Dando continuidade às articulações políticas em busca de mais espaço para o farmacêutico na Saúde Pública, o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais fez, nesta terça-feira, 20 de março, uma participação inédita na reunião do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems). O assessor técnico do CRF/MG, José Geraldo Martins, apresentou aos gestores municipais a importância e contribuição do farmacêutico na Atenção Básica.
Ao lembrar que a exigência do farmacêutico como Responsável Técnico pelas farmácias municipais está prevista na Lei 5991/73 e no decreto nº 85.878 de 7 de abril de 81, José Geraldo Martins reforçou que a atuação do profissional começa na seleção dos medicamentos a serem adquiridos e culmina no acompanhamento orientado do tratamento.
“Somente o farmacêutico tem a formação adequada para dispensar o medicamento certo para uma finalidade específica, na dosagem correta, pelo tempo que for necessário, no momento e no lugar adequados, com a garantia de qualidade e a informação suficiente para o uso adequado, tendo como conseqüência a resolutividade das ações de saúde”, destacou o assessor técnico.
Na oportunidade, diversos secretários se manifestaram, relatando dificuldades e situações que podem ser resolvidas através do entendimento. Todos foram orientados a procurar o CRF/MG para que o estudo da realidade de cada Município aponte as possibilidades de acordo.
O presidente do Cosems, Mauro Junqueira, ponderou que os gestores municipais também precisam obedecer à Lei de Responsabilidade Fiscal, e o caminho para atender a todos é o entendimento. “A presença do Conselho de Farmácia é um sinal claro da busca do diálogo, e temos a certeza de que chegaremos a um ponto de equilíbrio”, explicou.
Segundo a diretora Rigleia Lucena, que também participou da reunião, o CRF/MG tem atuado na valorização da profissão farmacêutica e, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, está pronto para contribuir com os gestores na implantação ou melhoria da assistência farmacêutica nos municípios. “A Assistência Farmacêutica é um direito do cidadão. Estamos à disposição para ampliar a cooperação com os municípios e tentar encontrar uma solução para as dificuldades que limitam a inserção do farmacêutico na Saúde Pública”, destacou.
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