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terça-feira, 24 de julho de 2012

Remédio pode causar doping involuntário

A falta de um acompanhamento ginecológico especializado pode levar a atleta até a ser flagrada no doping involuntariamente. Três marcas de pílulas anticoncepcionais figuram na lista negra dos ginecologistas do esporte. São elas Mesigyna, Micronor e Primolut-nor.

Essas três marcas contém em sua fórmula a norentidrona, uma substância que não é proibida, mas que produz o mesmo metabólito (19-norandrosterona) da nandrolona, considerada doping. Em 2011, a ginecologista Tathiana Parmigiano identificou duas atletas da seleção de basquete que usavam tais anticoncepcionais.

Sugeriu, então, que mudassem de pílula antes que pudessem vir a ser flagradas no exame antidoping.

Pela segunda Olimpíada consecutiva, o manual médico do COB trouxe os anticoncepcionais proibidos, mas nem todas as atletas estão cientes disso. "Não sei se a pílula que tomo pode dar doping", disse Juliana Veloso, dos saltos ornamentais.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Conheça as vantagens e desvantagens de interromper a menstruação

De acordo com um estudo realizado pela Unicamp, 32% das brasileiras avaliadas disseram que gostariam de nunca mais menstruar. Segundo médicos, o desejo é possível. Uma das maneiras é usar continuamente pílulas anticoncepcionais. A jornalista Raíssa Gomes de 22 anos ficou sem menstruar por oito meses: “Amenizou os efeitos da tensão pré menstrual, também diminuiu o inchaço, toda essa questão de não ter mais cólica, diminuiu a acne, até o próprio stress, tudo para mim ficou melhor.”

Apesar de ter se livrado dos desconfortos provocados pela menstruação, Raíssa poderá eventualmente apresentar alguns efeitos colaterais por causa do excesso de hormônio no organismo. É o que explica o ginecologista do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, Hugo Miyahira: “A paciente pode fazer um quadro semelhante ao de uma a mulher na menopausa: começa a ter ondas de calor, uma certa indisposição para o sono, aumento de peso, como todas as vezes que se faz quando usamos medicação, hormônios. E você paga um preço para isso. O hormônio pode ter algum efeito colateral e o médico tem que escolher, então , qual e a melhor maneira para interromper a medicação.”

Mas o ginecologista Hugo Miyahira explica que, em alguns casos, interromper a menstruação pode ser mesmo uma ótima opção: “Sobretudo no caso de endometriose, em que a paciente sente uma dor muito intensa ao menstruar, sangra muito ou a paciente está anêmica que sangra muito, interrompe-se a menstruação dela e se refaz uma dieta adequada. Esta e a indicação clássica, a indicação médica.”

Miyahira ainda faz um alerta para as mulheres que desejam interromper a menstruação: qualquer decisão só deve ser tomada a partir da orientação médica.