Qual atividade física, entre a caminhada e a corrida, é melhor para o coração? Apesar de possuírem intensidades diferentes, os dois exercícios proporcionam os mesmos benefícios à saúde. Foi o que concluiu um novo estudo americano feito com mais de 45.000 pessoas. A pesquisa revelou que andar, assim como correr, é eficaz em diminuir o risco de hipertensão, diabetes e doença coronariana. Esse trabalho foi publicado nesta quinta-feira no periódico Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology, que pertence à Associação Americana do Coração.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Walking Versus Running for Hypertension, Cholesterol, and Diabetes Mellitus Risk Reduction
Onde foi divulgada: periódico Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology
Quem fez: Paul Williams e Paul Thompson
Instituição: Universidade da Califórnia, EUA
Dados de amostragem: 48.105 adultos que praticavam caminhada e corrida
Resultado: Caminhar pode ser tão benéfico à saúde quanto correr, no que diz respeito à diminuição dos níveis de colesterol no sangue, ao controle da pressão arterial e à redução do risco de diabetes e doença coronaria.
"Comparar a caminhada e a corrida é ideal para testar os benefícios de atividades de intensidade moderada e alta, por esses dois exercícios envolvem os mesmos grupos musculares", diz Paul Williams, pesquisador do Laboratório Nacional de Berkeley da Universidade da Califórnia que coordenou o estudo. Para fazer essa comparação, ele levou em consideração os dados de 33.060 pessoas que praticavam corrida e de outras 15.045 que tinham a caminhada como principal atividade física. Esses participantes, a maioria na faixa dos 40 anos, foram acompanhados por seis anos, e os pesquisadores avaliaram a saúde deles em relação a níveis de colesterol no sangue, pressão arterial, diabetes e doença coronariana.
A comparação feita pela equipe foi estabelecida de acordo com a distância em que as pessoas caminhavam ou corriam — e, segundo a pesquisa, quanto maior a distância percorrida durante uma dessas atividades, maiores são os benefícios à saúde. Ou seja, o estudo sugere que o que importa não é o tipo de atividade física, mas o quanto se anda ou corre. "Além disso, quando uma pessoa, durante a caminhada, gasta a mesma quantidade de calorias que um indivíduo durante a corrida, os efeitos à saúde obtidos por ambos são comparáveis", diz Williams.
Bom para o coração — Os resultados do estudo também mostraram que, em comparação com ser sedentário, correr diminui o risco de hipertensão em 4,2%, enquanto caminhar diminui essa chance em 7,2%. Além disso, o risco de uma pessoa apresentar colesterol alto diminui em 4,3% se ela passar a correr e em 7% se ela começar caminhar. Ainda de acordo com a pesquisa, correr diminui o risco de diabetes e doença coronariana em 12,1% e 4,5%, respectivamente — caminhar, por outro lado, reduz essas chances em 12,3% e 9,3%.
Porém, os autores do estudo perceberam que as pessoas que praticam corrida, em média, percorrem o dobro da distância do que as que caminham, apresentando um nível de atividade física muito maior.
Segundo Williams, esses resultados são positivos pois, para muitos indivíduos, a caminhada é uma opção mais viável de atividade física. "As pessoas estão sempre procurando alguma desculpa para não se exercitar, mas agora elas sabem que precisam apenas fazer uma escolha simples para que protejam a saúde, que é entre correr ou caminhar", diz o autor.
Recomendações — Autoridades de saúde, como as americanas, por exemplo, recomendam que adultos de 18 a 64 anos pratiquem ao menos 150 minutos de alguma atividade aeróbica moderada ou intensa por semana. Fora isso, o órgão indica que os adultos também devem fazer musculação duas vezes por semana ou mais.
VEJA
terça-feira, 29 de julho de 2014
Correr dez minutos por dia já traz benefícios para a saúde
Os benefícios da corrida são bem conhecidos, como o controle do peso, a melhora do condicionamento físico e a prevenção de doenças cardíacas. No entanto, a velocidade, distância e frequência com que uma pessoa pratica o exercício nem sempre são determinantes para surtir esses efeitos positivos. O que parece fazer a diferença é manter o hábito de correr durante vários anos.
Essas são as conclusões de um novo estudo americano, que mostrou que correr por apenas dez minutos ao dia, e cinco vezes por semana, já é suficiente para reduzir o risco de morte precoce. Segundo a pesquisa, o maior benefício é observado não em quem corre maiores distâncias, mas sim entre aqueles que praticam o exercício por pelo menos seis anos.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Leisure-Time Running Reduces All-Cause and Cardiovascular Mortality Risk
Onde foi divulgada: periódico Journal of the American College of Cardiology
Quem fez: Duck-chul Lee, Russell Pate, Carl Lavie, Xuemei Sui, Timothy Church e outros
Instituição: Universidade do Estado de Iowa, EUA
Resultado: Correr de forma constante, mesmo menos do que 50 minutos por semana e uma distância menor do que 9 quilômetros, ajuda a reduzir o risco de mortalidade.
O estudo, feito na Universidade do Estado de Iowa, será publicado na edição de agosto do periódico Journal of the American College of Cardiology. Os pesquisadores acompanharam cerca de 55.000 adultos durante quinze anos.
Proteção – Ao longo desse tempo, 3.413 participantes morreram, sendo que 1.217 das mortes ocorreram por doença cardíaca. Segundo os resultados, as pessoas que praticavam corrida, em comparação com as que não faziam o exercício, tiveram um risco 30% menor de morrer por qualquer causa ao longo da pesquisa e 45% menor de morrer por alguma doença cardíaca. Além disso, elas viveram, em média, três anos a mais do que as outras.
O estudo indicou que os benefícios da corrida sobre o risco de mortalidade foram observados mesmo em pessoas que corriam, na semana, uma distância de até 9 quilômetros, menos de 50 minutos e em uma velocidade menor do que 9 quilômetros por hora.
Segundo os autores, pessoas que correm até uma hora por semana, por exemplo, parecem ter benefícios semelhantes mesmo em comparação com aquelas que correm mais do que três horas semanais. "Aparentemente, após correr uma determinada distância e por um certo período de tempo, os benefícios se mantêm os mesmos. Não sabemos ao certo o motivo pelo qual isso acontece", disse à rede americana CNN Warren Levy, médica chefe do instituto de cardiologia Virginia Heart, nos Estados Unidos.
