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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Estudo liga bebidas adoçadas a maior risco de insuficiência cardíaca


Homens que bebem dois ou mais copos de refrigerante ou outras bebidas adoçadas por dia podem ter um maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca, sugere um estudo sueco, feito sem separar os dados de açúcar e adoçantes artificiais.

Pesquisas anteriores já haviam ligado o alto consumo de bebidas adoçadas com vários fatores de risco para insuficiência cardíaca, incluindo pressão alta, açúcar elevado no sangue, ganho de peso, diabetes e obesidade, disse a pesquisadora que liderou o estudo, Susanna Larsson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo.

Para confirmar a relação entre insuficiência cardíaca e bebidas adoçadas, Larsson e colegas acompanharam um grupo de cerca de 42.000 homens por uma média de quase 12 anos. Para avaliar os hábitos de consumo, erguntaram aos homens quantos refrigerantes ou sucos adoçados beberam por dia ou por semana.

Durante o curso do estudo, houve cerca de 3600 novos casos de insuficiência cardíaca.

Homens que tiveram mais de duas bebidas adoçadas por dia tinham um 23% maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca durante o estudo do que os homens que não consomem essas bebidas.

O estudo não pode provar que bebidas adoçadas causam insuficiência cardíaca. Ainda assim, disse Larsen por e-mail à Reuters, "a mensagem é que as pessoas que bebem regularmente bebidas açucaradas devem considerar a redução de seu consumo."

Mulheres
Mesmo que o estudo tenha sido feito em homens, as mulheres também devem ser cuidadosas com o consumo de bebidas açucaradas, Larsson acrescentou: "Consumo de bebida adoçada tem sido associada com aumento da pressão sanguínea, maior concentração de insulina, ganho de peso, obesidade e diabetes do tipo 2 também em mulheres," observou Larsson.

Mais de 23 milhões de pessoas no mundo têm insuficiência cardíaca, doença que ocorre quando o coração não é forte o suficiente para bombear o sangue e o oxigênio necessários para o bom funcionamento do corpo. A prevalência da doença está aumentando pelo menos em parte ao consumo de refrigerantes e outras bebidas açucaradas, segundo Larsson.

No estudo, cerca de metade dos homens negaram beber refrigerantes ou sucos adoçados, enquanto pouco mais de um em cada seis disseram que consumiam menos de meio copo por dia. Apenas cerca de um em cada sete homens admitiu ter o hábito de tomar refrigerante duas vezes ao dia.

Homens que bebiam mais refrigerantes e bebidas açucaradas eram menos propensos a ter formação universitária, eram um pouco mais propensos a beber pelo menos três xícaras de café por dia, e geralmente consumiam menos porções de legumes.

Uma deficiência do estudo é a sua dependência das pessoas envolvidas para recordar com precisão e relatar seus hábitos de consumo, os autores reconhecem. Os pesquisadores também não dispunham de dados para distinguir entre o açúcar e adoçantes artificiais.

Também é possível que outros fatores não mensurados no estudo, como a atividade física ou hábitos alimentares, podem ter influenciado se os homens desenvolveram insuficiência cardíaca, escreveu Miguel Martinez-Gonzalez e Miguel Ruiz-Canela, da Universidade de Navarra, na Espanha, em um editorial que acompanha a pesquisa.

Mesmo assim, os resultados se somam a um crescente corpo de evidências que ligam refrigerantes e outras bebidas adoçadas a doenças cardíacas, escreveram os autores.

"Bebidas adoçadas levarm ao ganho de peso e obesidade, e isso leva a diabetes e insuficiência cardíaca", Martinez-Gonzalez disse à Reuters por e-mail. "A mensagem é: beba água em vez de bebidas açucaradas."

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Tomar refrigerante é tão perigoso quanto fumar

E por isso as latas deveriam vir com rótulos de alerta sobre o perigo, iguais aos estampados nas embalagens de cigarro. É o que dizem alguns pesquisadores, depois de um novo estudo apontar que beber refrigerante pode causar diabetes do tipo 2. Quem decidiu investigar a relação entre a doença e o hábito de beber refrigerante foi o pessoal do Imperial College, em Londres. Eles perguntaram a 12 mil pessoas já diagnosticadas com a doença sobre a dieta de cada um – e quantas latinhas de refrigerantes costumavam tomar por dia. Outras 16 mil pessoas, sem diabetes, também foram entrevistadas. Perceberam uma tendência negativa: tomar 360 ml de refrigerante (equivalente a uma lata) por dia aumenta em 22% o risco de ter a doença. E o problema não atinge apenas obesos. Refrigerante faz mal mesmo para pessoas com peso normal – só que nesse caso o risco de ter diabetes do tipo 2 sobe “só” 18%.

