terça-feira, 24 de julho de 2012

Remédio pode causar doping involuntário

A falta de um acompanhamento ginecológico especializado pode levar a atleta até a ser flagrada no doping involuntariamente. Três marcas de pílulas anticoncepcionais figuram na lista negra dos ginecologistas do esporte. São elas Mesigyna, Micronor e Primolut-nor.

Essas três marcas contém em sua fórmula a norentidrona, uma substância que não é proibida, mas que produz o mesmo metabólito (19-norandrosterona) da nandrolona, considerada doping. Em 2011, a ginecologista Tathiana Parmigiano identificou duas atletas da seleção de basquete que usavam tais anticoncepcionais.

Sugeriu, então, que mudassem de pílula antes que pudessem vir a ser flagradas no exame antidoping.

Pela segunda Olimpíada consecutiva, o manual médico do COB trouxe os anticoncepcionais proibidos, mas nem todas as atletas estão cientes disso. "Não sei se a pílula que tomo pode dar doping", disse Juliana Veloso, dos saltos ornamentais.