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domingo, 19 de janeiro de 2014

Remédio similar deve ter status de genérico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai colocar nesta semana em consulta pública uma resolução que concede aos medicamentos similares o mesmo status de genéricos. A mudança vai permitir que o farmacêutico possa indicar o produto como substituto ao remédio de marca para o consumidor. Atualmente, essa possibilidade, chamada intercambialidade, é permitida apenas para os genéricos. Com a medida, a ideia é ampliar a concorrência e, em consequência, reduzir o preço dos produtos.

A mudança na classificação do remédio será precedida de uma revisão de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). O anúncio da nova política está previsto para ser feito hoje pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que no próximo mês deve deixar a pasta para disputar o governo de São Paulo. Dentro do governo, a ideia é que essa marca possa ser usada como um trunfo eleitoral, a exemplo do que José Serra fez com os medicamentos genéricos, quando estava à frente da mesma pasta.

Remédios genéricos atualmente não podem custar mais do que 65% do que é cobrado pelo produto de referência. O reajuste de similares é feito de acordo com uma fórmula estabelecida pela Cmed. A revisão, de acordo com fontes ouvidas pelo Estado, não significa necessariamente que preços similares terão queda linear.

Embalagens. O texto da resolução, aprovado ontem pela diretoria colegiada da agência, prevê ainda mudanças na embalagens dos medicamentos similares. Elas terão de obedecer um padrão, como ocorre atualmente com genéricos, que estampam com destaque a letra G. O prazo para alteração das embalagens deverá ser de até 180 dias, a contar da publicação da resolução, que, por sua vez, deve ocorrer em até três meses.

Essa mudança na política também é reflexo de uma decisão de 2003, quando a Anvisa estabeleceu um cronograma com prazos para que medicamentos similares apresentassem à agência um teste de bioequivalência, uma exigência que sempre foi feita para o registro de genéricos. O prazo termina neste ano.

O teste é feito para comprovar que o remédio é uma cópia idêntica ao de referência: apresenta o mesmo princípio ativo, a mesma eficiência, o mesmo mecanismo de ação.

De acordo com dados da Anvisa, praticamente 100% do mercado de similares já se adaptou. A Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) afirma que, ao longo desses anos, foram investidos cerca de R$ 700 milhões para realização dos testes.

No mercado. O País tem 185 laboratórios de produtos similares. Dados da Alanac mostram que os remédios dessa classe representam 43% do mercado. Genéricos concentram 27% e os de referência, 21%.

CFF

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha em 12 capitais brasileiras sobre o perfil dos consumidores em farmácias particulares aponta que 68% das 1.611 pessoas entrevistadas têm o hábito de comprar medicamentos genéricos.

Outros 25% dos homens e mulheres ouvidos – todos acima dos 18 anos – declararam adquirir remédios de marca. Entre a classe A, essa taxa subiu para 42%. Os demais indivíduos disseram usar outros tipos de drogas: similares, biológicas, manipuladas, homeopáticas e fitoterápicas. Os índices de cada um desses produtos, porém, não ultrapassaram os 2%.

O levantamento do Datafolha – feito entre os dias 6 e 7 de novembro e concluído no fim de dezembro do ano passado – revela, ainda, que 94% da população adulta entrevistada tem o hábito de fazer compras regularmente em farmácias e drogarias.

Entre o público que costuma frequentar as farmácias do país, segundo o Datafolha, 55% são mulheres, 65% têm entre 26 e 59 anos, 43% têm ensino médio e 23% concluíram o curso superior, 48% pertencem à classe C e 70% exercem alguma atividade remunerada.

Os resultados mostram também como os clientes identificam os vendedores e o farmacêutico responsável ao chegar ao local. Ao todo, 79% conseguem saber quem são os balconistas e 46%, quem é o farmacêutico.

A pesquisa quantitativa foi feita a pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), instituição de pós-graduação centrada no mercado farmacêutico. Os participantes responderam a um questionário de 18 minutos de duração em pontos de fluxo de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Campo Grande, Goiânia, Belém e Manaus.

G1

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Justiça libera registro de genérico "escitalopram"

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderá conceder registro para medicamentos genéricos a base do princípio ativo “oxalato de escitalopram”, utilizado no medicamento para depressão Lexapro, do laboratório Lundbeck Brasil Ltda. Na última quarta-feira (5/12), a Agência, por meio da Advocacia-Geral da União, reverteu, no Tribunal Federal da 1ª Região, sentença que proibia tal prática.

