sábado, 30 de julho de 2011

Ministério da Saúde divulga mapa das hepatites virais no Brasil entre 1999 e 2010

Os dados, divulgados anualmente, apresentam os casos confirmados da doença, de pacientes que geralmente já apresentam sintomas

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (28) o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais no Brasil. Em todo o país, estados e municípios registram os casos de pacientes que dão entrada nos serviços de saúde. Os dados, divulgados anualmente, apresentam os casos confirmados da doença, de pacientes que geralmente já apresentam sintomas. Por isso, há diferença entre as informações divulgadas no Boletim e as publicadas no Inquérito Nacional de Hepatites Virais, realizado nas capitais e no Distrito Federal, com a realização de exames por amostragem de pessoas.

Para registrar os dados do boletim, a principal fonte é o Sistema de Informação de Agravos de Notificações (Sinan). De 1999 a 2010 (com dados preliminares para o último ano), foram notificados 307.446 casos de hepatites virais no Brasil, incluindo os cinco tipos da doença – A, B, C, D e E (quadro abaixo).

“A melhoria da notificação das hepatites no país é fundamental para o Ministério da Saúde. É a oportunidade de chegar àqueles que não conhecem sua condição sorológica, oferecer tratamento e contribuir para a qualidade de vida dessas pessoas”, avalia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Dados de hepatites virais notificados entre 1999 e 2010*
Hepatite Número de casos
A 130.354
B 104.454
C 69.952
D 1.812
E 874

HEPATITE A – A maior parte dos casos notificados no período foi registrada nas regiões Nordeste (31,2%) e Norte (22,6%). Crianças menores de 13 anos representam o grupo mais acometido pela hepatite A e compreendem 68,7% dos casos notificados no país, de 1999 a 2010*. Nesse grupo também se concentram as mais elevadas taxas de incidência.

No país, observa-se diminuição da taxa de incidência a partir de 2006, quando se registrou 9,1 casos por 100 mil habitantes. Em 2010*, a taxa verificada foi de 3,1 por 100 mil habitantes. Neste mesmo ano, em relação às regiões, a Norte apresentou a maior taxa (9,7), seguida pela Sul (3,8), Nordeste (3,7), Centro Oeste (3,1) e Sudeste (1,2).

HEPATITE B – A análise por região demonstra que o Sudeste concentra 36,6% dos casos, seguido do Sul, com 31,6% das notificações, entre 1999 e 2009. Nesse período, tanto o país, quanto as regiões apresentaram crescimento das taxas de incidência (número de casos a cada 100 mil habitantes). No Brasil, a taxa passou de 0,5%, em 1999, para 5,6%, em 2009. A região Sul registra os maiores índices desde 2002, seguida do Norte. As taxas observadas nessas duas regiões, em 2009, foram de 13,3 e 12,6 por 100 mil habitantes, respectivamente.

HEPATITE C – Do total de casos de hepatite C registrados entre 1999 e 2010*, 47.830 foram na região Sudeste e 15.095, na Sul. Juntas, essas duas regiões concentram 90% dos casos confirmados no país. As taxas de incidência mais elevadas também se concentram nessas regiões. Enquanto o país registrou incidência de 5,3 casos confirmados para hepatite C, em 2009, a região Sudeste apresentou 8,3 e a Sul, 7,4.

HEPATITE D – Só as pessoas que já são portadoras do tipo B podem ser infectadas pelo tipo D, também causado por vírus. Entre 1999 e 2010*, foram confirmados 1.812 casos de hepatite D, com concentração de 76,3% na região Norte. Os estados do Acre e Amazonas agregam a maioria dos casos acumulados no período e notificados, 555 e 625, respectivamente.

HEPATITE E – Neste tipo da doença, os sinais e sintomas são semelhantes aos da hepatite A. Contudo, esse tipo é raro no Brasil. Entre 1999 e 2010*, foram registrados 874 casos da doença. Do total acumulado, mais da metade 50,6% (442) foram notificados na região Sudeste.

ÓBITOS POR HEPATITES VIRAIS – Entre as mortes atribuídas especificamente às hepatites virais no Brasil, o maior número registrado entre os anos de 2000 a 2010* foi decorrente da hepatite C, com 14.873 óbitos. Em seguida, encontra-se a hepatite B, com 4.978 notificações. No mesmo período, a causa básicas de óbito por hepatites é menor nos tipos A (608), D (264) e E (48). Os óbitos são extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

* Dados preliminares

ms