Estabilidade – Segundo a pesquisa, os participantes que mantiveram a prática de corrida por pelo menos seis anos apresentaram maior proteção contra morte por problemas cardiovasculares. Eles tiveram um risco 50% menor de morrer por doenças cardíacas ou acidente vascular cerebral (AVC) em comparação com quem não corria.
"A maioria das pessoas diz que não tem tempo de se exercitar, mas mostramos que correr dez minutos por dia já proporciona efeitos positivos", afirma Duck-chul Lee, professor da Universidade do Estado de Iowa e coordenador do estudo.
VEJA
Essas são as conclusões de um novo estudo americano, que mostrou que correr por apenas dez minutos ao dia, e cinco vezes por semana, já é suficiente para reduzir o risco de morte precoce. Segundo a pesquisa, o maior benefício é observado não em quem corre maiores distâncias, mas sim entre aqueles que praticam o exercício por pelo menos seis anos.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Leisure-Time Running Reduces All-Cause and Cardiovascular Mortality Risk
Onde foi divulgada: periódico Journal of the American College of Cardiology
Quem fez: Duck-chul Lee, Russell Pate, Carl Lavie, Xuemei Sui, Timothy Church e outros
Instituição: Universidade do Estado de Iowa, EUA
Resultado: Correr de forma constante, mesmo menos do que 50 minutos por semana e uma distância menor do que 9 quilômetros, ajuda a reduzir o risco de mortalidade.
O estudo, feito na Universidade do Estado de Iowa, será publicado na edição de agosto do periódico Journal of the American College of Cardiology. Os pesquisadores acompanharam cerca de 55.000 adultos durante quinze anos.
Proteção – Ao longo desse tempo, 3.413 participantes morreram, sendo que 1.217 das mortes ocorreram por doença cardíaca. Segundo os resultados, as pessoas que praticavam corrida, em comparação com as que não faziam o exercício, tiveram um risco 30% menor de morrer por qualquer causa ao longo da pesquisa e 45% menor de morrer por alguma doença cardíaca. Além disso, elas viveram, em média, três anos a mais do que as outras.
O estudo indicou que os benefícios da corrida sobre o risco de mortalidade foram observados mesmo em pessoas que corriam, na semana, uma distância de até 9 quilômetros, menos de 50 minutos e em uma velocidade menor do que 9 quilômetros por hora.
Segundo os autores, pessoas que correm até uma hora por semana, por exemplo, parecem ter benefícios semelhantes mesmo em comparação com aquelas que correm mais do que três horas semanais. "Aparentemente, após correr uma determinada distância e por um certo período de tempo, os benefícios se mantêm os mesmos. Não sabemos ao certo o motivo pelo qual isso acontece", disse à rede americana CNN Warren Levy, médica chefe do instituto de cardiologia Virginia Heart, nos Estados Unidos.
Estabilidade – Segundo a pesquisa, os participantes que mantiveram a prática de corrida por pelo menos seis anos apresentaram maior proteção contra morte por problemas cardiovasculares. Eles tiveram um risco 50% menor de morrer por doenças cardíacas ou acidente vascular cerebral (AVC) em comparação com quem não corria.
"A maioria das pessoas diz que não tem tempo de se exercitar, mas mostramos que correr dez minutos por dia já proporciona efeitos positivos", afirma Duck-chul Lee, professor da Universidade do Estado de Iowa e coordenador do estudo.
VEJA
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Como fazer os bebês dormirem
Conhecida entre mães de Brasília como a “encantadora de bebês”, a técnica em enfermagem Damiana Souza cobra até R$ 5 mil por mês para ensinar recém-nascidos a dormir. Demanda ela diz não faltar.
Trabalhando com bebês há 24 anos, Dani, como é chamada pelas clientes, diz que usa uma técnica infalível para dar fim ao choro durante a madrugada e para educar bebês que parecem ter "alergia" ao berço.
“Venço as crianças pelo cansaço", diz. “Coloco a criança para dormir e, toda vez que ela acorda e chora, pego ela no colo outra vez, acalento e, quando ela para de chorar, devolvo ela ao berço. Faço isso a noite inteira, quantas vezes for preciso. Mas nunca deixo a criança chorando sozinha”.
A tendência, segundo ela, é que o bebê chore cada vez menos, até que ele se acostume definitivamente com o berço e adormeça sempre no mesmo horário. Enquanto isso, as mães descansam, já que não podem interferir e ceder ao choro do filho.
Venço as crianças pelo cansaço. Coloco a criança para dormir e, toda vez que ela acorda e chora, pego ela no colo outra vez, acalento, e, quando ela para de chorar, devolvo ela ao berço. Faço isso a noite inteira, quantas vezes for preciso."
A técnica diz que se hospeda na casa dos pais assim que o bebê completa 15 dias. Ela pode ficar três dias na casa da família, mas já chegou a ficar 45. "O período de 'educação' pode variar, a depender do caso e do grau do mau hábito da criança", diz.
Damiana conta que recebe ligações de mães e pais chorando ao telefone pedindo ajuda por estarem muito exaustos, com bebês que não dormem e não deixam os pais dormirem.
"Uma família tentou me contratar mas acabou desistindo por achar muito caro. Um dia, o marido me ligou desesperado, dizendo que queria ir embora de casa, estava chorando. Eu ia viajar, mas disse a ele: estou indo para a sua casa", conta. "Cheguei lá e a situação era muito crítica. A família pressionava [a mãe] a amamentar, mas ela não tinha leite. Nunca vi uma criança tão magra. Ele passava horas no peito. A mãe não conseguia tomar banho, porque a criança não saía do colo, e o bebê não dormia porque não comia e sentia fome."
Segundo Damiana, a mãe do bebê já estava ficando depressiva. "Levou um mês e pouco, mas solucionamos o problema", disse ela, que já fez cursos na área de pediatria.
A técnica conta que já atendeu mais de 200 famílias e que, durante todos esses anos, muitos pais pediram que ela ficasse definitivamente trabalhando como babá na casa deles, mas ela se recusa.
"Já recebi uma proposta escandalosa para ganhar R$ 7 mil por mês em São Paulo, mais a passagem para vir para Brasília uma vez por mês", diz.
Ela afirma, no entanto, que só fica na casa da família enquanto é útil. Assim que percebe que o bebê já está adaptado à nova rotina, avisa que vai embora.