De acordo com argumentos do laboratório Lundbeck Brasil Ltda., os fabricantes de medicamentos genéricos utilizavam, de forma não autorizada, resultados dos testes e dados contidos no dossiê de registro do medicamento de referência Lexapro para obter o registro dos medicamentos genéricos. Entretanto, prevaleceu a alegação da Anvisa de que esses dados e testes não são utilizados no registro de medicamentos genéricos. A legislação brasileira exige que, para o registro de medicamentos genéricos, as empresas apresentem testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade, que comprovam a segurança e a eficácia desses medicamentos.

Para a realização dos testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade, basta a empresa, que deseja registrar um medicamento genérico, adquirir o medicamento de referência no mercado e realizar os testes comparativos. Desta forma, a sustentação foi de que os fabricantes de medicamentos genéricos não precisam fazer novos testes para provar a eficácia do princípio ativo, bastando provar que o medicamento genérico é equivalente e tão eficaz quanto o medicamento de referência, o que permite que o medicamento genérico esteja disponível em um tempo mais curto, evitando testes clínicos desnecessários, mas mantendo a mesma confiança e eficácia do medicamento de referência.

Medicamentos com o princípio ativo “oxalato de escitalopram” são utilizados no tratamento da depressão, do transtorno do pânico, da agorafobia e de transtornos de ansiedade.

ANVISA

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Múltis avançam em genéricos no Brasil

Multinacionais farmacêuticas já detêm 40% do mercado de genéricos no Brasil. Há três anos, essa fatia era de apenas 12%, segundo dados da Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).
A "desnacionalização" do setor se acirrou a partir de 2009, com a compra do laboratório Medley pela francesa Sanofi-Aventis, por R$ 1,5 bilhão. De lá para cá, ao menos outras quatro aquisições foram feitas, e a procura por novos negócios continua acirrada.
"Há conversa para todos os lados. Não só de compra, mas também de acordos de transferência de tecnologia e de outras parcerias", diz Odnir Finotti, da Pró Genéricos.
Três empresas, a italiana Zambom, a suíça Ferring Pharmaceuticals e a dinamarquesa Nycomed, planejam investimentos e parcerias no Brasil. Mas, segundo analistas, está difícil fechar negócios, pois os preços dos ativos farmacêuticos dispararam.
"Já tentamos fazer aquisição de cinco ou seis empresas, mas ainda não deu certo. Estou há 30 anos no mercado farmacêutico e nunca vi nada igual", afirma Wilson Borges, presidente da Zambom do Brasil.
Segundo ele, a empresa deve fechar em outubro parceria para licenciar de quatro a cinco produtos -por razões contratuais, ele não pode revelar detalhes do negócio.

O crescimento econômico brasileiro, o aumento do poder de compra, especialmente nas classes C e D, e as políticas governamentais de acesso a remédios são razões que explicam o interesse no país, hoje o segundo mercado que mais cresce no mundo -só perde para a China.
As farmacêuticas internacionais, por sua vez, precisam buscar alternativas de mercado, já que têm reduzido seu portfólio de produtos de inovação e suas patentes de medicamentos "blockbusters" (campeões de venda) estão em processo de expiração.
"Ninguém é melhor para copiar que o próprio autor. Se você juntar a dificuldade de descoberta de novos medicamentos e o fato de que o mundo inteiro vai ter genéricos, nada mais óbvio que investir em genéricos", diz Antonio Brito, presidente de Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).
O mercado de genéricos faturou R$ 6,2 bilhões em 2010, alta de 37,7% ante o ano anterior, segundo balanço divulgado pelo IMS Health, instituto que audita o desempenho da indústria farmacêutica no Brasil e no mundo.

O setor movimenta 21,3% dos volumes totais de remédios no país e 17% em valor. Nos EUA, o volume de genéricos chega a 70% do total.
Para Finotti, ainda há folga para crescimento do setor. "A participação de genéricos na venda total de medicamentos deve atingir até 50% nos próximos anos."
Brito, porém, não é tão otimista. "A onda do 'cheguei, tem mercado novo e ocupei' já teve melhores dias. A concorrência com a Índia e a China está muito violenta."

Um outro mercado que ganha a cada dia mais interesse das multinacionais é o de medicamentos biológicos, que, no fim do ano passado, passou a ter nova regulamentação no país.
Em abril deste ano, a americana Amgen anunciou a aquisição da brasileira Bergamo por US$ 215 milhões.

