"Hoje, um profissional que esteja analisando o sangue de um paciente enfermo procura por algo entre 10 a 20 compostos químicos," explica David Wishart, da Universidade de Alberta.
"Agora nós identificamos 4.229 substâncias químicas no sangue que os médicos podem potencialmente olhar para diagnosticar e tratar problemas de saúde," conta o biomédico.
O estudo e a identificação dos metabólitos é chamado metabolômica.
"Esta é a mais completa caracterização química do sangue já feita," afirma o pesquisador. "Nós sabemos agora os valores normais de todos os compostos químicos detectáveis no sangue. Os médicos poderão usar estas medições como um ponto de referência para o acompanhamento da saúde atual, e até mesmo futura, de um paciente."
Ele afirma que as substâncias químicas no sangue são o "canário na mina de carvão", por captarem os primeiros sinais de um problema médico que se aproxima: "A química do sangue é a primeira coisa a mudar quando uma pessoa está desenvolvendo uma situação perigosa, como o colesterol alto."
A base de dados criada por Wishart e sua equipe é de livre acesso e pode ser acessada no endereço www.serummetabolome.ca.
A pesquisa foi publicada na revista científica Plos One.
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