Desde que o Brasil passou a reconhecer patentes farmacêuticas, ficou mais difícil a produção dos chamados similares, porque a indústria farmoquímica de primeira linha, fornecedora dos princípios ativos, está comprometida com grandes formuladores de remédios, sem contar que as gigantes multinacionais são verticalizadas e não produzem para terceiros. Então as acusações de concorrência desleal ou fraudulenta se multiplicaram, gerando um monte de disputas judiciais. Como especialista em patentes, o escritório do advogado Otto Licks é um dos que estão apinhados por essas ações.
Se o Brasil tivesse uma indústria farmoquímica, esse problema não existira. O BNDES tem se empenhado em atrair empresas do setor, porém com poucos resultados.
Até mesmo no caso dos medicamentos genéricos, nenhum grande fabricante internacional se interessou ainda em vir para o Brasil. Na opinião de Otto, a razão estaria nessa competição pouco ética do mercado nacional.