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 28/08/2011
Autor: CLÁUDIA COLLUCCI

http://www.tudofarma.com.br/noticias/noticiasInterna.asp?Textos_ID=22036

terça-feira, 7 de junho de 2011

MEDICAMENTOS DE REFERÊNCIA, GENÉRICOS E SIMILARES

Quando um medicamento inovador é registrado no País, chamamos esse medicamento de “referência”. A eficácia, segurança e qualidade desses medicamentos são comprovados cientificamente, no momento do registro junto à Anvisa. Como os laboratórios farmacêuticos investem anos em pesquisas para desenvolvê-los, têm exclusividade sobre a comercialização da fórmula durante o período de patente. “A patente pode durar entre 10 e 20 anos”, segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, que explicou hoje (6/6) como funcionam os medicamentos genéricos em entrevista ao programa Mais Você, da TV Globo.
Após a expiração da patente, abre-se a porta para a produção de medicamentos genéricos. O medicamento genérico é aquele que contém o mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país. “São feitos testes em pacientes que tomam remédios de referência e genéricos, e é feito o exame de sangue dessas pessoas. Em seguida, analisamos se os efeitos deste remédio no organismo são os mesmos” ressaltou Barbano em resposta à pergunta feita pela apresentadora Ana Maria Braga.
O genérico é intercambiável com o medicamento de referência. A segura substituição do medicamento de referência pelo seu genérico é assegurada por testes de bioequivalência apresentados à Anvisa. Essa intercambialidade somente poderá ser realizada pelo farmacêutico responsável.
Na embalagem dos genéricos deve estar escrito "Medicamento Genérico" dentro de uma tarja amarela. Como os genéricos não têm marca, o que você lê na embalagem é o princípio ativo do medicamento. O preço do medicamento genérico é 35% menor pois os fabricantes de medicamentos genéricos não necessitam fazer investimentos em pesquisas para o seu desenvolvimento, visto que as formulações já estão definidas pelos medicamentos de referência. Outro motivo para os preços reduzidos dos genéricos diz respeito ao marketing. Os seus fabricantes não necessitam fazer propaganda, pois não há marca a ser divulgada.
Similares – Além dos medicamentos de referência e os genéricos, há a categoria dos medicamentos similares. De acordo com a definição legal, medicamento similar é aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, mas pode diferir em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículo, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca.
Os medicamentos genéricos e similares podem ser considerados “cópias” do medicamento de referência. Para o registro de ambos medicamentos, genérico e similar, há obrigatoriedade de apresentação dos estudos de biodisponibilidade relativa e equivalência farmacêutica. Desde sua criação, o medicamento genérico já tinha como obrigatoriedade a apresentação dos testes de bioequivalência, enquanto a obrigatoriedade de tais testes para medicamentos similares foi a partir de 2003. Até 2014 todos os medicamentos similares já terão a comprovação da biodisponibilidde relativa.

anvisa

sexta-feira, 27 de maio de 2011

INSUMOS IMPORTADOS ELEVAM DEFICIT COMERCIAL DA SAÚDE

Ampliação do uso dos medicamentos aumenta importações de insumos, e rombo do setor cresce 167% desde 1999
Mais de 90% dos princípios ativos vêm do exterior; governo cria programa para substituir importações
O programa de medicamentos genéricos, criado em 1999, ampliou o acesso da população a medicamentos, mas produziu efeitos colaterais na economia.
Sem um programa de investimento em pesquisa e inovação para desenvolver a indústria farmacêutica, o Brasil se tornou dependente de insumos importados.
O deficit na balança comercial (diferença entre importação e exportação) do complexo industrial da saúde cresceu 167% desde 1999. Passou de US$ 1,98 bilhão para US$ 5,29 bilhões (R$ 8,6 bilhões) no ano passado.
O complexo inclui insumos farmoquímicos (princípios ativos, principal matéria-prima de uma droga), medicamentos prontos, vacinas e material de diagnóstico.
A importação de farmoquímicos manteve-se estável de 1999 até 2006, quando muitas fábricas de genérico entraram em funcionamento.
Entre 2006 e 2010, a importação de insumos mais que dobrou, para US$ 2,36 bilhões (contribuindo para o deficit com US$ 1,85 bilhão).
No mesmo período, a importação de medicamentos acabados saltou de US$ 1,8 bilhão para US$ 3,2 bilhões (deficit de US$ 2,3 bilhões).
A venda de genéricos cresce 30% ao ano, ritmo mais acelerado do que o da venda de medicamentos de referência. E, até 2014, 280 patentes vão vencer, estimulando o mercado de genéricos.
Porém, mais de 90% dos princípios ativos usados no país vêm de fora, principalmente da Índia, segundo a Protec (Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica).

