Cientistas da International Business Machines Corp. disseram que conseguiram criar um remédio microscópico que mostrou em tubos de ensaio a possibilidade de se tornar uma nova arma para combater bactérias com resistência a antibióticos.
Colaborando com cientistas do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia de Cingapura, pesquisadores da IBM criaram uma nanopartícula que dizem ser capaz de localizar e destruir bactérias resistentes a antibióticos, como a Staphylococcus aureus resistente a meticilina, conhecida pela sigla em inglês MRSA, sem afetar as células sadias.
Ainda é preciso realizar mais experimentos para determinar o efeito da tecnologia em animais antes de ela ser testada em humanos. A IBM também precisa atrair o interesse de uma farmacêutica ou outra empresa interessada em desenvolvê-la para comercialização, então qualquer aplicação da tecnologia no mundo real provavelmente demorará anos.
A nanopartícula é projetada com uma carga elétrica específica que é atraída por uma carga oposta na superfície da membrana da MRSA e de outras bactérias, disse James Hedrick, um dos cientistas da IBM que desenvolveu a tecnologia.
"É como se fosse o polo norte e o polo sul", disse Hedrick, descrevendo a atração quase magnética entre dois polos com cargas elétricas opostas. "As partículas rompem a membrana, gerando aberturas que esvaziam" a bactéria. Os pesquisadores acreditam que a destruição causada nas bactérias impede-as de criar resistência às nanopartículas.
A MRSA, bactéria encontrada na pele e comum em lugares como hospitais e academias de ginástica, mata cerca de 19.000 pessoas por ano nos Estados Unidos e provoca mais de 250.000 internações, segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, conhecidos como CDC.
Fonte: Valor Econômico
Notícia publicada em: 04/04/2011
Autor: Ron Winslow e Shara Tibken, The Wall Street Journal
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