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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ibogaína: droga usada para curar a dependência

Tratamento é feito com uma dose de substância extraída da raiz de uma planta africana. Medicamento não é regulamentado pela Anvisa.
Diogo Nascimento Busse, 28 anos, era usuário de crack. Durante 13 anos, a vida dele foi semelhante à de outros usuários: passava dias fora de casa, perdeu amigos, namoradas, oportunidades. Tentou inúmeros tratamentos psiquiátricos, psicológicos, medicamentos e internações. Nada deu resultado. Sem saída, mas com esperança de largar a dependência, há dois anos e meio, a curiosidade empurrou Busse para uma substância pouco conhecida no Brasil: a ibogaína.

Substância extraída da raiz da iboga, arbusto encontrado em países africanos, a ibogaína é usada para fins terapêuticos no país há dez anos, por uma única clínica, com sede em Curitiba. Nesse período, 130 usuários de drogas usaram o medicamento, Diogo foi um deles. Há dois anos e meio livre do crack, o advogado e professor universitário conta como foi a experiência. “Foi um renascimento. Foi uma viagem espiritual, de autoconhecimento, expandiu meus horizontes. É inexplicável. Hoje eu analiso o passado e não tenho lembranças positivas daquele tempo”, diz.

De acordo com o médico gastroenterologista da clínica Bruno Daniel Rasmussen Chaves, a ibogaína produz uma grande quantidade do hormônio GDNF, que estimula a criação de conexões neuronais, o que ajuda o paciente a perder a vontade de usar drogas. A ibogaína, segundo ele, também produz serotonina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer. A droga é processada na Inglaterra e vendida em forma de cápsulas. O preço de uma unidade, quantidade suficiente para o tratamento, gira em torno de R$ 5 mil.
As imagens que as pessoas enxergam enquanto estão sob o efeito da droga, segundo o médico, são sonhos. “Não se trata de alucinações, a ibogaína não é alucinógena. É como sonhar de olhos abertos, só que durante muito tempo. Durante o sono temos apenas cinco minutos de sonhos a cada duas horas. Com a ibogaína são 12 horas”, explica Chaves.

Mesmo que os resultados sejam animadores – a taxa de recaída entre os usuários da ibogaína gira em torno de 15%, enquanto nos tratamentos convencionais varia entre 60% e 70% – a substância não é um milagre e nem faz tudo sozinha. De acordo com a psicóloga Cleuza Canan, que há mais de 30 anos trabalha com dependência química, os pacientes passam por três fases. “Avaliamos clinicamente e psiquicamente o paciente. Existe uma fase de desintoxicação. São necessários 60 dias de abstinência para o paciente ir para a ibogaína. Depois que ele toma, começa uma fase que consiste na reorganização e readaptação, com terapia individual e de grupo”, afirma.

A reportagem Gazeta do Povo conversou com ex-usuários de drogas que recorreram à ibogaína. Eles foram unânimes em afirmar que, depois de tomar a substância, nunca mais tiveram vontade de se drogar. “Eu nunca mais tive vontade. Aquela fissura desapareceu. A droga é apenas uma lembrança, nada mais que isso”, diz um paciente que não quis se identificar. Segundo Cleuza, a recaída só é possível se o paciente mantiver os mesmos hábitos. “Se ele frenquentar os mesmos lugares, conviver com os mesmos amigos, achar que está imune”, explica.

Fonte: Gazeta do Povo - Curitiba
Notícia publicada em: 05/06/2011
Autor: Gabriel Azevedo