"Eu não fico. Por dinheiro nenhum. Não acho um salário baixo, acho um salário alto. Mas eu gosto de ficar na casa das pessoas me sentindo útil", diz. "Antes de sair, treino uma babá, deixo a babá show de bola e então saio. Não fico de jeito nenhum. "
Para trabalhar um mês, Damiana cobra R$ 5 mil. Para um problema menor, que leva um fim de semana para ser resolvido, o preço é R$ 600.
Ter uma criança calma, na rotina, educada, é a melhor coisa que tem. Colocar um bebê na rotina significa ter outro tipo de adolescente. Tenho certeza que é o dinheiro mais bem pago que tem"
Damiana Souza, técnica em enfermagem
Disciplina
Enquanto fica na casa dos pais, a "personal babá" estabelece horários fixos para o bebê mamar, tomar banho, dormir e fazer as atividades. Ela afirma ser rígida e, se percebe que os pais não vão seguir as regras ou a rotina que ela pretende implantar, não continua o trabalho.
Segundo ela, a parte mais importante do serviço é identificar no comportamento dos pais o motivo dos maus hábitos dos filhos. “Na maioria das vezes, são os pais que ensinam hábitos errados para os filhos”, diz Dani. “São eles que precisam mudar”.
"Quando você pega os pais que estão determinados a acatar e a querer esse tipo de bebê, é muito rápido. Mas quando você pega os pais que querem a rotina e no fim de semana é bagunça, aí é complicado."
Damiana conta que, em alguma situações, não deixa a casa da família nem aos finais de semana, com receio de que os pais desfaçam o trabalho dela. "Já aconteceu de eu chegar na segunda-feira e perceber, pela maneira como a criança toca em mim quando pego ela no colo, que ela foi desacostumada a dormir no berço", diz. "Ela pega por dentro da minha blusa e segura firme, para eu não colocá-la de volta no berço."
A técnica diz que tem o trabalho mais fácil do mundo e que, para disciplinar crianças, basta repeitar o espaço, o horário e, principalmente, a rotina do bebê. “Ter uma criança calma, na rotina, educada, é a melhor coisa que tem”, diz. “Colocar um bebê na rotina significa ter outro tipo de adolescente. Tenho certeza que é o dinheiro mais bem pago que tem.”
Com o dinheiro que juntou nos anos de atividade, Damiana diz que abriu uma loja de produtos elétricos e hidráulicos. "Gosto muito de serviço de homem", diz. "Mexia com máquinas pesadas, agrícolas. Quero atuar nessa área."
G1
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Benefício de antidiabéticos em idosos 'não compensa desvantagem', diz estudo
Medicamentos como a metformina são prescritos para controlar o índice glicêmico em diabéticos
Uma pesquisa sugere que os benefícios de tomar medicamentos para diabetes tipo 2 podem não compensar as desvantagens.
O estudo de pesquisadores da University College London (UCL), publicado na revista científica JAMA Internal Medicine, afirma que os pacientes idosos são os que mais podem ser afetados pelos efeitos colaterais de alguns medicamentos e pelas mudanças no estilo de vida devido à intensidade do tratamento.
A diabetes tipo 2 afeta a capacidade do organismo de controlar os níveis de açúcar no sangue. A doença pode estar ligada à obesidade e, no longo prazo, causar problemas cardíacos, nas funções renais, no sistema nervoso e até cegueira.
Seu tratamento combina restrições à dieta alimentar com medicamentos antidiabéticos, como metformina, para baixar as taxas de açúcar no sangue e prevenir os sintomas da doença.
Efeitos colaterais
Mas o estudo adverte que os tratamentos com medicamentos podem causar mais efeitos colaterais em idosos do que benefícios.
Segundo especialistas, um diabético de 45 anos que consegue reduzir o nível de açúcar no sangue em um ponto percentual consegue, em retorno, dez meses de vida saudável. Já para um paciente de 75 anos sob as mesmas medicações, esse ganho é reduzido para apenas três semanas.
Os pacientes mais velhos também sofrem mais com outros tratamentos, como injeções diárias de insulina, exames de sangue frequentes, remédios que causam indigestão e enjoos, além de maior risco de hipoglicemia.
Um dos autores da pesquisa disse à BBC que os portadores da doença devem ter o direito de saber quais os reais benefícios do tratamento em relação a ganhos na expectativa de vida e redução do risco de doenças cardíacas ou cegueira.
"A partir daí, você é capaz de decidir, mas a verdade é que muitos médicos não tem esses dados nas mãos".
Para o Instituto Nacional para Saúde e Excelência Clínica da Grã-Bretanha (Nice, na sigla em inglês) o controle dos índices glicêmicos em diabéticos não deve prejudicar sua qualidade de vida.
"Nas situações em que medicamentos não ajudam a alcançar os níveis (de açúcar), outras terapias, como ajustes na dieta alimentar, devem ser oferecidas."
Os resultados do estudo não se aplicam aos portadores de diabetes tipo 1.
BBC
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Estudo nos EUA liga carne vermelha a risco de câncer de mama
Comer muita carne vermelha no início da vida adulta pode aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos.
Pesquisadores de Harvard dizem que substituir a carne vermelha por uma combinação de feijões, ervilhas e lentilhas, aves, nozes e peixe pode reduzir o risco da doença em mulheres mais jovens.
Mas especialistas britânicos pedem cautela, dizendo que outros estudos não mostraram ligação clara entre carne vermelha e câncer de mama.
Pesquisas anteriores demonstraram que a ingestão de grande quantidade de carne vermelha e processada provavelmente aumenta o risco de câncer de intestino.
Os novos dados vêm de um estudo realizado nos Estados Unidos acompanhando a saúde de 89 mil mulheres com idades entre 24 a 43.
A equipe, liderada pela Escola de Saúde Pública de Harvard, analisou a dieta de quase 3 mil mulheres que desenvolveram câncer de mama.
"Ingestão elevada de carne vermelha no início da idade adulta pode ser um fator de risco para o câncer de mama", eles relatam na revista British Medical Journal.
Os próprios cientistas de Harvard, porém, descreveram o risco como "pequeno".
O epidemiologista da Universidade de Oxford Tim Key disse que o estudo americano descobriu "apenas um elo fraco" entre comer carne vermelha e câncer de mama, o que não era forte o suficiente para mudar a evidência apontada em estudos anteriores de que não há ligação definitiva entre a dois.
"As mulheres podem reduzir o risco de câncer de mama mantendo um peso saudável, ingerindo menos álcool e praticando exercícios, e não é uma má ideia trocar um pouco de carne vermelha - que está ligada ao câncer de intestino - por carne branca, feijão ou peixe", acrescentou.
