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sábado, 17 de outubro de 2015

Holandês passa um mês sem álcool e açúcar e mostra o que acontece com corpo

Depois de uma semana sem açúcar refinado, Sacha Harland sentia-se exausto (Foto: LifeHunters)

Cansaço, mau humor e até uma espécie de crise de abstinência. É o que sentiu Sacha Harland, holandês de 22 anos, ao começar seu experimento.

Ele resolveu passar um mês sem consumir produtos que tenham adição de açúcar, álcool e "junk food", o que se mostrou, pelo menos nos primeiros dias, um grande desafio.

É o que ele conta na primeira parte de "Guy gives up added sugar and alcohol for 1 month" ("Um cara abre mão de açúcar e álcool por 1 mês"), um documentário da produtora holandesa LifeHunters.

Em sua primeira semana à base de sucos naturais, frutas, verduras e outros alimentos não processados, Harland sente fome o tempo inteiro e lhe falta energia.

Além disso, morre de inveja de um amigo que come uma pizza enquanto ele se conforma com uma salada.

No cinema, teve de deixar de lado a pipoca doce e o refrigerante, e a única opção que encontra sem açúcar é uma garrafa de água.

A carência de alternativas foi um problema que Sacha enfrentou com frequência. Mesmo produtos que não são considerados doces, como batatas fritas, molho de tomate industrializado e sopas enlatadas têm sacarose.

"O mais difícil foi a primeira semana e meia. Tinha que saber o que podia ou não comer e foi complicado. Mas depois fui me acostumando (a ler as etiquetas dos produtos)", diz Harland à BBC Mundo.

Harland só podia tomar sucos naturais, já que os industrializados têm muita adição de açúcar (Foto: LifeHunters)

'Uma agradável surpresa'

O documentário mostra, no entanto, que após 25 dias de dieta especial, ele começou a sentir os benefícios da nova rotina.

"A última semana está prestes a terminar, e me levanto com mais facilidade e tenho mais energia", diz ele para a câmera.

"Foi uma surpresa agradável, que não pensava que sentiria tão diferente fisicamente."

Uma médica especializada em esportes confirma que esta sensação é fruto de uma mudança real em seu corpo.

Exames mostraram que Harland perdeu 4 kg, teve uma redução de 8% em seu colesterol e sua pressão sanguínea baixou desde que iniciou o processo.

"Já que é cada vez mais difícil comer alimentos saudáveis, queríamos saber como se sente uma pessoa que renuncia ao açúcar, ao álcool e aditivos alimentares por um mês e como isso afeta seu corpo e sua condição física", diz Erik Hensel, diretor da LifeHunters.

O filme já foi visto mais de 4 milhões de vezes no YouTube, tanto quanto o projeto anterior da produtora, em que ela apresentava - sem que as pessoas soubessem - produtos da rede de lanchonete McDonald's como comida "ecológica" em uma feira gastronômica.

terça-feira, 5 de abril de 2011

CAFEÍNA E GORDURA

Beber café após ingerir uma refeição altamente gordurosa - como é o caso do fast food - é duas vezes pior para o organismo. Estudos feitos na Universidade de Guelph, Canadá, confirmam que os níveis de açúcar na corrente sanguínea, que já disparam quando a pessoa ingere comidas gordurosas, dobram quando ela toma alguma bebida com alta dose de cafeína - e podem chegar ao patamar de uma pessoa que sofre de diabetes.

Divulgado nesta sexta-feira (1º) na publicação especializada Journal of Nutrition, o estudo examina, em primeira mão, a relação da cafeína com a ingestão de alimentos altamente gordurosos. “Os resultados nos mostram que gordura saturada interfere na habilidade do corpo de limpar o açúcar do sangue e, quando combinado com cafeína, o impacto é ainda maior”, afirmou Marie-Soleil Beaudoin, autora da pesquisa.

A presença de açúcar na corrente sanguínea é prejudicial à saúde humana porque o carboidrato danifica vários órgãos do corpo. Tipicamente, o próprio corpo se livra desse açúcar redistribuindo-o pelos músculos, mas quando ele excede uma certa quantidade o organismo não consegue mais processá-lo. Nos casos estudados na pesquisa, algumas pessoas viram suas taxas de açúcar no sangue aumentarem em 65% após ingerirem duas xícaras de café.

Para realizar os testes, o grupo de pesquisadores utilizaram um coquetel contendo apenas lipídios, que era dado aos participantes na proporção de um grama por cada quilo que pesasse. Depois de seis horas, eles recebiam um segundo coquetel de açúcar. O resultado demonstrou que o nível de açúcar no sangue dessas pessoas aumentou 32% em relação aos pacientes que não tomaram o coquetel de lipídios.

No caso do teste com a cafeína, os participantes tomavam o coquetel de lipídios, depois duas xícaras de café cinco horas depois e, por fim, o coquetel de açúcar uma hora mais tarde. Foi nesse grupo que os níveis do carboidrato chegaram a mais de 65%.

“Isso mostra que os efeitos para o organismo de uma refeição gordurosa duram por pelo menos quatro horas. O que você come no almoço pode impactar seu organismo no final do dia”, disse Beaudoin.

Os pesquisadores também descobriram que a combinação do café com o alimento gorduroso afeta e atrapalha a comunicação entre o estômago e o pâncreas (órgão que fabrica a insulina, responsável por limpar o açúcar do corpo). Como essa comunicação fica interrompida, o organismo não consegue se limpar do excesso de açúcar.

Fonte: Revista Época
Notícia publicada em: 01/04/2011
Autor: Indefinido

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