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sexta-feira, 27 de julho de 2012

MS reforça orientação para uso do oseltamivir


Em localidades de circulação comprovada do vírus da influenza A/H1N1, o Ministério da Saúde orienta que os pacientes com síndrome gripal sejam tratados com o antiviral oseltamivir nas primeiras 48 horas do início da doença, sem aguardar resultados de exames laboratoriais ou sinais de agravamento da doença. A orientação é para todas as pessoas, até mesmo aquelas que estão fora dos grupos de risco.

Para reforçar a recomendação, o Ministério da Saúde elaborou – em parceria com as secretarias de saúde dos estados onde há maior circulação do vírus A H1N1 – um cartaz que já está disponível no site da Secretaria de Vigilância em Saúde para livre reprodução pelas secretarias estaduais e municipais de saúde.

O cartaz tem como objetivo auxiliar os médicos no atendimento aos pacientes com sintomas de gripe, não apenas sobre os casos em que é indicado o uso do medicamento, bem como sua dosagem de acordo com a faixa etária do paciente.

A orientação, no entanto, só é válida aos estados onde há grande circulação do vírus da Influenza A/H1N1. Para os outros locais continuam valendo as recomendações do Protocolo de Tratamento da Influenza, do Ministério da Saúde. O protocolo recomenda que, para as pessoas dos grupos vulneráveis a complicações – como gestantes, crianças pequenas, idosos e portadores de doenças crônicas – o tratamento com o remédio seja iniciado o mais rápido possível, após os primeiros sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento.

Já os pacientes com síndrome gripal, que não pertencem aos grupos de risco, devem receber o medicamento imediatamente, caso apresentem sinais de agravamento, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias.

O antiviral, que é capaz de reduzir as formas graves e óbitos pela doença, é oferecido na rede pública, de forma gratuita e com orientação médica, às pessoas com síndrome gripal. A prescrição médica pode ser emitida tanto por profissionais da rede pública como da rede privada. Para atingir sua eficácia máxima, o antiviral deve ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início da doença. Entretanto, mesmo ultrapassado esse período, o Ministério da Saúde indica a prescrição do medicamento.

Estoque - Todos os estados e municípios estão abastecidos com o oseltamivir, conhecido comercialmente como tamiflu. O Ministério da Saúde mantém estoque estratégico do remédio. Só neste ano, foram repassados às secretarias estaduais de saúde 418,8 mil caixas do remédio. Antes desta distribuição, no entanto, os estados já estavam abastecidos com o medicamento. Cada caixa contém 10 comprimidos, suficientes para um tratamento completo.

O vírus da gripe A H1N1, que surgiu em 2009, no México, ainda circula no mundo inteiro, mas é pouco provável a ocorrência de epidemias, como a pandemia de 2009, quando o Brasil registrou 2.060 óbitos. Em agosto de 2010, com base nos dados epidemiológicos registrados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia como encerrada. Entretanto, continuam ocorrendo casos, podendo haver surtos localizados.

Mitos e verdades: H1N1 atinge mais jovens

Mesmo após o surto da gripe suína em 2009, muito se fala sobre a doença no país. O número de pessoas que contraem o vírus H1N1 diminuiu, mas os mitos com relação a ele ainda são muitos. Para esclarecer o que é verdade sobre o assunto, foi listado algumas das maiores dúvidas em relação ao assunto.

O vírus influenza A (H1N1) é o mais violento e mata mais do que o normal? O comportamento da nova gripe se assemelha ao da gripe comum. Ou seja, o vírus A (H1N1) não se apresentou mais violento ou mortal. No entanto, estudos mais aprofundados ainda devem ser realizados, em todo o mundo, para esclarecer o comportamento do novo vírus.

O ar é a única forma de transmissão do vírus?
O vírus é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou do espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. No entanto, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas.

Lavar as mãos com água e sabão ajuda a prevenir a doença?
A população deve ser orientada a tomar alguns cuidados de higiene, como lavar bem e com frequência as mãos com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

Os jovens são os que mais pegam a doença?
Sim. Porém, embora a incidência da doença seja maior entre esse público, ainda não há estudos mundiais conclusivos sobre a transmissibilidade da doença, ou seja, que esclareça melhor o comportamento da nova doença.

É preciso evitar locais fechados?
A recomendação é evitar locais com aglomerados de pessoas, pois isso reduz o risco de contrair a doença.

É preciso usar máscara em lugares de grande circulação, para evitar o contágio?
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas. Por isso o uso de máscaras pela população não é recomendado pelo Ministério da Saúde. Entretanto, quem está doente deve fazer uso de máscara quando houver necessidade de contato com outras pessoas, para não transmitir o vírus.

