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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Estudo liga fast-food a aumento de asma e eczema entre crianças

Comer fast-food três vezes por semana pode levar crianças a contrair asma ou eczema (inflamação na pele), segundo uma pesquisa que analisou padrões de dietas e doenças em todo o mundo.

O estudo verificou dados de 500 mil crianças de mais de 50 países e indicou que aquelas que comiam fast-food como hambúrgueres com regularidade corriam mais risco de sofrer condições alérgicas como asma severa, eczema, coceira e lacrimejamento nos olhos.

As conclusões, publicadas na revista especializada "Thorax", afirmam que alimentos do tipo fast-food contêm altas doses de ácidos gordos transaturados, ou gordura trans, conhecida por afetar a imunidade.

A pesquisa indica ainda que o consumo de frutas pode ajudar a reduzir os efeitos negativos do consumo excessivo de comidas do tipo fast-food, já que as futas são ricas em antioxidantes e outros componentes benéficos.

De acordo com o estudo, crianças no início da adolescência que comiam fast-food três ou mais vezes por semana tinham 39% mais riscos de sofrer de asma severa. E crianças entre 6 e 7 anos tinham 27% a mais de chances de sofrer dessa condição.

Efeito de frutas

O consumo de três ou mais porções de frutas por semana reduz o risco de asma, eczema e rinite alérgica em 11% a 14%.

Os autores do estudo, Inneas Asher, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e Hywel Williams, da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, dizem que as conclusões da pesquisa ''têm grande importância para a saúde pública, por causa do aumento mundial de consumo de fast food''.

Em determinados casos, alimentos como leite bovino, ovos, peixes, mariscos, produtos de levedura, nozes e alguns corantes e conservantes podem agravar os sintomas.

Malayka Rahman, da entidade Asthma UK, afirma que pesquisas mostram que os hábitos alimentares de uma pessoa podem contribuir para o risco de elas desenvolverem asma, e que uma dieta saudável pode ter efeitos benéficos.

''As evidências sugerem que as vitaminas e antioxidantes encontrados em frutas e legumes frescos têm um efeito benéfico sobre a asma. Portanto, aconselhamos as pessoas com asma a manter uma dieta saudável e equilibrada, incluindo cinco porções de frutas ou legumes todos os dias, peixes mais de duas vezes por semana, e leguminosas mais de uma vez por semana", comenta Malayka.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Conheça quais são os alimentos capazes de auxiliar no combate ao colesterol ruim

Uma alimentação saudável é fundamental para controlar o alto colesterol (LDL). Para isso, é preciso seguir uma dieta à base de verduras, frutas, carnes brancas, fibras, azeite de oliva e hortaliças. Alguns alimentos, como abacate, peixes e laranja, colaboram na redução do alto colesterol (LDL) e contribuem para o aumento do bom colesterol (HDL).

A nutricionista e consultora da Coordenação Geral da Política e Alimentação e nutrição (CGPAN), do Ministério da Saúde, Ana Carolina Feldenheimer, explica quais ão os alimentos que devem ser evitados. “O ideal é controlar o consumo de alimentos gordurosos, como carnes vermelhas, leite integral, queijos amarelos e frituras. É importante prestar atenção na maneira como os alimentos são preparados, dando preferência para alimentos cozidos e assados. Sempre que possível evitar o consumo de produtos processados, alimentos com um alto teor de gordura, açúcar e sódio”, alerta.

As frutas auxiliam no combate do alto colesterol (LDL). Goiaba, kiwi, morango, laranja contêm vitamina C e são aliadas da saúde do coração, pois evitam a formação de placas de gordura. “O abacate, por exemplo, beneficia combate do alto colesterol (LDL). Ele é rico em gordura monoinsaturada e auxilia o aumento do bom colesterol (HDL). As frutas fontes de vitamina C têm substâncias antioxidantes, que auxiliam na diminuição dos níveis de LDL (colesterol ruim), pois limitam a absorção do colesterol no intestino”, explica a nutricionista do Programa de Alimentação e Nutrição (CGAN), do Ministério da Saúde, Maria da Penha Campos.

As gorduras insaturadas, encontradas em peixes, colaboram na redução dos níveis de triglicerídeos. “Os peixes são fontes de ácido graxo e ômega 3, tipo de gordura boa e insaturada. Ajuda no controle e redução dos níveis de colesterol total do sangue. Além de reduzir a formação de coágulos e colaborar com a prevenção das doenças cardiovasculares”, diz.

Os alimentos ricos em fibras insolúveis, como aveia, granola e linhaça melhoram a circulação e inibem a absorção de gordura. “A aveia contém uma fibra solúvel, que retarda o esvaziamento gástrico e promove a sensação maior de saciedade no organismo. Além de atuar no controle da glicemia. A linhaça é um dos alimentos mais ricos em ômega 3”, enumera.

