“Todas as doenças relacionadas a grau tem componentes anatômicos. Se, por exemplo, você tem três graus de miopia, os teria mesmo se não fizesse nenhum esforço visual. É como o tamanho do seu nariz ou do seu braço.”, esclarece o Dr. Júlio Sousa, chefe do serviço de oftalmologia do Hospital Federal do Andaraí (RJ), vinculado ao Ministério da Saúde.
O diagnóstico em alguns casos pode ser feito ainda na infância, na fase pré-escolar. “Um detalhe importante é que a criança pode ter grau em um olho só. Ela vai desenvolver um olho normalmente, mas no outro ela enxerga pouco.”, esclarece o oftalmologista. “Se isso não for diagnosticado até no máximo cinco ou seis anos, esse olho não vai desenvolver corretamente.”, acrescenta.
A cirurgia para correção do grau está mais para uma questão estética do que uma solução. Em alguns casos nem é recomendada. “Há risco de o problema voltar ou da pessoa desenvolver outro. Ou seja, corrigir a miopia e a pessoa ficar hipermetrope. Por isso os exames pré-operatórios são muito importantes”, alerta Dr. Júlio.
Identificando as diferenças - Entre a miopia e a hipermetropia, a diferença está na focalização. Quando a pessoa enxerga mal objetos próximos é hipermetrope, quando a visão é desfocada em objetos longes ela é míope. Já o astigmatismo é o formato irregular na córnea, e todos os objetos, tanto longe quanto perto, ficam distorcidos. Em torno dos 40 anos algumas pessoas, sobretudo hipermetropes, podem desenvolver a presbiopia ou “vista cansada”, e ter dificuldades para enxergar de perto.