“Se existe algum item da nossa dieta que age como o tabaco, esse item é o refrigerante [e outras bebidas industrializadas que vêm cheias de açúcar]”, explica Barry Popkin, da Universidade da Carolina do Norte, ao Sunday Times. “Os rótulos dessas bebidas deveriam explicitar a quantidade de açúcar e alertar que o consumo tem de ser limitado”, diz Nick Wareham, um dos autores da pesquisa.

O problema é que o refrigerante parece aumentar a resistência da insulina no organismo. Por mais que a substância esteja presente no corpo, os níveis de açúcar no sangue continuam altos, o que caracteriza a diabetes do tipo 2.

Que perigo, não? Melhor trocar o refrigerante por um suco natural.

Superinteressante

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Dez bons motivos para deixar de comer frituras e beber refrigerante

As frituras são saborosas, por isso não é fácil eliminá-las da dieta. Mas saber que fazem mal torna o desafio mais simples. Conheça os efeitos negativos dessa forma de preparo tão freqüente à mesa dos brasileiros.

1) Até os óleos vegetais de boa qualidade se transformam em gordura ruim quando aquecidos. Não basta prestar atenção ao óleo utilizado, é preciso fritar os alimentos pelo menos tempo possível para reduzir os danos.

2) O óleo reutilizado se transforma em gordura transaturada, a famosa gordura trans, que está diretamente relacionadas às doenças cardiovasculares. Em casa, jamais reutilize o óleo da fritura para outros alimentos.

3) A fritura pode promover a formação da substância acroleína, que é altamente cancerígena.

4) Os alimentos fritos tem características inflamatórias, ou seja, podem trazer acúmulo de gordura abdominal e resistência à insulina, fazendo com que você se sinta mais cansado, com menos energia, passe a ser menos fértil e absorva menos os nutrientes dos alimentos.

5) Gorduras encontradas nas frituras, quando consumidas em excesso, podem causar aumento da pressão arterial.

Companheiro fiel das batatas fritas e hambúrgueres, o refrigerante só piora a equação entre a alta quantidade de calorias e o baixo valor nutricional. Mesmo em versões diet, é fácil elencar cinco motivos para tira-lo da dieta.

1) Um dos componentes dos refrigerantes tipo cola é o ácido fosfórico ou fósforo, que elimina o cálcio dos ossos, deixando-os mais fracos. Isso leva a um maior o risco de osteoporose, principalmente em mulheres.

2) O consumo em excesso de bebidas adoçadas leva à obesidade que, por sua vez, aumenta os riscos de outras doenças, como diabetes, câncer e problemas cardíacos. No caso dos refrigerantes o agravante é que são calorias vazias, sem valor nutricional.

3) O organismo gasta nutrientes para conseguir eliminar a ingestão da química presente no refrigerante do corpo, sendo a versão diet ainda pior pela grande quantidade de adoçante artificial.

4) Quando consumido junto às refeições, o refrigerante dificulta a absorção de fósforo, ferro e cálcio contidos nos alimentos.

5) Todos os refrigerantes, diet ou normais, possuem grande concentração de sódio, que pode provocar um aumento da pressão arterial.

G1

quarta-feira, 2 de março de 2011

Refrigerantes podem aumentar pressão arterial

O consumo de refrigerantes e outras bebidas com grande quantidade de açúcar traz risco de aumento da pressão arterial, segundo afirma um estudo realizado por especialistas americanos e britânicos.

A pesquisa, feita com 2,5 mil pessoas e publicada na revista científica Hypertension, afirma que beber mais de 355 ml diários de bebidas com gás ou sucos de fruta contendo açúcar é o suficiente para desequilibrar a pressão.

De acordo com a pesquisa, para cada lata de bebida com açúcar consumida por dia, os participantes tinham em média uma alta de 1,6mmHg (milímetro de mercúrio) em sua pressão sistólica (quando o coração se contrai e bombeia sangue no corpo).

Já a pressão diastólica - quando o coração relaxa e recebe o sangue do sistema circulatório - teve um acréscimo de 0,8mmHg para cada lata de refrigerante ou suco contendo açúcar bebido por dia.

