Ver uma pessoa durante uma crise de convulsão assusta, mas é
importante manter a calma e não tentar segurá-la ou tomar atitudes
exageradas na tentativa de socorrê-la. Apesar de assustar, a convulsão
dificilmente deixa seqüelas.
O socorro a uma crise
convulsiva é importante e cercado de diversos mitos. É importante manter
a calma e colocar a pessoa em uma situação de segurança para que ela
não caia ou bata a cabeça. Além disso, caso ela esteja salivando, é
importante deitá-la com a cabeça de lado para evitar que ela se sufoque
com a própria saliva.
Algumas pessoas acreditam que
colocar objetos, como canetas, panos enrolados ou até mesmo o dedo pode
ajudar a não enrolar a língua, mas isso é errado.
A
língua não pode causar engasgo e não há como ser engolida; apenas fica
endurecida durante a crise assim como os outros músculos do corpo.
Fora
isso, a pessoa que usa o dedo para desenrolar a língua pode se machucar
já que a outra em crise convulsiva pode involuntariamente mordê-la.
Além disso, não pode segurar a pessoa, não pode dar tapas, não pode dar
remédios e não pode jogar água na cara de quem estiver tendo uma
convulsão.
Os sintomas mais comuns das convulsões são
contrações fortes por todo o corpo, principalmente nos braços e pernas,
lábios azulados, olhos virados para cima, inconsciência e salivação
abundante.
Ela pode ser causada por hemorragia,
intoxicação por produtos químicos, falta de oxigenação no cérebro,
efeitos colaterais provocados por medicamentos ou doenças como
epilepsia, tétano, meningite e tumores cerebrais.
Convulsão febril
Segundo
a pediatra Ana Escobar, esse tipo de convulsão é igual às outras, mas
acontece somente com crianças entre 5 meses e 5 anos, quando o cérebro
ainda não está totalmente formado e não consegue reconhecer
completamente os estímulos.
Existem fatores genéticos
que predispõem para a ocorrência da convulsão febril, porém infecções
virais, como as gripes e os resfriados, bem como as infecções
bacterianas, como infecção de ouvido, sinusite, pneumonia são doenças
que podem levar à convulsão por apresentarem febre na sua evolução.
Se
a criança começa a ter febre forte, é preciso baixá-la o mais rápido
possível para evitar uma possível convulsão. Segundo a pediatra Ana
Escobar, um banho morno pode ajudar a baixar a febre entre 37 e 38
graus. A partir dos 38 graus, já é sinal para usar medicamentos, como o
paracetamol, dipiroma e o ibuprofeno. Mas mesmo com a febre alta, nem
toda criança vai convulsionar. Se acontecer, é preciso ir rapidamente
para o hospital.
G1