As nozes e castanhas também possuem grande quantidade de antioxidantes, responsáveis por combater o envelhecimento celular e prevenir doenças coronárias. “A arginina, presente em boas quantidades nestas sementes, atua como importante vasodilatador, contribuindo para a redução do risco de desenvolvimento de doenças coronarianas”, finaliza.

Além de alimentação, a prática regular de atividade física traz benefícios para todos os indivíduos, independente da situação de saúde e patologias associadas. “A atividade física auxilia na manutenção dos níveis de colesterol. Isso sem contar com a manutenção do peso saudável”, finaliza a nutricionista e supervisora, Ana Carolina Feldenheimer.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Óleo de abacate: o "óleo de oliva das Américas"?

O óleo de abacate exerce seu efeito protetor contra os radicais livres diretamente nas mitocôndrias, algo não obtido com antioxidantes de nenhum outro vegetal até agora.
Uma série de fatores ambientais - como poluição, fumaça de cigarro e radiação - podem transformar as moléculas de oxigênio encontrados nas mitocôndrias, as fontes de energia das células, em radicais livres.
Essas moléculas instáveis destroem moléculas importantes para a formação das células, tais como lipídeos, proteínas e até mesmo o DNA, transformando-as também em radicais livres.
Este fenômeno destrutivo está associado com o envelhecimento, mas ocorre também em uma variedade de doenças, incluindo a hipertensão e o diabetes.

Em busca dos antioxidantes

Isso tem motivado cientistas em todo o mundo a procurar substâncias que reforcem a resistência das células aos efeitos nocivos dos radicais livres.
Muitos estudos de antioxidantes - moléculas que combatem os radicais livres - presentes em frutas e legumes, como cenouras e tomates, têm sido concluídos com resultados pouco encorajadores.
"O problema é que os antioxidantes nessas substâncias não conseguem entrar nas mitocôndrias. Com isso, os radicais livres danificam as mitocôndrias, fazendo a produção de energia da célula parar, e ela entra em colapso e morre," explica Christian Cortés-Rojo, da Universidade de Michoacán (México).
Mas o próprio Cortés-Rojo tem as primeiras boas notícias na área.
Seus estudos revelaram que o óleo de abacate tem efeitos protetores contra os radicais livres nas mitocôndrias.

Óleo de abacate

Segundo o pesquisador, o óleo de abacate permitiu que células de levedura sobrevivessem à exposição a altas concentrações de ferro, que produz uma enorme quantidade de radicais livres, "mesmo em níveis mais elevados do que os encontrados em algumas doenças humanas."
"Esses resultados podem ser atribuídos ao fato de que o óleo de abacate acelera a respiração da mitocôndria, o que indica que o uso de nutrientes para a produção de energia para as funções celulares continua a ser eficaz, mesmo em células atacadas pelos radicais livres," explica o pesquisador.
"Em alguns países do Mediterrâneo, a pequena ocorrência dessas doenças, ou mesmo a inexistência delas, têm sido associadas com o alto consumo de óleo de oliva," explica ele.
"O azeite tem uma composição de gordura similar à encontrada no óleo de abacate. Portanto, o óleo de abacate poderia eventualmente ser chamado de azeite de oliva das Américas," concluiu.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cominho combate radicais livres e protege o DNA

O cominho é usado extensivamente na medicina tradicional para tratar uma variedade de doenças, do vitiligo à hiperglicemia.
A planta é considerada como antiparasitária e antimicrobiana e a ciência tem repetidamente verificado sua eficácia para reduzir a febre, ou como um analgésico.
Agora, uma nova pesquisa mostra que a humilde especiaria também contém altos níveis de antioxidantes.

As chamadas espécies reativas de oxigênio, mais conhecidas como radicais livres, são produzidas naturalmente, como parte dos processos metabólicos necessários à vida.
O estresse oxidativo, no entanto, é causado por uma superprodução ou sub-remoção desses radicais livres.
O estresse oxidativo está ele próprio envolvido em uma série de doenças, incluindo aterosclerose, doença degenerativa neural, inflamação, câncer e envelhecimento precoce.

Acredita-se que os antioxidantes eliminem os radicais livres, reduzam o estresse oxidativo e previnam doenças.
Os compostos fenólicos das plantas, especialmente os compostos polifenólicos, são muitas vezes considerados antioxidantes.
Um grupo de pesquisadores agora usou técnicas bioquímicas e biológicas para mostrar que as sementes do cominho (Centratherum anthelminticum (L.) Kuntze), um membro da família da margarida, representam uma rica fonte de antioxidantes fenólicos.
"Os extratos de cominho mostraram-se fortes antioxidantes nos sistemas testados. Os extratos também mostraram-se grandes doadores de elétrons e, portanto, agentes redutores, outro marcador da antioxidação," afirmam os cientistas do Central Food Technological Research Institute, na Índia.

