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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vacinação contribui para a redução de óbitos

A vacina é a melhor estratégia para reduzir e prevenir complicações da doença. No ano passado, os óbitos pelo vírus caíram 64%.

A vacina contra a gripe éa melhor estratégia disponível para a prevenção da influenza e suas consequências. As campanhas de vacinação realizadas pelo Ministério da Saúde têm conseguido índices cada vez maiores de imunização. Isso se reflete na redução de casos e óbitos pelo vírus da gripe no país. . Em 2010, 148 pessoas morreram por conta de complicações. No ano passado, o Ministério da Saúde registrou 53 mortes, o que representa uma redução de 64%.

Os casos registrados também caíram de um ano para o outro. Em 2010, o Ministério da Saúde registrou 746 casos de pessoas infectadas pelo vírus na forma mais grave. Já no ano passado, foram 598 pessoas, o que dá uma redução de 20%.

As internações por complicações da gripe também caíram 44% no ano passado. Em 2010, foram hospitalizadas 9.383 pessoas com febre, tosse, dispnéia – dificuldade em respirar, acompanhada de mal-estar. No ano passado, foram 5.230 pessoas.

Para seguir nessa tendência de queda dos óbitos e casos registrados, será lançada, neste sábado, a 14ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, com o dia D de mobilização nacional. A campanha começa neste sábado (5) e segue até o dia 25 de maio.

A vacina é segura e protege contra os três principais vírus que circulam no hemisfério sul no ano anterior, entre eles o da influenza A (H1N1). Ela proporciona impacto direto na diminuição dos casos e gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias, das internações hospitalares e da mortalidade.

No ano passado, além de idosos e populações indígenas, atendidos desde 1999, foram imunizadas crianças entre seis meses e dois anos, gestantes e profissionais da saúde. Ao todo, 25,13 milhões de pessoas receberam a vacinação em 2011. A cobertura vacinal da população alvo da campanha chegou a 84%.

Neste ano, o Ministério da Saúde consolidou a ampliação do público-alvo na última campanha e acrescentou a população prisional, que, por estar em confinamento, está mais vulnerável a doenças, sobretudo, as respiratórias.

Entre os adultos saudáveis, a vacina pode prevenir entre 70% e 90% de casos de gripe. Entre idosos, reduz as doenças graves e complicações em até 60%, e as mortes em 80%. A vacinação pode reduzir ainda entre 32% e 45% as hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade.

quinta-feira, 31 de março de 2011

SANOFI EM FASE FINAL DE TESTES DE VACINA CONTRA DENGUE

Primeira indústria farmacêutica a chegar à fase final de testes para o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, a francesa Sanofi Pasteur, divisão de vacinas do Grupo Sanofi-Aventis, investe €300 milhões (R$ 699 mi) na finalização da construção de uma fábrica em Neuville, na França, para produção da nova vacina.

O Brasil — público para o qual o produto está sendo desenvolvido com prioridade — deverá ser o primeiro país a receber em massa a nova vacina. Os testes da terceira fase doimunizante, a última no processo que antecede a aprovação por órgãos reguladores como o americano FDA, estão sendo aplicados na Austrália. Mas há estudos e testes sendo realizados também no Brasil, na Tailândia e em outros países afetados pela doença. Se a eficácia do produto for comprovada, a previsão é de realização do primeiro pedido de registro e autorização a partir de 2013, mas isso também pode ocorrer depois, a depender dos resultados dos testes.

A vacina chega em sua etapa final de testes cerca de noventa anos após os primeiros estudosmundiais. “Acreditamos na aprovação, especialmente porque não há produto algum no mercado que seja semelhante a esse e as demais empresas que desenvolvem testes ainda não entraram na fase final”, diz Susan Watkins, diretora global de comunicação científica da Sanofi Pasteur, explicando que em razão disso a empresa começou a investir na construção da fábrica mesmosem ter a certeza da aprovação.

O Brasil, contudo, não tem sido visto como um grande mercado pela Sanofi Pasteur apenas em razão da chegada do imunizante. No ano passado, o país recebeu 60 milhões de doses da vacina H1N1 produzidos pela companhia. “O Brasil é nossa prioridade entre os mercados emergentes”, afirma Susan.Em2010, os emergentes, com destaque para o Brasil, somaram mais de €1 bilhão (R$ 2,33 bi) no faturamento global da companhia.

“Ainda há acertos a serem feitos quanto à distribuição, mas queremos expandir geograficamente nossa participação no mercado global e investir mais em produção local”, diz a executiva. O Brasil, contudo, não está entre as prioridades globais da companhia para receber investimentos em laboratórios de pesquisa. Neste caso, a previsão está focada na expansão da área de pesquisa e desenvolvimento na China e na Índia, onde a companhia já tem laboratórios.