Como não há como substituir a importação de medicamentos prontos, de alta tecnologia e protegidos por patentes, o Ministério da Saúde criou programa para estimular a produção local de princípios ativos e vacinas.
O programa, que usa o poder de compra do governo, começou em 2009 e os primeiros resultados estão saindo dos laboratórios.
Dos R$ 10 bilhões (US$ 6,1 bilhões) que o governo adquire em medicamentos e vacinas por ano, R$ 2,5 bilhões serão comprados de laboratórios como Cristália, Libbs, Globe, Nortec e Genvida. A maior parte dos medicamentos é para tratamento de Aids e câncer.
Em 2012, as compras de laboratórios nacionais devem saltar para R$ 3,5 bilhões. Isso levará a economia de US$ 700 milhões na conta das importações, diz o ministério.

Além do contrato garantido com o governo, os laboratórios recebem financiamentos para pesquisa. "O desafio do setor hoje é aliar a política de acesso a uma política de desenvolvimento tecnológico", diz Carlos Gadelha, secretário de ciência e tecnologia do Ministério da Saúde.
O Brasil possui 98 fabricantes de genéricos. A maioria funciona como "montadora". Importa produtos prontos ou semiprontos e embala no Brasil.
Para os fabricantes, contudo, sem o programa, o deficit poderia ser ainda maior.
"Hoje importamos commodities. Sem o genérico, estaríamos importando mais medicamentos acabados", diz o presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti.
Para o diretor da Protec, Roberto Nicolsky, a falta de um programa para estimular a produção de princípios ativos, como fez a Índia, é o grande "defeito" da lei dos genéricos.
"O Brasil não só não desenvolveu uma indústria farmoquímica como perdeu conteúdo. Deixou, por exemplo, de fabricar antibióticos."

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 26/05/2011
Autor: MARIANA BARBOSA

tudofarma

domingo, 20 de fevereiro de 2011

NOVOS GENÉRICOS AUTORIZADOS PELA ANVISA

A entrada de novos genéricos no mercado está contribuindo para ampliar o acesso da população aos tratamentos de saúde. Atualmente, a Anvisa dá prioridade ao registro de medicamentos que ainda não contam com a presença de genéricos e que são importantes do ponto de vista da saúde pública.

A existência desse genérico vai permitir que a concorrência reduza o preço que o governo paga pelo produto.

No último dia 2 de fevereiro, a Anvisa publicou a RDC 02/11, que instituiu novas regras para os procedimentos de acompanhamento, instrução e análise dos processos de registro e pós-registro de medicamentos de interesse do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente os resultantes de desenvolvimento ou de transferência de tecnologia viabilizados por parcerias do tipo público-público e público-privada. Esta é mais uma iniciativa para permitir que os medicamentos mais importantes cheguem à população e ao sistema público de saúde.

Fumarato de Tenofovir Desoproxila - Antiretroviral – AIDS e Hepatite B

Fumarato de Quetiapina - Esquizofrenia aguda ou crônica

Rosuvastatina Cálcica - Redução do colesterol e dos riscos cardiovasculares

Entacapona - Tratamento de Parkinson

Dacarbazina - Antineoplásico – combate ao câncer

anvisa

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CRESCIMENTO DA VENDA DE GENÉRICOS

Segundo dados da auditoria da IMS Health, divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), foram comercializadas 444,3 milhões de unidades frente a 330,9 milhões em 2009. O crescimento da receita foi de 37% no período, de R$ 4,5 bilhões para R$ 6,2 bilhões.

O aumento no volume de genéricos foi duas vezes maior que a expansão da indústria farmacêutica brasileira, que aumentou 16,9% no período, atingindo a marca de 2,068 bilhões de unidades. A participação dos genéricos chegou a 21,3% do mercado farmacêutico brasileiro.

O presidente executivo da Pró Genéricos, Odnir Finotti, acredita que a maior participação no mercado é resultado da melhora da situação financeira das camadas mais pobres e do aumento do número de medicamentos comercializados.

"Novos consumidores passaram a comprar medicamentos por conta do aumento da renda e os genéricos são a porta de entrada do mercado farmacêutico. Além disso, a entrada de drogas importantes no segmento também naturalmente amplia nosso mercado", disse em nota.

Finotti também considera os programas sociais de saúde como importantes no crescimento, pois receitam, em sua maioria, medicamentos genéricos.

Para o ano que vem, a expectativa da associação é de crescimento superior a 25% caso a economia mantenha o mesmo ritmo de crescimento.

g1 economia