quarta-feira, 21 de julho de 2010

Permuta entre legalidade e honra

Todos nós somos criminosos reincidentes. Não podemos sequer nos lembrar de quando começamos a cometer crimes. Tudo veio naturalmente. Afinal, crescemos com outros criminosos, alguns dos quais nos ensinaram - intencionalmente ou não - a cometer crimes cada vez maiores e piores.

Conhecemos a diferença entre o certo e o errado; portanto, não podemos alegar insanidade. Todos os nossos crimes são conhecidos do juiz e não podemos alegar inocência até que se prove nossa culpa, porque todos sabem que somos culpados. Pedir desculpas não ajuda. Enfrentamos sucessivas sentenças de prisão perpétua, só excedidas pelas sucessivas sentenças de morte.

Não existe esperança. Nenhum advogado é suficientemente bom para nos livrar, nem mesmo abrandar a pena. Mas espere! Aí vem aquele Homem de quem você ouviu falar. Como descrevê-Lo? Bem, Ele é algo como a combinação dos melhores traços de Gandhi, Madre Teresa, Mozart e Stephen Hawking, só que melhor. Ele está a caminho de receber diversos prêmios Nobel; mas, em vez disso, Ele decide ir para seu julgamento. Para encurtar a história, Ele aceita as punições que são legalmente suas e lhe dá a honra que é legalmente dEle. Onde existe isso em algum livro de direito? De repente, você está a caminho de Estocolmo, para receber o prêmio Nobel, e Ele a caminho da penitenciária. Como você se sente?

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - ADULTOS - 3º TRIMESTRE 2010 PG 50 E 51. CASA PUBLICADORA BRASILEIRA