segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mulheres devem tomar dose menor de soníferos, diz FDA

A FDA, agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, anunciou ontem que pediu aos fabricantes dos remédios contra insônia mais populares nos Estados Unidos, como Ambien e Zolpimist, para reduzir pela metade a dose recomendada para mulheres.

Estudos laboratoriais mostraram que estas drogas podem deixar as pessoas sonolentas de manhã e com riscos de sofrer acidentes de carros.

O requerimento se aplica a drogas com o princípio ativo zolpidem, de longe o mais usado para o tratamento da insônia — no Brasil, os remédios Lioram e Stilnox o têm em suas fórmulas. O objetivo é usar a menor dose possível para combater a falta de sono. Com incidência mais baixa, a droga permanece no organismo por menos tempo durante a manhã, reduzindo o risco de que seu consumidor esteja debilitado ao volante.

Segundo pesquisa da FDA, de 10 a 15% das mulheres que consomem estes medicamentos têm um nível de zolpidem no sangue que prejudica a condução de veículos até oito horas depois de tomar a pílula. Nos homens, este índice é de apenas 3%.

A FDA disse aos fabricantes que a dose recomendada para mulheres, que eliminam o zolpidem mais lentamente que os homens, deveria ser baixada de 10 miligramas para 5 miligramas em produtos de uso imediato. Em medicamentos de uso contínuo, a redução deve ser de 12,5 miligramas para 6,25 miligramas.

Para homens, a FDA informou que os rótulos devem recomendar doses menores, embora, no caso deles, esta diminuição não seja obrigatória.

— Para quem dirige durante a manhã ou desempenha qualquer trabalho que exige uma atenção constante, recomendase conversar com o médico e, assim, ter a certeza de que está recebendo a dose adequada — explica Ellis Unger, diretor do Departamento de Avaliação de Medicamentos da FDA.

ORIENTAÇÕES AOS MÉDICOS

De acordo com Unger, a agência recebe há anos relatos de acidentes vinculados ao uso de zolpidem. O diretor acrescentou, no entanto, que não é possível saber exatamente a incidência da substância nestes episódios.

O acúmulo de notícias mobilizou a agência, que decidiu tomar medidas logo que seus testes confirmaram que algumas pessoas sentem os efeitos do fármaco mesmo após despertarem.
Os médicos americanos ainda serão orientados se poderão aumentar a dose prescrita caso a menor não provoque os efeitos desejados.

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