Mostrando postagens com marcador BOCEPREVIR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BOCEPREVIR. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de setembro de 2011

TELAPREVIR E BOCEPREVIR PODE DIMINUIR PELA METADE O TEMPO DE TRATAMENTO DA HEPATITE C

Uma nova pesquisa mostrou que o tratamento da hepatite C, uma doença crônica difícil de tratar, pode ser reduzido para seis meses em cerca de dois terços dos pacientes.
Isto é possível usando uma combinação de medicamentos baseado no telaprevir.
O telaprevir é uma droga nova, aprovada para uso há cerca de três meses, com o potencial para inibir a replicação do vírus.

A nova droga antiviral, juntamente com uma medicação similar, chamada boceprevir, praticamente dobrou o número de pacientes que apresentaram uma boa resposta ao tratamento.
Entre os pacientes tratados com telaprevir, interferon peguilatado e ribavirina, 72% dos pacientes foram curados da hepatite C.
Segundo o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, isto significa que dois terços dos pacientes podem ser curados na metade do tempo.
Os estudos são iniciais e, até agora, feitos em um número muito pequeno de pacientes. Como em todos os casos de medicamentos novos, eventuais efeitos colaterais ainda não são bem conhecidos.

Segundo os médicos, os pacientes que ficaram livres do vírus entre as primeiras 4 e 12 semanas da nova terapia combinada podem de fato suspender o tratamento em um período em 6 meses, contra as 48 semanas atuais (praticamente 1 ano).
Ou seja, a terapia combinada permite a redução do tempo de tratamento para aqueles pacientes que mostram uma resposta mais rápida aos medicamentos.
"Isto significa que, em vez de uma abordagem 'tamanho único', nós podemos individualizar o tratamento para os pacientes com base na sua resposta específica às drogas," disse o Dr. Fred Poordad, coordenador da pesquisa.
"Uma vez que você estiver curado por estas drogas antivirais, você estará curado da hepatite C completamente. Este é um fato pouco conhecido do público e mesmo dos médicos que não trabalham regularmente na área," completou.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=hepatite-c-curada-metade-tempo&id=6954

quinta-feira, 26 de maio de 2011

TELAPREVIR E BOCEPREVIR NO TRATAMENTO DA HEPATITE C

O FDA (órgão americano de controle de saúde) aprovou nesta segunda –feira, dia 23 de Maio de 2011 o remédio INCIVEK, que é o nome comercial do componente Telaprevir. A notícia vai revolucionar a forma como é tratada a hepatite c, no mundo, que até hoje não consegue níveis muito elevados de cura.
A hepatite C é chamada de “assassino silencioso” pois age no organismo por vários anos sem desenvolver qualquer sintoma, até causar a cirrose, falência hepática e em outros casos, também o câncer de fígado.
O presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatite, Humberto Silva, comemorou a notícia: “ nós vivemos nesta ultima semana os dias mais importante em 20 anos de luta contra a doença”. Humberto explicou que a hepatite c é dividida em 4 tipos de vírus: 1, 2, 3 e 4 – chamados de genótipos.
O genótipo 1 que é o mais comum no Brasil (60% dos casos) é justamente o mais difícil de tratar, pois não responde bem aos remédios que existem. Menos da metade dos doentes conseguem atingir a cura definitiva. Os outros genótipos 2 e 3 são mais fáceis de curar, com índices de 80 e 70 % respectivamente. E o 4 é muito raro de ser encontrado.
O INCIVEK vai agir no genótipo 1, aumentando as chances de resposta para até 79%. Na prática, seguiu Humberto, todos os tipos de vírus da hepatite c passarão a ter mais ou menos a mesma resposta ao tratamento.

Outra grande notícia que traz o novo remédio é o de que 60% dos casos de genótipo um poderão ter o tempo de tratamento reduzido para 24 semanas (6 meses) ao invés das 48 (um ano) hoje praticados.
Este grupo de beneficiados é o que consegue resposta rápida , logo no início do tratamento, negativando o vírus na 4ª. Aplicação. O restante deverá prosseguir com o tratamento até completar 1 ano.
O tratamento atual para todos os casos da hepatite c é feito com os dois únicos remédios até então aprovados: O Interferon (injeção semanal ) e a Ribavirina (cápsulas diárias).
O INCEVIK (cápsulas diárias) deverá ser acrescentado aos dois medicamentos e tomado por 12 semanas. Depois, o tratamento segue só com os 2 remédios tradicionais, até o final do curso.

O presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatite, Humberto Silva, lembrou ainda que na semana anterior, tinha sido aprovado também pelo F.D.A. o medicamento VICTRELIS (nome comercial do componente Boceprevir).
O remédio também é um “inibidor de protease” – enzima de ligação fundamental para a multiplicação do vírus da hepatite c e age de maneira muito semelhante ao INCEVIK.
A aprovação ocorreu no dia 13 de Maio de 2011, em Washington.
Os níveis de cura do Incevik, entretanto, de acordo com os últimos estudos do laboratório fabricante, a Merk, são um pouco menos otimistas do que o de seu concorrente, curando cerca de 67% dos casos (contra os 79% anunciado pelo Incevik)
Semana mundial da conscientização da hepatite
Durante esta semana, de 19 a 26 de Maio, em comemoração à data, diversas ações são realizadas para conscientizar a população mundial sobre o que já é chamado de “a maior epidemia do século”.
Existem, em todo o mundo, cerca de meio bilhão de pessoas infectadas com os vírus b e c da hepatite.
E, segundo Humberto Silva, somente 10% deles (se tanto) sabem disso. No Brasil o total de infectados é estimado em 6 milhões de pessoas.
É urgente fazer exames de sangue em toda a população , diz Silva.
“A próxima luta é para que a Anvisa possa aprovar os dois novos remédios para comercialização no Brasil. Isto é esperado para até o final deste ano.”, concluiu.
No último dia 19 de Maio a ABPH realizou a iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro nas cores vermelho e amarelo, que representam a campanha, a fim de chamar a atenção do país para a gravidade do problema.

Fonte: Portal Época
Notícia publicada em: 26/05/2011
Autor: Indefinido

tudofarma

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Telaprevir e boceprevir elevam chances de cura para hepatite C

Os três milhões de brasileiros com hepatite C terão mais chance de cura a partir do próximo ano.

Os dois medicamentos já passaram por pesquisas em fase três -com pacientes de diversos países, incluindo o Brasil- e estão na etapa final de aprovação nos Estados Unidos e na Europa.

A previsão é que o uso seja liberado no exterior no primeiro semestre de 2011. Esperamos que chegue no Brasil ainda no fim do próximo ano ou no começo de 2012.

A hepatite C é causada pelo vírus VHC, transmitido pelo contato com sangue contaminado. Estima-se que tenham a doença 200 milhões de pessoas no mundo.
O vírus causa uma infecção no fígado que, em 85% dos casos, torna-se crônica. A doença não tem sintomas. Um quarto dos pacientes crônicos desenvolve cirrose hepática e pode acabar tendo câncer de fígado.

A única forma de tratamento até agora envolve o uso de duas substâncias: o interferon e a ribavirina. São remédios que melhoram a resposta imunológica do paciente, ajudando o corpo a combater o micro-organismo.

Já as novas drogas, o telaprevir e o boceprevir, impedem a replicação do vírus.

Mais da metade das pessoas que procuram o tratamento disponível hoje não conseguem eliminar a doença: ou os remédios não fazem efeito ou a infecção volta depois de algum tempo.

A possibilidade de cura é de até 90%. Mas os medicamentos antigos não serão aposentados. Durante as pesquisas, quando os antivirais foram usados isoladamente, eles fizeram com que o vírus criasse resistência em pouco tempo.
Existem outros antivirais em fase de testes. Daqui um tempo eles poderão ser usados em conjunto, como um coquetel. Esperamos isso para 2015.

A ribavirina causa muito efeito adverso. Até 15% das pessoas têm sintomas de depressão. Outras têm fadiga, insônia e irritabilidade.

Os antivirais não vão diminuir esses efeitos. A única vantagem é que será preciso tomar a medicação por menos tempo. Devemos ter campanhas educativas sobre os efeitos colaterais, para que o paciente não desista de se tratar.

Qualquer pessoa que recebeu transfusão de sangue antes de 1994 precisa fazer o exame.
Também são considerados grupos de risco quem usa ou já usou drogas injetáveis, fez tatuagens ou outros procedimentos estéticos com materiais não esterilizados, familiares de portadores do vírus, profissionais de saúde e pessoas com mais de 55 anos.

Fonte: Folha de S.Paulo
Notícia publicada em: 04/12/2010
Autor: Juliana Vines

abcfarma