quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Automedicação pode ter agravado situação de vítima de dengue no PR

A Secretaria Estadual de Saúde (SESA) informou que das seis mortes confirmadas por dengue entre agosto de 2012 e fevereiro de 2013 no Paraná, uma pode ter por sido causada por falta de orientação médica e automedicação.

O alerta do órgão é para que as pessoas procurem um médico logo após perceberem os principais sintomas da doença, que são dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo.

Para a médica Jussara Totato, os medicamentos anti-inflamatórios devem ser evitados em qualquer suspeita da doença. "Eles tem pré-disposição para sangrar e se o paciente tomar pode correr o risco de hemorragias muito mais graves", explica.

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria da Saúde, na segunda-feira (25), mais dois municípios se encontram em situação de epidemia no estado desde o início de 2013, totalizando 13. São João da Caiuá, no noroeste, e Engenheiro Beltrão, na região centro-ocidental – que apresentaram 27 e 65 casos, respectivamente – entraram na lista por ultrapassarem a marca de incidência de 300 casos por 100 mil habitantes.

 Para determinar a causa da morte de casos suspeitos de dengue, além dos exames realizados no Lacen-PR, é feita uma investigação criteriosa para avaliar se a doença foi a principal responsável pelo óbito, segundo a SESA.

Período crítico

O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, destacou que o estado enfrenta um período crítico da doença devido ao clima. “O combate à dengue deve ser feito durante todo o ano, mas devemos ficar atentos ao período de calor intenso e chuvas, que favorecem a proliferação do mosquito transmissor da doença”.

G1