Nos testes biológicos, o cominho inibiu a oxidação dos lipossomas usados como modelo para a oxidação da membrana celular e ofereceu proteção total contra danos ao DNA, segundo os cientistas.
"A quantidade de fenóis que conseguimos extrair e a atividade antioxidante do cominho dependeu do método utilizado. No entanto, a atividade antioxidante do cominho está correlacionado com o teor de fenóis totais.
Por isso, uma série de compostos fenólicos dentro das sementes de cominho devem ser os responsáveis pela atividade antioxidante verificada," concluíram os cientistas.

diariodasaude

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ANTIOXIDANTES PODEM MELHORAR A FERTILIDADE MASCULINA

NOVA YORK (Reuters Health) - Os casais que lutam para conceber poderiam encontrar ajuda no uso de antioxidantes como a vitamina E e zinco, dicas de uma nova revisão de mais de 30 estudos.

Os pesquisadores se concentraram em homens que eram pouco férteis - menos férteis do que a média, mas ainda capaz de fazer um bebê - e descobriu que aqueles que tomaram antioxidantes tiveram cerca de quatro vezes mais chances de obter sucesso do que os não tomaram suplementos.

Infertilidade afecta um em cada 20 homens e é responsável por metade das concepções atrasadas. Até 80 por cento dos casos são provavelmente devido aos efeitos do estresse oxidativo nas células de esperma, reduzindo tanto os seus números e sua qualidade.

O estresse oxidativo ocorre quando as moléculas conhecidas como radicais livres, subprodutos do metabolismo celular, danos ao DNA e capacidade das células com função. Os antioxidantes, incluindo vitaminas e os nutrientes certos, ajuda a proteger as células, estabilizando os radicais livres.

"A suplementação oral com antioxidantes pode ir alguma maneira para melhorar a chance de um casal da concepção", o pesquisador Marian Showell da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, disse à Reuters Health em um e-mail.

Para ver se a investigação até à data apóia essa idéia, Showell e seus colegas revisaram 34 estudos que envolveram cerca de 3.000 casais que se submetem a tratamentos de fertilidade, inclusive a fecundação in vitro e a inseminação intra-uterina - dois dos métodos mais utilizados para aumentar as probabilidades de concepção quando o esperma questões relacionadas estão envolvidos. Cada estudo investigou o papel potencial de um ou mais antioxidantes.

Baseado em 96 gestações entre 964 casais em 15 dos estudos, os pesquisadores descobriram que o uso de antioxidantes pelo parceiro do sexo masculino aumentaram as chances de concepção em quatro vezes.

Além disso, homens que tomam antioxidantes melhoraram em cinco vezes a probabilidade do bebê nascer vivo, diz o relatório dos investigadores na Biblioteca Cochrane. Apenas três dos estudos continham dados sobre nascidos vivos, no entanto.

"Os resultados do aumento da taxa de nascidos vivos com antioxidantes são baseados em um total de apenas 20 nascimentos - um número relativamente pequeno", o Dr. Mark Sigman, da Universidade Brown, em Providence, RI, que não esteve envolvido na revisão, disse à Reuters Saúde em um e-mail.

Sigman, cuja investigação não encontrou nenhuma melhoria na qualidade do sêmen com a carnitina antioxidante, foi cauteloso em fazer alarde com os resultados da revisão.

Os estudos incluídos não usam os mesmos tipos ou números de antioxidantes, acrescentou. Como resultado, os pesquisadores não puderam determinar a eficácia de suplementos individuais.

Além de suplementos orais, os antioxidantes podem ser encontrados em uma variedade de alimentos, de cranberries a couve, tomate e queijo mussarela.

Ambos Sigman e Showell advertiu que o casal não deve contar com antioxidantes para superar os desafios de sua fecundidade. Mesmo que certos suplementos provar eficaz, são necessárias mais pesquisas para determinar quais os casais poderão colher os benefícios específicos.

"É irreal pensar que um tratamento vai ser bom para a maioria dos casais", observou Sigman.

"Não há evidências de que antioxidantes causar danos", acrescentou. "Mas também não sabemos até que ponto os antioxidantes são benéficos - e ninguém tem aprovação do FDA para a infertilidade".

FONTE: http://bit.ly/f5DZBP The Cochrane Library on-line, 19 jan 2011.

Reuters Health

nlm