Segundo a diretora da Unidade de Epidemiologia do Câncer da mesma universidade, Valerie Beral, dezenas de estudos já investigaram o risco de câncer de mama associado com a dieta.
"A totalidade da evidência disponível indica que o consumo de carne vermelha tem pouco ou nenhum efeito sobre o risco de câncer de mama, por isso os resultados de um único estudo não podem ser considerados isoladamente", disse ela.
Evidências demonstram que provavelmente há uma relação entre comer muita carne vermelha e processada e o risco de câncer de intestino.
O Ministério da Saúde britânico recomenda que pessoas que comem mais do que 90 gramas (peso cozido) de carne vermelha e processada por dia devem reduzir a porção para 70 gramas.
G1
Pesquisadores de Harvard dizem que substituir a carne vermelha por uma combinação de feijões, ervilhas e lentilhas, aves, nozes e peixe pode reduzir o risco da doença em mulheres mais jovens.
Mas especialistas britânicos pedem cautela, dizendo que outros estudos não mostraram ligação clara entre carne vermelha e câncer de mama.
Pesquisas anteriores demonstraram que a ingestão de grande quantidade de carne vermelha e processada provavelmente aumenta o risco de câncer de intestino.
Os novos dados vêm de um estudo realizado nos Estados Unidos acompanhando a saúde de 89 mil mulheres com idades entre 24 a 43.
A equipe, liderada pela Escola de Saúde Pública de Harvard, analisou a dieta de quase 3 mil mulheres que desenvolveram câncer de mama.
"Ingestão elevada de carne vermelha no início da idade adulta pode ser um fator de risco para o câncer de mama", eles relatam na revista British Medical Journal.
Os próprios cientistas de Harvard, porém, descreveram o risco como "pequeno".
O epidemiologista da Universidade de Oxford Tim Key disse que o estudo americano descobriu "apenas um elo fraco" entre comer carne vermelha e câncer de mama, o que não era forte o suficiente para mudar a evidência apontada em estudos anteriores de que não há ligação definitiva entre a dois.
"As mulheres podem reduzir o risco de câncer de mama mantendo um peso saudável, ingerindo menos álcool e praticando exercícios, e não é uma má ideia trocar um pouco de carne vermelha - que está ligada ao câncer de intestino - por carne branca, feijão ou peixe", acrescentou.
Segundo a diretora da Unidade de Epidemiologia do Câncer da mesma universidade, Valerie Beral, dezenas de estudos já investigaram o risco de câncer de mama associado com a dieta.
"A totalidade da evidência disponível indica que o consumo de carne vermelha tem pouco ou nenhum efeito sobre o risco de câncer de mama, por isso os resultados de um único estudo não podem ser considerados isoladamente", disse ela.
Evidências demonstram que provavelmente há uma relação entre comer muita carne vermelha e processada e o risco de câncer de intestino.
O Ministério da Saúde britânico recomenda que pessoas que comem mais do que 90 gramas (peso cozido) de carne vermelha e processada por dia devem reduzir a porção para 70 gramas.
G1
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Ultramaratonista vegetariano corre até 160 horas

Alexandre Nogueira Penna, de 45 anos, faz coisas difíceis de imaginar. O ultramaratonista chega a correr provas de 140 horas e 160 horas com apenas dois ou três dias de descanso entre as competições. O tradutor desafia os limites do corpo sem comer carne há mais de 30 anos e faz questão de dizer que não toma qualquer tipo de analgésico ou suplementação alimentar para conseguir correr tanto. Seus treinos chegam a 100 km em um único dia. “Nunca tomei analgésicos, pois sempre acreditei que para se obter resultados reais nas provas é necessário não mascarar o desempenho. Só assim eu terei a real ideia de meu limite. Meu corpo praticamente não acumula dores, apesar da intensidade e duração dessas provas. Creio que isso tem muito a ver com meu estilo de vida, princípios e alimentação, comenta o ultramaratonista.”
O atleta começou sua carreira de corredor de longas distâncias ainda na adolescência, aos 14 anos ele morava nos EUA e corria longas distâncias sem dificuldade, sua diversão era sair da cidade de Rochester e cruzar a fronteira até o Canadá, aproximadamente 140 quilômetros. A vontade de correr cada vez mais longe não parou. “Com o passar dos anos, tive a curiosidade de saber qual seria o limite do ser humano em correr grandes distâncias, o meu limite. Meu corpo e mente funcionam como um laboratório de coleta de dados”, comentou Alexandre.
Já adulto estudou química, na Universidade de São Paulo, e teve a possibilidade de cursar disciplinas em outras áreas. Começou a treinar sério para competir em ultramaratonas. “Através de pesquisas na área de fisiologia do esporte eu treinava e competia para fazer um levantamento mais detalhado de meu desempenho físico e mental em situações extremas”, relembrou o atleta.
Atualmente Alexandre é especialista em provas de vários dias seguidos em pistas de concreto e asfalto. As provas de que ele participa atualmente são de 144 horas ou mais, modalidade de corrida de vários dias seguidos em que os participantes correm durante o dia e a noite; são as chamadas “Multiday Ultramarathons”. [...]
Alexandre não tem nutricionista; o combustível para tanto exercício vem da alimentação macrobiótica, baseada em grãos, cereais, feijões, lentilhas, grão de bico, frutas, proteína de soja, verduras e legumes. Alexandre não come carne nem de peixe, não toma refrigerante, não come industrializados, não toma qualquer coisa que tenha cafeína ou álcool. “Existe o mito eterno da falta de proteína. Na realidade, o que precisamos é de aminoácidos para produzir as proteínas. Não uso suplementação alimentar. O fato de eu me alimentar muito bem é fator decisivo para o meu bom desempenho nas provas, ao ponto de eu nunca ter me machucado ou ter tido qualquer tipo de lesão”, afirmou o ultramaratonista. [...]
Globo.com
O atleta começou sua carreira de corredor de longas distâncias ainda na adolescência, aos 14 anos ele morava nos EUA e corria longas distâncias sem dificuldade, sua diversão era sair da cidade de Rochester e cruzar a fronteira até o Canadá, aproximadamente 140 quilômetros. A vontade de correr cada vez mais longe não parou. “Com o passar dos anos, tive a curiosidade de saber qual seria o limite do ser humano em correr grandes distâncias, o meu limite. Meu corpo e mente funcionam como um laboratório de coleta de dados”, comentou Alexandre.