tudofarma

segunda-feira, 30 de maio de 2011

SEROTONINA: HISTÓRIA E PERSPECTIVA

Os pesquisadores, recentemente, descobriram que a serotonina desempenha um número impressionante de papéis cruciais no corpo todo, inclusive na reconstituição óssea. Quando, por exemplo, usava-se uma droga para reduzir a serotonina em ratos com osteoporose, os ossos dos animais eram quase totalmente restaurados.
Os cientistas perceberam que a serotonina começa a exercer influência no útero, escoando da placenta da mãe para o prosencéfalo [parte frontal do cérebro] embrionário durante o primeiro trimestre da gravidez, segundo Pat Levitt, do Instituto Neurogenético Zilkha, da Universidade da Califórnia.
"Se eu não admitisse que me surpreendi com a abrangência da função da serotonina e com sua importância para tecidos como os ossos, eu estaria mentindo", disse Patricia Ducy, que estuda o efeito da serotonina sobre a biologia óssea no Centro Médico da Universidade Columbia, em Nova York.
A serotonina é uma molécula pequena, detectada pela primeira vez em 1948 no soro sanguíneo, e que demonstrou possuir propriedades vasoconstritoras. Cinco anos depois, os cientistas encontraram a serotonina também em extratos cerebrais e, logo, descobriram que a recém-inventada droga alucinógena LSD interferia no sistema cerebral da serotonina.
Para sintetizar a serotonina, os seres humanos e outras espécies precisam começar com triptofano, um aminoácido essencial encontrado em muitos itens alimentares, como peru, queijo, tofu, castanhas, sementes e bananas.
Esforços vêm sendo dedicados ao estudo da ação cerebral da serotonina, lugar em que funciona como um neurotransmissor.
"É uma molécula envolvida em ajudar a lidar com a adversidade, a fazer com que a pessoa não perca o controle, persistindo e resolvendo tudo", disse Philip Cowen, especialista em serotonina da Universidade de Oxford e do Conselho de Pesquisa Médica. Distúrbios nesse sistema podem causar depressão, ansiedade e ataques de pânico. O Prozac e outros medicamentos ditos "inibidores seletivos de recaptação da serotonina" bloqueiam o transporte da serotonina para permitir que o neurotransmissor ofereça seu estímulo a qualquer receptor que o possua. Mas uma classe mais nova de antidepressivos, como o Viladozone, vai mais longe, interferindo em um ou mais dos 15 diferentes receptores de serotonina, uma abordagem que pode aumentar a eficácia da droga. Outra parte importante das pesquisas com a serotonina considera seu papel como hormônio que dá forma aos tecidos. Na última edição da revista "Nature", Levitt e seus colaboradores descreveram estudos mostrando que, mais ou menos a partir do décimo dia de gestação, o prosencéfalo de ratos era inundado com serotonina. Os pesquisadores já haviam reunido provas de que a serotonina estimulava o crescimento de novas conexões neurais. Mas qual seria a origem dessa serotonina? Os cientistas a localizaram na placenta.
A vasta maioria da serotonina no organismo é sintetizada fora do cérebro, principalmente pelo intestino. Os dois estoques de serotonina são estritamente segregados, mas novas pesquisas sugerem que os ossos tiram proveito de ambos os circuitos, para gerenciar a delicada dança entre suas duas castas celulares: os construtivos osteoblastos, que formam o esqueleto, remendam os buracos e consertam as rachaduras, e os destrutivos osteoclastos arrancam as lascas dos tecidos ósseos envelhecidos.
Como descrevem Ducy, Gerard Karsenty e seus colegas no "Journal of Cell Biology" e na "Nature Medicine", a serotonina no intestino impede os osteoblastos de produzirem novos ossos. Em experimentos com ratos sofrendo de osteoporose grave, os pesquisadores mostraram que, se eles usassem uma droga para reduzir em 40% a produção de serotonina do intestino, eles liberavam os construtores osteoblásticos dos animais de tal maneira que esqueletos ocos eram reparados até ficarem robustos como novos.
"Não encontramos nenhum efeito colateral no tratamento", disse Ducy.

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 30/05/2011
Autor: Natalie Angier

tudofarma

quinta-feira, 10 de março de 2011

TOMAR SOL E COMER VERDURAS MELHORAM O BOM HUMOR

A comida também pode ajudar o organismo a melhorar o bom humor e manter o otimismo elevado. Verduras como couve e espinafre ajudam o corpo a obter prazer. Eles são ricos em folato, uma vitamina B natural que ajuda o cérebro a produzir serotonina, um neurotransmissor que está associado com a felicidade.
Muitos estudos já vincularam os baixos níveis de folato e de serotonina com a depressão. Folhas de beterraba, acelga e outras verduras como couve de Bruxelas, aspargo e brócolis também são ótimas fontes de folato.
O ácido graxo ômega 3 também desempenha um papel fundamental na função do cérebro para ajudar a elevar o seu humor. Ele é encontrado na linhaça e em peixes como salmão, truta e atum.
Somada a essa alimentação, os médicos também recomendam um banho de sol durante 20 minutos ao dia. A luz solar estimula a glândula pineal, que está localizada atrás da testa e produz um hormônio chamado melatonina. A melatonina desempenha o papel de regular os ciclos rítmicos, o sono e o apetite sexual. A glândula também afeta a produção de serotonina e, uma vez estimulada, mantém esse hormônio funcionando normalmente

Fonte: Portal R7
Notícia publicada em: 09/03/2011
Autor: Indefinido

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