Entretanto, é necessário alertar para o consumo desregrado de medicamentos. O chefe da pneumologia do Grupo Hospitalar Conceição, vinculado ao Ministério da Saúde, Maurício Leite, alerta que existem algumas medicações que podem, por seus efeitos, terem um risco maior de complicações ou de falta de eficácia. “Por exemplo, o uso exagerado de xaropes para tosse pode facilitar uma arritmia cardíaca. Além disso, os remédios para febre e os descongestionantes, se usados de forma errada podem levar ao aumento da pressão arterial e os antitérmicos podem facilitar o desenvolvimento de algum tipo de lesão no fígado”, alerta o pneumologista.
Quais as preocupações em relação ao tratamento que a pessoa faz sozinha? – De acordo com o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch, o mais importante é ficar atento aos eventuais sinais de agravamento da gripe. “A febre persistente e a falta de ar merecem um atendimento por um médico para indicação, se necessário, de um antigripal”. Nos casos de suspeita da gripe mais severa, o Ministério da Saúde, por meio do Protocolo de Tratamento de Influenza – atualizado em 2011 – recomenda a prescrição pelo médico do antiviral (fosfato de oseltamivir), independente da situação vacinal ou de confirmação laboratorial para o tipo do vírus.
Maierovitch alerta que, muitas vezes, ao perceber algum sinal de agravamento, as pessoas imaginam que estão, além da gripe, com alguma bactéria associada e buscam, de alguma forma, tomar antibióticos. “O antibiótico pode ser indicado no caso de complicação bacteriana, mas não funciona contra a gripe. O que funciona contra a gripe é o medicamento antiviral”.
Por isso fique atento. A melhor medida é sempre se manter hidratado e sempre manter as mãos higienizadas. E ao sinal de agravamento da gripe procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.