Já adulto estudou química, na Universidade de São Paulo, e teve a possibilidade de cursar disciplinas em outras áreas. Começou a treinar sério para competir em ultramaratonas. “Através de pesquisas na área de fisiologia do esporte eu treinava e competia para fazer um levantamento mais detalhado de meu desempenho físico e mental em situações extremas”, relembrou o atleta.
Atualmente Alexandre é especialista em provas de vários dias seguidos em pistas de concreto e asfalto. As provas de que ele participa atualmente são de 144 horas ou mais, modalidade de corrida de vários dias seguidos em que os participantes correm durante o dia e a noite; são as chamadas “Multiday Ultramarathons”. [...]
Alexandre não tem nutricionista; o combustível para tanto exercício vem da alimentação macrobiótica, baseada em grãos, cereais, feijões, lentilhas, grão de bico, frutas, proteína de soja, verduras e legumes. Alexandre não come carne nem de peixe, não toma refrigerante, não come industrializados, não toma qualquer coisa que tenha cafeína ou álcool. “Existe o mito eterno da falta de proteína. Na realidade, o que precisamos é de aminoácidos para produzir as proteínas. Não uso suplementação alimentar. O fato de eu me alimentar muito bem é fator decisivo para o meu bom desempenho nas provas, ao ponto de eu nunca ter me machucado ou ter tido qualquer tipo de lesão”, afirmou o ultramaratonista. [...]
Globo.com
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Alimentos que você nunca deve guardar na geladeira
Um dos alimentos mais discutidos no quesito “armazenamento” é a manteiga. Devemos mantê-la dentro ou fora da geladeira?
Tal como acontece com muitos debates culinários, não há uma resposta definitiva para este. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, você deve armazenar a manteiga em sua embalagem na geladeira e só mantê-la para fora por apenas 10 a 15 minutos antes de usá-la.
No entanto, alguns cozinheiros usam manteiga depois de deixá-la para fora da geladeira por uma semana. Os defensores da atitude dizem que, como a manteiga é feita de leite pasteurizado, as chances de contaminação são baixas.
Há sempre um risco, porém. Manteiga com sal, por causa de seu teor de sal e de dispersão de água, tem um risco menor de estragar. O sal também ajuda a manter as bactérias longe. Qualquer coisa sem sal ou “light” tem um perigo maior de contaminação.
Em geral, enquanto não podemos recomendar que você mantenha sua manteiga para fora da geladeira toda a semana, você provavelmente não precisa se preocupar se a deixar para fora por algumas horas, desde que seja com sal.
Enquanto não existe uma maneira conclusivamente certa ou errada de armazenar manteiga, outros alimentos são muito mais simples. Se colocados na geladeira, mofam ou seu sabor é alterado, por exemplo. E por que correr esse risco quando tudo que você precisa fazer é armazenar seus alimentos corretamente?
Tomate
Tomates perdem todo o seu sabor na geladeira. E o que é um crime maior do que isso? O ar frio no refrigerador para o processo de amadurecimento, e amadurecimento é o que dá aos tomates mais sabor. A geladeira também altera a textura do tomate. De acordo com Harold McGee no livro “On Food and Cooking” (“Sobre comida e cozinhar”, em tradução livre), a temperatura fria rompe as membranas no interior dos frutos, deixando-as “farinhentas”. Mantenha seus tomates em uma tigela ou cesta em cima do balcão da cozinha.
Manjericão
Manjericão murcha mais rápido se deixado na geladeira, e também absorve todos os cheiros das comidas em torno dele. É melhor mantê-lo para fora, em um copo de água fresca, como uma flor recém-cortada. Se você deseja armazenar manjericão por um longo tempo, Martha Stewart recomenda fervê-lo e congelá-lo.
Batata
Manter uma batata na temperatura fria da sua geladeira vai transformar seu amido em açúcar mais rapidamente, de modo que você vai ficar com uma batata doce e dura. Em vez de colocar as batatas na geladeira, guarde-as em um saco de papel em um local fresco, mas não frio. Supondo que você não tenha uma adega de raiz – o lugar ideal para guardar suas batatas -, armazene-as em um lugar escuro, como dentro de sua despensa. Sacos de papel funcionam melhor do que plástico porque deixam a batata respirar mais, de forma que ela não apodrece tão rápido. Tudo isso vale para a batata-doce também.
Cebola
Se você colocar cebolas na geladeira, a umidade acabará por deixá-las macias e mofadas. Mantenha suas cebolas em um lugar fresco e seco. Cebolinha pode ser deixada na geladeira, no entanto, devido ao seu maior teor de água. Vale mencionar que cebolas devem ser mantidas separadas das batatas; quando armazenadas em conjunto, ambas deterioram mais rapidamente.
Abacate
Se você quiser que seus abacates amadureçam, definitivamente não os coloque na geladeira. No entanto, se você comprou um abacate já maduro que não quer comer de imediato, ele pode ir na geladeira.
Alho
Eventualmente, o alho vai começar a brotar na geladeira. Também pode ficar borrachudo e mofado. O correto é mantê-lo em um local fresco e seco.
Pão
Sua geladeira vai secar o pão rapidamente. A menos que seja pão cortado de sanduíche que você pretende usar dentro de alguns dias, mantenha seu pão no balcão ou no congelador. Para fora, o pão que você pretende comer só deve ser mantido por quatro dias. Congele o resto. Pão no congelador deve ser envolto para manter sua umidade. Quando você removê-lo do freezer, deve deixá-lo descongelar lentamente e completamente antes de comê-lo ou usá-lo.
Azeite
Você deve armazenar seu azeite em um local fresco e escuro, mas não na geladeira, onde ele irá condensar e adquirir uma consistência dura, quase como a da manteiga.
Mel
Não há necessidade de armazenar mel na geladeira. Mel fica bom basicamente para sempre se você simplesmente mantê-lo hermeticamente fechado. Colocá-lo na geladeira pode fazer com que cristalize.
[HuffingtonPost] hypescience
Tal como acontece com muitos debates culinários, não há uma resposta definitiva para este. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, você deve armazenar a manteiga em sua embalagem na geladeira e só mantê-la para fora por apenas 10 a 15 minutos antes de usá-la.
No entanto, alguns cozinheiros usam manteiga depois de deixá-la para fora da geladeira por uma semana. Os defensores da atitude dizem que, como a manteiga é feita de leite pasteurizado, as chances de contaminação são baixas.