Além disto, segundo o estudo, os indivíduos que consumiam mais de uma dose diária de refrigerantes e bebidas açucaradas ingeriam em torno de 397 calorias a mais por dia do que as pessoas que bebiam produtos sem açúcar.

Na pesquisa, os participantes, com idades entre 40 e 59 anos, anotaram o que haviam comido nas 24 horas anteriores e fizeram um exame de urina, além de terem medida a sua pressão arterial.

No estudo, a relação entre bebidas açucaradas e pressão alta foi muito evidente em pessoas que consomem grandes quantidades tanto de sal quanto de açúcar. Médicos afirmam que o excesso de sal na dieta contribui para o aumento da pressão arterial.

"Os resultados deste estudo sugerem que as pessoas também devem ter cuidado com quanto açúcar consomem", afirma.

A pressão alta é o maior fator de risco para doenças cardiovasculares. Médicos estimam que uma pessoa com uma pressão de 135mmHg por 85mmHg tem duas vezes mais chance de ter um enfarte ou um derrame cerebral do que alguém com 114mmHg por 75mmHg.

diariodasaude

domingo, 19 de setembro de 2010

MPF recomenda estudos à Anvisa sobre benzeno em refrigerantes

O Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte fez recomendação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que o órgão faça estudos e defina limites seguros para o nível de benzeno nos refrigerantes. A substância é considerada cancerígena em altas concentrações.

A Anvisa define limite para o uso do benzeno em bebidas não alcoólicas, mas afirma que não há dados científicos que confirmem risco no caso dos refrigerantes para justificar medidas restritivas.

A recomendação do MPF foi baseada em análise da Associação dos Consumidores Pro Teste, que verificou 24 marcas de refrigerantes. Em sete, foi encontrado benzeno, sendo que em duas marcas a concentração estava acima do permitido pela Anvisa para bebidas não alcoólicas, que é de 0,05 g por 100 ml da bebida.

O benzeno pode ser formado pela associação de ácido ascórbico e sais de benzoato contidos em alguns refrigerantes, principalmente de sabor laranja.

Segundo o procurador da República Fernando de Almeida Martins, "é inadmissível que, até hoje, não tenhamos no Brasil uma regulamentação sobre o assunto, tendo em vista que o benzeno é considerado uma substância cancerígena". "Esse é um dever geral de cautela e prevenção a que estão obrigados os órgãos públicos, em especial aquele incumbido de cuidar da saúde da população", acrescentou.

Por meio de sua assessoria, a Anvisa afirmou que o tema já foi discutido pelo Codex Alimentarius, programa conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), que entendeu não haver informações suficientes para comprovar danos à saúde causados pela ingestão do benzeno.

A agência informou também que, com base em dados de 2005, recomendou à indústria de refrigerantes que alterasse a fórmula de algumas bebidas para evitar a possibilidade de contaminação pelo benzeno. Fernando Martins, no entanto, considera que a medida não é suficiente e que a falta de informações científicas não pode justificar a falta de limites para a presença da substância nas bebidas.

"Se não existe no Brasil uma legislação específica que regulamente a presença do benzeno em refrigerantes, esse vácuo tem de ser suprido. O que não está correto é deixar que a falta de estudos definitivos impeçam a correta avaliação sobre a segurança de determinados alimentos", afirma o procurador.

O MPF também questionou a indústria de refrigerantes sobre o uso das substâncias que podem formar o benzeno. Na resposta, as empresas informaram que não usam ácido ascórbico na composição das bebidas, mas que ele é formado no momento da adição de suco de laranja.

"Se não existe, na fórmula dos refrigerantes, a combinação dos sais que causa a formação do benzeno, por que e como ele foi detectado nos testes da Pro Teste?", pergunta o procurador. Para que avalie se há risco, Martins recomendou à Anvisa que faça, em 6 meses, pesquisas sobre o risco do benzeno nos refrigerantes.

O procurador recomendou também que a agência exija exame de todas as etapas de produção das bebidas e, se necessário, determine a alteração das fórmulas para impedir a formação da substância. "Se, no final das investigações, ficar provado que os níveis de benzeno são seguros e não causam nenhum mal, ótimo. O que não podemos admitir é que os consumidores sejam privados de informações completas sobre os produtos que adquirem", ressalta Martins.

Fonte: Portal Estadão
Autor: Marcelo Portela
Data: 17/09/2010

cff