sexta-feira, 27 de julho de 2012

Mitos e verdades: H1N1 atinge mais jovens

Mesmo após o surto da gripe suína em 2009, muito se fala sobre a doença no país. O número de pessoas que contraem o vírus H1N1 diminuiu, mas os mitos com relação a ele ainda são muitos. Para esclarecer o que é verdade sobre o assunto, foi listado algumas das maiores dúvidas em relação ao assunto.

O vírus influenza A (H1N1) é o mais violento e mata mais do que o normal? O comportamento da nova gripe se assemelha ao da gripe comum. Ou seja, o vírus A (H1N1) não se apresentou mais violento ou mortal. No entanto, estudos mais aprofundados ainda devem ser realizados, em todo o mundo, para esclarecer o comportamento do novo vírus.

O ar é a única forma de transmissão do vírus?
O vírus é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou do espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. No entanto, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas.

Lavar as mãos com água e sabão ajuda a prevenir a doença?
A população deve ser orientada a tomar alguns cuidados de higiene, como lavar bem e com frequência as mãos com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

Os jovens são os que mais pegam a doença?
Sim. Porém, embora a incidência da doença seja maior entre esse público, ainda não há estudos mundiais conclusivos sobre a transmissibilidade da doença, ou seja, que esclareça melhor o comportamento da nova doença.

É preciso evitar locais fechados?
A recomendação é evitar locais com aglomerados de pessoas, pois isso reduz o risco de contrair a doença.

É preciso usar máscara em lugares de grande circulação, para evitar o contágio?
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas. Por isso o uso de máscaras pela população não é recomendado pelo Ministério da Saúde. Entretanto, quem está doente deve fazer uso de máscara quando houver necessidade de contato com outras pessoas, para não transmitir o vírus.

É possível ser infectado com a influenza A (H1N1) enquanto está com gripe comum?
Não. Um dos motivos para que isso ocorra é a concorrência natural entre os vírus, o que leva à predominância de um em detrimento do outro. Por isso, não há infecção simultânea pelo vírus influenza.

Uma pessoa pode ter influenza mais de uma vez?
Sim, mas não causada pelo mesmo subtipo de vírus e nem em um curso espaço de tempo. Isso porque a pessoa fica imunizada pelo subtipo de vírus depois de ter a doença. Também porque o vírus circula mais em um determinado período do ano (por isso é chamado de sazonal), especialmente no inverno, estação que varia de acordo com o hemisfério do planeta. No caso do Brasil, a circulação do vírus da gripe aumento no período de junho a outubro. Portanto, a probabilidade de uma pessoa contrair gripe nesse intervalo de tempo é maior.

A pessoa que teve influenza cria imunidade ao vírus?
Sim. Esse comportamento é comum em infecções por vírus. Depois de contrair a doença, o organismo humano cria defesas contra o “inimigo”, evitando futuras infecções pelo mesmo vírus.

No inverno é mais comum a disseminação do vírus?
Em virtude das baixas temperaturas e da maior permanência das pessoas em locais fechados, o risco de transmissão é maior.

A pessoa assintomática pode transmitir o vírus?
Sim. É importante lembrar que as medidas de higiene respiratória e pessoal devem ser praticadas independentemente da presença ou não de sintomas, pois apresentam resultado muito importante na interrupção da transmissão.

O vírus resiste mesmo fora do organismo?
Sim. O vírus resiste de 24 horas a 72 horas fora do organismo.

Há possibilidade de o paciente ter a doença e não ter os sintomas?
Sim. Podem ocorrer casos assintomáticos, quando a pessoa tem o vírus no organismo, mas não apresenta os sintomas mais comuns, como febre alta repentina, tosse e dor nas articulações, entre outros.