Há sempre um risco, porém. Manteiga com sal, por causa de seu teor de sal e de dispersão de água, tem um risco menor de estragar. O sal também ajuda a manter as bactérias longe. Qualquer coisa sem sal ou “light” tem um perigo maior de contaminação.
Em geral, enquanto não podemos recomendar que você mantenha sua manteiga para fora da geladeira toda a semana, você provavelmente não precisa se preocupar se a deixar para fora por algumas horas, desde que seja com sal.
Enquanto não existe uma maneira conclusivamente certa ou errada de armazenar manteiga, outros alimentos são muito mais simples. Se colocados na geladeira, mofam ou seu sabor é alterado, por exemplo. E por que correr esse risco quando tudo que você precisa fazer é armazenar seus alimentos corretamente?
Tomate
Tomates perdem todo o seu sabor na geladeira. E o que é um crime maior do que isso? O ar frio no refrigerador para o processo de amadurecimento, e amadurecimento é o que dá aos tomates mais sabor. A geladeira também altera a textura do tomate. De acordo com Harold McGee no livro “On Food and Cooking” (“Sobre comida e cozinhar”, em tradução livre), a temperatura fria rompe as membranas no interior dos frutos, deixando-as “farinhentas”. Mantenha seus tomates em uma tigela ou cesta em cima do balcão da cozinha.
Manjericão
Manjericão murcha mais rápido se deixado na geladeira, e também absorve todos os cheiros das comidas em torno dele. É melhor mantê-lo para fora, em um copo de água fresca, como uma flor recém-cortada. Se você deseja armazenar manjericão por um longo tempo, Martha Stewart recomenda fervê-lo e congelá-lo.
Batata
Manter uma batata na temperatura fria da sua geladeira vai transformar seu amido em açúcar mais rapidamente, de modo que você vai ficar com uma batata doce e dura. Em vez de colocar as batatas na geladeira, guarde-as em um saco de papel em um local fresco, mas não frio. Supondo que você não tenha uma adega de raiz – o lugar ideal para guardar suas batatas -, armazene-as em um lugar escuro, como dentro de sua despensa. Sacos de papel funcionam melhor do que plástico porque deixam a batata respirar mais, de forma que ela não apodrece tão rápido. Tudo isso vale para a batata-doce também.
Cebola
Se você colocar cebolas na geladeira, a umidade acabará por deixá-las macias e mofadas. Mantenha suas cebolas em um lugar fresco e seco. Cebolinha pode ser deixada na geladeira, no entanto, devido ao seu maior teor de água. Vale mencionar que cebolas devem ser mantidas separadas das batatas; quando armazenadas em conjunto, ambas deterioram mais rapidamente.
Abacate
Se você quiser que seus abacates amadureçam, definitivamente não os coloque na geladeira. No entanto, se você comprou um abacate já maduro que não quer comer de imediato, ele pode ir na geladeira.
Alho
Eventualmente, o alho vai começar a brotar na geladeira. Também pode ficar borrachudo e mofado. O correto é mantê-lo em um local fresco e seco.
Pão
Sua geladeira vai secar o pão rapidamente. A menos que seja pão cortado de sanduíche que você pretende usar dentro de alguns dias, mantenha seu pão no balcão ou no congelador. Para fora, o pão que você pretende comer só deve ser mantido por quatro dias. Congele o resto. Pão no congelador deve ser envolto para manter sua umidade. Quando você removê-lo do freezer, deve deixá-lo descongelar lentamente e completamente antes de comê-lo ou usá-lo.
Azeite
Você deve armazenar seu azeite em um local fresco e escuro, mas não na geladeira, onde ele irá condensar e adquirir uma consistência dura, quase como a da manteiga.
Mel
Não há necessidade de armazenar mel na geladeira. Mel fica bom basicamente para sempre se você simplesmente mantê-lo hermeticamente fechado. Colocá-lo na geladeira pode fazer com que cristalize.
[HuffingtonPost] hypescience
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Relação entre exercício e sono.
Dormir ou fazer atividade física? O que é melhor? No Bem Estar desta quinta-feira (8), o médico do esporte Gustavo Magliocca e o pneumologista especialista em sono Maurício Bagnato explicaram que os dois hábitos são muito importantes para a saúde e são complementares, o importante é manter o equilíbrio e não sacrificar um pelo outro.
Segundo o médico do esporte, dormir bem - cerca de 7 a 8 horas por dia - pode melhorar os efeitos do exercício físico já que o metabolismo funciona melhor. Com isso, a pessoa pode perder mais gordura e ter mais precisão nos movimentos que faz durante a atividade. Já o especialista em sono acrescenta que pode acontecer o contrário - quem faz atividade física, na medida certa e no horário certo, pode ter também melhora em alguns aspectos que influenciam na qualidade do sono, como a insônia e a síndrome das pernas inquietas, por exemplo.
Segundo o médico do esporte Gustavo Magliocca, a quantidade de endorfina que o corpo libera é maior pela manhã e ao longo do dia e, por isso, a disposição é maior. À noite, essa quantidade é menor, fazendo com que esse horário não seja o mais adequado - porém, se a noite for o único momento que a pessoa tem para se exercitar, é preciso escolher atividades de menor intensidade. Atividades de muita intensidade podem causar o efeito contrário e até atrapalhar o sono, como alertou o médico.
O pneumologista e especialista em sono Maurício Bagnato acrescentou ainda que há casos de pessoas que tomam melatonina, hormônio do sono, para ajudar a dormir melhor, mas essa comercialização está proibido no Brasil. O médico alerta que a reposição de melatonina é perigosa para a saúde - em grandes quantidades, pode prejudicar o sistema imunológico e até piorar algumas doenças autoimunes. Para dormir melhor, o médico recomenda tentar algumas medidas, como diminuir as luzes antes de deitar, acabar com pontos de luz no quarto e investir em cortinas escuras e janelas que protegem contra ruídos.
G1
Segundo o médico do esporte, dormir bem - cerca de 7 a 8 horas por dia - pode melhorar os efeitos do exercício físico já que o metabolismo funciona melhor. Com isso, a pessoa pode perder mais gordura e ter mais precisão nos movimentos que faz durante a atividade. Já o especialista em sono acrescenta que pode acontecer o contrário - quem faz atividade física, na medida certa e no horário certo, pode ter também melhora em alguns aspectos que influenciam na qualidade do sono, como a insônia e a síndrome das pernas inquietas, por exemplo.
