Em 1925, formou-se em Farmácia, em Ouro Preto. CDA (era assim que os editores os chamavam) foi o orador de sua turma de formandos. Em 1934, ele se transferiu para o Rio de Janeiro, onde ingressou no serviço público. Foi Chefe de Gabinete de Gustavo Capanema, Ministro da Educação, até 1945. Em seguida, foi trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou, em 1962. A partir de 1954, Drummond escreveu memoráveis crônicas no “Correio da Manhã” e no “Jornal do Brasil”.
O poeta deixou sete livros essenciais para a literatura brasileira. São eles: “Alguma Poesia” (1930),”Sentimento do Mundo” (1940), ‘A Rosa do Povo” (1945), “Claro Enigma” (1951), “Antologia Poética” (1962), “José e Outros” (1967) e “Corpo” (1984).
Um dia, Aluísio Pimenta, também mineiro, farmacêutico e intelectual, Ministro da Cultura do Governo Sarney, Ex-professor na Universidade de Londres e Ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, num bate-papo com o poeta-maior do Brasil, perguntou: “Carlos, porque você se formou em Farmácia, já que abraçou a carreira literária?”
Drummond respondeu-lhe: “Porque eu gosto das pessoas”.
Farmacêuticos, em todos os tempos e lugares, trazem mesmo lições de amor às pessoas. Aliás, para o farmacêutico, amar não é apenas o verbo transitivo direto que se aprende a conjugar, nas escolas. Amar é ação. A ação de servir, a qualquer hora de qualquer dia e em qualquer lugar. É cuidar, é promover a saúde, é salvar vidas.