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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Hanseníase tem cura

O dia 26 de janeiro é dedicado à luta contra uma doença que hoje pode ser diagnosticada e tratada sem deixar sequelas

Apesar do estigma em torno da doença, a hanseníase tem cura e se, tratada precocemente e de forma adequada, pode evitar incapacidades e sequelas. A divulgação dos sinais e sintomas da hanseníase, do seu tratamento e da cura é uma importante estratégia para o enfrentamento da doença. "O Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase é importante para divulgação de meios para tratar os casos existentes o mais precocemente possível e para a promoção e defesa dos direitos das pessoas acometidas pela doença e seus familiares", explica a referência técnica da coordenação estadual de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Saúde (SES), Maria Aparecida de Faria Grossi.

Em Minas Gerais, são notificados, aproximadamente, 1.500 novos casos de hanseníase por ano. Em 2012, foram 1.479, o que significou 7,45 diagnósticos a cada 100 mil habitantes. Deste total 12,3% foram diagnosticados tardiamente e, portanto, já apresentando deformidade decorrente do avanço da enfermidade.

RESULTADOS - Quando há demora no tratamento, a doença pode causar incapacidades físicas, o que se evita com o diagnóstico precoce e tratamento imediato, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento é gratuito e pode durar de seis a 12 meses.

Exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde da família sobre o autocuidado também fazem parte do tratamento. "Vale ressaltar que, imediatamente após iniciar o tratamento, o paciente já não mais transmite a hanseníase para as pessoas com quem convive. Se a população tiver acesso a informações sobre o que é a hanseníase, o diagnóstico será feito mais precocemente, evitando o aparecimento de deformidades. Além disso, em casos iniciais o tratamento é realizado por um tempo menor", disse Maria Aparecida.

Os casos estão distribuídos por todo o Estado, mas a situação merece maior atenção nas divisas com o Sul da Bahia e o Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal e na divisa de Goiás com o Triângulo Mineiro.

A hanseníase é doença infecciosa, crônica, causada pela bactéria M- leprae. Afeta a pele e os nervos periféricos, em especial dos olhos, braços e pernas. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde. "Qualquer mancha na pele ou área de pele aparentemente normal, mas com alteração de sensibilidade, pode ser hanseníase. Nesse caso, o paciente deve ser encaminhado a uma unidade de saúde para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento", recomenda a médica.

IOFMG

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CARNE DE TATU PODE TRANSMITIR HANSENÍASE

Os cientistas do Governo dos Estados Unidos procuravam uma resposta para um intrigante e misterioso surto de casos de hanseníase no sul do país. A doença, afinal, é difícil de ser contraída, muito mais do que nos tempos bíblicos ou na Idade Média, por exemplo.

Testes genéticos revelaram que a doença antiga ainda pode ser causada ao “manipular frequentemente” tatus – ou comer essa criatura de aparência bizarra, conhecida em algumas regiões dos Estados Unidos como “lombada caipira”. Aparentemente, algumas pessoas apreciam fazer refeições com os animais atropelados na estrada.
Apenas cerca de 150 casos de hanseníase são registrados a cada ano nos Estados Unidos, principalmente de pessoas que tinham estado em lugares como Índia, Brasil e Angola, onde a doença é mais comum.

Porém, o risco de adoecer de um tatu é baixa. A maioria das pessoas expostas a eles não ficar doente com a antiga praga, conhecida cientificamente como hanseníase e agora facilmente tratável.

Tatus são um dos poucos mamíferos que abrigam as bactérias que causam a doença às vezes desfigurante que primeiro aparece como lesões incomuns e irregulares na pele.
Embora a hanseníase seja infecciosa, é difícil de pegá-la. Correm maior risco os familiares que estão em constante contato com uma pessoa não tratada. A hanseníase não pode ser transmitido através do contato casual, como aperto de mão, ou pelo sexo.
A doença é curável através de tratamento precoce de antibióticos antes que ocorram complicações. Os medicamentos matam as bactérias normalmente em poucos dias e as tornam não-contagiosas. Geralmente, leva um ano ou dois para limpar totalmente o germe do corpo.

Se não for tratada, a hanseníase pode causar danos nos nervos tão grave que as pessoas perdem a sensibilidade nos dedos das mãos e pés, levando à deformidade e incapacidade.

Enquanto o germe ataca a pele, as mãos e os pés dos seres humanos, ela tende a infectar o fígado, baço e os linfonodos dos tatus. [MSN]

hypescience