Segundo o médico do esporte Gustavo Magliocca, a quantidade de endorfina que o corpo libera é maior pela manhã e ao longo do dia e, por isso, a disposição é maior. À noite, essa quantidade é menor, fazendo com que esse horário não seja o mais adequado - porém, se a noite for o único momento que a pessoa tem para se exercitar, é preciso escolher atividades de menor intensidade. Atividades de muita intensidade podem causar o efeito contrário e até atrapalhar o sono, como alertou o médico.
O pneumologista e especialista em sono Maurício Bagnato acrescentou ainda que há casos de pessoas que tomam melatonina, hormônio do sono, para ajudar a dormir melhor, mas essa comercialização está proibido no Brasil. O médico alerta que a reposição de melatonina é perigosa para a saúde - em grandes quantidades, pode prejudicar o sistema imunológico e até piorar algumas doenças autoimunes. Para dormir melhor, o médico recomenda tentar algumas medidas, como diminuir as luzes antes de deitar, acabar com pontos de luz no quarto e investir em cortinas escuras e janelas que protegem contra ruídos.
G1
quinta-feira, 8 de maio de 2014
A importância do café da manhã
Não há refeição mais maltratada do que o café da manhã. Muitos chegam a ignorá-lo, a maioria o trata com certo desprezo, alguns até o evitam. Poucos são os que realmente o compreendem. Para a ciência da nutrição, no entanto, o desjejum deveria ser reverenciado por todos. É uma etapa da alimentação essencial para a saúde, para a manutenção do peso ideal e, principalmente, para o equilíbrio de tudo o que se fará e se comerá durante o dia.
Um artigo publicado em 2003, no Journal of The American Dietetic Association, descreveu que os nutrientes não consumidos nas primeiras horas do dia não serão compensados em refeições seguintes. Indivíduos que fazem o desjejum têm melhor aporte nutricional diário, comparados com aqueles que não fazem. E, ainda de acordo com o estudo, crianças que tomam o café da manhã, consomem cereais integrais com leite, frutas e iogurtes, o que significa mais macronutrientes (carboidratos, proteínas) e micronutrientes (vitaminas do complexo B, ferro, zinco, cálcio), além de fibras.
Sabemos também que as pessoas habituadas à refeição matinal têm melhor desempenho em testes de memória e na resolução de problemas. Crianças apresentam melhor resultado cognitivo e rendimento escolar. Só benefícios? Sim e tem mais: o desjejum também é fundamental para reiniciar o estímulo do funcionamento intestinal, prevenindo a obstipação e outras doenças do órgão. Até para perder – ou manter – peso, o desjejum é importante. Ao contrário do que muita gente pensa, pulá-lo não emagrece. Pelo contrário: só fará com que o corpo chegue mais faminto e preguiçoso ao almoço. O fracionamento das refeições ao longo do dia, com a inclusão do desjejum, contribui para o metabolismo energético adequado, ou seja ajuda a equilibrar melhor o que consumimos e o que gastamos.
Aqueles que, por qualquer motivo, não tomam café da manhã, antes de mais nada devem descobrir o motivo. Pode ser que estejam comendo muito tarde – e em grande quantidade – na noite anterior. Se for esse o caso, é preciso empenho para mudar o hábito. A mudança de alguns costumes é o ponto de partida para quem deseja ganhar saúde, bem-estar e alguns anos de vida a mais por meio da alimentação.
O primeiro passo pode ser começar o dia fornecendo ao corpo a energia que ele precisa.
Sugestões do dia:
- Acordar 15 minutos mais cedo para evitar a desculpa de “falta de tempo para o café da manhã”
- Para quem não consome absolutamente nada, a dica é iniciar com metade de uma fruta (meio mamão papaia, banana, pera ou maçã) ou outro alimento, como: torrada, bolacha, barra de cereal, leite, bebida a base de soja, suco ou um copo de vitamina. A ideia é ‘quebrar o jejum’. Não sair de casa de estômago vazio.
- Levar uma fruta ou um suco para consumir no caminho até o trabalho.
- Sair mais cedo, e parar em alguma padaria para tomar o café.
- Fazer essa refeição acompanhado. Além de mais prazeroso, o compromisso com alguém pode ajudar criar o hábito.
- E os pequenos? Aprendem por imitação, vale a pena sentar à mesa e incentivar o consumo nem que seja de um copo de leite batido com banana e aveia, antes de sair de casa para estudar ou brincar. Já é um começo!
Um artigo publicado em 2003, no Journal of The American Dietetic Association, descreveu que os nutrientes não consumidos nas primeiras horas do dia não serão compensados em refeições seguintes. Indivíduos que fazem o desjejum têm melhor aporte nutricional diário, comparados com aqueles que não fazem. E, ainda de acordo com o estudo, crianças que tomam o café da manhã, consomem cereais integrais com leite, frutas e iogurtes, o que significa mais macronutrientes (carboidratos, proteínas) e micronutrientes (vitaminas do complexo B, ferro, zinco, cálcio), além de fibras.
Sabemos também que as pessoas habituadas à refeição matinal têm melhor desempenho em testes de memória e na resolução de problemas. Crianças apresentam melhor resultado cognitivo e rendimento escolar. Só benefícios? Sim e tem mais: o desjejum também é fundamental para reiniciar o estímulo do funcionamento intestinal, prevenindo a obstipação e outras doenças do órgão. Até para perder – ou manter – peso, o desjejum é importante. Ao contrário do que muita gente pensa, pulá-lo não emagrece. Pelo contrário: só fará com que o corpo chegue mais faminto e preguiçoso ao almoço. O fracionamento das refeições ao longo do dia, com a inclusão do desjejum, contribui para o metabolismo energético adequado, ou seja ajuda a equilibrar melhor o que consumimos e o que gastamos.
Aqueles que, por qualquer motivo, não tomam café da manhã, antes de mais nada devem descobrir o motivo. Pode ser que estejam comendo muito tarde – e em grande quantidade – na noite anterior. Se for esse o caso, é preciso empenho para mudar o hábito. A mudança de alguns costumes é o ponto de partida para quem deseja ganhar saúde, bem-estar e alguns anos de vida a mais por meio da alimentação.
O primeiro passo pode ser começar o dia fornecendo ao corpo a energia que ele precisa.