É possível ser infectado com a influenza A (H1N1) enquanto está com gripe comum?
Não. Um dos motivos para que isso ocorra é a concorrência natural entre os vírus, o que leva à predominância de um em detrimento do outro. Por isso, não há infecção simultânea pelo vírus influenza.

Uma pessoa pode ter influenza mais de uma vez?
Sim, mas não causada pelo mesmo subtipo de vírus e nem em um curso espaço de tempo. Isso porque a pessoa fica imunizada pelo subtipo de vírus depois de ter a doença. Também porque o vírus circula mais em um determinado período do ano (por isso é chamado de sazonal), especialmente no inverno, estação que varia de acordo com o hemisfério do planeta. No caso do Brasil, a circulação do vírus da gripe aumento no período de junho a outubro. Portanto, a probabilidade de uma pessoa contrair gripe nesse intervalo de tempo é maior.

A pessoa que teve influenza cria imunidade ao vírus?
Sim. Esse comportamento é comum em infecções por vírus. Depois de contrair a doença, o organismo humano cria defesas contra o “inimigo”, evitando futuras infecções pelo mesmo vírus.

No inverno é mais comum a disseminação do vírus?
Em virtude das baixas temperaturas e da maior permanência das pessoas em locais fechados, o risco de transmissão é maior.

A pessoa assintomática pode transmitir o vírus?
Sim. É importante lembrar que as medidas de higiene respiratória e pessoal devem ser praticadas independentemente da presença ou não de sintomas, pois apresentam resultado muito importante na interrupção da transmissão.

O vírus resiste mesmo fora do organismo?
Sim. O vírus resiste de 24 horas a 72 horas fora do organismo.

Há possibilidade de o paciente ter a doença e não ter os sintomas?
Sim. Podem ocorrer casos assintomáticos, quando a pessoa tem o vírus no organismo, mas não apresenta os sintomas mais comuns, como febre alta repentina, tosse e dor nas articulações, entre outros.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Automedicação pode aumentar os riscos de complicações da gripe

Nos casos de gripe, como em qualquer outra enfermidade, a automedicação tem o risco de desenvolvimento de uma série de reações adversas. O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, esclarece que para o tratamento habitual de gripe, e quando não há indícios de complicações, deve-se realizar os cuidados comuns. “O ideal é beber muita água e permanecer em repouso. Também pode-se fazer o uso de analgésico, antitérmico para diminuir a febre e eventualmente um remédio para diminuir a secreção”, explica Maierovitch.

Entretanto, é necessário alertar para o consumo desregrado de medicamentos. O chefe da pneumologia do Grupo Hospitalar Conceição, vinculado ao Ministério da Saúde, Maurício Leite, alerta que existem algumas medicações que podem, por seus efeitos, terem um risco maior de complicações ou de falta de eficácia. “Por exemplo, o uso exagerado de xaropes para tosse pode facilitar uma arritmia cardíaca. Além disso, os remédios para febre e os descongestionantes, se usados de forma errada podem levar ao aumento da pressão arterial e os antitérmicos podem facilitar o desenvolvimento de algum tipo de lesão no fígado”, alerta o pneumologista.

Quais as preocupações em relação ao tratamento que a pessoa faz sozinha? – De acordo com o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch, o mais importante é ficar atento aos eventuais sinais de agravamento da gripe. “A febre persistente e a falta de ar merecem um atendimento por um médico para indicação, se necessário, de um antigripal”. Nos casos de suspeita da gripe mais severa, o Ministério da Saúde, por meio do Protocolo de Tratamento de Influenza – atualizado em 2011 – recomenda a prescrição pelo médico do antiviral (fosfato de oseltamivir), independente da situação vacinal ou de confirmação laboratorial para o tipo do vírus.

Maierovitch alerta que, muitas vezes, ao perceber algum sinal de agravamento, as pessoas imaginam que estão, além da gripe, com alguma bactéria associada e buscam, de alguma forma, tomar antibióticos. “O antibiótico pode ser indicado no caso de complicação bacteriana, mas não funciona contra a gripe. O que funciona contra a gripe é o medicamento antiviral”.

Por isso fique atento. A melhor medida é sempre se manter hidratado e sempre manter as mãos higienizadas. E ao sinal de agravamento da gripe procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Statins linked with reduced risk of death among hospitalized flu patients

The two main ways to prevent and control influenza today are annual immunization and antiviral drugs. A team of investigators has found that statins, cholesterol-lowering drugs, may offer an additional treatment to complement these approaches and reduce mortality among patients hospitalized with influenza.

