Fazer o controle do diabetes não é difícil. Basta realizar o exame conhecido como “ponta de dedo”, que consiste em extrair uma gota de sangue do dedo do paciente com um aparelho eletrônico medidor de glicose. Em questão de segundos, obtém-se o valor da glicemia, medida de concentração de glicose no sangue a partir da qual é possível monitorar o consumo dos carboidratos (alimentos ricos em açúcar) de acordo com os IGs (Índices Glicêmicos — velocidade com que o açúcar ingerido vai parar na corrente sanguínea) de cada alimento.
Ainda assim, seguir e regular corretamente esse processo é uma das maiores dificuldades encontradas pelos 12 milhões de brasileiros que têm a doença. “Há grande resistência por parte dos pacientes em incluir o controle dos índices glicêmicos nas atividades diárias. Cerca de 75% não seguem corretamente as recomendações. Isso acontece por inúmeros fatores, sendo que os principais são falta de adaptação, confusão na hora de calcular a glicemia ou negação da doença. O papel do médico, que tem responsabilidade de explicar e alertar o paciente, é fundamental nesse momento”, explica a endocrinologista Denise Reis Franco, membro da diretoria da Associação de Diabetes Juvenil.
Por meio desses índices, o paciente consegue calcular quanto e que tipo de carboidratos pode consumir ao longo do dia. A terapia de cada paciente com diabetes precisa ser individualizada, mas em geral a glicemia deve estar entre 70mg e 150mg.
Estima-se que 53% dos pacientes com diabetes tenham complicações por não monitorar corretamente os índices glicêmicos. Quando não controlada, a taxa de açúcar elevada pode favorecer o surgimento dos problemas inerentes à doença. “Entre os riscos mais graves, temos alterações na visão, problemas cardiovasculares, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e problemas renais”, explica a dra. Denise. Os que não possuem o aparelho de monitoramento em casa podem recorrer a qualquer unidade do SUS e realizar o exame gratuitamente.
Índice glicêmico e o paciente com diabetes
Tendo em vista que os carboidratos (como pães, massas e arroz) totalizam de 40% a 70% de toda a alimentação diária do brasileiro e que possuem alta taxa de açúcar, é necessário que os portadores de diabetes fiquem atentos ao índice glicêmico de cada um dos alimentos dessas categorias.
O pâncreas dos pacientes de diabetes não secreta a quantidade adequada ou simplesmente não secreta o hormônio insulina, que controla os índices de glicose no sangue. Se o paciente não receber a injeção de insulina para suprir essa deficiência, ao consumir alimentos com alto IG ele pode sofrer picos elevados de açúcar no sangue, o que com o tempo abre caminho para complicações no coração e na circulação do paciente. Em alguns casos, como o do diabetes tipo um, é preciso monitorar os IGs antes de cada refeição
Os IGs dos alimentos são classificados pela velocidade com que caem na corrente sanguínea. Os que são absorvidos mais rápido têm IG acima de 70. Os digeridos mais lentamente têm índices menores que 45. Quanto mais lentamente são absorvidos, menores os picos de açúcar no sangue.
As pessoas com diabetes precisam dar preferência aos alimentos com IG menor que 45, mas isso não significa que elas não possam consumir alimentos com índices entre 45 a 90. A nutricionista Anita Sachs explica que não há alimento proibido na dieta do portador de diabetes, apenas restrições de quantidade. “Os alimentos com índices glicêmicos um pouco mais elevados devem ser ingeridos de maneira moderada, sem exageros. Antes de consumi-los, é importante calcular o quanto ainda se pode ingerir naquele momento.” Esse cálculo é individualizado e varia de acordo com peso, altura e sexo do paciente.
DRÁUZIO VARELLA
Mostrando postagens com marcador GLICEMIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GLICEMIA. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 27 de novembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Preparo feito da maneira errada pode alterar o resultado de exames
A lista de preparo para os exames tem importância e deve ser seguida à risca. Qualquer deslize nas recomendações dos médicos pode alterar o resultado e diagnosticar problemas inexistentes. No caso do P.S.A., exame que avalia a próstata do homem, a preparação inadequada pode indicar o falso diagnóstico de câncer, por exemplo.
Exames como o hemograma, urina, fezes, triglicérides, colesterol e glicemia também são importantes ferramentas para ajudar no diagnóstico e controle de doenças, como explicou o clínico geral Alfredo Salim.
Mas cerca de 60% dos erros nos resultados acontecem por problemas no preparo ou na coleta. Por isso, é importante que as recomendações sejam levadas a sério e feitas com atenção. (veja no quadro abaixo o preparo indicado para alguns exames)
Outros exames que podem ser alterados por causa do preparo errado são os de urina e fezes. O exame de urina pede quatro horas antes sem urinar e que seja a primeira urina da manhã.
A recomendação é ainda maior para as mulheres, que devem evitar o uso de cremes e desodorantes íntimos e não estarem menstruadas, a não ser em casos de emergência. A alteração no resultado por causa da falta de preparo pode indicar uma falsa doença e preocupar o paciente sem motivo.
A única recomendação do exame de fezes é colher a amostra em um frasco limpo e seco, de preferência fornecido pelo laboratório, para evitar contaminação. Frascos sujos podem ter substâncias que adulteram o resultado.
O preparo do hemograma, exame de sangue, pede jejum de quatro a oito horas. Mas segundo o patologista clínico Nairo Massakazu Sumita, esse exame é o menos prejudicado caso o preparo não seja seguido totalmente.
O jejum é uma recomendação importante e é essencial que o paciente suspenda totalmente a ingestão de alimentos. Consumir uma pequena bolacha ou tomar uma xícara de café já acaba com o jejum e o exame não pode mais ser feito, mas o paciente pode beber um pouco de água, se quiser. Vale também tirar todas as dúvidas sobre a preparação com o médico no laboratório onde será feito o exame para não correr o risco de errar.
Pessoas que tomam remédios como antibióticos e antiinflamatórios devem avisar o médico porque esses medicamentos também podem interferir no resultado de alguns exames. Nesses casos, o médico vai avaliar se o paciente precisa suspender os remédios ou se deve tomar a dose depois de realizar o exame.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)