Sugestões do dia:
- Acordar 15 minutos mais cedo para evitar a desculpa de “falta de tempo para o café da manhã”
- Para quem não consome absolutamente nada, a dica é iniciar com metade de uma fruta (meio mamão papaia, banana, pera ou maçã) ou outro alimento, como: torrada, bolacha, barra de cereal, leite, bebida a base de soja, suco ou um copo de vitamina. A ideia é ‘quebrar o jejum’. Não sair de casa de estômago vazio.
- Levar uma fruta ou um suco para consumir no caminho até o trabalho.
- Sair mais cedo, e parar em alguma padaria para tomar o café.
- Fazer essa refeição acompanhado. Além de mais prazeroso, o compromisso com alguém pode ajudar criar o hábito.
- E os pequenos? Aprendem por imitação, vale a pena sentar à mesa e incentivar o consumo nem que seja de um copo de leite batido com banana e aveia, antes de sair de casa para estudar ou brincar. Já é um começo!
terça-feira, 8 de abril de 2014
Açúcar e demência
O envelhecimento da população transformou as demências em problema de saúde pública. As epidemias mundiais de obesidade e diabetes parecem aumentar a incidência de algumas formas de demência, embora os resultados dos estudos sejam muitas vezes controversos.
A relação entre as taxas de açúcar no sangue e o risco de desenvolver demência foi explorada num trabalho conjunto realizado nas Universidades de Washington e Harvard.
Pelo número de pessoas acompanhadas, a metodologia científica criteriosamente selecionada e a publicação em revista de grande impacto (TheNewEngland Journalof Medicine), essa pesquisa tem tido grande repercussão na literatura.
O estudo envolveu 1.228 mulheres e 839 homens com 65 anos de idade ou mais (média: 76 anos), sem sinais de demência, que faziam parte de uma coorte seguida pelo Adult Changes in Thought (ACT), no estado de Washington.
Os participantes retornavam a cada dois anos para testes de avaliação das habilidades cognitivas. Se o resultado mostrasse algum déficit, eram encaminhados para uma bateria de exames clínicos, laboratoriais e neuropsicológicos para afastar ou confirmar o diagnóstico de Alzheimer ou outro quadro demencial.
Os níveis de glicose no sangue foram recolhidos das sucessivas dosagens de glicemia e de hemoglobina glicada, realizadas pelos participantes a partir de 1988. As médias desses valores nos últimos cinco anos foram comparadas com as de períodos anteriores.
Para afastar a ingerência de outros fatores sabidamente envolvidos no risco de desenvolver demência, o grupo foi estratificado de acordo com a prática de atividade física, nível educacional, fumo, doença coronariana, doenças cerebro vasculares e hipertensão.
Nos cinco anos que precederam a avaliação, a média da glicemia de jejum dos participantes sem diabetes foi de 101 mg/ dL, número que aumentou para 175 nos portadores de diabetes.
Em 6,8 anos - período médio de acompanhamento - ocorreram 524 casos de demência (25,4%), assim distribuídos: 450 entre os 1.724 sem diabetes (26,1%) e 74 entre os diabéticos (21,6%).
Entre os participantes sem diabetes o risco de demência aumentou à medida que os níveis de glicose no sangue aumentaram: entre aqueles com glicemia de jejum de 115 mg/dL houve 18% mais demências do que naqueles com glicemia igual a 100.
Entre os diabéticos, quanto mais alta a glicemia maior o número de demências. Aumentar a glicemia de 160 para 190 mg/dL fez aumentar 40% no risco de demência.
A conclusão dos autores é enfática: "Nesse estudo prospectivo, realizado na comunidade, verificamos que níveis mais altos de glicose estão associados a aumento do risco de demência, em populações com ou sem diabetes. Os dados sugerem que níveis mais elevados de glicose podem ter efeitos deletérios no cérebro que envelhece".
Fartura à mesa, vida sedentária, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, demência na velhice, será esse o destino implacável de nossa espécie?
CFF
A relação entre as taxas de açúcar no sangue e o risco de desenvolver demência foi explorada num trabalho conjunto realizado nas Universidades de Washington e Harvard.
Pelo número de pessoas acompanhadas, a metodologia científica criteriosamente selecionada e a publicação em revista de grande impacto (TheNewEngland Journalof Medicine), essa pesquisa tem tido grande repercussão na literatura.
O estudo envolveu 1.228 mulheres e 839 homens com 65 anos de idade ou mais (média: 76 anos), sem sinais de demência, que faziam parte de uma coorte seguida pelo Adult Changes in Thought (ACT), no estado de Washington.
Os participantes retornavam a cada dois anos para testes de avaliação das habilidades cognitivas. Se o resultado mostrasse algum déficit, eram encaminhados para uma bateria de exames clínicos, laboratoriais e neuropsicológicos para afastar ou confirmar o diagnóstico de Alzheimer ou outro quadro demencial.
Os níveis de glicose no sangue foram recolhidos das sucessivas dosagens de glicemia e de hemoglobina glicada, realizadas pelos participantes a partir de 1988. As médias desses valores nos últimos cinco anos foram comparadas com as de períodos anteriores.
Para afastar a ingerência de outros fatores sabidamente envolvidos no risco de desenvolver demência, o grupo foi estratificado de acordo com a prática de atividade física, nível educacional, fumo, doença coronariana, doenças cerebro vasculares e hipertensão.
Nos cinco anos que precederam a avaliação, a média da glicemia de jejum dos participantes sem diabetes foi de 101 mg/ dL, número que aumentou para 175 nos portadores de diabetes.
Em 6,8 anos - período médio de acompanhamento - ocorreram 524 casos de demência (25,4%), assim distribuídos: 450 entre os 1.724 sem diabetes (26,1%) e 74 entre os diabéticos (21,6%).
Entre os participantes sem diabetes o risco de demência aumentou à medida que os níveis de glicose no sangue aumentaram: entre aqueles com glicemia de jejum de 115 mg/dL houve 18% mais demências do que naqueles com glicemia igual a 100.
Entre os diabéticos, quanto mais alta a glicemia maior o número de demências. Aumentar a glicemia de 160 para 190 mg/dL fez aumentar 40% no risco de demência.
A conclusão dos autores é enfática: "Nesse estudo prospectivo, realizado na comunidade, verificamos que níveis mais altos de glicose estão associados a aumento do risco de demência, em populações com ou sem diabetes. Os dados sugerem que níveis mais elevados de glicose podem ter efeitos deletérios no cérebro que envelhece".
Fartura à mesa, vida sedentária, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, demência na velhice, será esse o destino implacável de nossa espécie?
CFF
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