Com € 3,8 bilhões (R$ 8,85 bi) emfaturamento em 2010 e 13 mil empregados no mundo, a Sanofi Pasteur tem atualmente 12 fábricas de vacinas e outras três em construção — uma no México, outra na China e a que se dedicará à produção de vacina para dengue, na França. A corrida pelo Brasil não ocorre por acaso, visto que nos últimos anos as multinacionais da indústria farmacêutica têm buscado crescer em novos mercados que possam compensar os altos investimentos empesquisa para desenvolvimento de medicamentos.

No caso da dengue, o Brasil interessa pelo fato de a doença ser endêmica no país e também em razão de o governo ter recursos para adquirir a vacina, o contrário do que ocorre, por exemplo, na África. A intenção inicial da Sanofi, que trabalha em parceria com o Instituto Internacional de Vacinas (IVI) — e, no Brasil, atua ao lado do Instituto Butantan e da Fiocruz — é disponibilizar o produto ao mercado mundial em2015.

Fonte: Brasil Econômico
Notícia publicada em: 31/03/2011
Autor: Cláudia Bredarioli

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

VACINA NO TRATAMENTO DE VICIADOS EM COCAÍNA

Pesquisadores da Universidade Cornell, em Ithaca, e do Instituto de Pesquisa Scripps, em La Jolla, ambos nos Estados Unidos, produziram uma vacina segura que cria imunidade contra os efeitos da cocaína em camundongos. Ela combina partes do vírus do resfriado com partículas que imitam a droga.

No estudo, publicado no dia 4 de janeiro na edição online do Molecular Therapy, do Instituto Naciona de Abuso de Drogas dos EUA, os cientistas dizem que esta nova estratégia pode ser a primeira a oferecer aos dependentes de cocaína uma forma bastante simples de interromper e reverter este hábito nocivo. Além disso, a vacina pode ser útil no tratamento de outros tipos de droga, como nicotina, heroína e outros opiáceos.

Segundo o líder do estudo, Ronald G. Crystal, diretor e professor da medicina genética do Weill Cornell Medical College, os anticorpos produzidos em camundongos pela vacina se ligam, e sequestram, as moléculas de cocaína antes que a droga chegue ao cérebro desses animais – e impede qualquer hiperatividade relacionada à cocaína. O efeito da vacina dura até 13 semanas – o maior dos prazos analisados.

"Já houve outras tentativas de produzir imunidade contra a cocaína, mas esta é a primeira vez que o método não irá exigir várias e caras infusões, e que pode ser rapidamente testado em humanos", diz Crystal afirma. "Atualmente, não há qualquer vacina aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration) para vício em drogas", afirma o médico.

A novidade deste tratamento é que ele ombina uma substância química que tem estrutura muito semelhante à da cocaína a componentes do adenovírus, do resfriado comum. Desta forma, o sistema imunológico recebe um alerta para um agente infeccioso (o vírus), mas também aprende a "enxergar" a cocaína como um intruso. Naturalmente, o corpo não vê a cocaína como algo a ser destruído – assim como todas as drogas de moléculas pequenas, que também não são eliminadas pelos anticorpos.

Uma vez que a estrutura do novo intruso (semelhante ao narcótico) é reconhecida, o sistema imunológico cria anticorpos para ela, e, portanto, para a droga. Depois disso, a qualquer momento que a cocaína é aspirada ou admministrada de outra forma, esses anticorpos são rapidamente produzidos e agem sobre as moléculas da droga, que são englobadas e impedidas de chegar ao cérebro.

Os pesquisadores injetaram bilhões desse combinado em camundongos e encontraram uma forte resposta imunológica gerada contra a vacina. Quando estes anticorpos foram colocados em tubos de ensaio, englobaram cocaína.

Em seguida, eles testaram o efeito da vacina sobre o comportamento, e descobriram que camundongos que a receberam antes da cocaína ficaram muito menos hiperativos do que aqueles que não foram vacinados. O efeito foi visto até mesmo nos animais que receberam grandes doses repetidas de cocaína. Essas doses refletem, proporcionalmente, as mesmas quantidades que os humanos podem usar.

Crystal prevê que, se a vacina funcionar em testes humanos, terá melhor resultado em pessoas que já são viciadas em cocaína e que estão tentando parar de usar a droga

Fonte: Revista Época
Notícia publicada em: 07/01/2011
Autor: Indefinido

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