PHARMACEUTICAL NEWS

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ZINCO NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DOS RESFRIADOS

Apesar de bons resultados, autores alertam para riscos de intoxicação
Tomar zinco em forma de xarope ou comprimidos pode diminuir a gravidade e a duração dos resfriados comuns, afirma um estudo científico.
Um estudo publicado no site Cochrane Reviews afirma que a administração de zinco até um dia depois do início dos sintomas do resfriado acelera a recuperação.
A substância também pode ajudar na prevenção dos resfriados, afirmam os autores do estudo, que inclui informações de 15 testes feitos com 1.360 pessoas.
Os autores do estudo afirmam que o zinco pode encobrir os vírus do resfriado e impedi-los de entrar no organismo por meio da mucosa do nariz.
O zinco também aparentemente impede o vírus de se duplicar, pelo menos nos testes de laboratório, além de auxiliar o sistema imunológico e reduzir as reações desagradáveis do corpo à infecção.
Em um período de sete dias, a maioria dos pacientes que tomaram zinco a cada duas horas ficaram livres dos sintomas, se comparados com aqueles que tomaram placebos.
Já as crianças que tomaram 15 mg de zinco em forma de xarope ou comprimidos por cinco meses ou mais pegaram menos resfriados e ficaram menos tempo fora da escola.
No entanto, os 15 testes realizados no estudo usaram diferentes dosagens e períodos de medicação, impossibilitando um consenso sobre o uso do zinco contra resfriados.
Além disto, o artigo afirma que o zinco não pode ser usado no longo prazo, devido ao risco de intoxicação. Grandes quantidades da substancia podem causar náusea, vômitos, dores abdominais e diarreia.
Durante os testes, as pessoas que usaram zinco tiveram mais efeitos colaterais, tais como um gosto desagradável ou náuseas, do que o grupo que tomou placebo.
Os especialistas afirmam que é necessário pesquisar mais para determinar a dose exata requerida no tratamento.

O coordenador da pesquisa, Meenu Singh, do Instituto de Pós-Graduação em Educação Médica e Pesquisa de Chandigarh, na Índia, afirma que o trabalho reforça as indicações de que o zinco pode tratar a gripe, mas diz que ainda é difícil fazer recomendações gerais sobre o caso.
Já o professor Ronald Eccles, diretor do Centro de Combate a Resfriados da Universidade de Cardiff, se diz ainda em dúvida sobre os benefícios do zinco como tratamento para o resfriado. Ele disse à BBC que a toxicidade da substância ainda é uma grande preocupação nestes casos.
Estima-se que adultos peguem de dois a quatro resfriados por ano, enquanto crianças podem pegar até dez. Os vírus responsáveis pela doença são tão comuns que não há muito a se fazer para combater a infecção.
Os vírus do resfriado podem ser contraídos não somente por meio da tosse e dos espirros de outras pessoas, mas também ao tocar superfícies contaminadas, como maçanetas. Ainda não existe um tratamento comprovado contra a doença.

bbc

sábado, 2 de outubro de 2010

Gargarejo com água salgada pode suavizar sintomas da gripe

Nada além do tempo pode curar o resfriado comum, mas uma simples xícara de água salgada pode abrandar o sofrimento.

A garganta dolorida e coçando e a constipação respiratória são alguns dos sintomas mais comuns de um resfriado, e fazer gargarejos com água salgada parece ajudar por diversos motivos. Uma solução salina pode sugar os fluidos em excesso do tecido inflamado na garganta, reduzindo a dor, disse Philip T. Hagen, editor-chefe de "Mayo Clinic Book of Home Remedies", com lançamento programado para outubro. Hagen aponta que o gargarejo também desprende mucos espessos, o que pode remover fatores de irritação como alergênicos, bactérias e fungos da garganta.

Num estudo aleatório publicado em 2005 na revista "The American Journal of Preventive Medicine", pesquisadores recrutaram quase 400 voluntários saudáveis e os acompanharam por 60 dias durante a estação da gripe e do resfriado. Alguns dos participantes eram instruídos a fazer gargarejos três vezes ao dia. No final do período de estudo, o grupo que gargarejou regularmente mostrou um declínio de 40% nas infecções do sistema respiratório superior frente ao grupo de controle e quando eles ficaram doentes, "os gargarejos tendiam a atenuar os sintomas bronquiais", escreveram os pesquisadores.

Outros estudos também consideraram os gargarejos como úteis contra dores de garganta e constipações.

Segundo a Mayo Clinic, para melhores resultados, dissolva meia colher de chá de sal num copo cheio de água quente e faça gargarejos com a solução por alguns segundos antes de cuspir. Adultos que queiram um remédio mais palatável contra tosses e dores de garganta podem tentar misturar água quente com limão e mel. Não há a necessidade de cuspir.

Fonte: Portal Folha.com
Notícia publicada em: 30/09/2010
Autor: Indefinido

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