia. As mulheres que comeram pelo menos uma porção diária de legumes, como alface ou chicória crua, ou legumes cozidos como espinafre ou acelga, tinham um risco 46% menor de desenvolver doença cardíaca. Consumir pelo menos um pingo de azeite por dia também reduziu o risco em 44%.

O consumo de outros tipos de vegetais, como raízes e couves, e o consumo de tomate ou outras frutas não pareceu estar ligado ao risco para eventos cardíacos.

Os pesquisadores não sabem por que especificamente os legumes e o azeite de oliva protegem o coração. Provavelmente, os mecanismos responsáveis pelo efeito protetor envolvem micronutrientes, como ácido fólico, vitaminas antioxidantes e potássio, presentes em vegetais de folhas verdes.

O folato reduz os níveis de homocisteína no sangue, que aumentam o risco de doença cardiovascular por que danificam o revestimento interno das artérias. Pessoas que comem mais potássio têm pressão arterial mais baixa, o que pode proteger o sistema cardiovascular. E o azeite virgem pode ser particularmente eficaz por causa de seu alto nível de compostos de plantas antioxidantes.

Outros estudos já ligaram esses alimentos a uma saúde melhor. Recentemente, a dieta mediterrânea tradicional, rica em vegetais e gorduras monoinsaturadas de azeite e nozes, e pobre em gorduras saturadas de carne e produtos lácteos, tem sido ligada a uma diminuição do risco de doença cardíaca, alguns cânceres e diabetes, além da desaceleração do envelhecimento cerebral. [Reuters]

hypescience

domingo, 5 de dezembro de 2010

DIABETES E A DIETA

O diabete tipo 2 aparece principalmente em adultos de meia-idade que tem excesso de peso e que tenham diabetes tipo-2 em sua família. Dieta, exercício e tratamento de outros fatores de risco são necessários para controlar os níveis de glicose no sangue (glicemia), para reduzir o risco de complicações, principalmente cardiovasculares, oculares, renais, neurológicas, e para reduzir a mortalidade.

Um estudo envolvendo pacientes com sobrepeso recentemente comparou o efeito de uma dieta com pouca gordura (menos de 30% de calorias provenientes de gorduras e menos de 10% de gorduras saturadas) a uma dieta mediterrânea rica em vegetais e azeite de oliva, com menos carne vermelha e mais frango e peixe (menos de 50% de calorias provenientes de carboidratos e mais de 30% de gorduras).

Após acompanhamento de 4 anos, a dieta mediterrânea mostrou-se mais eficaz em retardar a necessidade de medicação hipoglicemiante que a dieta pobre em gordura saturada: respectivamente, 44% dos pacientes versus 70% passou a medicação para reduzir os níveis de glicose no sangue.

Mais um argumento a favor de uma dieta mediterrânica para estes pacientes, tanto para perda de peso e reduzir os níveis de glicose no sangue.

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